<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-7792626444388820236</id><updated>2012-02-03T02:39:24.118-08:00</updated><category term='XXV - AS AVENTURAS DE CIRCE IRINÉIA: FINAL DA QUINTA AVENTURA DE CIRCE'/><category term='10.7 - O ENCONTRO DE CYBELE VELIDA COM SEU DUPLO FAMOSO A DEMETER ELEUSIDA'/><category term='VII - AS AVENTURAS DE CIRCE IRINÉIA: TERCEIRA PARTE DA PRIMEIRA AVENTURA'/><category term='3.13 - O RETORNO DE CYBELE: ASSIM ACONTECEU O TAL AVATAR'/><category term='ODISSÉIA MARIA DO DESCASCADO BRASIL POUCO CUIDADO NO SÉCULO XX FINADO - 1998 / 1999'/><category term='10 - NO MUNDO DOS SONHOS DIMENSIONADOS: O ELEVADOR PANORÂMICO E A CIDADE NO TOPO DA MONTANHA'/><category term='3.11 - O RETORNO DE CYBELE: ASSIM ACONTECEU O TAL AVATAR'/><category term='23 - EPÍSTOLA AOS HOMENS DO FUTURO – RIO DE JANEIRO'/><category term='&quot;ONDE VOCÊ ESTAVA EM 11 DE SETEMBRO DE 2001?&quot;'/><category term='ODISSÉIA MARIA BRASILEIRA DO FINAL DO SÉCULO XX/1998-1999'/><category term='10.3 - O ENCONTRO DE CYBELE VELIDA COM SEU DUPLO FAMOSO A DEMETER ELEUSIDA'/><category term='15 - EPÍSTOLA AOS HOMENS E MULHERES DO FUTURO - RIO DE JANEIRO'/><category term='10.2 - O ENCONTRO DE CYBELE VELIDA COM SEU DUPLO FAMOSO A DEMETER ELEUSIDA'/><category term='REPLETA DE BOA INTENÇÃO...'/><category term='6.1 - ASSIM ACONTECEU O TAL ENCONTRO SINGULAR'/><category term='XXX - AS AVENTURAS DE CIRCE IRINÉIA: CONTINUAÇÃO DA CONTINUAÇÃO DA SEXTA AVENTURA DE CIRCE'/><category term='ODISSÉIA MARIA DO ASSOMBROSO TREM ANTIQUADO DO SÉCULO XX FINADO DO BRASIL DO PASSADO - 1998 / 1999'/><category term='XXIII - AS AVENTURAS DE CIRCE IRINÉIA: E CIRCE SE APROXIMA DA QUINTA AVENTURA'/><category term='9.6 – CIBELE GISELE OBSERVANDO EM 2004 AS ESTRADAS DO BRASIL'/><category term='4.5 – O RETORNO DE CIBELE: A LUTA HERÓICA CONTRA O ANTIGO BASILISCO TERRÍVEL DO BAFO MORTAL'/><category term='CASTRO ALVES'/><category term='7 - NO MUNDO DOS SONHOS DIMENSIONADOS: UMA RÁPIDA DIGRESSÃO'/><category term='9 - NO MUNDO DOS SONHOS DIMENSIONADOS: A CAMINHAR POR UMA ROTA DESCONHECIDA'/><category term='X – QUE FALA DA LEITURA DO QUIJOTE A INFLUENCIAR A DEMÊNCIA DA QUIJOTINNA'/><category term='CESÁRIO VERDE E A INDÚSTRIA CULTURAL DO SÉCULO XIX'/><category term='III - MÁRIO DE ANDRADE: UM UTOPISTA? - CAFÉ: CONCEPÇÃO MELODRAMÁTICA: 2o ATO - 1a CENA'/><category term='A DEMANDA ACTUAL DO SANCTO GRAAL NACIONAL - A CAMELOTE BRASILEIRA DO FINAL DO SÉCULO PASSADO - 4'/><category term='CECÍLIA MEIRELES E SEU &quot;ROMANCEIRO&quot; PÓS-MODERNO: ROMANCE LIII OU DAS PALAVRAS AÉREAS'/><category term='ODISSÉIA MARIA DO FINAL POLUÍDO DO SÉCULO XX - 1998 / 1999'/><category term='12.3 – RECUPERANDO O FIO DA MEADA ENROLADA'/><category term='1 - NOVAS EPÍSTOLAS AOS HOMENS E MULHERES DO FUTURO - RIO DE JANEIRO'/><category term='XVI - AS AVENTURAS DE CIRCE IRINÉIA: A QUARTA PARTE DA TERCEIRA AVENTURA DE CIRCE'/><category term='27 DE JANEIRO DE 2002'/><category term='7.6 - CERES ROMANELLI E CYBELE GISELE: O OBJETIVO DOS CIENTISTAS BRASILEIROS DA GLORIOSA EMPREITADA'/><category term='XXXII - AS AVENTURAS DE CIRCE IRINÉIA: ENTRETANTO DO ACONTECIMENTO DA SEXTA AVENTURA DE CIRCE'/><category term='17 DE DEZEMBRO DE 1961 - DATA DO INCÊNDIO NO GRAN CIRCUS AMERICANO EM NITERÓI'/><category term='1.3 - O RETORNO DE CYBELE: TERCEIRA INVOCAÇÃO AO CÁLAMO DA ANTIGA ESCRITA'/><category term='11 DE NOVEMBRO DE 2001 - EPÍSTOLA AOS HOMENS DO FUTURO - 8'/><category term='8 - EPÍSTOLA AOS HOMENS DO FUTURO - RIO DE JANEIRO'/><category term='4.3 – O RETORNO DE CIBELE: CIBELE SE DEPARA COM O CHEIRO HORRÍVEL DO BASILISCO TERRÍVEL'/><category term='24 DE FEVEREIRO DE 2002'/><category term='IX – QUE EXIBE SEM PIEDADE O ENCAFIFAMENTO DA QUIXOTINNA'/><category term='1 - MÁRIO DE ANDRADE: UM VISIONÁRIO?'/><category term='VIVA O DIA INTERNACIONAL DA MULHER'/><category term='9.1 - A NARRADORA EM QUESTÃO AO FALAR DO SEU BRASIL POR CERTO ESPECTACULAR DESEJA SE DESCULPAR POR TANTA EXALTAÇÃO E MUITO CANTAROLAR'/><category term='XXXIV - AS AVENTURAS DE CIRCE IRINÉIA: APOGEU DA SEXTA AVENTURA DE CIRCE'/><category term='8.1 - UM DOMINGO DE AVENTURAS-MIL PELAS ESTRADAS ENSOLARADAS DO MEU BRASIL VARONIL'/><category term='12.5 – NA QUARTA-FEIRA REPASSADA'/><category term='28 DE OUTUBRO DE 2001'/><category term='13.1 - A NARRADORA EM QUESTÃO'/><category term='VI - MÁRIO DE ANDRADE: UM UTOPISTA? - CAFÉ: CONCEPÇÃO MELODRAMÁTICA: POSFÁCIO DE MÁRIO DE ANDRADE'/><category term='III - AS AVENTURAS DE CIRCE IRINÉIA: DEDICATÓRIA AO GOVERNANTE ATUAL QUE PASSA POR UM MOMENTO RADICAL'/><category term='COM EMPENHO DE ARRASAR'/><category term='1 - EPÍSTOLA AOS HOMENS DO FUTURO - RIO DE JANEIRO'/><category term='AS MENINAS DE LYGIA FAGUNDES TELLES - AS SINALIZADORAS DE UM NOVO TEMPO - 3'/><category term='NOVAS AVENTURAS DE DIANNA VALENTE - 3'/><category term='I - MÁRIO DE ANDRADE: UM UTOPISTA? - CAFÉ: CONCEPÇÃO MELODRAMÁTICA: 1o ATO - 1a CENA'/><category term='XIII - AS AVENTURAS DE CIRCE IRINÉIA: O INÍCIO DA TERCEIRA AVENTURA DE CIRCE'/><category term='13.8 - A DEMÉTER JÁ CANSADA DE FICAR MITIFICADA'/><category term='24 - EPÍSTOLA AOS HOMENS DO FUTURO - RIO DE JANEIRO'/><category term='RECEITAS DE CULINÁRIA MINEIRA DA ODISSÉIA MARIA NO BLOG CAFFE COM LITTERATURA'/><category term='20 DE JANEIRO DE 2002 - EPÍSTOLA AOS HOMENS DO FUTURO - 16'/><category term='AS MENINAS DE LYGIA FAGUNDES TELLES - A PRESENÇA IMPERCEPTÍVEL DO NARRADOR OFICIAL - 10'/><category term='12.7 – NAQUELE TERCEIRO MILÊNIO PREDICTO QUOMODO GLOBAL'/><category term='AS MENINAS DE LYGIA FAGUNDES TELLES - PERSONAGENS ESPELHANDO OS CONFLITOS SÓCIO-EXISTENCIAIS DOS ANOS DE 1960 - 5'/><category term='5.5 – CIBELE ROMANELLI: NAS BEIRADAS DO ENCONTRO DE CIBELE FLORIDA COM A FILHA QUERIDA'/><category term='2 - NO MUNDO DOS SONHOS DIMENSIONADOS: OITO LUAS CHEIAS NO CÉU'/><category term='10.6 - O ENCONTRO DE CYBELE VELIDA COM SEU DUPLO FAMOSO A DEMETER ELEUSIDA'/><category term='XXXVI - AS AVENTURAS DE CIRCE IRINÉIA: A SÉTIMA AVENTURA DE CIRCE'/><category term='MACHADO DE ASSIS: PENSAMENTO SOBRE LIBERDADE'/><category term='IV – QUE DISCORRE DA ANTIGA VIDINHA DA FIDALGA DIANNA QUIXOTINNA'/><category term='III – DESVELANDO A INFÂNCIA DE DIANNA QUIXOTINNA'/><category term='10 - EPÍSTOLA AOS HOMENS DO FUTURO - RIO DE JANEIRO'/><category term='3 - MÁRIO DE ANDRADE: UM VISIONÁRIO?'/><category term='12.1 - A NARRADORA EM QUESTÃO'/><category term='3.9 - O RETORNO DE CYBELE: ASSIM ACONTECEU O TAL AVATAR'/><category term='10.5 - O ENCONTRO DE CYBELE VELIDA COM SEU DUPLO FAMOSO A DEMETER ELEUSIDA'/><category term='07 DE OUTUBRO DE 2001'/><category term='3.15 - O RETORNO DE CYBELE: ASSIM ACONTECEU O TAL AVATAR'/><category term='II - AS AVENTURAS DE CIRCE IRINÉIA: SUPLICAÇÃO A JANO ANCESTRAL PARA A OBTENÇÃO DE UM NARRAR SEM-IGUAL GLORIFICADOR DO BRASIL MAIORAL'/><category term='AS MENINAS DE LYGIA FAGUNDES TELLES - NARRATIVA DE ACONTECIMENTO-SÉCULO XX - 17'/><category term='XXIX - AS AVENTURAS DE CIRCE IRINÉIA: CONTINUAÇÃO DA SEXTA AVENTURA DE CIRCE'/><category term='LYGIA FAGUNDES TELLES: NATAL NA BARCA'/><category term='UM FELIZ FINAL DE 2011 PARA OS BRASILEIROS E PARA OS INTERNAUTAS DO MUNDO INTEIRO'/><category term='CONSCIÊNCIA DA LINGUAGEM: NOVO DINAMISMO PSÍQUICO'/><category term='23 DE SETEMBRO DE 2001'/><category term='17 DE MARÇO DE 2002'/><category term='10.9 - O ENCONTRO DE CYBELE VELIDA COM SEU DUPLO FAMOSO A DEMETER ELEUSIDA'/><category term='04 DE NOVEMBRO DE 2001 - EPÍSTOLA AOS HOMENS DO FUTURO - 7'/><category term='3 - NO MUNDO DOS SONHOS DIMENSIONADOS: O APARTAMENTO-COBERTURA E O HOMEM-ÁGUIA'/><category term='A DEMANDA ACTUAL DO SANCTO GRAAL NACIONAL - OBSCURA ERA FACTAL DA ESCRAVIDÃO SERVIÇAL - 7'/><category term='3.12 - O RETORNO DE CYBELE: ASSIM ACONTECEU O TAL AVATAR'/><category term='19 DE NOVEMBRO - DIA DA BANDEIRA BRASILEIRA'/><category term='5.4 – CIBELE ROMANELLI: OS DIVOS REBENTOS LENDÁRIOS DE CYBELE ADAMANTE'/><category term='7.10 - CERES ROMANELLI E CYBELE GISELE: DEPOIS DA ONÇA ANESTESIADA'/><category term='13.3 – O QUE ACONTECEU REALMENTE'/><category term='4 - NO MUNDO DOS SONHOS DIMENSIONADOS: A VIAGEM'/><category term='ODISSÉIA MARIA SEM SOLDO MENSAL NO FINAL DO SÉCULO XX ANORMAL - 1998 / 1999'/><category term='3.6 - O RETORNO DE CYBELE: ASSIM ACONTECEU O TAL AVATAR'/><category term='CECÍLIA MEIRELES E SEU &quot;ROMANCEIRO&quot; PÓS-MODERNO: ROMANCE LXXXI OU DOS ILUSTRES ASSASSINOS'/><category term='A DEMANDA ACTUAL DO SANCTO GRAAL NACIONAL - OBSCURA ERA TREVAL NA TRANSIÇÃO CONJUNTURAL - 5'/><category term='VIII – QUE TRATA DA MUDANÇA DE VIDA DA NEO-QUIXOTINNA DIANNA E DO APARECIMENTO DO TOINZÃO BONITÃO'/><category term='7.5 - CERES ROMANELLI E CYBELE GISELE: O OBJETIVO DOS CIENTISTAS BRASILEIROS DA GLORIOSA EMPREITADA'/><category term='AS MENINAS DE LYGIA FAGUNDES TELLES - REALIDADE x FICÇÃO: MULHERES BRASILEIRAS VIVENCIANDO UM MOMENTO POLÍTICO DESCONCERTANTE - 2'/><category term='11.2 - NUMA QUARTA-FEIRA DA VIDA A CYBELE GISELE MARIA REENCONTRA SUA OUTRA FACE ELEUSIDA A DIVA DEMÉTER DE LARA JUSSARA LINDA LUZIA'/><category term='10.8 - O ENCONTRO DE CYBELE VELIDA COM SEU DUPLO FAMOSO A DEMETER ELEUSIDA'/><category term='3 - EPÍSTOLA AOS HOMENS DO FUTURO - RIO DE JANEIRO'/><category term='ALMADA NEGREIROS – UM FICCIONISTA PORTUGUÊS MUITO SENHOR DE SUA VONTADE'/><category term='UM FELIZ 2012 PARA TODOS OS BONS BRASILEIROS E PARA OS INTERNAUTAS DO MUNDO INTEIRO'/><category term='2 - EPÍSTOLA AOS HOMENS DO FUTURO - RIO DE JANEIRO'/><category term='17 - EPÍSTOLA AOS HOMENS DO FUTURO - RIO DE JANEIRO'/><category term='02 DE DEZEMBRO DE 2001'/><category term='XIII – DO QUE PRIMEIRO ACONTECEU À FIDALGA LUNAR QUANDO DECIDIU SAIR POR AÍ A VOAR'/><category term='11 DE NOVEMBRO DE 2001'/><category term='20 DE JANEIRO DE 2002'/><category term='14.4 - CONTINUANDO O CONTADO'/><category term='5 - EPÍSTOLA AOS HOMENS DO FUTURO  -  RIO DE JANEIRO'/><category term='AS MENINAS DE LYGIA FAGUNDES TELLES - A AVALIAÇÃO DO PAPEL DA BRASILEIRA-ESCRITORA EM MEADOS DO SÉCULO XX - 1'/><category term='XV - AS AVENTURAS DE CIRCE IRINÉIA: A TERCEIRA PARTE DA TERCEIRA AVENTURA DE CIRCE'/><category term='CLARICE LISPECTOR - UM “AMOR” DE NARRATIVA'/><category term='3.2 - O RETORNO DE CYBELE: ASSIM ACONTECEU O TAL AVATAR'/><category term='20 - EPÍSTOLA AOS HOMENS DO FUTURO - RIO DE JANEIRO'/><category term='21 - EPÍSTOLA AOS HOMENS DO FUTURO - RIO DE JANEIRO'/><category term='ODISSÉIA MARIA DO FINAL ASTRAL DO SÉCULO XX ANORMAL - 1998 / 1999'/><category term='PARA NUNCA ESQUECERMOS OS 60 MILHÕES DE MISERÁVEIS QUE VIVERAM À MÍNGUA NO PASSADO DO BRASIL'/><category term='ODISSÉIA MARIA DAS VIAGENS DE AVIÃO PELO MUNDO CRISTÃO DO SÉCULO XX FINADO DO BRASIL SEM TOSTÃO - 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ESTRUTURA FICCIONAL INOVADORA - 15'/><category term='5 - SOBRE O PAULISTANO RIO TIETÊ DE MÁRIO DE ANDRADE - 2'/><category term='12.2 – QUASE A PERDER O FIO DA MEADA ENROLADA'/><category term='4 - SOBRE O PAULISTANO RIO TIETÊ DE MÁRIO DE ANDRADE - 1'/><category term='2 - MÁRIO DE ANDRADE: UM VISIONÁRIO?'/><category term='XXIV - AS AVENTURAS DE CIRCE IRINÉIA: A QUINTA AVENTURA DE CIRCE'/><category term='ODISSÉIA MARIA DO IMPOSTO ENCANTADO DO BRASIL PENDURADO NO SÉCULO XX FINADO - 1998 / 1999'/><category term='1.1 - O RETORNO DE CYBELE: PRIMEIRA PETIÇÃO AO OGMIOS'/><category term='XII - AS AVENTURAS DE CIRCE IRINÉIA: TERCEIRA PARTE DA SEGUNDA AVENTURA DE CIRCE'/><category term='PARA REFLETIRMOS SOBRE O ATUAL CONCEITO DE EDUCAÇÃO NO BRASIL'/><category term='14.1 - A NARRADORA EXEMPLAR SACODE A MENTE VAGANTE'/><category term='7 DE SETEMBRO - DIA DA INDEPENDÊNCIA DO BRASIL'/><category term='9.4 – OS FEITOS E GLÓRIAS DE CIBELE GISELE'/><category term='VII – QUE EXPÕE O ANTERIOR SONHO DE VOAR DA FIDALGA QUIXOTINNA'/><category term='10.1 - O ENCONTRO DE CYBELE VELIDA COM SEU DUPLO FAMOSO A DEMETER ELEUSIDA'/><category term='AS MENINAS DE LYGIA FAGUNDES TELLES - INVESTIDA FICCIONAL CONTRA O DOMÍNIO SÓCIO-POLÍTICO BRASILEIRO DOS ANOS 60 - 4'/><category term='IX - AS AVENTURAS DE CIRCE IRINÉIA: E CIRCE SE DEPARA COM A SEGUNDA AVENTURA'/><category term='AS MENINAS DE LYGIA FAGUNDES TELLES - DIFERENTES PONTOS DE VISTA / DIFERENTES NÍVEIS DE REALIDADE - 9'/><category term='Neuza Machado'/><category term='3.4 - O RETORNO DE CYBELE: ASSIM ACONTECEU O TAL AVATAR'/><category term='30 DE SETEMBRO DE 2001'/><category term='ODISSÉIA MARIA DAS MULHERES MAL-AMADAS DO SÉCULO XX FINADO DO BRASIL EMPENHADO - 1998 / 1999'/><category term='SOBRE O APAGÃO DE 2001 - EPÍSTOLA AOS HOMENS DO FUTURO'/><category term='V - MÁRIO DE ANDRADE: UM UTOPISTA? - CAFÉ: CONCEPÇÃO MELODRAMÁTICA: 3o ATO (FINAL)'/><category term='XVII - AS AVENTURAS DE CIRCE IRINÉIA: CONCLUSÃO DA TERCEIRA AVENTURA DE CIRCE'/><category term='5.1 - O ENCONTRO DE CYBELE VELIDA COM A FILHA FAMOSA CERES DEMÉTER DIVINDADE ELEUSIDA'/><category term='12.6 – NAQUELE TERCEIRO MILÊNIO PREDICTO QUOMODO GLOBAL'/><category term='ODISSÉIA MARIA DAS VIAGENS REAIS-MENTAIS AO TEMPLO DO GLORIOSO SABER BRAZILEIRO DO SÉCULO XX DO BRAZIL ALTANEIRO - 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LITERATURA FEMININA: SÍMBOLO DE AUTOCONHECIMENTO - 8'/><category term='2 - O RETORNO DE CYBELE: DEDICATÓRIAS'/><category term='13 - EPÍSTOLA AOS HOMENS DO FUTURO - RIO DE JANEIRO'/><category term='9 - EPÍSTOLA AOS HOMENS DO FUTURO - RIO DE JANEIRO'/><category term='11.3 - NUMA QUARTA-FEIRA DA VIDA A CYBELE GISELE MARIA REENCONTRA SUA OUTRA FACE ELEUSIDA A DIVA DEMÉTER DE LARA JUSSARA LINDA LUZIA'/><category term='CECÍLIA MEIRELES E SEU &quot;ROMANCEIRO&quot; PÓS-MODERNO: ROMANCE XXXI OU DE MAIS TROPEIROS'/><category term='SOBRE A MÍDIA BRASILEIRA E O EX-PRESIDENTE LULA'/><category term='12 - EPÍSTOLA AOS HOMENS DO FUTURO - RIO DE JANEIRO'/><category term='31 DE MARÇO DE 2002'/><category term='7.1 - CERES ROMANELLI E CYBELE GISELE APRECIANDO A FAUNA BRASILEIRA EM UMA DESLUMBRANTE REGIÃO PANTANEIRA'/><category term='7.8 - CERES ROMANELLI E CYBELE GISELE: DEPOIS DA ONÇA ANESTESIADA'/><category term='DAQUELES MITOS DE ENTÃO'/><category term='06 DE JANEIRO DE 2002'/><category term='HORA ABSURDA - 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ASSIM ACONTECEU O TAL ENCONTRO SINGULAR'/><category term='9.5 – OS FEITOS E GLÓRIAS DE CIBELE GISELE'/><category term='V - AS AVENTURAS DE CIRCE IRINÉIA: E CIRCE SE DEPARA COM A PRIMEIRA AVENTURA'/><category term='5.6 – CIBELE ROMANELLI: VIAGEM DE TREM ATÉ MADUREIRA'/><category term='ARRAS POR FORO DE ESPANHA: A QUESTÃO DO HERÓI ROMÂNTICO NA LITERATURA PORTUGUESA'/><category term='PARA UMA PROFUNDA REFLEXÃO NESTE DIA 20 DE NOVEMBRO DEDICADO À CONSCIÊNCIA NEGRA: NAVIO NEGREIRO'/><category term='18 DE NOVEMBRO DE 2001 - EPÍSTOLA AOS HOMENS DO FUTURO - 9'/><category term='6 - NO MUNDO DOS SONHOS DIMENSIONADOS: A CASA ILUMINADA'/><category term='11.7 – UM MERCADOR AMBULANTE NA ESTRADA QUE MARGEIA O DIVO CARANGOLA MARCANTE'/><category term='AO PRESIDENTE LULA'/><category term='13.2 – A TAL MAGIA BELL BENDITA ESTÁ DIFÍCIL DE CONTAR'/><category term='10 DE FEVEREIRO DE 2002'/><category term='3.10 - O RETORNO DE CYBELE: ASSIM ACONTECEU O TAL AVATAR'/><category term='16 - EPÍSTOLA AOS HOMENS DO FUTURO - RIO DE JANEIRO'/><category term='POR QUE O PRESIDENTE OBAMA NÃO VAI VER O INIMITÁVEL EX-PRESIDENTE LULA NESTA SUA VIAGEM AO BRASIL?'/><category term='X - AS AVENTURAS DE CIRCE IRINÉIA: A SEGUNDA AVENTURA DE CIRCE'/><category term='08 DE DEZEMBRO DE 2002'/><category term='5.8 – CIBELE ROMANELLI: ENCONTRO DE CIBELE FLORIDA COM A FILHA QUERIDA CERES ELEUSIDA'/><category term='NOVAS AVENTURAS DE DIANNA VALENTE - 2'/><category term='A DEMANDA ACTUAL DO SANCTO GRAAL - O SIGNIFICADO DA PALAVRA DEMANDA - 1'/><category term='03 DE MARÇO DE 2002'/><category term='8.3 - UM DOMINGO DE AVENTURAS-MIL PELAS ESTRADAS ENSOLARADAS DO MEU BRASIL VARONIL'/><category term='CARTA TRANSCENDENTAL A STEFAN ZWEIG NO DIA DE SEU ANIVERSÁRIO'/><category term='DO FUNDO DO CORAÇÃO'/><category term='VII - MÁRIO DE ANDRADE: UM VISIONÁRIO? - PRIMEIRA VERSÃO PRA SER MUSICADA'/><category term='ODISSÉIA MARIA DO BRASIL ABARROTADO NO SÉCULO XX FINADO - 1998 / 1999'/><category term='7.9 - CERES ROMANELLI E CYBELE GISELE: O CIENTISTA FERNANDO DA ONÇA ANESTESIADA CUIDANDO'/><category term='IV - MÁRIO DE ANDRADE: UM UTOPISTA? - CAFÉ: CONCEPÇÃO MELODRAMÁTICA: 2o ATO - 2a CENA'/><category term='3.7 - O RETORNO DE CYBELE: ASSIM ACONTECEU O TAL AVATAR'/><category term='QUE DEUS PROTEJA SEMPRE A BANDEIRA BRASILEIRA'/><category term='14 - EPÍSTOLA AOS HOMENS DO FUTURO - RIO DE JANEIRO'/><category term='21 DE OUTUBRO DE 2001 - EPÍSTOLA AOS HOMENS DO FUTURO'/><category term='ODISSÉIA MARIA DE MEADOS ENCANTADOS DO SÉCULO XX FINADO DO BRASIL PENDURADO - 1998 / 1999'/><category term='9.2 – OS FEITOS E GLÓRIAS DE CIBELE GISELE'/><category term='11 - EPÍSTOLA AOS HOMENS DO FUTURO - RIO DE JANEIRO'/><category term='11.1 - NUMA QUARTA-FEIRA DA VIDA A CYBELE GISELE MARIA REENCONTRA SUA OUTRA FACE ELEUSIDA A DIVA DEMÉTER DE LARA JUSSARA LINDA LUZIA'/><category term='15.3 - A CYBELE DESTA ESTÓRIA TAMBÉM SAIU DO PASSADO'/><category term='FELIZ ANIVERSÁRIO CIDADE DO RIO DE JANEIRO'/><category term='10.10 - O ENCONTRO DE CYBELE VELIDA COM SEU DUPLO FAMOSO A DEMETER ELEUSIDA'/><category term='8.4 – NOVO PEDIDO DE AUXÍLIO AO OGMIOS IRLANDÊS PARA EXPLICAR O AVATAR E ESTE CASO FINALIZAR'/><category term='PASSAGES DE PARIS 6 - O FOGO DA LABAREDA DA SERPENTE'/><category term='4.4 – O RETORNO DE CIBELE: EXCURSO DA NARRADORA ATUANTE PARA HOMENAGEAR O AMADO GOVERNANTE DO BRASIL NEO-GIGANTE'/><category term='XVIII - AS AVENTURAS DE CIRCE IRINÉIA: E CIRCE REPASSA PER O GRANDE PORTÃO'/><category term='VI – QUE DISCURSA SOBRE AS DESCOBERTAS LITERÁRIAS DA FIDALGA EXTRAVAGANTE'/><category term='AS MENINAS DE LYGIA FAGUNDES TELLES – LIA DE MELO SCHULTZ'/><category term='1 - NO MUNDO DOS SONHOS DIMENSIONADOS: A LONGA PONTE DE TRONCO DE BRAÚNA E O LARGO RIO INFINITO'/><category term='12.8 – NAQUELE TERCEIRO MILÊNIO PREDICTO QUOMODO GLOBAL'/><category term='3.1 - O RETORNO DE CYBELE: ASSIM ACONTECEU O TAL AVATAR'/><category term='21 DE OUTUBRO DE 2001'/><category term='NOVAS AVENTURAS DE DIANNA VALENTE - 1'/><category term='AS AVENTURAS DE DIANNA QUIXOTINNA VALENTE DOS MIL NOMES BRASILEIROS'/><category term='IV - AS AVENTURAS DE CIRCE IRINÉIA: A TRAVESSIA SINGULAR'/><category term='5.7 – CIBELE ROMANELLI: UMA QUINTA-FEIRA EM MADUREIRA'/><category term='5.3 – CIBELE ROMANELLI: ORIUNDA PROFUNDA DE GALÁXIA MIRIM DISTANTE DO FIM'/><category term='7.4 - CERES ROMANELLI E CYBELE GISELE: O OBJETIVO DOS CIENTISTAS BRASILEIROS DA GLORIOSA EMPREITADA'/><category term='14.3 - O AGORÁ GUERREANTE DESTE MUNDÃO INFLAMANTE'/><category term='9.3 – OS FEITOS E GLÓRIAS DE CIBELE GISELE'/><category term='4.2 – O RETORNO DE CIBELE: CIBELE SE DEPARA COM O CHEIRO HORRÍVEL DO BASILISCO TERRÍVEL'/><category term='A LARGA RODOVIA E O MAGO-OURIVES'/><category term='09 DE DEZEMBRO DE 2001 - EPÍSTOLA AOS HOMENS DO FUTURO - 12'/><category term='VI - AS AVENTURAS DE CIRCE IRINÉIA: SEGUNDA PARTE DA PRIMEIRA AVENTURA'/><category term='XXXI - AS AVENTURAS DE CIRCE IRINÉIA: O ACONTECIMENTO DA SEXTA AVENTURA DE CIRCE'/><category term='VIII - AS AVENTURAS DE CIRCE IRINÉIA: E CIRCE SE LEVANTA PARA O CAFÉ DA MANHÃ'/><category term='ODISSÉIA MARIA INTELECTUAL SERTANEJA DO FINAL DO SÉCULO XX – 1998 / 1999'/><category term='I - AS AVENTURAS DE CIRCE IRINÉIA: A PORTA DO MISTÉRIO'/><category term='AS MENINAS DE LYGIA FAGUNDES TELLES - ANA CLARA/ANA TURVA: Neuza Machado'/><category term='5 - NO MUNDO DOS SONHOS DIMENSIONADOS: A MONTANHA OCA'/><category term='6.4 - ASSIM ACONTECEU O TAL ENCONTRO SINGULAR'/><category term='II - AS AVENTURAS DE DIANNA QUIXOTINNA'/><category term='12.4 - O QUE ACONTECEU DE VERDADE'/><category term='CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE: UM PRÉ-ANUNCIADOR?'/><category term='XI - AS AVENTURAS DE CIRCE IRINÉIA: SEGUNDA PARTE DA SEGUNDA AVENTURA DE CIRCE'/><category term='CLARICE LISPECTOR: FELIZ ANIVERSÁRIO'/><category term='03 DE FEVEREIRO DE 2002'/><category term='14 DE OUTUBRO DE 2001'/><category term='3.8 - O RETORNO DE CYBELE: ASSIM ACONTECEU O TAL AVATAR'/><category term='AS MENINAS DE LYGIA FAGUNDES TELLES - UMA REALIDADE ABSURDA COMO BASE DE ÍMPAR FICÇÃO - 16'/><category term='A DEMANDA ACTUAL DO SANCTO GRAAL NACIONAL - 3'/><category term='XXVII - AS AVENTURAS DE CIRCE IRINÉIA: OS ENTRETANTOS INICIAIS DA SEXTA AVENTURA DE CIRCE'/><category term='15.1 - A NARRADORA DO BRASIL DESEJA FECHAR COM LOUVOR AS MUITAS HISTÓRIAS MIL DE CYBELE  ROMANOR'/><category term='HÁBITO NACIONAL - LUÍS FERNANDO VERÍSSIMO'/><category term='XXI - AS AVENTURAS DE CIRCE IRINÉIA: CONTINUAÇÃO DA QUARTA AVENTURA DE CIRCE'/><category term='EXERCÍCIO CRÍTICO-FENOMENOLÓGICO SOBRE O AMANTE DAS AMAZONAS DE ROGEL SAMUEL'/><category term='ODISSÉIA MARIA DO FINAL ESOTÉRICO DO SÉCULO XX - 1998 / 1999'/><category term='02 DE DEZEMBRO DE 2001 - EPÍSTOLA AOS HOMENS DO FUTURO - 11'/><category term='20 DE NOVEMBRO – DIA DA CONSCIÊNCIA NEGRA'/><category term='02 DE OUTUBRO DE 2009: UMA BRASILEIRA REPLETA DE SONHOS DE GRANDEZA PATRIÓTICA'/><category term='4.7 – O RETORNO DE CIBELE: A CONTENDA FABULOSA'/><category term='13.7 - A DEMÉTER JÁ CANSADA DE FICAR MITIFICADA'/><category term='18 - EPÍSTOLA AOS HOMENS DO FUTURO - RIO DE JANEIRO'/><category term='23 DE DEZEMBRO DE 2001 - EPÍSTOLA AOS HOMENS DO FUTURO - 14'/><category term='PRESIDENTA DILMA ROUSSEFF'/><category term='II - MÁRIO DE ANDRADE: UM UTOPISTA? - CAFÉ: CONCEPÇÃO MELODRAMÁTICA: 1o ATO - 2a CENA'/><title type='text'>Neuza Machado - Letras</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://neuzamachadoletras.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7792626444388820236/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://neuzamachadoletras.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7792626444388820236/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>Neuza Machado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09192586719278533122</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_mQUeHmTf-DM/SR4tJHKHZzI/AAAAAAAAAAw/F2D60bSRL0k/S220/FotoNeuza.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>315</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7792626444388820236.post-1328714925459517072</id><published>2012-02-03T02:16:00.000-08:00</published><updated>2012-02-03T02:39:24.161-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='PASSAGES DE PARIS 6 - O FOGO DA LABAREDA DA SERPENTE'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Neuza Machado'/><title type='text'>PASSAGES DE PARIS 6 - O FOGO DA LABAREDA DA SERPENTE</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;PASSAGES DE PARIS 6 - O FOGO DA LABAREDA DA SERPENTE&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;NEUZA MACHADO&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-EZjMbLeLoc8/Tyu1LQ-DOTI/AAAAAAAACyM/srg_RxA0-SA/s1600/Passages_de_Paris.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 352px; FLOAT: left; HEIGHT: 526px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5704852558133279026" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-EZjMbLeLoc8/Tyu1LQ-DOTI/AAAAAAAACyM/srg_RxA0-SA/s400/Passages_de_Paris.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;Um excerto de meu ensaio analítico-interpretativo &lt;em&gt;O Fogo da Labareda&lt;/em&gt; &lt;em&gt;da Serpente&lt;/em&gt; – sobre a obra de Rogel Samuel &lt;em&gt;O Amante das Amazonas&lt;/em&gt; – foi publicado na Revista Francesa PASSAGES DE PARIS 6.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para a leitura do excerto da Revista Francesa, clique em &lt;a href="http://apebfr.org/passagesdeparis/editione2011/articles/pdf/PP6_revision1.pdf"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;apebfr.org/passagesdeparis/editione2011/articles/pdf/PP6_revision1.pdf&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Para a leitura do livro &lt;em&gt;O Amante das Amazonas&lt;/em&gt; de Rogel Samuel, clique em &lt;a href="http://historiadosamantes.blogspot.com/2009/04/o-amante-das-amazonas.html"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;historiadosamantes.blogspot.com/2009/04/o-amante-das-amazonas.html&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Para a leitura do livro &lt;em&gt;O Fogo da Labareda da Serpente&lt;/em&gt;, clique em &lt;a href="http://ofogodalabareda.blogspot.com/"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;ofogodalabareda.blogspot.com&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;ou &lt;a href="http://literaturarogelsamuel.blogspot.com/"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;literaturarogelsamuel.blogspot.com/&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7792626444388820236-1328714925459517072?l=neuzamachadoletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://neuzamachadoletras.blogspot.com/feeds/1328714925459517072/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://neuzamachadoletras.blogspot.com/2012/02/passages-de-paris-6-o-fogo-da-labareda.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7792626444388820236/posts/default/1328714925459517072'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7792626444388820236/posts/default/1328714925459517072'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://neuzamachadoletras.blogspot.com/2012/02/passages-de-paris-6-o-fogo-da-labareda.html' title='PASSAGES DE PARIS 6 - O FOGO DA LABAREDA DA SERPENTE'/><author><name>Neuza Machado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09192586719278533122</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_mQUeHmTf-DM/SR4tJHKHZzI/AAAAAAAAAAw/F2D60bSRL0k/S220/FotoNeuza.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-EZjMbLeLoc8/Tyu1LQ-DOTI/AAAAAAAACyM/srg_RxA0-SA/s72-c/Passages_de_Paris.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7792626444388820236.post-8996946571738496941</id><published>2012-01-31T11:24:00.001-08:00</published><updated>2012-01-31T11:27:20.773-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Neuza Machado'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='E O JANEIRO JÁ PASSOU'/><title type='text'>E O JANEIRO JÁ PASSOU</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;E O JANEIRO JÁ PASSOU&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;NEUZA MACHADO&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-H0U6wDEuq3M/TyhAK7Dl5BI/AAAAAAAACw4/57E4HytWqRY/s1600/Astral%2B-%2BJaneiro%2B-%2BCapric%25C3%25B3rnio.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 465px; FLOAT: left; HEIGHT: 311px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5703879484460360722" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-H0U6wDEuq3M/TyhAK7Dl5BI/AAAAAAAACw4/57E4HytWqRY/s400/Astral%2B-%2BJaneiro%2B-%2BCapric%25C3%25B3rnio.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;E o Janeiro já passou&lt;br /&gt;neste 2012 sensato...&lt;br /&gt;No Brasil, tudo mudou&lt;br /&gt;pra melhor! Isto é um fato!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Teve jornalista dizendo&lt;br /&gt;que o Povão é Mui Bobão,&lt;br /&gt;ao aplaudir o dividendo&lt;br /&gt;entre os Pobrins da Nação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Disse o Tal jornalista&lt;br /&gt;(por certo, um Papa-Ovo!),&lt;br /&gt;que o Movimento Dilmista&lt;br /&gt;pretende enganar o Povo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Afirmou o jornalista,&lt;br /&gt;na Coluna do Jornal,&lt;br /&gt;que o Governar Dilmista,&lt;br /&gt;nada fez de Especial...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chamou o Povão de parvo&lt;br /&gt;na Coluna do Jornal...&lt;br /&gt;um jornalista alarvo&lt;br /&gt;que se acha o maioral...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O dito mostrou saudade&lt;br /&gt;Da Vei-Miséria Sem-Igual...&lt;br /&gt;No Passado da Maldade,&lt;br /&gt;Passar Fome Era Normal...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Estressadim Jornalista&lt;br /&gt;pegou o Bonde do Riquim...&lt;br /&gt;Aplaude o Imperialista&lt;br /&gt;Que quer domar o Pobrim...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Povão não é bobo não!&lt;br /&gt;Agora já sabe ler!&lt;br /&gt;Pois descobriu a intenção&lt;br /&gt;De quem lhe augura um mau-viver!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E na Próxima Eleição,&lt;br /&gt;apesar do jornalista,&lt;br /&gt;o Brasileiro-Povão&lt;br /&gt;não escorregará na Pista...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois na Próxima Eleição,&lt;br /&gt;sem Cabresto a lhe guiar,&lt;br /&gt;o maioria do Povão&lt;br /&gt;saberá em quem votar...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7792626444388820236-8996946571738496941?l=neuzamachadoletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://neuzamachadoletras.blogspot.com/feeds/8996946571738496941/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://neuzamachadoletras.blogspot.com/2012/01/e-o-janeiro-ja-passou.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7792626444388820236/posts/default/8996946571738496941'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7792626444388820236/posts/default/8996946571738496941'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://neuzamachadoletras.blogspot.com/2012/01/e-o-janeiro-ja-passou.html' title='E O JANEIRO JÁ PASSOU'/><author><name>Neuza Machado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09192586719278533122</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_mQUeHmTf-DM/SR4tJHKHZzI/AAAAAAAAAAw/F2D60bSRL0k/S220/FotoNeuza.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-H0U6wDEuq3M/TyhAK7Dl5BI/AAAAAAAACw4/57E4HytWqRY/s72-c/Astral%2B-%2BJaneiro%2B-%2BCapric%25C3%25B3rnio.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7792626444388820236.post-139793935238808238</id><published>2012-01-20T03:44:00.000-08:00</published><updated>2012-01-20T03:52:51.736-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='20 DE JANEIRO DE 2002 - EPÍSTOLA AOS HOMENS DO FUTURO - 16'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Neuza Machado'/><title type='text'>20 DE JANEIRO DE 2002 - EPÍSTOLA AOS HOMENS DO FUTURO - 16</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;20 DE JANEIRO DE 2002 - EPÍSTOLA AOS HOMENS DO FUTURO - 16&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;NEUZA MACHADO&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-VlN-312FnIQ/TxlUTydzOpI/AAAAAAAACuE/v7gINX5YCZ0/s1600/S%25C3%25A3o%2BSebasti%25C3%25A3o.bmp"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 345px; FLOAT: left; HEIGHT: 426px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5699679502355085970" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-VlN-312FnIQ/TxlUTydzOpI/AAAAAAAACuE/v7gINX5YCZ0/s400/S%25C3%25A3o%2BSebasti%25C3%25A3o.bmp" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;(Para o Brasileiro Consciente do Brasil-País do Futuro lembrar-se sempre que existiu um Brasil-Tristes Trópicos até o Final do Século XX)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Meus Amigos do Futuro Brasilês, hoje, 20 de Janeiro de 2002 (lembrem-se sempre do anno de 2002 no Maravilhoso Futuro Brasileiro de Vocês), os Hipercariocjônios estão a comemorar uma Data Muito Importante no Calendário Brasilês. Escrevo-lhes, narrando-lhes os Acontecimentos Actuais, reportando-me também ao Passado Histórico, porque desejo imensamente que as Datas Gloriosas de meu País, o Brasil Varonil, jamais sejam esquecidas pelos que ainda estão por nascer (que todo o correr deste Anno de 2002, até às eleições do final do anno, jamais seja esquecido por Vocês, Meus Amigos do Futuro Brasilês Sem-Muro!).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;20 de Janeiro de 2002: hoje, a Hipermegapolis Cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro (sete vezes hiper, setenta vezes mega e setenta vezes sete redundante Polis) comemora a Data de seu Padroeiro. Os Descobridores do Brasil Varonil (os Intrépidos Portugueses), comandados por Mem de Sá, chegaram aqui em meados do Século XVI. Nessa época, os Franceses já estavam estabelecidos na Baía de Guanabara desde 1555. Em janeiro de 1560, Mem de Sá, aproveitando-se de um descuido de Nicolas Durand de Villegaignon, o poderoso e irascível chefe da França Antártica (Villegaignon estava na Europa defendendo-se de algumas acusações), desalojou os Franceses e se maravilhou com as belezas naturais desta Parte do Mundo. Depois, voltou para a Província da Bahia, Centro de seu Governo, deixando, novamente, a Baía de Guanabara ao léu. Os franceses, por certo, não se conformaram com a perda de tão Bello Território e retornaram, desejosos de serem os Únicos Donos da Extensão de Terra Mais Bonita do Planeta. Em 1564, Estácio de Sá, sobrinho de Mém de Sá, chegou com seus Companheiros a Baía de Guanabara, e, em 1o de Março de 1565, fundaram a Cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro (uma homenagem ao Jovem Soberano de Portugal, D. Sebastião, e ao Mártir da Igreja Romana da Época de Diocleciano, São Sebastião). Entretanto, os Franceses continuavam lutando pela Posse da Terra, e, em 20 de Janeiro de 1567, depois de Sete Annos de Contendas, Estácio de Sá voltou à Região Maravilhosa com o firme propósito de espantar os Franceses e aqui estabelecer uma Estável Comunidade Portuguesa. Estácio de Sá conseguiu vencer os Colonos Imigos, e, a partir de então, iniciou-se a Evolução da Cidade que se eternizaria quomodo a Mais Bella Polis do Mundo Rotundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São Sebastião, meus Amigos Brasileses do Futuro!, segundo a História da Religião de Cristo, foi um Soldado Romano que se compadeceu dos Sofrimentos dos Cristãos, perseguidos e encarcerados nas masmorras, ajudando-os de todas as formas. De acordo com Fontes Históricas Fidedignas, Sebastião era oriundo de Família já convertida ao Cristianismo e cresceu desenvolvendo seu Espírito Caritativo, cuidando com Amor dos Menos Favorecidos. Naquela Época (Século III d.C.), o Imperador Romano (adorador de deuses pagãos) mandava Castigar Impiedosamente os Adeptos do Cristianismo. Sebastião, na Flor de Sua Juventude, replecto de Ideais Religiosos, alistou-se no Exército de Diocleciano (ocultando sua Fé nos Preceitos do Cristianismo) e, por incrível que pareça, tornou-se o braço direito do Imperador Malvado. Evidentemente, sua Causa era a Libertação dos Cristãos, os quais Sobviviam Encarcerados nas Superlotadas Prisões de Roma. Os Castigos eram Terríveis: os Cristãos eram Chicoteados, ou Queimados Vivos, ou Jogados às Feras, e Intimados a adorarem os deuses pagãos. Sebastião, utilizando-se das Reveladoras Palavras dos Textos Sagrados, procurava Catequizar os Infiéis. O Prefeito de Roma, por exemplo, sensibilizou-se com as Pregações de Sebastião e, com toda a sua família, aceitou a Nova Religião.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dia, Sebastião foi denunciado ao Imperador. Por causa de sua Bondade para com os Convertidos ao Cristianismo, foi Martirizado. Primeiramente, os Soldados amarraram-no em um Tronco e o Flecharam, sem afetar os órgãos vitais. Abandonaram-no em seguida, acatando assim a Ordem do Imperador, que queria supliciá-lo com uma Morte Lenta. Graças ao Auxílio de uma Mulher, que o achou com Vida e o Curou Secretamente com Óleos Medicinais, Sebastião sobreviveu. Depois de Curado, Corajosamente, procurou o Imperador, ansioso por mostrar-lhe o Poder de Deus. Diocleciano, enfurecido com a atitude de Sebastião, ordenou que o levassem ao Circo de Roma para ser Morto por Espancamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E assim, por Amor ao Único Deus dos Cristãos, o Ex-Soldado Romano foi Supliciado na Terra, mas alcançou a Recompensa no Céu. A Igreja Católica Romana, em agradecimento à sua Religiosidade e Heroísmo, colocou-o no Patamar Celestial dedicado aos Santos Mártires da Igreja de Jesus Cristo, o Salvador da Humanidade. Depois da Morte e Ressurreição do Filho de Deus, durante os Primeiros Séculos do Cristianismo, muitos Convertidos foram Martirizados e Sacrificados, porque não aceitaram Renegar os Dogmas da Nova Religião que, posteriormente, se expandiu pela Europa na Era Medieval.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para que Vocês, meus Amigos do Futuro Brasilês!, jamais esqueçam as Ocorrências Históricas deste Início de Terceiro Milênio (20 de Janeiro de 2002), saibam que nada mudou neste Planeta Rotundo. As Brigas por Questões Religiosas continuam. Na Irlanda do Norte, desde o Século Passado (o Século XX), os Seguidores de Cristo lutam entre si. Posicionam-se quomodo adoradores do mesmo Deus e, no entanto, matam-se mutuamente. Os Protestantes Irlandeses jogam bombas mortíferas nos católicos e vice-versa (confiram na Internet de Vocês, aí no Futuro!). Será que o Deus dos Católicos da Irlanda do Norte não é o mesmo Deus dos Protestantes de lá? Será? Não há quomodo entender as Brigas Religiosas, quaisquer que sejam, muito menos quando os Oponentes são, ambos, adeptos do Cristianismo e adoram o Único Deus dos Cristãos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, meus Amigos do Brasilês Futuro!, as Guerras continuam por acá (no Passado de Vocês), em cada Cantinho de nosso Globo Terrestre. Agora, por exemplo (janeiro de 2002), em São Paulo, um Grande e Rico Estado do Brasil Varonil, com sua Cidade-Capital Três Vezes mais Poderosa do que a Cidade do Rio de Janeiro, em verdade, actualmente (janeiro de 2002), a Maior Cidade de meu Amado País, reiniciou-se uma Espécie de Guerra, Intermitente, já Antiga e Conhecida em nosso Território: a Guerra Política. Hoje, pela Manhã, o Prefeito da Cidade de Santo André foi encontrado Morto, depois de ter sido sequestrado. Os sequestros com mortes tornaram-se assuntos corriqueiros neste meu Momento Histórico de Incríveis Calamidades Sem-Fim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outras notícias de 20 de Janeiro de 2002: Quomodo já noticiei-lhes, meus Amigos do Futuro Brasilês!, as Guerras continuam. Os Inocentes continuam pagando pelos Pecadores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesta Semana (13 a 20 de Janeiro de 2002), um helicóptero, com Soldados Americanos do Norte caiu no Afeganistão. Os Soldados da Terra atiram nos Soldados do Ar e vice-versa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitas Crianças e Adolescentes do Brasil Varonil e do Mundo Rotundo são vítimas de abusos sexuais (confiram a notícia aí na Internet de Vocês: Janeiro de 2002). Infelizmente, neste início de 2002, raramente os Criminosos vão para a Cadeia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Dengue Hemorrágica, uma Terrível Doença transmitida por um Mosquitinho Pequenininho, que se prolifera nas Águas Estagnadas e Maltratadas do Imenso Brasil Varonil (desde Antigas Eras), retornou, nesse já Passado Verão Abrasador de 2001 até este Super Quente 20 de Janeiro de 2002, com seus Temporais Violentíssimos, e, no Intervalo de Poucos Dias, fez sua Terceira Vítima no Rio de Janeiro (confiram as minhas Actuais palavras aí na Internet do Futuro de Vocês!). A Doença Epidêmica já é bem antiga por acá e, até agora, infelizmente, não foi devidamente exterminada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Morreu o Grande Vavá, um Famoso Jogador de Futebol de nosso Glorioso Passado de Antigas e Inesquecíveis Victórias Futebolísticas. Em Priscas Eras, os jogadores brasileiros eram realmente valerosos e a Seleção de Futebol do Brasil Varonil sempre saía Vencedora nas diversas Disputas pela Copa do Mundo (para nos alegrar e assim esquecermos nossos Insolúveis Problemas!).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje (20 de Janeiro de 2002, não s’esqueçam!), na Calada da Noite, em Plena Madrugada, Delinquentes, ou Fanáticos Religiosos, picharam a Estátua de São Sebastião, localizada no Centro da Cidade do Rio de Janeiro (confiram a minha notícia aí na Internet do Futuro de Vocês!). Felizmente, os Garis Gloriosos de nossa Polis Maravilhosa, a Cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro, trabalharam Triplicado e o Monumento ao Santo Brilhou com a Bem-Vinda Limpeza. Aliás, já que, neste 2002, começamos Limpando a nossa Incomum Realidade, os Outros Monumentos e as Belíssimas Igrejas e os Antigos e Magníficos Casarões do Centro da Cidade Maravilhosa estão necessitando de Drásticas Limpezas Urgentes (não vêem limpeza há séculos seculorum!). O Brasil Varonil também está precisando de Muita Necessária Limpeza a partir do Mês de Outubro de 2002 (espero confiante que seja Ardorosamente Limpo Dali em Diante! Que venha com muita força o Mês de Outubro de 2002!).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, Meus Muito Ricos Amigos do Futuro Brasilês! [digo isto porque tenho plena certeza de que o Brasil será a Sexta Potência Econômica Mundial no Final do Anno de 2011, ultrapassando inclusive a Inglaterra, e espero estar viva em 2011 para comemorar a Independência Financeira do Brasil nesse Anno de 2011 aqui assinalado], neste 20 de Janeiro de 2002, a Festa do Padroeiro São Sebastião Aconteceu. Mais de Quinze Mil Fiéis acompanharam a Procissão, entoando Cânticos Religiosos e dando Vivas a São Sebastião (agradecendo contritos os Novos Esperançosos Ares que já estão a aproximar-se). A Pichação dos Desocupados não conseguiu Embaçar o Brilho da Festa (de Agradecimento!). A Procissão saiu da Igreja dos Capuchinhos, na Tijuca, e seguiu até a Catedral Metropolitana da Maravilhosa Cidade (os Padres Católicos do Brasil Varonil infelizmente não conhecem o motivo real para tanto Esperançoso Agradecimento!).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há muitas Outras e Intermináveis Notícias: os passarinhos continuam cantando; os animais ainda existem no Mundo Rotundo (não obstante as matanças diárias); há peixes nos rios e há peixes no mar (apesar das pescas diárias); ainda há florestas (acreditem!); crianças continuam nascendo; outras, morrendo; há velhos bem tratados e velhos maltratados; há jovens saudáveis e jovens viciados em drogas entorpecentes; o Racionamento de Energia Elétrica, Exigido pelo Governo do Presidente Fernando Henrique Cardoso, Continua Vigorando Imperioso neste Mês de Janeiro de 2002 (apesar dos Temporais Apocalípticos; muita água de chuva a inundar-nos); o Sol Imperador continua Brilhando Brilhando Brilhando; e o Mundo Rotundo graças a Deus continua Girando Girando Girando Girando Girando Girando; et cœtera; etc.; etc...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até a Próxima Semana! Por ora, recebam os Milhões, Bilhões, Trilhões de (Inumeráveis) Beijos Transtemporais da&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ODISSEIA MARIA, Filha Legítima de Antoinzim-Papai de Sousa Moreira da Costa do Marfim Pereira da Cunha Aquileu e Pelides e Muitos Outros Sobrenomes Maiorais de Minas Gerais, Descendente de Notáveis Caçadores de Onças Pintadas e Jaguatiricas Noturnas (e um Talentoso Cantador e Tocador de Violão nas Festas da Roça Mineira) e Jane-Mamãe Damacio de Amorim e Sant’Anna Romano Martins Briseides de Ogiges e Muitos Outros Sobrenomes Maiorais de Minas Gerais (a Mãe-Coragem do Interior do Brasil Varonil).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P.S.: Agradecimentos Sinceros aos Amigos e Amigas do Futuro Brasilês Sem-Muro que já estão lendo as minhas Cartinhas Dominicais e enviando-me Gratificantes E-Mails Transtemporais. Muito Obrigada!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7792626444388820236-139793935238808238?l=neuzamachadoletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://neuzamachadoletras.blogspot.com/feeds/139793935238808238/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://neuzamachadoletras.blogspot.com/2012/01/20-de-janeiro-de-2002-epistola-aos.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7792626444388820236/posts/default/139793935238808238'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7792626444388820236/posts/default/139793935238808238'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://neuzamachadoletras.blogspot.com/2012/01/20-de-janeiro-de-2002-epistola-aos.html' title='20 DE JANEIRO DE 2002 - EPÍSTOLA AOS HOMENS DO FUTURO - 16'/><author><name>Neuza Machado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09192586719278533122</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_mQUeHmTf-DM/SR4tJHKHZzI/AAAAAAAAAAw/F2D60bSRL0k/S220/FotoNeuza.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-VlN-312FnIQ/TxlUTydzOpI/AAAAAAAACuE/v7gINX5YCZ0/s72-c/S%25C3%25A3o%2BSebasti%25C3%25A3o.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7792626444388820236.post-3932103524323858267</id><published>2012-01-16T07:29:00.000-08:00</published><updated>2012-01-16T07:33:58.123-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Neuza Machado'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='JANEIRO DE 2012'/><title type='text'>JANEIRO DE 2012</title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;JANEIRO DE 2012&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;NEUZA MACHADO&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-o-qjb62Y4LE/TxRDBcdl4eI/AAAAAAAACs8/WWcEH3Bv3sE/s1600/Presidenta%2BDilma%2BRousseff%2B-%2BCaf%25C3%25A9%2Bda%2BManh%25C3%25A3%2B-%2BConfraterniza%25C3%25A7%25C3%25A3o%2BCom%2Bos%2BJornalistas%2B-%2BDezembro%2Bde%2B2011.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 499px; FLOAT: left; HEIGHT: 333px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5698253120629760482" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-o-qjb62Y4LE/TxRDBcdl4eI/AAAAAAAACs8/WWcEH3Bv3sE/s400/Presidenta%2BDilma%2BRousseff%2B-%2BCaf%25C3%25A9%2Bda%2BManh%25C3%25A3%2B-%2BConfraterniza%25C3%25A7%25C3%25A3o%2BCom%2Bos%2BJornalistas%2B-%2BDezembro%2Bde%2B2011.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;E o Janeiro vai passando&lt;br /&gt;neste 2012 sensato...&lt;br /&gt;No Brasil, tudo mudando&lt;br /&gt;pra melhor! Isto é um fato!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tem jornalista dizendo&lt;br /&gt;que o Povão é um bobão,&lt;br /&gt;ao aplaudir o dividendo&lt;br /&gt;entre os Pobrins da Nação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tá dizendo o jornalista&lt;br /&gt;(por certo, um Papa-Ovo!),&lt;br /&gt;que o Movimento Dilmista&lt;br /&gt;pretende enganar o Povo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tá dizendo o jornalista,&lt;br /&gt;na Coluna do Jornal,&lt;br /&gt;que o Governar Dilmista,&lt;br /&gt;nada fez de Especial...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O dito está com saudade&lt;br /&gt;Da Vei-Miséria Sem-Igual...&lt;br /&gt;No Passado da Maldade,&lt;br /&gt;Passar Fome Era Normal...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Estressadim Jornalista&lt;br /&gt;pegou o Bonde do Riquim...&lt;br /&gt;Prefere o Imperialista&lt;br /&gt;a domar o Pobrezim...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Povão não é bobo não!&lt;br /&gt;Agora já sabe ler!&lt;br /&gt;Já descobre a intenção&lt;br /&gt;De quem lhe augura um mau-viver!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E na Próxima Eleição,&lt;br /&gt;apesar do jornalista,&lt;br /&gt;o Brasileiro-Povão&lt;br /&gt;não escorregará na Pista...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois na Próxima Eleição,&lt;br /&gt;sem Cabresto a lhe guiar,&lt;br /&gt;o Brasileiro-Povão&lt;br /&gt;saberá em quem votar...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7792626444388820236-3932103524323858267?l=neuzamachadoletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://neuzamachadoletras.blogspot.com/feeds/3932103524323858267/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://neuzamachadoletras.blogspot.com/2012/01/janeiro-de-2012.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7792626444388820236/posts/default/3932103524323858267'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7792626444388820236/posts/default/3932103524323858267'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://neuzamachadoletras.blogspot.com/2012/01/janeiro-de-2012.html' title='JANEIRO DE 2012'/><author><name>Neuza Machado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09192586719278533122</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_mQUeHmTf-DM/SR4tJHKHZzI/AAAAAAAAAAw/F2D60bSRL0k/S220/FotoNeuza.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-o-qjb62Y4LE/TxRDBcdl4eI/AAAAAAAACs8/WWcEH3Bv3sE/s72-c/Presidenta%2BDilma%2BRousseff%2B-%2BCaf%25C3%25A9%2Bda%2BManh%25C3%25A3%2B-%2BConfraterniza%25C3%25A7%25C3%25A3o%2BCom%2Bos%2BJornalistas%2B-%2BDezembro%2Bde%2B2011.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7792626444388820236.post-805344747341147097</id><published>2012-01-02T05:50:00.000-08:00</published><updated>2012-01-02T14:22:31.042-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Neuza Machado'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='UM FELIZ 2012 PARA TODOS OS BONS BRASILEIROS E PARA OS INTERNAUTAS DO MUNDO INTEIRO'/><title type='text'>UM FELIZ ANO DE 2012 PARA TODOS OS BONS BRASILEIROS E PARA OS INTERNAUTAS DO MUNDO INTEIRO</title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;UM FELIZ ANO DE 2012 PARA TODOS OS BONS BRASILEIROS E PARA OS INTERNAUTAS DO MUNDO INTEIRO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;em&gt;NEUZA MACHADO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-TVdhlh4SKrk/TwG3CrhHJeI/AAAAAAAACpk/a7KpPF-2jrM/s1600/Charge%2Bdo%2BBessinha%2B-%2B2011-pra-2012%2B-%2BDezembro%2Bde%2B2011.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 450px; FLOAT: left; HEIGHT: 272px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5693032660642244066" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-TVdhlh4SKrk/TwG3CrhHJeI/AAAAAAAACpk/a7KpPF-2jrM/s400/Charge%2Bdo%2BBessinha%2B-%2B2011-pra-2012%2B-%2BDezembro%2Bde%2B2011.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/em&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Charge do Bessinha - Créditos para o Site&lt;/span&gt; &lt;a href="http://conversaafiada.com.br/"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;conversaafiada.com.br&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Ao 2012 Chegamos&lt;br /&gt;Com Esperança no Olhar...&lt;br /&gt;Os Maus Fluidos... Rejeitamos!...&lt;br /&gt;Queremos Mui Bem-Estar!...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P’ra Iniciar... Um Janeiro&lt;br /&gt;Repleto de Sol e Praia...&lt;br /&gt;E Que o Povão Brasileiro&lt;br /&gt;Perceba as Maracutaias...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que os Brasilerins-Pequenins&lt;br /&gt;Saibam Ler as Entrelinhas&lt;br /&gt;Dos Diversos Jornalins&lt;br /&gt;Partidários de “Igrejinhas”...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que os Brasilerins-Pequenins&lt;br /&gt;Saibam Mui Bem Separar&lt;br /&gt;Os Trigos Bons dos Ruins,&lt;br /&gt;Sem Se Deixar Enganar...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há Uma Classe Querendo&lt;br /&gt;Retomar o Vei-Passado...&lt;br /&gt;Que Deus nos Livre de Um Horrendo&lt;br /&gt;Retorno ao Descompensado!...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Grande Povão Brasileiro&lt;br /&gt;Quer Labor Remunerado...&lt;br /&gt;Escravidão Sem Dinheiro?!!!...&lt;br /&gt;Que Fique Lá no Passado!...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nunca Mais no Neo-Brasil&lt;br /&gt;Votação Com Argolão!...&lt;br /&gt;A Rica Elite Senil&lt;br /&gt;Não Manda Mais no Povão...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um 2012 Com Honesto&lt;br /&gt;Bom Votar na Eleição...&lt;br /&gt;A Votação de Cabresto...&lt;br /&gt;Nunca Mais Nesta Nação!...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um Feliz 2012&lt;br /&gt;Para o Povão do Brasil!...&lt;br /&gt;Muito Longe do Arcoze&lt;br /&gt;Com Sua Ferrugem Vil...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um 2012 de Bonança&lt;br /&gt;Nos Bons Dias Que Virão...&lt;br /&gt;Repletos de Confiança...&lt;br /&gt;Mas Contra o Arcoze: Atenção!...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7792626444388820236-805344747341147097?l=neuzamachadoletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://neuzamachadoletras.blogspot.com/feeds/805344747341147097/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://neuzamachadoletras.blogspot.com/2012/01/um-feliz-ano-de-2012-para-todos-os-bons.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7792626444388820236/posts/default/805344747341147097'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7792626444388820236/posts/default/805344747341147097'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://neuzamachadoletras.blogspot.com/2012/01/um-feliz-ano-de-2012-para-todos-os-bons.html' title='UM FELIZ ANO DE 2012 PARA TODOS OS BONS BRASILEIROS E PARA OS INTERNAUTAS DO MUNDO INTEIRO'/><author><name>Neuza Machado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09192586719278533122</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_mQUeHmTf-DM/SR4tJHKHZzI/AAAAAAAAAAw/F2D60bSRL0k/S220/FotoNeuza.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-TVdhlh4SKrk/TwG3CrhHJeI/AAAAAAAACpk/a7KpPF-2jrM/s72-c/Charge%2Bdo%2BBessinha%2B-%2B2011-pra-2012%2B-%2BDezembro%2Bde%2B2011.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7792626444388820236.post-1783285591398765655</id><published>2011-12-27T03:50:00.000-08:00</published><updated>2011-12-27T14:06:30.486-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Neuza Machado'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='UM FELIZ FINAL DE 2011 PARA OS BRASILEIROS E PARA OS INTERNAUTAS DO MUNDO INTEIRO'/><title type='text'>UM FELIZ FINAL DE 2011 PARA OS BRASILEIROS E PARA OS INTERNAUTAS DO MUNDO INTEIRO</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;strong&gt;UM FELIZ FINAL DE 2011 PARA OS BRASILEIROS E PARA OS INTERNAUTAS DO MUNDO INTEIRO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;NEUZA MACHADO&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/--kndR4t8rRI/Tvmy_tgmyzI/AAAAAAAACoc/I5KNujG_9Mk/s1600/R%25C3%25A9veillon%2B-%2BPraia%2Bde%2BCopacabana%2B-%2BRio%2Bde%2BJaneiro%2B-%2BBrasil%2B1.jpg"&gt;&lt;strong&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 470px; FLOAT: left; HEIGHT: 425px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5690776411777190706" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/--kndR4t8rRI/Tvmy_tgmyzI/AAAAAAAACoc/I5KNujG_9Mk/s400/R%25C3%25A9veillon%2B-%2BPraia%2Bde%2BCopacabana%2B-%2BRio%2Bde%2BJaneiro%2B-%2BBrasil%2B1.jpg" /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;O 2011 Terminando...&lt;br /&gt;O 2012 a Chegar...&lt;br /&gt;Os Ideais Renovando...&lt;br /&gt;Presentes Para Comprar...&lt;br /&gt;E o Brasileiro Sonhando&lt;br /&gt;Um Novo Ano Exemplar,&lt;br /&gt;Muitas Tristezas Findando...&lt;br /&gt;As Alegrias, Lembrar...&lt;br /&gt;E a Neuza Aqui Digitando&lt;br /&gt;Versinhos... A Meditar...&lt;br /&gt;Com Muita Saúde!, Mostrando&lt;br /&gt;As Riquezas de Seu Lugar,&lt;br /&gt;O Seu Rio de Janeiro Elevando&lt;br /&gt;No Mapa, Tão Singular!,&lt;br /&gt;De Nosso Brasil. Abraçando&lt;br /&gt;Os Internautas de Cá...&lt;br /&gt;Abraços Mil Enviando&lt;br /&gt;Aos Internautas de Lá...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a Neuza Machado Pensando&lt;br /&gt;Em Novos Textos P’ra Blogar,&lt;br /&gt;E ao Amigo-Leitor Desejando&lt;br /&gt;Um Feliz Recomeçar!&lt;br /&gt;Que o 2012 Seja Brando,&lt;br /&gt;Com a Paz no Mundo a Reinar!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E Mesmo Com a Algazarra&lt;br /&gt;Das Festas de Fim de Ano,&lt;br /&gt;Submetida a Amarra&lt;br /&gt;Do Valor Cotidiano,&lt;br /&gt;Esta Blogueira, Com Garra!,&lt;br /&gt;No &lt;em&gt;Caffe&lt;/em&gt;, segue a mostrar,&lt;br /&gt;Sob Luz de Gambiarra,&lt;br /&gt;Assuntos de Bom Sonhar,&lt;br /&gt;Com Muito Brilho e Fanfarra,&lt;br /&gt;Para ao Internauta Agradar,&lt;br /&gt;Avisando-o, Carioqueira!,&lt;br /&gt;Esta Blogueira Mineira,&lt;br /&gt;Que há Quatro Blogs no Ar:&lt;br /&gt;O &lt;em&gt;Caffe Com Litteratura&lt;/em&gt;,&lt;br /&gt;Um Blog Pura Gostosura!,&lt;br /&gt;E o &lt;em&gt;Neumac&lt;/em&gt; da Mistura&lt;br /&gt;De Textos do Imaginar&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Este&lt;/em&gt; Que é Pura Escritura&lt;br /&gt;Um Blog P’ra SoLetrar,&lt;br /&gt;E &lt;em&gt;Um Quarto Blog&lt;/em&gt; de Pouca Procura:&lt;br /&gt;Pra Quem Quiser Filosofar...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portanto, não deixe de apreciar:&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;a href="http://caffecomlitteratura.blogspot.com/"&gt;&lt;strong&gt;caffecomlitteratura.blogspot.com&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;a href="http://neumac.blogspot.com/"&gt;&lt;strong&gt;neumac.blogspot.com&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;a href="http://neuzamachadoletras.blogspot.com/"&gt;&lt;strong&gt;neuzamachadoletras.blogspot.com&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;a href="http://neuzamachado.blogspot.com/"&gt;&lt;strong&gt;neuzamachado.blogspot.com&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;Bloguinhos de Bom Pensar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7792626444388820236-1783285591398765655?l=neuzamachadoletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://neuzamachadoletras.blogspot.com/feeds/1783285591398765655/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://neuzamachadoletras.blogspot.com/2011/12/um-feliz-final-de-2011-para-os.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7792626444388820236/posts/default/1783285591398765655'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7792626444388820236/posts/default/1783285591398765655'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://neuzamachadoletras.blogspot.com/2011/12/um-feliz-final-de-2011-para-os.html' title='UM FELIZ FINAL DE 2011 PARA OS BRASILEIROS E PARA OS INTERNAUTAS DO MUNDO INTEIRO'/><author><name>Neuza Machado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09192586719278533122</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_mQUeHmTf-DM/SR4tJHKHZzI/AAAAAAAAAAw/F2D60bSRL0k/S220/FotoNeuza.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/--kndR4t8rRI/Tvmy_tgmyzI/AAAAAAAACoc/I5KNujG_9Mk/s72-c/R%25C3%25A9veillon%2B-%2BPraia%2Bde%2BCopacabana%2B-%2BRio%2Bde%2BJaneiro%2B-%2BBrasil%2B1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7792626444388820236.post-5469025738640334136</id><published>2011-12-23T08:40:00.000-08:00</published><updated>2011-12-25T05:21:15.601-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Neuza Machado'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='23 DE DEZEMBRO DE 2001 - EPÍSTOLA AOS HOMENS DO FUTURO - 14'/><title type='text'>23 DE DEZEMBRO DE 2001 - EPÍSTOLA AOS HOMENS DO FUTURO - 14</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;23 DE DEZEMBRO DE 2001 - EPÍSTOLA AOS HOMENS DO FUTURO - 14&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;NEUZA MACHADO&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-nJgwB9HjgIY/TvSx3HeL1cI/AAAAAAAACoE/Q2-AeEmlTWo/s1600/Natal%2B-%2BBolas%2BNatalinas%2B-%2BStanislaw%2BKmiecik%2B-%2BSP.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 490px; FLOAT: left; HEIGHT: 557px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5689367789732353474" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-nJgwB9HjgIY/TvSx3HeL1cI/AAAAAAAACoE/Q2-AeEmlTWo/s400/Natal%2B-%2BBolas%2BNatalinas%2B-%2BStanislaw%2BKmiecik%2B-%2BSP.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Cartão de Natal “Bolas Natalinas” de Stanislaw Kmiecik - Pintado Com a Boca - Pintores que pintam com a boca e os pés - Rua Tuim, 426 - CEP 04514-101-São Paulo&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Para o Abençoado Povo Brasileiro de 2011, envio, daqui deste meu Anno de 2001, um grande abraço e o desejo de que haja muita fartura e felicidade no Natal de 2011 e no Anno Novo de 2012. Que não haja milhões e milhões e milhões de brasileiros passando fome extrema no Brasil e que, se houver uns poucos, os mais abonados pensem neles, oferecendo-lhes um pouquinho que seja de comida, amor e atenção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;UM FELIZ NATAL E UM PRÓSPERO ANO NOVO PARA TODOS!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Para o Brasileiro Consciente do Brasil-País do Futuro lembrar-se sempre que existiu um Brasil Tristes Trópicos até o final do Século XX)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha intenção, Meus Amigos do Futuro Brasilês!, ao escrever-lhes estas Cartinhas Dominicais, neste Final de Anno de 2001 (não s’esqueçam da Data deste Missivo: 23 de Dezembro de 2001), é revelar-lhes – por meio de um avatara (sic) – um pouco de minha Realidade Existencial. Sempre que busco esclarecimentos do Passado de Nosso Singular Planeta, percebo a ausência de explicações mais cativantes, em outras palavras, apenas adquiro um pouco de conhecimento, sem um envolvimento anímico, transfigurador, que produza, em meu íntimo, sentimentos variados. Penso que faltou, nesses relatos de Historiadores Competentes, historiadores conhecidos por intermédio das Enciclopédias, um contato interativo com tais períodos. É bem verdade que os primeiros depoimentos ― os depoimentos dos Historiadores Gregos, por exemplo ―, ao lê-los, comunicam-me dados preciosos, mas o meu coração, infelizmente!, não participa ativamente desses relatos, não consigo alcançar, no mais recôndito de meu ser, as alegrias e sofrimentos daqueles que, historicamente, viveram antes de minha configuração humana, neste meu estágio existencial de Incríveis Acontecimentos Tenebrosos (Lembrem-se: Estou a me referir ao Anno de 2001).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Almejo, meus Amigos do Futuro!, sinceramente, neste Final de Dezembro de 2001 (não s’esqueçam da Data), comover seus corações, aí no Maravilhoso Futuro Sem-Muro de Vocês, com a Insolidez da Realidade Deste Meu Momento de Vida. Só para Vocês terem uma idéia, no período de 1992 até 1995, enfrentei filas quilométricas para entrar em um Banco, filas que circundavam um quarteirão (depois explicarei a Vocês do Futuro o sentido da palavra quarteirão atualmente), só para receber o parco salário de aposentadoria de minha mãe. Minha mãe faleceu no ano seguinte, mas, mesmo assim, enfrentei e estou enfrentando outras filas quilométricas, até este Final de Anno de 2001 (fila de ônibus, fila para comprar a passagem do Metrô, fila para pagar as contas mensais em diferentes Bancos e em diferentes dias, fila para pagar as econômicas comprinhas do Super Mercado, et cœtera, etc.). Não sei o que sucederá daqui para frente, quando houver a Mudança de Governo em 1o de Janeiro de 2003 (ainda uma incógnita, porque não sei quem receberá os votos do Povão). Espero que seja para melhor! Esta Terra Azulinda foi, meus Amigos do Futuro Sem-Muro!, no Princípio do Mundo, ainda em estado primitivo, abençoada por Deus, mas, atualmente, está sendo amaldiçoada pelos homens de pouca vontade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com este pensamento, meus Amigos e Amigas do Futuro!!, acordei, hoje, Dia 23 de Dezembro de 2001 (não s’esqueçam da Data, por favor!), às Oito Horas da Manhã, e estou começando esta Cartinha exatamente uma hora depois. Antes de iniciar a digitação deste meu Relatório Semanal – digitação realizada em um potente computador fabricado no Anno Dois Mil (tive de fazer muita economia para comprá-lo!; comprei-o em violentas prestações mensais!) –, realizei todos os sagrados rituais – necessários –, para que, por intermédio da meditação e concentração, pudesse alcançar o meu desejo de enviar-lhes, corretamente se for possível, as notícias da Semana. Antigamente, o Domingo era sagrado, apenas para descanso e lazer. Hoje, graças a este progresso desenfreado, só restou-me o Domingo para o trabalho intelectual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por estas e outras razões, acompanhem, através de meus sinceros sentimentos e alguns sentidos vitais, as notícias do Brasil Varonil e do Mundo Rotundo, neste final do Anno da Graça de 2001 (não s’esqueçam deste Anno de 2001 aí no Futuro de Vocês).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em primeiro lugar, apesar das Festividades que já estão próximas – Natal e Anno Novo –, a Guerra – entre a América do Norte (por enquanto a maior potência do Mundo Rotundo) e o grupo terrorista do Oriente Médio – continua. Os Americanos do Norte ainda não encontraram o famigerado Osama bin Ladem, chefe do grupo que destruiu as altíssimas Torres Gêmeas da Cidade de Nova York.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meus Caros Amigos!, outras inúmeras guerras estão a devastar o Nosso Planeta. Por exemplo: Quinta-feira passada (20 de Dezembro de 2001; confiram aí na Impagável Internet ou outro Veículo de Informação mais de acordo com o Tempo de Vocês!), o Povo da Argentina (um País vizinho do meu Brasil Varonil) revoltou-se com o estado de miséria que o atingiu, saqueou os Supermercados de Buenos Aires (capital do País), brigou ferozmente com a milícia do Governo e (pasmem!) conseguiu a renúncia do Presidente Fernando de La Rua e de seus Ministros de Estado. Em algumas regiões do Continente Africano as contendas são uma realidade. Saibam que, neste início do Terceiro Milênio (Anno de 2001, não s’esqueçam!), há, em Várias Partes do Mundo, Muuuuuuitos e Muuuuuuitos e Muuuuuuitos Focos de Guerra, deixando os Seres Humanos Pacíficos submetidos a um Constante Pavor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em verdade, atualmente, neste Anno de 2001 (não s’esqueçam da Data) a luta pela sobvivência (a maior parte da humanidade vive em miséria extrema) é a geradora de todos estes conflitos (uma minoria consegue sobreviver com relativa dignidade e um pequenino grupo vive na opulência, causando a revolta dos muuuuuuitos e muuuuuuitos e muuuuuuitos que não têm absolutamente o que comer). Espero, sinceramente, que Vocês possam estar vivos, aí no Maravilhoso Futuro Sem-Muro, para lerem as minhas Cartinhas Dominicais. Se os Conflitos continuarem, o Mundo poderá explodir (acreditem em mim!). A Bomba Atômica (e seu Pequenino Dispositivo) é uma Terrível Invenção de Meu Tempo de Calamidades Sem Conta (Anno de 2001, não s’esqueçam do Anno de 2001, por favor!). Com um simples toque de dedo, de um indivíduo mentalmente desequilibrado, ou, até mesmo, com a interferência de um animal – um gato, um cachorro, um passarinho – acionando o Tal Botão... Que Deus os livre! Se isto ocorrer, Vocês, meus Amigos do Futuro Sem-Muro!, não existirão. Não saberão quomodo é mágico comemorar os Natais do Salvador da Humanidade e os ansiosamente esperados Annos Novos (as Marcas Encantadas de Permanência no Mundo, apesar dos pesares!).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sobre os Cinquenta Milhõõõõõões de Brasileses que vivem em Extraordinária Miséria, até este Anno Final de 2001 (não s’esqueçam da Data e não s’esqueçam dos Cinquenta Milhõõõõõões de Brasileses que vivem em Extraordinária Miséria): não sei se terei Energia Vital para escrever-lhes sobre este assunto (pesquisem este meu Tempo Histórico de 2001 aí no Futuro de Vocês; é bem possível que algum bom jornalista do Tempo de Vocês já esteja a apresentar com maior consistência e documentos os graves problemas que assolam este meu momento histórico). A Funesta anda rodeando também os SobreViventes do Brasil Varonil (a Antiga Classe B) e a Humanidade-Sem-Rumo também. Que o Jesus Salvador, nascido há Dois Mil Annos, em 25 de Dezembro, nos proteja!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem mais o que relatar-lhes, Meus Amigos e Amigas do Brasilês Futuro Sem-Muro!, devido à forte emoção que, neste momento, me domina (não s’esqueçam da data: 23 de Dezembro de 2001), despeço-me, enviando-lhes todo o Meu Amor e Consideração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ODISSÉIA MARIA, resultante do Matrimônio, Abençoado por Deus!, de Jane Briseides e Antônio Aquileu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7792626444388820236-5469025738640334136?l=neuzamachadoletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://neuzamachadoletras.blogspot.com/feeds/5469025738640334136/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://neuzamachadoletras.blogspot.com/2011/12/23-de-dezembro-de-2001-epistola-aos.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7792626444388820236/posts/default/5469025738640334136'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7792626444388820236/posts/default/5469025738640334136'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://neuzamachadoletras.blogspot.com/2011/12/23-de-dezembro-de-2001-epistola-aos.html' title='23 DE DEZEMBRO DE 2001 - EPÍSTOLA AOS HOMENS DO FUTURO - 14'/><author><name>Neuza Machado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09192586719278533122</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_mQUeHmTf-DM/SR4tJHKHZzI/AAAAAAAAAAw/F2D60bSRL0k/S220/FotoNeuza.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-nJgwB9HjgIY/TvSx3HeL1cI/AAAAAAAACoE/Q2-AeEmlTWo/s72-c/Natal%2B-%2BBolas%2BNatalinas%2B-%2BStanislaw%2BKmiecik%2B-%2BSP.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7792626444388820236.post-5378653051361388560</id><published>2011-12-19T04:46:00.000-08:00</published><updated>2011-12-19T05:02:21.842-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='HÁBITO NACIONAL - LUÍS FERNANDO VERÍSSIMO'/><title type='text'>HÁBITO NACIONAL - LUÍS FERNANDO VERÍSSIMO</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;HÁBITO NACIONAL - LUÍS FERNANDO VERÍSSIMO&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;em&gt;NEUZA MACHADO&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-b_NwzyuZuHU/Tu8y6xu1IPI/AAAAAAAACnU/EplTpDdb_e0/s1600/Ver%25C3%25ADssimo.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 477px; FLOAT: left; HEIGHT: 648px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5687820839755784434" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-b_NwzyuZuHU/Tu8y6xu1IPI/AAAAAAAACnU/EplTpDdb_e0/s400/Ver%25C3%25ADssimo.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;Aos Leitores deste meu blog, envio-lhes uma interessante crônica de Luís Fernando Veríssimo publicada no ano de 2001. ATENÇÃO: ANO DE 2001. Por favor, anotem a data da publicação da crônica. NÃO CONFUNDAM AS DATAS: ANO DE 2001. Não digitei ano de 2011, não!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;HÁBITO NACIONAL&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;em&gt;Luís Fernando Veríssimo&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por uma dessas coincidências fatais, várias personalidades brasileiras, entre civis e militares, estão no avião que começa a cair. Não há possibilidade de se salvarem. O avião se espatifará – e, levando-se em consideração o caráter de seus passageiros, “espatifar” é o termo apropriado – no chão. Nos poucos instantes que lhes restam de vida, todos rezam, confessam seus pecados, em versões resumidas, e entregam sua alma à providência divina. O avião se espatifa no chão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São Pedro os recebe de cara amarrada. O porta-voz do grupo se adianta e, já esperando o pior, começa a explicar quem são e de onde vêm. São Pedro interrompe com um gesto irritado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Eu sei, eu sei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aponta para uns formulários em cima de sua mesa e diz:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Recebemos suas confissões e seus pedidos de clemência e entrada no céu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O porta-voz engole em seco e pergunta:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– E... então?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São Pedro não responde. Olha em torno, examinando a cara dos suplicantes. Aponta para cada um e pede que se identifiquem pelo crime.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Torturador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Minha financeira estourou. Enganei milhares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Corrupto. Menti para o povo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Sabe a bomba, aquela? Fui o responsável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Roubei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Me locupletei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Matei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Etecétera. São Pedro sacode a cabeça. Diz:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Seus requerimentos passaram pela Comissão de Perdão e foram rejeitados por unanimidade. Passaram pelo Painel de Admissões, uma mera formalidade, e rejeitados por unanimidade. Mas como nós, mais que ninguém, temos que ser justos, para dar o exemplo, examinamos os requerimentos também na Câmara Alta, da qual eu faço parte. Uma maioria esmagadora votou contra. Houve só um voto a favor. Infelizmente, era o voto mais importante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Você quer dizer...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– É. Ele. Neste caso, anulam-se todos os pareceres em contrário e prevalece a vontade soberana d’Ele. Isto aqui ainda é o Reino dos Céus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– E nós podemos entrar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São Pedro suspira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Podem. Se dependesse de mim, iam direto para o Inferno. Mas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos entram pelo Portão do Paraíso, dando risadas e se congratulando. Um querubim que assistia à cena vem pedir explicações a São Pedro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Mas como é que o Todo-Poderoso não castiga essa gente?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E São Pedro, desanimado:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Sabe como é, Brasileiro...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;VERÍSSIMO, Luís Fernando. &lt;em&gt;Comédias Para se Ler na Escola&lt;/em&gt;. Rio de Janeiro: Objetiva, 2001: 85-86.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7792626444388820236-5378653051361388560?l=neuzamachadoletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://neuzamachadoletras.blogspot.com/feeds/5378653051361388560/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://neuzamachadoletras.blogspot.com/2011/12/habito-nacional-luis-fernando-verissimo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7792626444388820236/posts/default/5378653051361388560'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7792626444388820236/posts/default/5378653051361388560'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://neuzamachadoletras.blogspot.com/2011/12/habito-nacional-luis-fernando-verissimo.html' title='HÁBITO NACIONAL - LUÍS FERNANDO VERÍSSIMO'/><author><name>Neuza Machado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09192586719278533122</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_mQUeHmTf-DM/SR4tJHKHZzI/AAAAAAAAAAw/F2D60bSRL0k/S220/FotoNeuza.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-b_NwzyuZuHU/Tu8y6xu1IPI/AAAAAAAACnU/EplTpDdb_e0/s72-c/Ver%25C3%25ADssimo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7792626444388820236.post-7405375744390460299</id><published>2011-12-16T12:39:00.000-08:00</published><updated>2011-12-18T15:53:29.119-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Neuza Machado'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='16 DE DEZEMBRO DE 2001 - EPÍSTOLA AOS HOMENS DO FUTURO - 13'/><title type='text'>16 DE DEZEMBRO DE 2001 - EPÍSTOLA AOS HOMENS DO FUTURO - 13</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;16 DE DEZEMBRO DE 2001 - EPÍSTOLA AOS HOMENS DO FUTURO - 13&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;NEUZA MACHADO&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-5hVtc3pBloY/TuutYw92GoI/AAAAAAAACmw/sICzgZMaSVE/s1600/Carta%2B-%2BDetalhe%2B-%2BJanVermeer%2BVan%2BDelft%2B-%2B1666.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 510px; FLOAT: left; HEIGHT: 504px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5686829595458148994" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-5hVtc3pBloY/TuutYw92GoI/AAAAAAAACmw/sICzgZMaSVE/s400/Carta%2B-%2BDetalhe%2B-%2BJanVermeer%2BVan%2BDelft%2B-%2B1666.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;Acordei, hoje (dia 16 de Dezembro de 2001; não s’esqueçam da data!), Meus Amigos Brasileses do Futuro Sem-Muro!, com o forte desejo de falar-lhes do meu livro Odisséia Maria. Daqui, deste Anno de 2001, estou com o pressentimento de que a minha narrativa não será publicada em livro (papel) tão cedo. Muitos são os empecilhos. Só para Vocês terem uma idéia, neste Final de Anno de 2001 (repito: Anno de 2001; não s’esqueçam!), duas grandes Editoras do Rio de Janeiro avaliaram-na e a devolveram com as explicações já conhecidas. Segundo as Editoras, a minha ficção não possui os requisitos necessários para que seja lançada no Mercado Editorial. A condição para que um livro seja aceito, até este Anno de 2001 (não s’esqueçam do Anno: 2001), é muito simples: ele (o livro) terá de receber o parecer do Funcionário-Leitor que o avaliará quomodo um produto vendável (nem sempre o tal Funcionário-Leitor tem a rara capacidade para julgar se um livro é vendável ou não). Se a Dita Pessoa não for com a cara do escritor, ou mesmo não se interessar pelo livro, adeus publicação! Esta é a grande verdade: só um pequeno grupo, selecionado por ele (o Dito Funcionário-Leitor), consegue publicar suas obras no Brasil Varonil neste Anno de 2001 (não s’esqueçam do Anno!). Um escritor desconhecido só verá seus textos publicados se pagar caríssimo pela publicação (quase o preço de um apartamento popular). Se depender do dinheiro que recebo, quomodo Sofressora horista, jamais publicarei minha produção literária. Releiam, por favor!, a Cartinha que lhes enviei no dia 14 de Outubro de 2001 e saberão a causa do desprestígio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, hoje, dia 16 de Dezembro de 2001 (não s’esqueçam da Data!), estou com a firme intenção de revelar-lhes, um pouquinho que seja!, o teor de minha narrativa. Ela segue o fluxo de meus pensamentos e, por esta razão, vocês não encontrarão os necessários pontos (os tais pontos que sinalizam o término de uma oração gramatical). Assim quomodo a realidade deste meu Tempo Insolitíssimo Terrível Tenebroso (Final de Século XX e Início de Século XXI, que se transformou em um Caos), da mesma forma se sobressai o meu ato de narrar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estamos a Finalizar o Anno de 2001 (não s’esqueçam do Anno!) e lembrei-me de minhas palavras epo-ficcionais escritas no dia 27 de janeiro de 1999 do recente Século Passado, em que realço a figura caleidoscópia de Odisséia Maria, uma personagem cinquentona, Guerreira, Intimorata, viajando insolitamente em um avião imaginário em direção ao infinito de si mesma. Confiram:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;... mas, como eu ia contando, só as alegrias valem lembranças, hoje, 27 de janeiro de 1999, penúltimo anno do século XX e penúltimo anno do Milênio de Peixes, e eu estou esperando extasiada o Grande Momento, o momento de passagem para o Terceiro Milênio, sem acreditar em tamanha sorte, meu Deus!, só os assinalados testemunham as Grandes Passagens do Mundo, e esta será uma passagem sem igual, e eu estarei viva, se Deus quiser!, daqui a dois anos, presenciarei a Passagem do Milênio de Peixes Emotivo para o Milênio de Aquário Indiferente, e verei os fogos de artifício no céu, e presenciarei o Grande Espetáculo da Terra do alto de um edifício de oitenta andares, na Megalópole mais linda do Universo-Sem-Fim, o Mundo todo celebrando a Passagem do Milênio, feliz da vida!, a profecia de Nostradamus não se realizou, as inúmeras profecias apócrifas não se realizaram, graças a Deus!, o mundo girando, girando, girando, em volta do Sol Apolíneo, o mundo continuará girando em volta do Sol Imperador, o Planeta Terra resistirá às intempéries, aos meteoritos caindo do céu, continuará resistindo ao desleixo do próprio Homem, o Homem não cuida com carinho de sua morada, mas, como eu ia dizendo, só os eleitos testemunham as Grandes Mudanças do Mundo, e eu me sinto quomodo um ser assinalado, quomo, como, quomodo você quiser, somente os privilegiados testemunham as Grandes Ocorrências do Mundo Profundo, um ser privilegiado sou eu!, estou aqui, permanente, atemporal, alicantinosa, agora, viajando em um avião trans-imaginário supersônico veloz, descrevendo o momento enrolado de uma guerreira mulher no final do Milênio de Peixes, ao mesmo tempo, conversando com você, você ainda nem nasceu, meu netinho!, mesmo assim, guarde bem as minhas palavras aladas, somente os eleitos testemunham as Grandes Mudanças, eu fui abençoada na hora de meu nascimento, um deva mineiro, um brilhante Poeta instalado em um espaço de luz, entre os seres divinos e os pobres mortais, um deva magrinho, careca e de óculos, sussurrou de longe, lá em Diamantina, e o sussurro dele chegou até aos meus ouvidos de recém-nascida, “Vá, Odisséia Maria Ulissiponense da Selva Mineira-Greco-Romana-Portuguesa-Brasileira, vá apreciar os Grandes Acontecimentos do Mundo!”, vá procurar, entre as íngremes montanhas de sua terra natal, um sumetume iluminado e arejado, para vosmecê se evadir das normas severas de seus ancestrais e viajar pelo espaço estelar numa aeronave de cores rosadas azuladas argentadas e douradas, de mil matizes multicolores, e isto aconteceu em uma madrugada de segunda-feira, no mês de novembro, com o Sol a três graus de Sagitário, o nono signo do Zodíaco Ocidental, quando o Sol Hipermineiro apontava no horizonte de minha Terra Natal, com seus magníficos raios luminosos, quando a aurora fermosa com seus dedos de rosa surgiu matutina e o Centauro Quirón, um velho habitante das Serras of Hinterland de Minas Gerais, se preparava para percorrer seus domínios, atirando flechas brilhantes ao acaso ou em direção ao infinito sem-fim, mas, como eu ia dizendo, só os assinalados reconhecem os Importantes Momentos da Humanidade, oh!, maravilha!, estou incluída entre esses poucos ditosos, não fui esquecida na hora de meu nascimento, não, mesmo nascendo nas brenhas do Grande Sertão, nas Serras of Hinterland de Minas Gerais, em Santa Luzia do Carangola, uma velha Cidade da época do esplendor do café, proprietária de um velho tupi yekiti’bá centenário, centenário é pouco para valorizar o yekiti’bá em questão, talvez ele já exista desde a descoberta do Brasil Varonil, uns quinhentos ou quatrocentos annos para o meu yekiti’bá orgulhoso, um jequitibá gigantesco, ele resistiu a um incêndio sem-igual, incêndio provocado per algum descuidado, quase acabando com o jequitibá orgulhoso, mas os habitantes da terra lutaram pelo jequitibá varonil, salvaram o jequitibá glorioso, salvaram o precioso patrimônio do meu povo tradicional, patrimônio afetivo daquela cidadezinha brilhante incrustada num alto de serra of Hinterland da Zona da Mata Mineira Guerreira, amada idolatrada e adorada por mim, mas, como eu ia dizendo, viajo pelo interior de mim mesma, buscando recordar-me dos justos valores que nortearam minha vida aqui nesta Terra de Deus Protetor, dês aquele longínquo vinte e cinco de novembro, quando o Sol Hipercarangolense iniciava a sua visita ao signo de Sagitário Cordial Vagamundo, no Criador Espaço Vazio Bashôniano entre a noite o dia, quando a aurora fermosa com seus dedos de rosa surgia matutina, três graus de Sagitário, ascendente em Escorpião ou Sagitário, não sei!, descubra aí no Futuro, aplacando a sua curiosidade, Amigo esotérico do século XXI e seguintes, sabendo alicantinosamente que esse Amigo estará interessado nesta minha Viagem enrolada, Vossa Mercê procurará compreender e julgar os encontros e desencontros de uma mulher de cinquenta, sumaca antiquada dos mares revoltos do século XX, no final do Milênio de Peixes, Vosmecê sentirá curiosidade em relação a esse meu período de tempo vivido aqui nesta Terra de Deus, em um momento muito conturbado e belicoso, naquele vinte e cinco de novembro assinalado no tempo suspenso entre o antes e o porvir, com a Vênus Madrinha Retrógrada em Escorpião, ela me salvou de um destino amoroso meio aloucado, mas também prejudicou-me horrores, saiba você, Vênus Bella Assanhada estava andando para trás, estou aqui a me queixar de Vênus Madrinha, estou reclamando de Vênus Afrodite de Traços Perfeitos, Aquela dos Grandes Casos Sentimentais com Homens Brilhantes, Vênus Amorosa nunca me faltou, os annos vão passando, e vou continuando a receber Amor, quomodo boa sagitariana, de acordo com os novos e interessantes vaticínios do mundo hodierno já distantes dos terríveis oráculos do Destino Pagão, nem sempre retribuo com a mesma moeda, mas vou levando a vida com muito jeito, se hoje não tem, amanhã deusdará, deusdará o que me faltar, mas vou levando a vida com muito cuidado, solitariamente fechada em meu casulo de bicho da seda tijucano, de qualquer modo, com Júpiter e Mercúrio em Escorpião no meu Mapa Astral de Nascimento, os dois estão em Escorpião, o meu signo ascendente de proteção, ou será Sagitário?, Escorpião no ascendente me faz pensar duas vezes, de vez em quando refreia e embonda pra valer o meu entusiasmo sagitariano, mas o grande barato mesmo foi nascer com Urano Onomatomante em Gêmeos Falante, minha Casa Sete do Casamento no horóscopo solar e Casa Oito no Mapa do Ascendente, eu tenho mania de onomatomancia, uma preocupação obsessiva e doentia com a escolha de palavras, estou vivendo a última fase do período pós-cambriano, iniciado há milênios na Antiquíssima Câmbria, penso que estamos vivendo um algonquianismo meio às avessas, a vida está se extinguindo na Terra per culpa das próprias ações insensatas dos homens, pratico também a onomatomancia, adivinhação fundada no nome da pessoa impressionável, às vezes, pratico também a nefelomancia, invadindo os domínios de Zeus-Júpiter que as nuvens cumula durante as minhas epo-ficcionais viagens de avião insólito supersônico, aeronave brilhante, espacial, viajando sem rumo pela Galáxia Estelar, et cœtera... et cœtera... etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;Apresentei-lhes, meus Amigos do Futuro Brasilês Sem-Muro!, neste Domingo, 16 de Dezembro de 2001 (não s’esqueçam da data!) apenas um trechinho de minha particular narrativa. Talvez, um dia, ela possa chegar completa às suas mãos, aos seus olhos e aos seus corações (talvez, por Via Internet). Entretanto, sempre que houver oportunidade, enviar-lhes-ei outros pequeninos trechos de minha Odisséia Maria através do espaço ilimitado de mim mesma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Despeço-me, transmitindo-lhes por intermédio de Infinitas Camadas Transtemporais todo o meu Amor e Carinho,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ODISSÉIA MARIA, filha de Antônio Aquileu, o Grande Pelida, e Jane Briseides (resultante do amor de Emiliano de Brises por Justiniaña de Ogiges), descendentes de Valerosos Caçadores de Onça Pintada de Minas Gerais, uma região deslumbrante incrível sem-igual localizada na parte Leste do Brasil Varonil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7792626444388820236-7405375744390460299?l=neuzamachadoletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://neuzamachadoletras.blogspot.com/feeds/7405375744390460299/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://neuzamachadoletras.blogspot.com/2011/12/16-de-dezembro-de-2001-epistola-aos.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7792626444388820236/posts/default/7405375744390460299'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7792626444388820236/posts/default/7405375744390460299'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://neuzamachadoletras.blogspot.com/2011/12/16-de-dezembro-de-2001-epistola-aos.html' title='16 DE DEZEMBRO DE 2001 - EPÍSTOLA AOS HOMENS DO FUTURO - 13'/><author><name>Neuza Machado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09192586719278533122</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_mQUeHmTf-DM/SR4tJHKHZzI/AAAAAAAAAAw/F2D60bSRL0k/S220/FotoNeuza.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-5hVtc3pBloY/TuutYw92GoI/AAAAAAAACmw/sICzgZMaSVE/s72-c/Carta%2B-%2BDetalhe%2B-%2BJanVermeer%2BVan%2BDelft%2B-%2B1666.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7792626444388820236.post-5652973144925413439</id><published>2011-12-14T03:56:00.000-08:00</published><updated>2011-12-14T04:05:50.734-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Neuza Machado'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='MUITAS FELICIDADES EM SEU ANVERSÁRIO'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='PRESIDENTA DILMA ROUSSEFF'/><title type='text'>PRESIDENTA DILMA ROUSSEFF, MUITAS FELICIDADES EM SEU ANIVERSÁRIO!</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;strong&gt;PRESIDENTA DILMA ROUSSEFF, MUITAS FELICIDADES EM SEU ANIVERSÁRIO!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;NEUZA MACHADO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-8-zNxfPC49k/TuiQJ7gpnRI/AAAAAAAACl0/fcwUEWhdeKs/s1600/Presidenta%2BDilma%2BVana%2BRousseff%2B-%2BFoto%2BOficial%2B-%2B14-01-2011.jpg"&gt;&lt;strong&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 813px; FLOAT: left; HEIGHT: 456px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5685953029823110418" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-8-zNxfPC49k/TuiQJ7gpnRI/AAAAAAAACl0/fcwUEWhdeKs/s400/Presidenta%2BDilma%2BVana%2BRousseff%2B-%2BFoto%2BOficial%2B-%2B14-01-2011.jpg" /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;Senhora Dilma Rousseff, hoje, dia de seu aniversário, estou aqui, na Cidade do Rio de Janeiro, pedindo a Deus que lhe ofereça muitas bênçãos e que lhe oferte também inúmeras alegrias em sua atuação como Presidenta do Brasil. Abraços e felicidades!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7792626444388820236-5652973144925413439?l=neuzamachadoletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://neuzamachadoletras.blogspot.com/feeds/5652973144925413439/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://neuzamachadoletras.blogspot.com/2011/12/presidenta-dilma-rousseff-muitas.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7792626444388820236/posts/default/5652973144925413439'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7792626444388820236/posts/default/5652973144925413439'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://neuzamachadoletras.blogspot.com/2011/12/presidenta-dilma-rousseff-muitas.html' title='PRESIDENTA DILMA ROUSSEFF, MUITAS FELICIDADES EM SEU ANIVERSÁRIO!'/><author><name>Neuza Machado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09192586719278533122</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_mQUeHmTf-DM/SR4tJHKHZzI/AAAAAAAAAAw/F2D60bSRL0k/S220/FotoNeuza.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-8-zNxfPC49k/TuiQJ7gpnRI/AAAAAAAACl0/fcwUEWhdeKs/s72-c/Presidenta%2BDilma%2BVana%2BRousseff%2B-%2BFoto%2BOficial%2B-%2B14-01-2011.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7792626444388820236.post-2493473053453315890</id><published>2011-12-09T00:47:00.000-08:00</published><updated>2011-12-11T07:24:45.213-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Neuza Machado'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='09 DE DEZEMBRO DE 2001 - EPÍSTOLA AOS HOMENS DO FUTURO - 12'/><title type='text'>09 DE DEZEMBRO DE 2001 - EPÍSTOLA AOS HOMENS DO FUTURO - 12</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;09 DE DEZEMBRO DE 2001 - EPÍSTOLA AOS HOMENS DO FUTURO - 12&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;NEUZA MACHADO&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-jHiGs7Hci_Y/TuHL1cOZbyI/AAAAAAAAClQ/Gkfc2Ix1KZ8/s1600/Charge%2Bdo%2BBessinha%2B-%2BNatal%2B-%2B2011.jpg"&gt;&lt;strong&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 443px; FLOAT: left; HEIGHT: 301px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5684048323688361762" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-jHiGs7Hci_Y/TuHL1cOZbyI/AAAAAAAAClQ/Gkfc2Ix1KZ8/s400/Charge%2Bdo%2BBessinha%2B-%2BNatal%2B-%2B2011.jpg" /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;(Charge do Bessinha - 2011)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;(Daqui, deste meu Passado de 2001, vejo a Charge do Bessinha, anunciando muita fartura para o Natal de 2011.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Neste meu Anno de 2001, aqui no Brasil, está muito difícil festejar o Natal condignamente. Mas, o Natal de Vocês, do Anno de 2011, será de muita fartura. Confiram aí na Internet de Vocês, Internet do Futuro, para saber se a minha visão, aqui deste meu anno de 2001, corresponde à realidade do Anno de 2011, por favor! E não dêem atenção às previsões negativas do PIG de Vocês! O Brasil do Futuro, a partir do Anno de 2003, passará a ser grandioso (lembrem-se, estou a escrever para Vocês no Mês de Dezembro do Anno de 2001). No Futuro do Brasil, não existirão mais milhões e milhões e milhões de esfomeados! Neste meu Anno de 2001 são milhões e milhões e milhões que passam fome e frio e poucos têm telefone celular e Computador e Internet. Confiram aí no Maravilhoso Futuro de Vocês. A Internet foi criada para isso, para mostrar os malefícios de certas propagandas televisivas contra o Governo de Vocês. Cuidado também com os Programas Infantis de alguns Canais de Televisão. Vejo, daqui de meu Passado Histórico, que há persuasivas mensagens sublineares, mensagens estas criadas especialmente para fazer a cabeça das crianças e dos jovens pais das crianças. Cuidado com tais mensagens! Não se deixem enganar!)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;09 DE DEZEMBRO DE 2001 - EPÍSTOLA AOS HOMENS DO FUTURO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Neuza Machado&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;(Para o Brasileiro do Brasil-País do Futuro lembrar-se sempre que existiu um Brasil-Tristes Trópicos até o final do Século XX)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, dia 09 de Dezembro do Anno de 2001 (não s’esqueçam nunca da data desta minha cartinha, por favor!), o tema de meu missivo, Meus Amigos e Amigas do Brasilês Futuro Sem-Muro!, é a Vida. Gostaria de lhes revelar esta minha grande paixão pela Vida. Se os meus Contemporâneos Mais Abonados deste anno de 2001 soubessem (aqueles que estão com saúde, dinheiro no Banco e nos bolsos, os filhos em bons Colégios, muito alimento estocado em suas despensas, et cœtera) quomodo é sensacional estar vivendo e tivessem consciência do quanto foram agraciados pela Sorte Benfazeja, esta nossa realidade existencial seria algo fora do comum. Se essa consciência (ela está pendurada em uma Ilha distante e inatingível, conhecida apenas pelo escritor Mário de Andrade) fizesse parte dos nossos sentimentos existenciais, saberíamos dividir o pão e o vinho conforme o Filho de Deus nos ensinou no início da Era Cristã. Atualmente, neste Final de Anno de 2001 (não s’esqueçam da data, por favor), aqui no Brasil Ainda Varonil, não dividimos nada com nossos semelhantes menos afortunados. De vez em quando fazemos uma caridadezinha, principalmente, por ocasião do Natal, e, com isto, aplacamos a tal culpa (sentimento possivelmente moderno, ou seja, da Era Moderna) que, não sabemos o motivo, instala-se em nossos corações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meus Amigos e Amigas (do Maravilhoso Futuro Sem-Muro Brasileiro, naturalmente), viver, para a maior parte da humanidade, aqui, em meu tempo histórico (Final de Anno de 2001, não s’esqueçam da data!), é um pesadelo digno de ser formalizado em extensas páginas épicas ou ficcionais. Por exemplo: viajar de Metrô, no Rio de Janeiro, a mais Bella Megalópole do Mundo Rotundo, às dezoito horas, voltando do trabalho diário, é uma façanha existencial para nenhum Homem do Brasilês Futuro Sem-Muro botar defeito (Meninos! Eu sei!; Meninos! Eu vi!).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[Não sei se, no Brasilês Futuro Sem-Muro, esta expressão &lt;em&gt;botar defeito&lt;/em&gt; será usada, por isto, estou a enviar-lhes também os outros significados atuais (deste Final de Anno de 2001, não s’esqueçam da data!) do verbo transitivo direto &lt;em&gt;botar&lt;/em&gt;. De acordo com a etimologia, o verbo &lt;em&gt;botar&lt;/em&gt; significava, em um passado remoto, &lt;em&gt;lançar fora&lt;/em&gt;. Tornou-se um verbo tão popular (já sofreu degeneração semântica no já passado Século XX) que, aqui em meu Brasil Varonil deste Anno de 2001 (não s’esqueçam da data!), só os sobviventes (ou subviventes, se Vocês assim decidirem!), os falantes da Classe C (confiram, por favor, a cartinha que lhes enviei no dia 18 de novembro de 2001) atrevem-se a mencioná-lo. Por exemplo, o bebedor de aguardente (bebida de alto teor alcoólico) dirá: &lt;em&gt;Ó meu&lt;/em&gt; (&lt;em&gt;meu&lt;/em&gt; &lt;em&gt;amigo&lt;/em&gt;,&lt;em&gt; meu camarada&lt;/em&gt;, et cœtera), &lt;em&gt;bota uma daquelas que matou o&lt;/em&gt; &lt;em&gt;guarda aqui no meu copo&lt;/em&gt;. Hoje (os brasileses são chics, os da Famosa Elite Brasileira, naturalmente), há outros significados, mais eruditos!, que substituem o verbo &lt;em&gt;botar&lt;/em&gt;. Anotem: pôr, colocar, guardar, depositar, incutir, IMPUTAR, infundir, et cœtera. Desculpem-me os meus inúmeros enclaves discursivos, mas preocupo-me sempre com a evolução das palavras, com as expressões populares e a arte do bem-falar. Não quero que imputem-me um mal-discorrer.]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, retomando o teor de meu missivo, neste Final de Anno de 2001 (peço-lhes que não s’esqueçam da data, por favor!), neste meu Tempo Histórico de calamidades sem-fim, andar de Metrô (um veloz veículo, um trem subterrâneo) é uma façanha existencial prá ninguém botar defeito. Quando os brasileses cariocjônios voltam do trabalho diário (neste Final de Anno de 2001, não s’esqueçam da data, por favor!), enfrentam uma série de problemas. É uma batalha terrível, horrível, temível, incrível!, pior do que a batalha entre Gregos e Troianos mencionada por Homero (conf.: ILÍADA) em seus famosos versos hexâmetros. Eu, meus Amigos do Maravilhoso Futuro Brasilês, ando de ônibus ou de Metrô, para chegar ao (ou voltar do) trabalho diário. Por esta razão, permito-me escrever-lhes sobre um assunto tão problemático. Infelizmente, para resolver esta questão, neste Final de 2001 (não s’esqueçam da data, por favor!), não possuo a &lt;em&gt;solucionática&lt;/em&gt; (só para lembrar-me do grande e deiforme Jogador de Futebol Brasilês Dadá Maravilha – pesquisem aí no Futuro, na Internet Maravilhosa de Vocês, quem foi o Dadá Maravilha –, criador da palavra &lt;em&gt;solucionática&lt;/em&gt; e herói de minha mocidade).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há duas semanas (lá para o Final do já passado Novembro de 2001; não s’esqueçam da data, por favor!), mais ou menos, por volta das dezoito horas, assisti a uma briga violentíssima, na Estação Estácio - linha dois: Estácio/Pavuna -, entre dois homens que voltavam do trabalho estafante. Os dois homens estavam brigando, simplesmente!, por um assento (uma cadeira vaga). Estapeavam-se violentamente, brutalmente, porque queriam viajar sentados e, no empurra-empurra - uma quantidade incrível de pessoas viajando em um minúsculo vagão -, um se antecipou ao pretenso dono do assento e, quomodo isto por acá, no Brasil Varonil deste Anno de 2001, é normalíssimo, a confusão teve início, necessitando de intervenção de Guardas Truculentos, todos treinados para tal empresa, para acalmar os ânimos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A vida, meus Amigos, é uma dádiva preciosa. A morte é uma certeza. Mas, deixando de lado esta certeza, deveríamos aproveitar nossa estadia aqui na Terra de Deus, transformando esta dádiva em algo prazeroso. Infelizmente, o meu Mundo atual (do Final do Anno de 2001; não s’esqueçam!) é um lugar de incríveis conflitos. O progresso desenfreado e a luta diária pela sobrevivência (os sobreviventes - a famosa classe B - são oriundos da antiga Classe Média do Brasil Varonil) transformaram a nossa realidade em algo pior do que o Inferno de Dante Alighieri.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, meus Amigos e Amigas do Futuro Brasilês Sem-Muro!, são estas as notícias de hoje (dia 09 de Dezembro de 2001, para Vocês nunca s’esquecerem da data!). Por ora, não lhes falarei da Guerra, porque o mês de Dezembro é um mês de muuuuuuita Alegria! Vamos queimar milhões de cartuchos de fogos-de-artifício na passagem do Anno de 2001 para o Anno de 2002 (no momento, estamos necessitados de muita alegria, mesmo que seja passageira). Não deixarei de relatar-lhes o Grande Acontecimento Vindouro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Finalizando o meu missivo: Em relação aos muuuuuuito pobres do Mundo Rotundo, neste Início do Terceiro Milênio (Primeiro Anno do Século XXI, não s’esqueçam deste Anno de 2001), peço-lhes que não se preocupem com eles ― Meus Amigos e Amigas do Futuro Brasilês Sem-Muro! ―, não se preocupem com os milhõõõõõõõões de Brasileses Sem Tecto que passam fome Neste Meu Tempo de Inúmeras Calamidades Por Enquanto Sem-Fim. Pelo menos, neste Momento Festivo Mês deste Dezembro de 2001 (não s’esqueçam da data, por favor!), os pouquinhos muuuuuuuuito ricos olharão por eles (somente neste Mês do Natal do Anno de 2001, para aplacarem suas consciências). Depois... Depois, será o que Deus quiser!... Mas, a Invisível Guerra Cotidiana continua neste Mês de Dezembro de 2001...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para Vocês, Meus Queridos Amores do Futuro Brasilês Sem-Muro!, envio, daqui deste Anno de 2001, um Mui Exaltado Abraço Transtemporal e o desejo sincero de que, nos Próximos Annos do Maravilhoso Futuro Brasileiro, todos vivenciem Maravilhosas e Verdadeiras Festas de Natal e Anno Novo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ODISSÉIA MARIA, filha de Antônio Aquileu Musicista, o Pelida, e de Jane Briseides dos Campos de Plantação de Café de Minas Gerais, Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7792626444388820236-2493473053453315890?l=neuzamachadoletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://neuzamachadoletras.blogspot.com/feeds/2493473053453315890/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://neuzamachadoletras.blogspot.com/2011/12/09-de-dezembro-de-2001-epistola-aos.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7792626444388820236/posts/default/2493473053453315890'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7792626444388820236/posts/default/2493473053453315890'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://neuzamachadoletras.blogspot.com/2011/12/09-de-dezembro-de-2001-epistola-aos.html' title='09 DE DEZEMBRO DE 2001 - EPÍSTOLA AOS HOMENS DO FUTURO - 12'/><author><name>Neuza Machado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09192586719278533122</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_mQUeHmTf-DM/SR4tJHKHZzI/AAAAAAAAAAw/F2D60bSRL0k/S220/FotoNeuza.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-jHiGs7Hci_Y/TuHL1cOZbyI/AAAAAAAAClQ/Gkfc2Ix1KZ8/s72-c/Charge%2Bdo%2BBessinha%2B-%2BNatal%2B-%2B2011.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7792626444388820236.post-885975895937113545</id><published>2011-12-03T16:15:00.000-08:00</published><updated>2011-12-09T02:00:44.251-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Neuza Machado'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='CECÍLIA MEIRELES E SEU &quot;ROMANCEIRO&quot; PÓS-MODERNO: ROMANCE LIII OU DAS PALAVRAS AÉREAS'/><title type='text'>CECÍLIA MEIRELES E SEU "ROMANCEIRO" PÓS-MODERNO: ROMANCE LIII OU DAS PALAVRAS AÉREAS</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;strong&gt;CECÍLIA MEIRELES E SEU “ROMANCEIRO” PÓS-MODERNO: ROMANCE LIII OU DAS PALAVRAS AÉREAS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;NEUZA MACHADO&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-6KrrvP48bXg/Ttq84zTmPpI/AAAAAAAACks/dHRwOzf0IhU/s1600/Hunos%2Bderrotados%2Bem%2B427%2Bpelo%2Brei%2Bsass%25C3%25A2nida%2BBahran%2BV%2BIluminura%2BPersa%2Bdo%2BS%25C3%25A9culo%2BXV.jpg"&gt;&lt;strong&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 513px; FLOAT: left; HEIGHT: 644px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5682061563912404626" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-6KrrvP48bXg/Ttq84zTmPpI/AAAAAAAACks/dHRwOzf0IhU/s400/Hunos%2Bderrotados%2Bem%2B427%2Bpelo%2Brei%2Bsass%25C3%25A2nida%2BBahran%2BV%2BIluminura%2BPersa%2Bdo%2BS%25C3%25A9culo%2BXV.jpg" /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;Hoje, neste meu blog, a minha proposta de leitura, para a reflexão dos Leitores-Internautas, é o canto denominado ROMANCE LIII OU DAS PALAVRAS AÉREAS, de Cecília Meireles. Por intermédio da especialíssima criatividade poética de nossa renomada escritora, os Leitores-Eleitos terão a oportunidade de repensar alguns momentos cruciais da História do Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ROMANCE LIII OU DAS PALAVRAS AÉREAS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Cecília Meireles&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Ai, palavras, ai, palavras,&lt;br /&gt;que estranha potência, a vossa!&lt;br /&gt;Ai, palavras, ai, palavras,&lt;br /&gt;sois de vento, ides no vento,&lt;br /&gt;no vento que não retorna,&lt;br /&gt;e, em tão rápida existência,&lt;br /&gt;tudo se forma e transforma!&lt;br /&gt;Sois de vento, ides no vento,&lt;br /&gt;e quedais, com sorte nova!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ai, palavras, ai, palavras,&lt;br /&gt;que estranha potência, a vossa!&lt;br /&gt;Todo o sentido da vida&lt;br /&gt;principia à vossa porta;&lt;br /&gt;o mel do amor cristaliza&lt;br /&gt;seu perfume em vossa rosa;&lt;br /&gt;sois o sonho e sois a audácia,&lt;br /&gt;calúnia, fúria, derrota...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A liberdade das almas,&lt;br /&gt;ai! com letras se elabora...&lt;br /&gt;E dos venenos humanos&lt;br /&gt;sois a mais fina retorta:&lt;br /&gt;frágil, frágil como o vidro&lt;br /&gt;e mais que o aço poderosa!&lt;br /&gt;Reis, impérios, povos, tempos,&lt;br /&gt;pelo vosso impulso rodam...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Detrás de grossas paredes,&lt;br /&gt;de leve, quem vos desfolha?&lt;br /&gt;Pareceis de tênue seda,&lt;br /&gt;sem peso de ação nem de hora...&lt;br /&gt;– e estais no bico das penas,&lt;br /&gt;e estais na tinta que as molha,&lt;br /&gt;e estais nas mãos dos juízes,&lt;br /&gt;e sois o ferro que arrocha,&lt;br /&gt;e sois barco para o exílio,&lt;br /&gt;e sois Moçambique e Angola!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ai, palavras, ai, palavras,&lt;br /&gt;íeis pela estrada afora,&lt;br /&gt;erguendo asas muito incertas,&lt;br /&gt;entre verdade e galhofa,&lt;br /&gt;desejos do tempo inquieto,&lt;br /&gt;promessas que o mundo sopra...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ai, palavras, ai, palavras,&lt;br /&gt;mirai-vos: que sois, agora?&lt;br /&gt;– Acusações, sentinelas,&lt;br /&gt;bacamarte, algema, escolta;&lt;br /&gt;– o olho ardente da perfídia,&lt;br /&gt;a velar, na noite morta;&lt;br /&gt;– a umidade dos presídios,&lt;br /&gt;– a solidão pavorosa;&lt;br /&gt;– duro ferro de perguntas,&lt;br /&gt;com sangue em cada resposta;&lt;br /&gt;– e a sentença que caminha,&lt;br /&gt;– e a esperança que não volta,&lt;br /&gt;– e o coração que vacila,&lt;br /&gt;– e o castigo que galopa...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ai, palavras, ai, palavras,&lt;br /&gt;que estranha potência, a vossa!&lt;br /&gt;Perdão podíeis ter sido!&lt;br /&gt;– sois madeira que se corta,&lt;br /&gt;– sois vinte degraus de escada,&lt;br /&gt;– sois um pedaço de corda...&lt;br /&gt;– Sois povo pelas janelas,&lt;br /&gt;cortejo, bandeiras, tropa...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ai, palavras, ai, palavras,&lt;br /&gt;que estranha potência, a vossa!&lt;br /&gt;Éreis um sopro na aragem...&lt;br /&gt;– sois um homem que se enforca!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7792626444388820236-885975895937113545?l=neuzamachadoletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://neuzamachadoletras.blogspot.com/feeds/885975895937113545/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://neuzamachadoletras.blogspot.com/2011/12/cecilia-meireles-e-seu-romanceiro-pos.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7792626444388820236/posts/default/885975895937113545'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7792626444388820236/posts/default/885975895937113545'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://neuzamachadoletras.blogspot.com/2011/12/cecilia-meireles-e-seu-romanceiro-pos.html' title='CECÍLIA MEIRELES E SEU &quot;ROMANCEIRO&quot; PÓS-MODERNO: ROMANCE LIII OU DAS PALAVRAS AÉREAS'/><author><name>Neuza Machado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09192586719278533122</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_mQUeHmTf-DM/SR4tJHKHZzI/AAAAAAAAAAw/F2D60bSRL0k/S220/FotoNeuza.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-6KrrvP48bXg/Ttq84zTmPpI/AAAAAAAACks/dHRwOzf0IhU/s72-c/Hunos%2Bderrotados%2Bem%2B427%2Bpelo%2Brei%2Bsass%25C3%25A2nida%2BBahran%2BV%2BIluminura%2BPersa%2Bdo%2BS%25C3%25A9culo%2BXV.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7792626444388820236.post-912146669703570036</id><published>2011-12-02T06:33:00.000-08:00</published><updated>2011-12-02T06:40:00.259-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='02 DE DEZEMBRO DE 2001 - EPÍSTOLA AOS HOMENS DO FUTURO - 11'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Neuza Machado'/><title type='text'>02 DE DEZEMBRO DE 2001 - EPÍSTOLA AOS HOMENS DO FUTURO - 11</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Esta minha Epístola aos Homens do Futuro (não s’esqueçam da data) foi escrita em:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;02 DE DEZEMBRO DE 2001 - EPÍSTOLA AOS HOMENS DO FUTURO - 11&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;NEUZA MACHADO&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-TaOaeP9vntI/Ttjiqsyo1qI/AAAAAAAACkg/Ypz7BFjrqpI/s1600/Festa%2BReligiosa%2Bde%2BPassagem%2Bde%2BAno%2Bno%2BBrasil%2B-%2BFesta%2Bde%2BIemanj%25C3%25A1.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 499px; FLOAT: left; HEIGHT: 422px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5681540153133815458" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-TaOaeP9vntI/Ttjiqsyo1qI/AAAAAAAACkg/Ypz7BFjrqpI/s400/Festa%2BReligiosa%2Bde%2BPassagem%2Bde%2BAno%2Bno%2BBrasil%2B-%2BFesta%2Bde%2BIemanj%25C3%25A1.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;(Para o Brasileiro Consciente do Brasil-País do Futuro lembrar-se sempre que existiu um Brasil-Tristes Trópicos até o final do Século XX)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meus Amigos e Amigas do Futuro Sem-Muro do Brasil Varonil, este início do Mês de Dezembro de 2001 (não s’esqueçam do Anno desta Cartinha: Anno de 2001!), por diversas razões, merece ser exaltado. Estamos terminando, não sei se gloriosamente, o nosso Primeiro Anno do Século XXI e Primeiro Anno do Terceiro Milênio. Não obstante as Inúúúúúúmeras Guerras que, neste momento, assolam o Nosso Planeta Terra, apesar dos Desajustes Sociais nos Quatro Cantos do Mundo, sinto-me um ser privilegiado. Quomodo boa Sagitariana, costumo oferecer crédito às sugestões dos Oragos Astrológicos e, por tal razão, penso que tive muita Sorte Benfazeja nesta minha existência terrena.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pelo fato de ter nascido em meados do Século XX (graças a esta Apreciada Sorte!), pude viver uma parte de minha vida em um momento que sinalizou o Final de um Século Automatizado (também o Final de um Segundo Milênio Praláde Problemático!), no qual (apesar de todos os problemas insolúveis) ocorreram inúmeras descobertas tecnológicas. Assim, pude assistir, quomodo privilegiadíssima espectadora, na expectativa fundada em supostos direitos femininos, probabilidades ou promessas, eu pude vivenciar, repito, o Início de um Novíssimo Milênio (o Terceiro) que marcará o Calendário da Terra. Agora, nesta segunda parte de minha vida (espero, se o Deus dos Cristãos assim quiser, o meu Deus Onipotente, que seja muuuuuuito loooooonga!), ainda presa a esses hipotéticos direitos adquiridos por meios supostamente sobrenaturais, espero, repito, ainda ter tempo vital-horizontal para apreciar as Inúmeras Maravilhas do Orbe e as Inúmeras Maravilhas Prometidas Para o Meu Brasil Varonil (Maravilhas Prometidas Desde o Século XVI), Maravilhas estas que estão e estarão ainda em processo de configuração em meu Futuro Próximo (talvez, quem sabe?, a partir de 1o de Janeiro de 2003, se Deus Nosso Senhor assim quiser!).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meus Amigos e Amigas do Futuro Brasilês!, hoje, neste 04 de Dezembro de 2001 (não s’esqueçam da data desta Cartinha), espero esse próximo dia 1o de Janeiro de 2003 com muita ansiedade, pois desejo sinceramente que essas Maravilhas Anunciadas desde o início da Colonização (e das outras Colonizações: vitais e mentais) ocorram em um Tempo Recorde, para que possam beneficiar, principalmente, o Maravilhoso Momento Histórico do Amanhã de Vocês.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De qualquer maneira este Mês de Dezembro de 2001 (não s’esqueçam da data) merece ser exaltado, porque resistiu bravamente aos Conflitos Mundiais (guerrilhas em cada Cantinho do Mundo Rotundo) e aos Conflitos Políticos de Minha Nação Brasilesa (o Mês de Dezembro de 2001 (não s’esqueçam da data), aqui no meu Brasil Varonil do Final do Segundo Milênio, está passando as responsabilidades diárias para o Anno que vem) e permitiu-nos ― Homens e Mulheres e Crianças de Nossa Ágora sempre repleta de Esperanças em um Futuro Glorioso e Sem-Muro ― mais um Período Existencial: o estar vivendo quomodo rezam os Preceitos do Único Deus dos Hebreus e Cristãos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Mês de Dezembro de 2001 (não s’esqueçam desta data, jamais!) merece ser exaltado, principalmente, porque, ainda, não aconteceu o terrivelmente esperado Fim do Mundo dos Antigos Oráculos. Os Homens de meu Passado Histórico (o Passado Histórico desta minha época pertencerá também aos Habitantes do Futuro Sem-Muro) previram o Grande Momento da Exterminação Total da Humanidade para antes do Anno 2000 e, graças a essa Maluca Previsão, a Crédula Humanidade viu-se presa de Angustiante Expectativa. Mas, por enquanto, os Oragos Aziagos erraram, felizmente!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outros motivos para que o Mês de Dezembro de 2001 (não s’esqueçam da data) seja exaltado: o Papa Karol, chamado também de João Paulo II, o Sumo Pontífice da Igreja Católica Romana, continua vivíííssimo e abençoará, não tenho a menor dúvida!, o Segundo Anno do Terceiro Milênio. O Papa Karol, se Deus for com ele!, ainda viajará muuuito pelo Mundo Rotundo, levando a Palavra de Cristo. Lembrem-se dele, aí no Futuro Sem-Muro, Meus Amigos e Amigas! O Papa Karol, depois de São Pedro (o Primeiro) e São João XXIII (deste Século XX), poderá ser considerado o Maior da Igreja Romana. Ele superou as pressões bélicas da Segunda Metade do Século XX, sobreviveu a um atentado terrorista e ainda perdoou o agressor. O Papa Karol (em nossa real memória, em nossa sobrenatural imaginação, em nossa lírica recordação, nos imaginários-em-aberto de nossos textos ficcionais) viverá eternamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero que saibam, também, que (neste Mês de Dezembro de 2001, não s’esqueçam da data) a minha Cidade Maravilhosa, a Cidade do Rio de Janeiro, Megalópole do Mundo Rotundo, continua bella como sempre. É bem verdade que, aqui neste meu Brasil Varonil, neste Final de Anno de 2001 (não s’esqueçam da data), existem muuuitos e muuuuuuitos e muuuuuuuuitos mendigos (incontáveis!) nas ruas e debaixo das pontes, nas Grandes Cidades Superlotadas, mas, neste Mês de Dezembro de 2001 (não s’esqueçam da data), já finalizando o Governo do FHC, algumas poucas Entidades Filantrópicas olharão por eles. Neste Mês de Dezembro de 2001 (não s’esqueçam da data), pelo menos!, os Deserdados da Sorte (milhõõõõõões!) não passarão fome. Saibam que, apesar da exigência de economia de luz (uma terríííííível exigência neste Governo do Fernando), nossas Festas de Fim de Ano ― Natal e Ano Novo ― serão iluminadas e, pelo menos por duas noites, os Pobres Sem Tecto e Sem Pão estarão felizes (lembrem-se disto no Futuro Maravilhoso de Vocês!).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqui, no Brasil Varonil, neste Dezembro de 2001 (não s’esqueçam da data), há muita movimentação para as Festanças de Fim de Anno. Todos já estão enfeitando suas casas e comprando os alimentos necessários para a celebração. Acenderemos nossas churrasqueiras ― os muuuuuuito pobres e os pouquinhos muito ricos irmanados ― e assaremos porcos, perus e galinhas em homenagem a mais um Anno de Vida na Terra de Deus Onipotente. O Natal, também, será dignamente celebrado (acreditem!). No Dia 25 de Dezembro deste Anno de 2001 (não s’esqueçam da data, por favor!) será comemorado o Nascimento de Jesus e, para que a comemoração se apresente completa, uns poucos muuuuuuito ricos já estão providenciando alimentos, roupas e calçados para os muuuuuuitos muuuuuuito pobres. Com toda certeza, uma quilométrica mesa de Natal será construída em uma rua tradicional da Cidade do Rio de Janeiro (pesquisem na Internet, por favor!, Meus Brasileses Amigos do Futuro Brasilês Iluminado e Maravilhoso) e, sobre a mesma, deliciosos alimentos que serão oferecidos aos nossos Deserdados da Sorte Benfazeja. Os poucos cidadãos mais afortunados (riquíííssimos!), aqueles que contribuíram para a Grande Ceia de Natal dos Muuuuuuitos Muuuuuuito Pobres Carentes do Rio de Janeiro (os Pobres Sobviventes!, ou Subviventes!, escolham a palavra certa aí no Futuro de Vocês!), nesse Próximo Dia de Natal de 2001 (não s’esqueçam da data, por favor!), dormirão o sono dos justos. Esta cena, Meus Amigos e Amigas do Maravilhoso Futuro Brasilês Sem-Muro!, se repetirá em todas as Regiões do Brasil Varonil e nos Países Pobres do Orbe Rotundo também. Ligando nossas televisões (Nós, os Grandes Sortudos da Sobrevivência!) ou, então, acessando a Máquina Internet, aquela que nos mostra todos os Acontecimentos do Mundo e da Galáxia Infinita no perpassar (escoar-se o tempo) de um segundo, assistiremos às Demonstrações de Extrema Bondade dos Poucos Privilegiados da Sorte (os muuuuuuito ricos!). A emoção nos dominará (dominará as Três Classes!) e estaremos Todos Felizes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais para o Final de Dezembro do Anno de 2001 (não s’esqueçam da data), em homenagem às tradições religiosas que fazem parte de Nossas Vidas, com certeza!, a Bandeira da Paz Universal Certamente Será Hasteada, temporariamente (imagino!). Até lá, terei tempo de relatar-lhes as Ocorrências. Aguardem!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Daqui do meu Brasil Varonil, ainda repleta de Esperança em Dias Melhores para o Futuro deste mesmo Brasil Varonil, prometo-lhes um novo missivo para o dia 09/12/2001. Por ora, recebam o cordialíssimo abraço da Muuuuuuito Esperançosa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ODISSÉIA MARIA, Filha de Antônio Aquileu Pelides e Jane (Joana) de Ogiges Brises Martins D’Amorim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7792626444388820236-912146669703570036?l=neuzamachadoletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://neuzamachadoletras.blogspot.com/feeds/912146669703570036/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://neuzamachadoletras.blogspot.com/2011/12/02-de-dezembro-de-2001-epistola-aos.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7792626444388820236/posts/default/912146669703570036'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7792626444388820236/posts/default/912146669703570036'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://neuzamachadoletras.blogspot.com/2011/12/02-de-dezembro-de-2001-epistola-aos.html' title='02 DE DEZEMBRO DE 2001 - EPÍSTOLA AOS HOMENS DO FUTURO - 11'/><author><name>Neuza Machado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09192586719278533122</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_mQUeHmTf-DM/SR4tJHKHZzI/AAAAAAAAAAw/F2D60bSRL0k/S220/FotoNeuza.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-TaOaeP9vntI/Ttjiqsyo1qI/AAAAAAAACkg/Ypz7BFjrqpI/s72-c/Festa%2BReligiosa%2Bde%2BPassagem%2Bde%2BAno%2Bno%2BBrasil%2B-%2BFesta%2Bde%2BIemanj%25C3%25A1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7792626444388820236.post-6459053498567766292</id><published>2011-11-28T07:52:00.000-08:00</published><updated>2011-11-28T15:40:22.490-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Neuza Machado'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='CARTA TRANSCENDENTAL A STEFAN ZWEIG NO DIA DE SEU ANIVERSÁRIO'/><title type='text'>CARTA TRANSCENDENTAL A STEFAN ZWEIG NO DIA DE SEU ANVERSÁRIO</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;strong&gt;CARTA TRANSCENDENTAL A STEFAN ZWEIG NO DIA DE SEU ANIVERSÁRIO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;NEUZA MACHADO&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-fe-IdngG-io/TtOwA72YXTI/AAAAAAAACjk/YhkgPLkfg78/s1600/Stefan%2BZweig%2B3.png"&gt;&lt;strong&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 450px; FLOAT: left; HEIGHT: 676px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5680077085156597042" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-fe-IdngG-io/TtOwA72YXTI/AAAAAAAACjk/YhkgPLkfg78/s400/Stefan%2BZweig%2B3.png" /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;Nesta data que seria a de seu aniversário natalício, registro meus sinceros agradecimentos por você ter acreditado no potencial de meu país. Quando a guerra começou em 1939, e a Europa vivia um momento de cegueira racial, você, um homem de visão, logo depois veio morar aqui no Brasil e soube vislumbrar o que muitos homens de saber não souberam aquilatar: que um país de mestiços poderia deixar sua condição de país naturalmente rico (suas riquezas naturais) para assumir uma posição de destaque político perante outras poderosas potências. Muito lhe agradeço pela confiança. Apenas lamento profundamente o fato de você não estar vivo para desfrutar as maravilhas ocorridas aqui no Brasil. Maravilhas que se iniciaram no final do ano de 2002, quando os mestiços brasileiros se rebelaram contra os senhores-de-engenho e conseguiram colocar na Presidência da República um operário metalúrgico (aquele idealista que você previu com muitíssimo acerto: “No Brasil, há possibilidades de assentar gente em dimensões que um idealista talvez soubesse estimar melhor do que um estatístico”). Esse inigualável representante do povão brasileiro – o Ex-Presidente do Brasil, de 2003 a 2010, Luís Inácio Lula da Silva – teve de enfrentar a pequena e preconceituosa elite brasileira (principalmente a elite de São Paulo), que se dizia dona do poder, e que somente o aceitou (naquele momento da eleição do final de 2002) porque pensava estar entregando ao "mestiço" um país sem futuro (em época de recessão mundial). Graças a Deus, caríssimo Amigo Zweig, tudo o que você previu, começou a acontecer, desde o ano da reviravolta histórica (final de 2002), e, apesar dos percalços (acredite, ainda há percalços a enfrentar, a elite, principalmente a de São Paulo, não se conforma com o sucesso do Presidente Metalúrgico), nosso povo poderá seguir adiante construindo o Futuro que você previu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;BRASIL: PAÍS DO FUTURO&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Stefan Zweig&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;“O Brasil, cujo território é de longe o maior da América do Sul, maior até do que os Estados Unidos da América do Norte, é hoje uma das mais importantes reservas – se não a principal – do futuro do nosso mundo. Aqui temos uma riqueza inestimável em solos que jamais conheceram o cultivo e, no subsolo, minérios e tesouros que não foram explorados ou quase não foram descobertos. No Brasil, há possibilidades de assentar gente em dimensões que um idealista talvez soubesse estimar melhor do que um estatístico. A diversidade dos cálculos para saber se este país, que hoje conta aproximadamente cinquenta milhões de habitantes, poderia comportar quinhentos, setecentos ou novecentos milhões com uma densidade populacional normal dá uma noção para avaliar o que o Brasil poderia ser daqui a um século, talvez já daqui a algumas décadas, no nosso cosmo. Com prazer subscrevemos a afirmativa de James Bryce: ‘Nenhum grande país do mundo que pertença a uma raça europeia possui semelhante abundância de terras para o desenvolvimento da existência humana e de uma indústria produtiva'.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com a forma de uma harpa gigantesca, curiosamente redesenhando, com seus limites, os contornos do continente sul-americano, este país é tudo ao mesmo tempo: montanhas e litoral, planícies, florestas, pântanos, e é fértil em quase todas as zonas. Seu clima varia em todas as transições – do tropical ao subtropical e para o temperado; sua atmosfera é ora úmida, ora seca, marítima ou alpina. Zonas pouco chuvosas se alternam com regiões ricas em chuva, oferecendo, com isso, as possibilidades de uma vegetação mais variada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Brasil possui os rios mais caudalosos do mundo ou os alimenta, como o Amazonas e o Rio da Prata. Suas montanhas lembram os Alpes em alguns trechos e se elevam até três mil metros, com zonas nevadas, no caso do seu pico mais alto, o Itatiaia. Suas grandes quedas d’água – Iguaçú e Sete Quedas – superam em força a de Niágara, bem mais famosa, e estão entre as maiores reservas hidrelétricas do mundo. Suas cidades, como o Rio de Janeiro e São Paulo, ainda em pleno crescimento fantástico, já rivalizam com as europeias em luxo e beleza. Todas as formas de paisagem variam diante do olhar sempre fascinado, e a multiplicidade de sua fauna e flora há séculos garante aos cientistas sempre novas surpresas. Só a lista de suas espécies de pássaros é capaz de encher compêndios inteiros de catálogos, e cada nova expedição volta com centenas de novas espécies descobertas. Só o futuro desvendará o que jaz oculto sob o solo na forma de possibilidades latentes de minérios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Certo é que as maiores reservas de minérios de ferro do mundo esperam aqui intactas, suficientes para abastecer toda a nossa terra durante séculos, e que não falta a este gigantesco país uma só espécie de minério, rocha ou planta. Por tudo que se tenha feito nos últimos anos para ordenar tudo isso, a verificação e a avaliação verdadeiras aqui ainda estão no começo, antes do começo decisivo. Por isso, é preciso repetir sempre: graças ao fato de ser virgem e tão amplo, este enorme país significa, para o nosso mundo apinhado de gente, muitas vezes já fatigado, esgotado, uma das maiores esperanças – e talvez a esperança mais justificada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A primeira impressão deste país é de uma opulência desconcertante. Tudo é intenso – o sol, a luz, as cores. O azul do céu é mais retumbante, o verde, mais profundo e saciado, a terra, mais compacta e roxa – nenhum pintor seria capaz de encontrar em sua paleta matizes mais ardentes, ofuscantes, cintilantes do que os das plumas dos pássaros, das asas das borboletas. A natureza sempre se supera: nos temporais que rasgam os céus com seus raios estrondosos, nas chuvas que se precipitam como rios selvagens e na vegetação que em poucos meses se transforma em verdes e densos matagais. Mas também o solo, intacto há séculos e milênios e ainda não desafiado a mostrar seu pleno desempenho, responde a cada apelo com uma força quase inacreditável. Quando nos lembramos do esforço, do martírio, da habilidade, da tenacidade a que é preciso recorrer na Europa para que se possa extrair flores ou frutas de um campo, aqui, ao contrário, encontramos uma natureza que precisa ser domada para que não se desenvolva de forma demasiado selvagem e impetuosa. Aqui, o crescimento não necessita ser estimulado, e sim contido, para que em sua bárbara impetuosidade não sufoque o que é plantado pelo homem. Espontaneamente, sem que sejam necessários cuidados especiais, crescem as árvores e os arbustos que fornecem alimentos a uma grande parte da população – banana, manga, mandioca, abacaxi. E cada nova planta e árvore frutífera trazidas de outros continentes usam e abusam deste húmus virgem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tamanha impetuosidade e boa vontade – quase poderia se dizer: generosidade – com que esta terra responde a cada experiência que se tenta fazer com ela, paradoxalmente se transformou várias vezes em perigo para sua economia. Com sequência quase regular ocorreram crises de superprodução, unicamente porque tudo era muito rápido e simples. O episódio em que sacas de café foram lançadas ao mar, no século XX, é o exemplo mais recente. Cada vez que o Brasil começa a produzir alguma coisa, precisa se auto impor barreiras, a fim de evitar a superprodução. Por isso a história econômica do Brasil é cheia de mudanças surpreendentes, e talvez seja até mais dramática do que sua história política, pois geralmente o caráter econômico de um país é determinado inequivocamente desde o começo: cada país toca um instrumento, e o ritmo não muda essencialmente ao longo dos séculos. Um país é agrícola, outro extrai sua riqueza da madeira ou do minério, o terceiro, da pecuária. A linha da produção pode oscilar para cima ou para baixo, mas de um modo geral a direção permanece a mesma. O Brasil, ao contrário, é um país das constantes transformações e das mudanças bruscas. Na verdade, cada século produziu uma característica econômica diferente, e no decorrer desse drama, cada ato tem um nome: ouro ou açúcar, café, borracha ou madeira. Em cada século, em cada meio século, o Brasil revelou sempre uma nova e diferente surpresa quanto a seus abundantes recursos.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ZWEIG, Stefan&lt;em&gt;. Brasil, um país do futuro&lt;/em&gt;. Tradução de Kristina Michahelles. Porto Alegre, Rio Grande do Sul: L&amp;amp;PM, 2006: 78 - 81.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7792626444388820236-6459053498567766292?l=neuzamachadoletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://neuzamachadoletras.blogspot.com/feeds/6459053498567766292/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://neuzamachadoletras.blogspot.com/2011/11/carta-transcendental-stefan-zweig-no.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7792626444388820236/posts/default/6459053498567766292'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7792626444388820236/posts/default/6459053498567766292'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://neuzamachadoletras.blogspot.com/2011/11/carta-transcendental-stefan-zweig-no.html' title='CARTA TRANSCENDENTAL A STEFAN ZWEIG NO DIA DE SEU ANVERSÁRIO'/><author><name>Neuza Machado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09192586719278533122</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_mQUeHmTf-DM/SR4tJHKHZzI/AAAAAAAAAAw/F2D60bSRL0k/S220/FotoNeuza.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-fe-IdngG-io/TtOwA72YXTI/AAAAAAAACjk/YhkgPLkfg78/s72-c/Stefan%2BZweig%2B3.png' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7792626444388820236.post-2291383692710228473</id><published>2011-11-20T06:11:00.000-08:00</published><updated>2011-11-20T06:32:12.336-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='CASTRO ALVES'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='PARA UMA PROFUNDA REFLEXÃO NESTE DIA 20 DE NOVEMBRO DEDICADO À CONSCIÊNCIA NEGRA: NAVIO NEGREIRO'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Neuza Machado'/><title type='text'>PARA UMA PROFUNDA REFLEXÃO NESTE DIA 20 DE NOVEMBRO DEDICADO À CONSCIÊNCIA NEGRA: NAVIO NEGREIRO, CASTRO ALVES</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;strong&gt;PARA UMA PROFUNDA REFLEXÃO NESTE DIA 20 DE NOVEMBRO DEDICADO À CONSCIÊNCIA NEGRA: NAVIO NEGREIRO, CASTRO ALVES&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;NEUZA MACHADO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-Ah5f_Cti9Vo/TskMNLRzLSI/AAAAAAAACh4/Tgk6Gh9zV_A/s1600/Caravela%2BPortuguesa.jpg"&gt;&lt;strong&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 468px; FLOAT: left; HEIGHT: 363px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5677082225782500642" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-Ah5f_Cti9Vo/TskMNLRzLSI/AAAAAAAACh4/Tgk6Gh9zV_A/s400/Caravela%2BPortuguesa.jpg" /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;/em&gt;&lt;strong&gt;Nesta data – 20 de Novembro de 2011 –, apresento aqui neste meu Blog alguns trechos do longo poema “Navio Negreiro” de Castro Alves (considerado como Poeta da Estética Romântica), buscando provar que a Literatura-Arte, muito mais que a História Oficial, é o veículo íntegro que nos mostra os acertos ou erros do Passado Histórico de um Povo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para que os meus Amigos-Leitores possam repensar este Dia 20 de Novembro dedicado à Consciência Negra, para que possam repensar a muito mal contada História do Brasil, e para que possam repensar os preconceitos sociais que aqui se alastraram desde os anos iniciais da colonização.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;NAVIO NEGREIRO&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;em&gt;Castro Alves&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;I&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;'Stamos em pleno mar... Doudo no espaço&lt;br /&gt;Brinca o luar — dourada borboleta;&lt;br /&gt;E as vagas após ele correm... cansam&lt;br /&gt;Como turba de infantes inquieta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;'Stamos em pleno mar... Do firmamento&lt;br /&gt;Os astros saltam como espumas de ouro...&lt;br /&gt;O mar em troca acende as ardentias,&lt;br /&gt;— Constelações do líquido tesouro...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;'Stamos em pleno mar... Dois infinitos&lt;br /&gt;Ali se estreitam num abraço insano,&lt;br /&gt;Azuis, dourados, plácidos, sublimes...&lt;br /&gt;Qual dos dous é o céu? qual o oceano?...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;'Stamos em pleno mar. . . Abrindo as velas&lt;br /&gt;Ao quente arfar das virações marinhas,&lt;br /&gt;Veleiro brigue corre à flor dos mares,&lt;br /&gt;Como roçam na vaga as andorinhas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Donde vem? onde vai? Das naus errantes&lt;br /&gt;Quem sabe o rumo se é tão grande o espaço?&lt;br /&gt;Neste saara os corcéis o pó levantam,&lt;br /&gt;Galopam, voam, mas não deixam traço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem feliz quem ali pode nest'hora&lt;br /&gt;Sentir deste painel a majestade!&lt;br /&gt;Embaixo — o mar, em cima — o firmamento...&lt;br /&gt;E no mar e no céu — a imensidade!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Oh! que doce harmonia traz-me a brisa!&lt;br /&gt;Que música suave ao longe soa!&lt;br /&gt;Meu Deus! como é sublime um canto ardente&lt;br /&gt;Pelas vagas sem fim boiando à toa!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Homens do mar! ó rudes marinheiros,&lt;br /&gt;Tostados pelo sol dos quatro mundos!&lt;br /&gt;Crianças que a procela acalentara&lt;br /&gt;No berço destes pélagos profundos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esperai! esperai! deixai que eu beba&lt;br /&gt;Esta selvagem, livre poesia&lt;br /&gt;Orquestra — é o mar, que ruge pela proa,&lt;br /&gt;E o vento, que nas cordas assobia...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;..........................................................&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por que foges assim, barco ligeiro?&lt;br /&gt;Por que foges do pávido poeta?&lt;br /&gt;Oh! quem me dera acompanhar-te a esteira&lt;br /&gt;Que semelha no mar — doudo cometa!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Albatroz! Albatroz! águia do oceano,&lt;br /&gt;Tu que dormes das nuvens entre as gazas,&lt;br /&gt;Sacode as penas, Leviathan do espaço,&lt;br /&gt;Albatroz! Albatroz! dá-me estas asas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;II&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que importa do nauta o berço,&lt;br /&gt;Donde é filho, qual seu lar?&lt;br /&gt;Ama a cadência do verso&lt;br /&gt;Que lhe ensina o velho mar!&lt;br /&gt;Cantai! que a morte é divina!&lt;br /&gt;Resvala o brigue à bolina&lt;br /&gt;Como golfinho veloz.&lt;br /&gt;Presa ao mastro da mezena&lt;br /&gt;Saudosa bandeira acena&lt;br /&gt;As vagas que deixa após.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do Espanhol as cantilenas&lt;br /&gt;Requebradas de langor,&lt;br /&gt;Lembram as moças morenas,&lt;br /&gt;As andaluzas em flor!&lt;br /&gt;Da Itália o filho indolente&lt;br /&gt;Canta Veneza dormente,&lt;br /&gt;— Terra de amor e traição,&lt;br /&gt;Ou do golfo no regaço&lt;br /&gt;Relembra os versos de Tasso,&lt;br /&gt;Junto às lavas do vulcão!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Inglês — marinheiro frio,&lt;br /&gt;Que ao nascer no mar se achou,&lt;br /&gt;(Porque a Inglaterra é um navio,&lt;br /&gt;Que Deus na Mancha ancorou),&lt;br /&gt;Rijo entoa pátrias glórias,&lt;br /&gt;Lembrando, orgulhoso, histórias&lt;br /&gt;De Nelson e de Aboukir.. .&lt;br /&gt;O Francês — predestinado —&lt;br /&gt;Canta os louros do passado&lt;br /&gt;E os loureiros do porvir!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os marinheiros Helenos,&lt;br /&gt;Que a vaga jônia criou,&lt;br /&gt;Belos piratas morenos&lt;br /&gt;Do mar que Ulisses cortou,&lt;br /&gt;Homens que Fídias talhara,&lt;br /&gt;Vão cantando em noite clara&lt;br /&gt;Versos que Homero gemeu ...&lt;br /&gt;Nautas de todas as plagas,&lt;br /&gt;Vós sabeis achar nas vagas&lt;br /&gt;As melodias do céu! ...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;III&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desce do espaço imenso, ó águia do oceano!&lt;br /&gt;Desce mais ... inda mais... não pode olhar humano&lt;br /&gt;Como o teu mergulhar no brigue voador!&lt;br /&gt;Mas que vejo eu aí... Que quadro d'amarguras!&lt;br /&gt;É canto funeral! ... Que tétricas figuras! ...&lt;br /&gt;Que cena infame e vil... Meu Deus! Meu Deus! Que horror!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;IV&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era um sonho dantesco... o tombadilho&lt;br /&gt;Que das luzernas avermelha o brilho.&lt;br /&gt;Em sangue a se banhar.&lt;br /&gt;Tinir de ferros... estalar de açoite...&lt;br /&gt;Legiões de homens negros como a noite,&lt;br /&gt;Horrendos a dançar...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Negras mulheres, suspendendo às tetas&lt;br /&gt;Magras crianças, cujas bocas pretas&lt;br /&gt;Rega o sangue das mães:&lt;br /&gt;Outras moças, mas nuas e espantadas,&lt;br /&gt;No turbilhão de espectros arrastadas,&lt;br /&gt;Em ânsia e mágoa vãs!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E ri-se a orquestra irônica, estridente...&lt;br /&gt;E da ronda fantástica a serpente&lt;br /&gt;Faz doudas espirais ...&lt;br /&gt;Se o velho arqueja, se no chão resvala,&lt;br /&gt;Ouvem-se gritos... o chicote estala.&lt;br /&gt;E voam mais e mais...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Presa nos elos de uma só cadeia,&lt;br /&gt;A multidão faminta cambaleia,&lt;br /&gt;E chora e dança ali!&lt;br /&gt;Um de raiva delira, outro enlouquece,&lt;br /&gt;Outro, que martírios embrutece,&lt;br /&gt;Cantando, geme e ri!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto o capitão manda a manobra,&lt;br /&gt;E após fitando o céu que se desdobra,&lt;br /&gt;Tão puro sobre o mar,&lt;br /&gt;Diz do fumo entre os densos nevoeiros:&lt;br /&gt;"Vibrai rijo o chicote, marinheiros!&lt;br /&gt;Fazei-os mais dançar!..."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E ri-se a orquestra irônica, estridente. . .&lt;br /&gt;E da ronda fantástica a serpente&lt;br /&gt;Faz doudas espirais...&lt;br /&gt;Qual um sonho dantesco as sombras voam!...&lt;br /&gt;Gritos, ais, maldições, preces ressoam!&lt;br /&gt;E ri-se Satanás!...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;V&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Senhor Deus dos desgraçados!&lt;br /&gt;Dizei-me vós, Senhor Deus!&lt;br /&gt;Se é loucura... se é verdade&lt;br /&gt;Tanto horror perante os céus?!&lt;br /&gt;Ó mar, por que não apagas&lt;br /&gt;Co'a esponja de tuas vagas&lt;br /&gt;De teu manto este borrão?...&lt;br /&gt;Astros! noites! tempestades!&lt;br /&gt;Rolai das imensidades!&lt;br /&gt;Varrei os mares, tufão!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem são estes desgraçados&lt;br /&gt;Que não encontram em vós&lt;br /&gt;Mais que o rir calmo da turba&lt;br /&gt;Que excita a fúria do algoz?&lt;br /&gt;Quem são? Se a estrela se cala,&lt;br /&gt;Se a vaga à pressa resvala&lt;br /&gt;Como um cúmplice fugaz,&lt;br /&gt;Perante a noite confusa...&lt;br /&gt;Dize-o tu, severa Musa,&lt;br /&gt;Musa libérrima, audaz!...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São os filhos do deserto,&lt;br /&gt;Onde a terra esposa a luz.&lt;br /&gt;Onde vive em campo aberto&lt;br /&gt;A tribo dos homens nus...&lt;br /&gt;São os guerreiros ousados&lt;br /&gt;Que com os tigres mosqueados&lt;br /&gt;Combatem na solidão.&lt;br /&gt;Ontem simples, fortes, bravos.&lt;br /&gt;Hoje míseros escravos,&lt;br /&gt;Sem luz, sem ar, sem razão. . .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São mulheres desgraçadas,&lt;br /&gt;Como Agar o foi também.&lt;br /&gt;Que sedentas, alquebradas,&lt;br /&gt;De longe... bem longe vêm...&lt;br /&gt;Trazendo com tíbios passos,&lt;br /&gt;Filhos e algemas nos braços,&lt;br /&gt;N'alma — lágrimas e fel...&lt;br /&gt;Como Agar sofrendo tanto,&lt;br /&gt;Que nem o leite de pranto&lt;br /&gt;Têm que dar para Ismael.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lá nas areias infindas,&lt;br /&gt;Das palmeiras no país,&lt;br /&gt;Nasceram crianças lindas,&lt;br /&gt;Viveram moças gentis...&lt;br /&gt;Passa um dia a caravana,&lt;br /&gt;Quando a virgem na cabana&lt;br /&gt;Cisma da noite nos véus ...&lt;br /&gt;... Adeus, ó choça do monte,&lt;br /&gt;... Adeus, palmeiras da fonte!...&lt;br /&gt;... Adeus, amores... adeus!...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois, o areal extenso...&lt;br /&gt;Depois, o oceano de pó.&lt;br /&gt;Depois no horizonte imenso&lt;br /&gt;Desertos... desertos só...&lt;br /&gt;E a fome, o cansaço, a sede...&lt;br /&gt;Ai! quanto infeliz que cede,&lt;br /&gt;E cai p'ra não mais s'erguer!...&lt;br /&gt;Vaga um lugar na cadeia,&lt;br /&gt;Mas o chacal sobre a areia&lt;br /&gt;Acha um corpo que roer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ontem a Serra Leoa,&lt;br /&gt;A guerra, a caça ao leão,&lt;br /&gt;O sono dormido à toa&lt;br /&gt;Sob as tendas d'amplidão!&lt;br /&gt;Hoje... o porão negro, fundo,&lt;br /&gt;Infecto, apertado, imundo,&lt;br /&gt;Tendo a peste por jaguar...&lt;br /&gt;E o sono sempre cortado&lt;br /&gt;Pelo arranco de um finado,&lt;br /&gt;E o baque de um corpo ao mar...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ontem plena liberdade,&lt;br /&gt;A vontade por poder...&lt;br /&gt;Hoje... cúm'lo de maldade,&lt;br /&gt;Nem são livres p'ra morrer. .&lt;br /&gt;Prende-os a mesma corrente&lt;br /&gt;— Férrea, lúgubre serpente —&lt;br /&gt;Nas roscas da escravidão.&lt;br /&gt;E assim zombando da morte,&lt;br /&gt;Dança a lúgubre coorte&lt;br /&gt;Ao som do açoute... Irrisão!...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Senhor Deus dos desgraçados!&lt;br /&gt;Dizei-me vós, Senhor Deus,&lt;br /&gt;Se eu deliro... ou se é verdade&lt;br /&gt;Tanto horror perante os céus?!...&lt;br /&gt;Ó mar, por que não apagas&lt;br /&gt;Co'a esponja de tuas vagas&lt;br /&gt;Do teu manto este borrão?&lt;br /&gt;Astros! noites! tempestades!&lt;br /&gt;Rolai das imensidades!&lt;br /&gt;Varrei os mares, tufão! ...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;VI&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existe um povo que a bandeira empresta&lt;br /&gt;P'ra cobrir tanta infâmia e cobardia!...&lt;br /&gt;E deixa-a transformar-se nessa festa&lt;br /&gt;Em manto impuro de bacante fria!...&lt;br /&gt;Meu Deus! meu Deus! mas que bandeira é esta,&lt;br /&gt;Que impudente na gávea tripudia?&lt;br /&gt;Silêncio. Musa... chora, e chora tanto&lt;br /&gt;Que o pavilhão se lave no teu pranto! ...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Auriverde pendão de minha terra,&lt;br /&gt;Que a brisa do Brasil beija e balança,&lt;br /&gt;Estandarte que a luz do sol encerra&lt;br /&gt;E as promessas divinas da esperança...&lt;br /&gt;Tu que, da liberdade após a guerra,&lt;br /&gt;Foste hasteado dos heróis na lança&lt;br /&gt;Antes te houvessem roto na batalha,&lt;br /&gt;Que servires a um povo de mortalha!...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fatalidade atroz que a mente esmaga!&lt;br /&gt;Extingue nesta hora o brigue imundo&lt;br /&gt;O trilho que Colombo abriu nas vagas,&lt;br /&gt;Como um íris no pélago profundo!&lt;br /&gt;Mas é infâmia demais! ... Da etérea plaga&lt;br /&gt;Levantai-vos, heróis do Novo Mundo!&lt;br /&gt;Andrada! arranca esse pendão dos ares!&lt;br /&gt;Colombo! fecha a porta dos teus mares!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7792626444388820236-2291383692710228473?l=neuzamachadoletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://neuzamachadoletras.blogspot.com/feeds/2291383692710228473/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://neuzamachadoletras.blogspot.com/2011/11/para-uma-profunda-reflexao-neste-dia-20.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7792626444388820236/posts/default/2291383692710228473'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7792626444388820236/posts/default/2291383692710228473'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://neuzamachadoletras.blogspot.com/2011/11/para-uma-profunda-reflexao-neste-dia-20.html' title='PARA UMA PROFUNDA REFLEXÃO NESTE DIA 20 DE NOVEMBRO DEDICADO À CONSCIÊNCIA NEGRA: NAVIO NEGREIRO, CASTRO ALVES'/><author><name>Neuza Machado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09192586719278533122</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_mQUeHmTf-DM/SR4tJHKHZzI/AAAAAAAAAAw/F2D60bSRL0k/S220/FotoNeuza.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-Ah5f_Cti9Vo/TskMNLRzLSI/AAAAAAAACh4/Tgk6Gh9zV_A/s72-c/Caravela%2BPortuguesa.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7792626444388820236.post-446244880997069874</id><published>2011-11-19T02:00:00.000-08:00</published><updated>2011-11-19T02:04:50.848-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='QUE DEUS PROTEJA SEMPRE A BANDEIRA BRASILEIRA'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Neuza Machado'/><title type='text'>QUE DEUS PROTEJA SEMPRE A BANDEIRA BRASILEIRA</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;QUE DEUS PROTEJA SEMPRE A BANDEIRA BRASILEIRA!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;NEUZA MACHADO&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-bpwEcgUo6OU/Tsd_AamXpFI/AAAAAAAAChg/3Lj9iPEAgoc/s1600/Bandeira%2Bdo%2BBrasil.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 458px; FLOAT: left; HEIGHT: 537px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5676645500440781906" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-bpwEcgUo6OU/Tsd_AamXpFI/AAAAAAAAChg/3Lj9iPEAgoc/s400/Bandeira%2Bdo%2BBrasil.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;No meu tempo de menina, no Grupo Escolar de uma cidadezinha de Minas Gerais, o dia 19 de Novembro era plenamente celebrado. Naquela data, muito especial, as crianças iam para a Escola sabendo que seria um dia de festa. A Diretora da Escola ― Dona Mariinha ― solenemente hasteava a Bandeira Nacional e todos os alunos, pais e professoras perfilados, com a mão direita espalmada no lado do coração, cantavam o Hino à Bandeira Brasileira. Era um grande momento de confraternização, alegria e, principalmente, de amor à Pátria e ao nosso Símbolo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois da homenagem, iniciavam-se as apresentações infantis: cantos, declamações de poesias relacionadas com o evento, discursos (previamente preparados pelas professoras e lidos pelos alunos mais desembaraçados), pequenas encenações infantis, etc. Cada professora, de cada turma, se esmerava em preparar seus alunos para o dia da festa que, de certa forma, finalizava também mais uma etapa do ano escolar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Naquela época, aprendíamos na Escola a respeitarmo-nos mutuamente (graças a Deus e às nossas Professoras, não percebíamos ali qualquer traço de preconceito, fosse racial ou social), aprendíamos a respeitar o nosso Solo Brasileiro (tão amado!), aprendíamos a respeitar a nossa Bandeira (para nós, um símbolo sagrado), e aprendíamos também a respeitar o Dirigente da Nação (naquele tempo um Presidente da República não podia, em hipótese alguma, ser destratado).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos oito anos de governo do Ex-Presidente Lula – o mais notável Presidente que o Brasil já teve –, o que eu ouvi de opositores (que por sinal se beneficiaram financeiramente, e muito!!!, sob a sua segura gestão) e o que tomei conhecimento do que se publicava nos jornais e revistas do PIG (Partido da Imprensa Golpista), desmerecendo o nosso Presidente Metalúrgico, prefiro não comentar aqui, nesta minha página do Blog.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E neste décimo primeiro ano do início do Terceiro Milênio, já não percebo mais o antigo respeito (inclusive, em relação a nossa atual Presidenta Dilma Rousseff). Com a globalização, infelizmente, não há mais espaço para os sentimentos de patriotismo. Percebo que as comemorações já não possuem a mesma força de antes, a mesma paixão. A mídia televisiva do PIG e principalmente alguns cidadãos politicamente opositores promovem comportamentos desrespeitosos: contra o Brasil, contra os Símbolos da Nação (a bandeira brasileira já se encontra desvalorizada), contra o Ex-Presidente Lula, do Partido dos Trabalhadores, e que muito fez pelo engrandecimento do Brasil, e agora contra a Presidenta Dilma Rousseff (o PIG não vê a hora de arrancá-la da Presidência).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com muita vergonha e tristeza, nesses nove anos de governo popular, escutei muitos desaforos proferidos contra a pessoa do Presidente Lula e, agora, contra a Presidenta Dilma, e li a entrevista preconceituosa de um conceituado poeta brasileiro a um jornal de Portugal, falando mal em público (e pior ainda, no estrangeiro) do seu próprio Presidente (por ocasião das eleições de outubro). Fiquei envergonhada! Foi decepcionante para mim, que por muitas vezes li e analisei os poemas desse renomado poeta em sala de aula, ler o elitizado parecer dele, a desmerecer o Presidente Lula, não se pejando em demonstrar a sua opinião particular ao mundo globalizado (como se a sua opinião bastasse para que o mundo todo se voltasse contra o Presidente Brasileiro de origem humilde, naquele momento, depois de oito anos de bom governo, ostensivamente rejeitado por ele). Também tomei conhecimento das ofensas (lixo puro!) de alguns comediantes das Redes de Televisão ligadas ao PIG, de jornalistas de certas revistas que se querem famosas, debochando de um grande e impoluto homem, cuja mácula, para eles evidentemente, foi o de ser um Presidente representante da camada popular (gloriosamente amado pelo Povão), mas que, graças a Deus, soube governar corajosamente e muitíssimo bem o Brasil por oito anos consecutivos (já que, com a Presidência sob o comando de Lula, eles esperavam o pior para o Brasil e o melhor para os próprios bolsos).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E hoje — 19 de Novembro de 2011 — estou aqui novamente (penso que ainda solitariamente entre alguns outros solitários) a lembrar-me que a data sinaliza uma homenagem à nossa Bandeira. As possíveis homenagens formais, que serão exibidas por alguns jornais, revistas e noticiários televisivos, adeptos do PIG, não traduzirão a essência patriótica dos 90% de brasileiros que aprovaram e aprovam o Governo Petista e almejam ver o crescimento de uma verdadeira democracia em nosso país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;HINO À BANDEIRA BRASILEIRA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Musica: &lt;em&gt;Francisco Braga&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;Versos: &lt;em&gt;Olavo Bilac&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Salve lindo pendão da esperança,&lt;br /&gt;Salve símbolo augusto da paz!&lt;br /&gt;Tua nobre presença à lembrança&lt;br /&gt;A grandeza da Pátria nos traz&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Recebe o afeto que se encerra,&lt;br /&gt;Em nosso peito juvenil,&lt;br /&gt;Querido símbolo da terra&lt;br /&gt;Da amada terra do Brasil!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em teu seio formoso retratas&lt;br /&gt;Este céu de puríssimo azul&lt;br /&gt;A verdura sem par destas matas,&lt;br /&gt;E o esplendor do Cruzeiro do Sul...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Recebe o afeto que se encerra,&lt;br /&gt;Em nosso peito juvenil,&lt;br /&gt;Querido símbolo da terra&lt;br /&gt;Da amada terra do Brasil!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contemplando o teu vulto sagrado,&lt;br /&gt;Compreendemos o nosso dever,&lt;br /&gt;E o Brasil por seus filhos amado,&lt;br /&gt;poderoso e feliz há de ser&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Recebe o afeto que se encerra,&lt;br /&gt;Em nosso peito juvenil,&lt;br /&gt;Querido símbolo da terra&lt;br /&gt;Da amada terra do Brasil!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sobre a imensa Nação Brasileira,&lt;br /&gt;Nos momentos de festa ou de dor,&lt;br /&gt;Paira sempre sagrada bandeira&lt;br /&gt;Pavilhão da justiça e do amor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Recebe o afeto que se encerra&lt;br /&gt;Em nosso peito juvenil,&lt;br /&gt;Querido símbolo da terra&lt;br /&gt;Da amada terra do Brasil!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7792626444388820236-446244880997069874?l=neuzamachadoletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://neuzamachadoletras.blogspot.com/feeds/446244880997069874/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://neuzamachadoletras.blogspot.com/2011/11/que-deus-proteja-sempre-bandeira.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7792626444388820236/posts/default/446244880997069874'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7792626444388820236/posts/default/446244880997069874'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://neuzamachadoletras.blogspot.com/2011/11/que-deus-proteja-sempre-bandeira.html' title='QUE DEUS PROTEJA SEMPRE A BANDEIRA BRASILEIRA'/><author><name>Neuza Machado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09192586719278533122</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_mQUeHmTf-DM/SR4tJHKHZzI/AAAAAAAAAAw/F2D60bSRL0k/S220/FotoNeuza.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-bpwEcgUo6OU/Tsd_AamXpFI/AAAAAAAAChg/3Lj9iPEAgoc/s72-c/Bandeira%2Bdo%2BBrasil.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7792626444388820236.post-768858660140324803</id><published>2011-11-18T05:37:00.000-08:00</published><updated>2011-11-18T05:44:01.776-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Neuza Machado'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='18 DE NOVEMBRO DE 2001 - EPÍSTOLA AOS HOMENS DO FUTURO - 9'/><title type='text'>18 DE NOVEMBRO DE 2001 - EPÍSTOLA AOS HOMENS DO FUTURO - 9</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;strong&gt;Esta minha Epístola aos Homens do Futuro (não s'esqueçam da data!) foi escrita em:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;18 DE NOVEMBRO DE 2001 - EPÍSTOLA AOS HOMENS DO FUTURO - 9&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;NEUZA MACHADO&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-Urdu6T9_4hI/TsZgy20iSEI/AAAAAAAAChU/PBZ_Gq0jlEM/s1600/Vanguarda%2BS%25C3%25A9culo%2BXX%2BAnsiedade%2Bde%2BE.%2BMunch.jpg"&gt;&lt;strong&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 459px; FLOAT: left; HEIGHT: 549px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5676330807172679746" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-Urdu6T9_4hI/TsZgy20iSEI/AAAAAAAAChU/PBZ_Gq0jlEM/s400/Vanguarda%2BS%25C3%25A9culo%2BXX%2BAnsiedade%2Bde%2BE.%2BMunch.jpg" /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;Inesquecíveis Amigos e Amigas do Futuro Sem-Muro do Imenso e Grandioso Brasil Varonil! Hoje, 18 de Novembro de 2001 (não s’esqueçam da Data desta Cartinha!), quase finalizando o Primeiro Anno do Terceiro Milênio, lembrei-me de informar-lhes algo muito importante. Eu e meus Contemporâneos vivemos ainda sob as Ordens do Impositivo Patriarcalismo Imemorial. O Mátrio Poder, por enquanto, ainda não conseguiu o almejado e total sucesso em sua luta pela igualdade entre Homens e Mulheres (espero confiante que no Tempo de Vocês já exista o Mátrio Poder). Conto-lhes isso, porque, até o momento, sempre direcionei minhas Cartinhas aos Homens do Futuro, aparentemente, excluindo as Mulheres. Quero que saibam o motivo: quando me refiro aos Homens do Futuro, estou, também, incluindo as Valerosas Mulheres do Tempo Vindouro (as Valerosas Mulheres do Tempo de Vocês). Ocorre que, neste meu tempo, neste 18 de Novembro de 2001 (não s’esqueçam da Data, por favor!), ao nos referirmos aos seres humanos ― Homens e Mulheres ―, de qualquer Era deste nosso Mundo Rotundo, enlaçamo-os em uma só Categoria Genética. Por exemplo: os Homens do Passado eram fortes e corajosos (em outras palavras: os Homens e as Mulheres do passado eram fortes e corajosos).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste dia 18 de Novembro de 2001 (prestem atenção à Data, por favor!), procurarei explicar-lhes, da melhor forma possível, o motivo de minhas elucubrações sobre o Assunto em questão. Dei-me conta, de repente, da possibilidade das Mulheres do Futuro se rebelarem contra mim, tachando-me de adepta inconteste do Poder Patriarcal. Desde o início da Semana (a segunda-feira já passada; neste Anno de 2001, a segunda-feira se caracteriza quomodo o início da semana) venho cogitando o assunto desta minha cartinha. E se as mulheres forem as Supremas e Poderosas mandatárias aí no tempo futuro de Vocês, Meus Amigos do Futuro Sem-Muro do Brasil Varonil? Quem lerá o meu missivo dominical, se elas se acharem desprestigiadas aqui nesta humilde Epístola Semanal?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por esta razão, depois das explicações necessárias, neste meu 18 de Novembro de 2001, quero que as minhas Poderosas Amigas do Amanhã saibam que, daqui para frente, todas as notícias de meu Agorá (esta Praça da Cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro) serão endereçadas às Mulheres e Homens do Futuro. Infelizmente, não sou pitonisa (não sei, neste meu momento de 2001, se as Mulheres do Futuro Brasileiro serão respeitadas), não adivinho nada!, e quero agradar aos Gregos e às Troianas que se encontram no Porvir aí de Vocês (mesmo que esse Porvir se localize no meu próprio Amanhã). Agora, depois de minhas sinceras desculpas às minhas Amigas do Futuro Brasileiro Sem-Muro, passarei a narrar-lhes as principais ocorrências da Semana que passou (desde o dia 11 de Novembro de 2001 até este 18 de Novembro de 2001).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meus Amigos do Grandioso Futuro Brasilês (Homens e Mulheres), em uma outra Cartinha, falei-lhes que o meu Brasil Varonil é considerado o País do Futebol. Neste Anno de 2001, gostar de futebol faz parte de nossa realidade. Endeusar nossos jogadores, também. Com isto, esquecemos nossos hodiernos problemas sociais, nossas angústias existenciais, as Inúmeras Guerras que nos cercam (este anno tooodo de 2001 foi terrível; pesquisem aí na Maravilhosa Internet de Vocês; saibam separar o joio do trigo, não sejam preguiçosos!).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imaginem Vocês! Homens e Mulheres do Abençoado Futuro do Brasil!, neste meu Momento Histórico, neste 18 de Novembro do Anno de 2001, (Nós, os Brasileses) fingimos que não há Guerra no Brasil Varonil. Aqui, neste Mês de Novembro de 2001, para a Maior Parte do Povo Brasilês existe uma Dolorosa Guerra: há a batalha diária pela sobvivência (ou subvivência, se Vocês preferirem!). Há um percentual pequeno que vive dignamente (são os muuuuuuito ricos); há um outro percentual, também pequeno, que sobrevive (são os oriundos da Antiga Classe Média); e há, em graaaaaande quantidade, os sobviventes (são os que sobvivem ou subvivem em meio a mais Horrenda Miséria).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não saberei narrar-lhes como sobvivem esses Meus Irmãos Brasileses, neste anno de 2001, porque (graças a Deus! Que é Brasilês e está sempre olhando pelos Pobres do Brasil!) pertenço à Classe Número Dois: luto quomodo uma condenada, toooooodos os dias!, para sobreviver neste Anno de 2001, neste Meu Mundo de Incertezas Constantes. Mas, graças ao Deus dos Católicos e dos Evangélicos!, ainda posso escrever Cartinhas para os Meus Brasileses Amigos e Amigas do Glorioso Futuro do Brasil. A Minha Mente (graças a Deus!) continua sã (sei repensar esta minha atual realidade!). Ainda posso comprar alimentos com o parco salário de Sofressora Horista, algumas roupas, calçados e, melhor ainda, não tenho dívidas (faço uma economia incrível para não ter dívidas!). Quando não puder mais trabalhar (para sobreviver depois que a Extrema Velhice chegar), irei para o Maravilhooooooso Asilo de Velhos. Quando esse dia sem-guia chegar, conhecerei (oh! Deus! espero que não!) a Atual Classe Número Três deste 2001.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meus Amigos e Amigas do Futuro Sem-Muro Ideológico, neste Anno Aziago de 2001, rogo a Deus, sempre, que não me deixe conhecer a Classe Existencial Número Três. Vou batalhar muuuuuuito, acreditem em mim!, para terminar os meus dias aqui na Terra Rotunda com um certo conforto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entretanto, Amigos e Amigas do Incrível Futuro Abençoado!, aqui no Brasil Varonil, desde o Século XX já passado e, principalmente, neste Anno de 2001, gostamos de Futebol (um jogo incrível, saibam Vocês!). Só para Vocês terem uma idéia, estamos eufóricos porque o Brasil Varonil se classificou valentemente para a Copa do Mundo de 2002. Vai começar tudo de novo. Vamos esquecer nossos atuais insolúveis problemas de 2001. Vamos torcer pela vitória de nossa Seleção em 2002 (que seja uma vitória insuspeita!).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, para Vocês não se esquecerem deste Passado Anno de 2001, envio-lhes notícias do Planeta Terra (repetindo sempre, neste Anno da Graça de 2001-11-18): as Guerras, Meus Amigos e Amigas, infelizmente, continuam. Existe prostituição infantil em cada cantinho do Mundo Global (principalmente aqui no meu Brasil Varonil). Há inúmeras pobres crianças abandonadas, em muitos Países do Terceiro Mundo (principalmente aqui no meu Brasil Varonil, por enquanto, ainda, neste 2001 um País de Terceiro Mundo), revirando lixeiras, buscando alimento, roupas velhas, calçados velhos, no meio do lixo. Os Restaurantes do Mundo jogam as sobras de comida no lixo (e não oferecem as sobras aos pobres). Os infectos ratos ― propagadores de doenças ― proliferam nos esgotos mal cuidados de minha Cidade Maravilhosa neste Anno de 2001. As infectas baratas também. Os caríssimos cachorros das elegantes Madames (neste 2001) fazem cocô nas calçadas do Rio de Janeiro, Megalópole do Brasil Varonil. Os rios do Mundo estão poluídos. O ar ― purificador ― está poluído. As florestas nativas estão desaparecendo. Neste 2001 a Corrupção Política continua inapelavelmente. Uma doença mortal ― chamada Aids ― também. Os Impostos Sociais estão cada vez mais altos. O dólar ― o dinheiro do mundo americano do norte ― está altíssimo (por enquanto, eles mandam no Mundo). A passagem do ônibus ― transporte de pobre ― aumentou no Rio de Janeiro neste Mês de Novembro do Anno de 2001. Os subnutridos da sobvivência irão morrer de fome (todos eles, inapelavelmente): o salário-escravidão mensal não dará para comprar alimentos nos Hiper Mercados. Et cœtera. Et cœtera. Etc. Etc. Então, meus Amigos e Amigas do Maravilhoso Futuro Brasilês!, acreditem!, neste Anno de 2001, só porque somos Brasileiros e não desistimos nunca, continuamos vivendo quomodo Deus quer!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meus Amigos e Amigas do Futuro Brasilês Sem-Muro, estou aqui, neste incomum dia 18 de Novembro de 2001, a escrever-lhes esta Cartinha Doída, esperando que Vocês a recebam aí no Futuro (só para que possam avaliar este Meu Histórico e Triste Presente, e incrivelmente já um Passado para Vocês) e que recebam também o meu Fervoroso Carinho Transtemporal!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ODISSÉIA MARIA, conhecida também por Circe Irinéia, filha de Antônio Aquileu Pelides e Jane Briseides, neta de José Peléias per lado paterno, e de Emiliano de Brises per lado materno, todos descendentes de Imbatíveis Caçadores de Onças Pintadas e Jaguatiricas Noturnas de Minas Gerais, uma Região Insólita Paradisíaca Sensacional localizada na parte Leste do Brasil Varonil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7792626444388820236-768858660140324803?l=neuzamachadoletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://neuzamachadoletras.blogspot.com/feeds/768858660140324803/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://neuzamachadoletras.blogspot.com/2011/11/18-de-novembro-de-2001-epistola-aos.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7792626444388820236/posts/default/768858660140324803'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7792626444388820236/posts/default/768858660140324803'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://neuzamachadoletras.blogspot.com/2011/11/18-de-novembro-de-2001-epistola-aos.html' title='18 DE NOVEMBRO DE 2001 - EPÍSTOLA AOS HOMENS DO FUTURO - 9'/><author><name>Neuza Machado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09192586719278533122</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_mQUeHmTf-DM/SR4tJHKHZzI/AAAAAAAAAAw/F2D60bSRL0k/S220/FotoNeuza.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-Urdu6T9_4hI/TsZgy20iSEI/AAAAAAAAChU/PBZ_Gq0jlEM/s72-c/Vanguarda%2BS%25C3%25A9culo%2BXX%2BAnsiedade%2Bde%2BE.%2BMunch.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7792626444388820236.post-9168520815568414901</id><published>2011-11-11T03:05:00.000-08:00</published><updated>2011-11-11T03:10:41.988-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Neuza Machado'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='11 DE NOVEMBRO DE 2001 - EPÍSTOLA AOS HOMENS DO FUTURO - 8'/><title type='text'>11 DE NOVEMBRO DE 2001 - EPÍSTOLA AOS HOMENS DO FUTURO - 8</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;11 DE NOVEMBRO DE 2001 - EPÍSTOLA AOS HOMENS DO FUTURO - 8&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;NEUZA MACHADO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-gaLCtqUS-PI/Tr0CTRhoOJI/AAAAAAAACgA/iZoUk7IFWl0/s1600/Ass%25C3%25ADrios%2Bchegando%2Bem%2BTiro%2Bcarregados%2Bde%2Btributos%2B-%2BPorta%2Bde%2BBronze%2B-%2BS%25C3%25A9culo%2BIX%2Ba.%2BC..jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 467px; FLOAT: left; HEIGHT: 325px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5673693635701913746" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-gaLCtqUS-PI/Tr0CTRhoOJI/AAAAAAAACgA/iZoUk7IFWl0/s400/Ass%25C3%25ADrios%2Bchegando%2Bem%2BTiro%2Bcarregados%2Bde%2Btributos%2B-%2BPorta%2Bde%2BBronze%2B-%2BS%25C3%25A9culo%2BIX%2Ba.%2BC..jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/em&gt;Ao iniciar esta minha cartinha, com as notícias de hoje, dia 11 de Novembro de 2001, desejo que esta os encontre repletos de saúde e riquezas fabulosas. Que o Futuro-Sem-Muro aí de Vocês seja um lugar de paz, tranquilidade e harmonia, incluindo a permanente abundância de alegrias espontâneas e felicidades autênticas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As notícias de meu tempo, neste 11 de Novembro de 2001, não são boas. A semana transcorreu quomodo o já esperado. Nós Brasileses, neste Mês de Novembro do Anno Inicial do Terceiro Milênio (2001), não estamos guerreando, mas as Guerras Insolúveis de Outros Povos do Mundo nos envolvem inexoravelmente. A Incrível Máquina Internet nos mostra todos os Acontecimentos do Globo Terrestre ― todas as guerrilhas que acontecem nas diversas regiões de nosso Planeta ― no mesmíssimo instante do ocorrido. Ontem mesmo (10 de Novembro de 2001) caiu um helicóptero na África (pesquisem aí no Futuro!), em uma localidade da África, e a Humanidade toda recebeu a notícia uns segundinhos depois, inclusive [Nós] os Brasileses, habitantes de uma Região Paradisíaca, Bela e Agradável, Incrustada no Espaço de Fogo do Orbe Guerreiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É bem verdade que o Nosso Paraíso não se parece nem um pouco com o Paraíso Celestial das Profecias Religiosas, aquelas inúmeras profecias que acompanharam a humanidade, desde o Princípio do Mundo até este meu Insólito Momento (desculpem-me a insistência temporal: 11 de Novembro de 2001). Muitas Manchas Negras e Nuvens Escuras poluem a Nossa Atmosfera, que deveria ser, sem nenhuma dúvida, de uma Pureza Celestial, já que nos consideramos os Privilegiados de Deus. Saibam Vocês, Meus Amigos do Futuro Sem-Muro do Brasil Varonil, que a frase mais propalada aqui no Meu País, neste Meu Tempo de Incertezas (11 de Novembro de 2001), é esta: Deus é brasilês! Realmente, somos um Povo Feliz. Não há inflação declarada (assim afirmam os economistas do Governo Brasilês deste 2001); a economia se mantém estabilizada (assim afirmam nossas autoridades competentes do Governo Brasilês deste 2001); uma Parte do Povo se alimenta bem (uma Pequena Parte, bem entendido!, a parte elitizada) e se veste dignamente (uma Mínima Parte, bem entendido!, a parte elitizada); os Homens Brasileses são vigorosos e as Mulheres Belas saem nas Capas das Revistas Culturalmente Conceituadas (uma Pequena Parte, bem entendido!, a parte elitizada).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É bem verdade que, Neste Final de 2001 (até este 11 de Dezembro de 2001), muuuuuuitos (milhõõõõõões e milhõõõõõões!) Passam Fome nas Regiões Atrasadas de Nosso Vastíssimo Território Brasilês (pesquisem aí no Futuro, para não falar bobagens contra o Governo de Vocês, os Governantes do Futuro, os que vão tirar o Brasil da Miséria! A Internet está aí para Vocês pesquisarem! Aproveitem!), milhõõõõõões passando fome nas regiões de seca inclemente, mas, um dia, os Beneficiados da Sorte olharão por eles. De qualquer maneira, no momento (11 de Novembro de 2001), que seja feita a vontade de Deus! Infelizmente, neste nosso Agora Atual (neste 11 de Novembro de 2001), nesta nossa Praça do Rio de Janeiro (neste 11 de Novembro de 2001), onde, segundo o deífico Poeta Chico Buarque, desde eras imemoriais passaram, passam e, por certo!, ainda passarão inúmeras festivas bandas, cantando coisas de amor, neste minuto-mito de nossa realidade (11 horas e 11 minutos do dia 11 de Novembro de 2001), não há quomodo pretender perfeição celestial em nosso Paraíso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste 11 de Novembro do Anno de 2001, no Brasil Varonil, há muitos desempregados (pesquisem aí no Futuro Radioso de Vocês! por favor!), uma Legião de Heróicos Brasileses que vivem em condições de Extrema Miséria (Pesquisem aí no Futuro, por favor! Olhar o Passado no Retrovisor da História Não-Oficial não é pecado!).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, Deus, Meus Amados!, é maravilhosamente brasilês e, de vez em quando (até esta incrível data de 11 de Novembro de 2001), acontece o inesperado: alguns, entre muitos, enviam Cartinhas Dolorosas aos Animadores de Programas de Televisão, revelando seus infortúnios vivenciais, e são sorteados, e depois vão aos Programas Televisivos e ganham Cestas de Alimentação por um anno, Casa Mobiliada, Automóvel, Plano de Saúde por um anno, Assistência Odontológica por um anno, Vestuário Completo (comprado nas mais famosas lojas dos grandes Shoppings de nossas mais importantes Urbes). Acreditem! Por aqui, até esta data de 11 de Novembro de 2001, há umas poucas pessoas riquíssimas, pessoas super elitizadas, com muito dinheiro no Banco, e que não se preocupam, em absoluto!, com o Famigerado Imposto de Renda ou mesmo com o chamado Caixa Dois, e, às vezes, seus corações se enchem de compaixão por uns poucos mais pobres! São milhares e milhares e milhares de Pobres Brasileses, no entanto, somente uns poucos (infelizmente!) são agraciados pela Sorte Benfazeja. Apenas os que foram sorteados na Roleta da Sorte Benfazeja! No esperado Dia de Glória, para os incríveis assinalados da Boa Sorte, a comoção é geral. A Grande e Tão Esperada Sorte sempre comparece nas Tevês do Brasil Varonil, neste anno de 2001, aos Domingos, buscando a passiva aceitação dos Telespectadores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, por exemplo (não s’esqueçam da Data: 11 de Novembro de 2001), à tarde, com os olhos marejados, estarei assistindo, pela televisão, confortavelmente instalada em minha macia poltrona de cor incrivelmente dourada (apesar do minguado salário de sofressora), os Programas que se esmeram em proporcionar a estes Desvalidos um pouco de conforto vital, mesmo que seja instantâneo. Quero deixar claro, aos meus Amigos do Futuro, que não me coloco contra os Programas Televisivos que assim agem. Ao lado da disputa pela atenção do Telespectador, existe uma Grave Revelação (uma Importante Denúncia), em outras palavras, esses Programas conseguem mostrar nitidamente (para aqueles espectadores-eleitos, aqueles que sabem avaliar criticamente as mensagens subentendidas) o ponto ― que não seja irreversível ― de miséria absoluta e abandono que atinge a maior parte da população brasilesa neste final do Anno de 2001.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, não se impressionem, meus Amigos do Futuro Sem-Muro!, olhando para os lados, observando a realidade circundante, repensando o Mundo já Globalizado (neste 11 de Novembro de 2001), aqui ainda é um Lugar Maravilhoso. Existe, por acá, o chamado jeitinho brasilês, e, assim, graças a esse jeitinho, vamos vivendo quomodo Deus quer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por ora, neste dia 11 de Novembro de 2001, sem mais notícias (e, infelizmente, sem boas notícias), despeço-me com um carinhoso e caloroso aperto de mão transtemporal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ODISSÉIA MARIA, filha genuína de Antônio Aquileu e Jane Briseis, neta per lado paterno dos mitológicos José de Sousa Peleu e Antoniña de Tetis, e per lado materno dos inigualáveis Emiliano de Brises e Justiniana de Ogíges, descendentes — os meus dois maravilhosos troncos ancestrais — de Imemoriais Caçadores de Onças Pintadas e Jaguatiricas Noturnas de Minas Gerais, uma Região Mitológica localizada na parte Leste do Brasil Varonil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7792626444388820236-9168520815568414901?l=neuzamachadoletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://neuzamachadoletras.blogspot.com/feeds/9168520815568414901/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://neuzamachadoletras.blogspot.com/2011/11/11-de-novembro-de-2001-epistola-aos.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7792626444388820236/posts/default/9168520815568414901'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7792626444388820236/posts/default/9168520815568414901'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://neuzamachadoletras.blogspot.com/2011/11/11-de-novembro-de-2001-epistola-aos.html' title='11 DE NOVEMBRO DE 2001 - EPÍSTOLA AOS HOMENS DO FUTURO - 8'/><author><name>Neuza Machado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09192586719278533122</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_mQUeHmTf-DM/SR4tJHKHZzI/AAAAAAAAAAw/F2D60bSRL0k/S220/FotoNeuza.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-gaLCtqUS-PI/Tr0CTRhoOJI/AAAAAAAACgA/iZoUk7IFWl0/s72-c/Ass%25C3%25ADrios%2Bchegando%2Bem%2BTiro%2Bcarregados%2Bde%2Btributos%2B-%2BPorta%2Bde%2BBronze%2B-%2BS%25C3%25A9culo%2BIX%2Ba.%2BC..jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7792626444388820236.post-7684533520281820332</id><published>2011-11-04T07:59:00.000-07:00</published><updated>2011-11-04T14:55:55.686-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Neuza Machado'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='04 DE NOVEMBRO DE 2001 - EPÍSTOLA AOS HOMENS DO FUTURO - 7'/><title type='text'>04 DE NOVEMBRO DE 2001 - EPÍSTOLA AOS HOMENS DO FUTURO - 7</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Esta minha Epístola aos Homens do Futuro foi escrita em:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;04 DE NOVEMBRO DE 2001 - EPÍSTOLA AOS HOMENS DO FUTURO - 7&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;em&gt;NEUZA MACHADO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-2G6k3BY8_5M/TrP-l05QceI/AAAAAAAACeI/suvWaT3dWbY/s1600/Luz%2BDesconhecida%2Bnos%2Bc%25C3%25A9us%2Bda%2BNoruega%2B-%2BDezembro%2B-%2B2009.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 489px; FLOAT: left; HEIGHT: 421px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5671156281596998114" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-2G6k3BY8_5M/TrP-l05QceI/AAAAAAAACeI/suvWaT3dWbY/s400/Luz%2BDesconhecida%2Bnos%2Bc%25C3%25A9us%2Bda%2BNoruega%2B-%2BDezembro%2B-%2B2009.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/em&gt;Meus Amigos do Futuro do Brasil Varonil, conforme o prometido eis-me aqui novamente. No momento exato em que começo esta minha cartinha, neste exatíssimo 04 de Novembro de 2001, na Cidade Cariocjônia do Rio de Janeiro, o minúsculo relógio digital de meu telefone celular marca vinte e uma hora e trinta minutos. Relógios digitais, telefones celulares, microondas [um forno (incrível invenção!) que cozinha os alimentos em questão de segundos], computador, et cœtera, etc, serão, no Futuro Sem-Muro aí de Vocês, aparelhos fora de moda, porque, certamente, Vocês, Brasileses do Futuro, todos certamente! com muito estudo universitário (neste meu anno de 2001, são poucos os brasileiros pobres que conseguem estudar – com sacrifícios monetários – nas Universidades Particulares e, muito menos, conseguir vagas nas Federais Gratuitas para os ricos) e no auge de suas inteligências, já terão inventado objetos similares mais sofisticados, e, alguns de Vocês (os realmente interessados em conhecer o Passado do Brasil Varonil), que estarão a buscar preciosas informações desta minha realidade temporal – realidade histórica deste 04 de Novembro de 2001 –, acharão muita graça de nossas atuais invenções que, para Vocês, já serão ultrapassadas).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entretanto, neste exato momento (não s’esqueçam da data: 04 de Novembro de 2001), são vinte e duas horas e cinco minutos ― horário de Verão no Brasil Varonil ― e eu estou, aqui, reflexiva, a cogitar, selecionando os Acontecimentos do Dia, ansiosa por enviar-lhes notícias interessantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diferente dos outros Domingos (hoje, 04 de Novembro de 2001, não s’esqueçam!), o Sol Hipercariocjônio não iluminou a Cidade Maravilhosa do Rio de Janeiro. Choveu o dia todo incessantemente. É esta uma noite terriiiiiiiivelmente fechada e ainda chove na minha Terra, por certo! (por que não?), maravilhosa e abençoada por Deus (apesar dos pesados pesares que nos afetam todos os dias!). Estou a esperar que chova bastante perto das grandes Usinas Hidroelétricas do Brasil Varonil, para que a luz volte a reinar em nosso simplório cotidiano, o qual, no momento, infelizmente!, neste 04 de Novembro de 2001, se encontra sem muitas perspectivas iluminadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meus Caríssimos Amigos, como já lhes disse, em uma outra Cartinha, estamos vivendo uma dramática terrível hiperbólica situação de Economia de Luz (para os mais pobres, evidentemente!). Desde o Mês de Junho de 2001 (não deixem de dar atenção à data!), economizamos Luz Elétrica (para os poucos muuuuuuito ricos, evidentemente! evidentemente! evidentemente!), para que não ocorra o apagão, ou melhor, a falta de luz nos lares, a escuridão total. É bem verdade que a Megalópole Cariocjônia do Rio de Janeiro, neste anno de 2001, continua muitíssimo iluminada: os Riquíííssimos Prédios Públicos, os Letreiros Luminosos Milionários, as Ricas Mansões dos Bilhardários e Trilhardários e Multiplicadários ao Infinito, os Belos Cumes Troantes e Ribombantes e Eletrizantes de minha Polis Maravilhosa repletos de Luzinhas Elétricas, e Muitos Outros Locais Elitizados, permanecem, continuamente, Iluminados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na verdade, Meus Amigos do Futuro Sem-Muro do Brasil Varonil!, neste Anno de 2001-04-11, apenas a classe muuuuuuuto pobrinha (a antiga Classe Média) foi obrigada a fazer economia (estamos esperando o dia em que aqui no Brasil a Luz Benfazeja do Amor ao Próximo seja para todos!). Existe uma quota prevista para os inglórios assinalados do Destino (e eu, Sofressora e Mulher, aqui no Brasil Varonil!, redigo, Professora, me encontro entre esses assinalados). A base da tal quota foi elaborada a partir do gasto de eletricidade ― de cada residência ― ocorrido no Mês de Junho de 2000 (atenção: eu informei-lhes corretamente a data: Mês de Junho de 2000). Por exemplo, se a quota foi pequena no tal mês de Junho de 2000, os ingloriosos assinalados do Destino, os brasileses muiiiiii pobrinhos, só poderão gastar aquele percentual ― todos os meses ― até que o governo do FHC determine o fim da economia (para a solução dos grandiosos problemas monetários dos poucos muito ricos do Brasil Varonil). Ocorre que os Privilegiados da Sorte deste Anno de 2001, os poucos brasileiros da Elite Ricaça ― haja Sorte! ―, gastaram bastaaaaaante eletricidade no tal mês de junho de 2000 e, já que Gastaram Muuuuuuita Luz, os Tais poderão usufruir a luz elétrica racionada sem grandes perdas; entenderam?, bastarão desligar alguns condicionadores de ar e tudo estará resolvido. Os inglórios pobres coitados do Brasil Varonil (os padecentes!) que se arranjem neste Final de Anno de 2001 e façam economia!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, Graças a Deus!, o tempo interstício está ameno e o Calor Abrasador ainda não fez a sua entrada triunfal na Megalópole do Rio de Janeiro, neste início de Novembro de 2001. Só não sei o que faremos quando o Caloroso Sol Flamejante vier nos visitar. Como agraciá-lo com a nossa amável acolhida, se não recebermos, daqui a um mês (Mês de Dezembro de 2001, não s’esqueçam!), autorização governamental para ligar nossos humildes ventiladores?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Oh! Meus Amados Brasileses do Futuro Sem-Muro! Estou aqui, neste 04 de Novembro de 2001, a me preocupar com a possibilidade de um apagão, enquanto milhares e milhares de Seres Humanos, inclusive e principalmente aqui no Brasil, neste Anno de 2001 (pesquisem aí no Futuro Sem-Muro, por favor!), não têm o que comer. A Guerra Inglória continua no mundo. As doenças incuráveis continuam. Os Deserdados da Sorte estão morrendo à míngua. As infelizes crianças de algumas regiões do Oriente Médio, neste final do Anno de 2001, vão sendo treinadas para a Guerra e já manejam armas mortíferas (pesquisem aí no Futuro, por favor!). As crianças da Região de Conflito do Oriente Médio não receberam permissão para sonhar com o Futuro Sem-Muro Radioso. Não saberão como escrever suas Cartinhas para os Homens do Longínquo Futuro Sem-Muro. Não conseguirão (as Crianças do Oriente Médio deste 2001), jamais!, imaginar a possibilidade de conforto para as Crianças do Futuro. O Futuro não existe para os muitos infelizes pequeninos do Oriente Médio. Existe, saibam Vocês do Futuro!, neste Anno de 2001, a Guerra Capitalista. As crianças do Oriente Médio, neste Anno de 2001, não brincam como crianças!; passam fome e sede (a água é escassa), não têm nenhuma esperança e não sonham com dias felizes. E eu, neste 04 de Novembro de 2001, uma pensativa e incomodada sofressora desta Era de Calamidades Sem Conta, estou aqui preocupada com pequenos probleminhas cotidianos, com a possibilidade de falta de Luz Intersticial Para Sempre no meu Brasil Varonil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, neste Final de Anno de 2001, acredito piamente!, um Herói do Futuro irá se sobressair no meio de todo esse alvoroço e gritará a sua Sentença de Paz. Quando esse dia chegar, estarei a postos, se Deus assim o permitir!, para relatar-lhes o Acontecimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aguardem novas notícias no Domingo que vem (11 de Novembro de 2001). Espero que vocês recebam aí no Futuro Sem-Muro Glorioso do Brasil Cor-de-Anil o meu Profundo Amor Transecular!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ODISSÉIA MARIA, conforme a Lei, filha de Antônio Aquileu e Jane Briseides, ambos descendentes de Indomáveis Caçadores de Onças Pintadas e Jaquatiricas Noturnas de Minas Gerais, uma região paradisíaca, ímpar, maravilhosa, sem-igual, situada na parte Leste do Brasil Varonil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7792626444388820236-7684533520281820332?l=neuzamachadoletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://neuzamachadoletras.blogspot.com/feeds/7684533520281820332/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://neuzamachadoletras.blogspot.com/2011/11/04-de-novembro-de-2001-epistola-aos.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7792626444388820236/posts/default/7684533520281820332'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7792626444388820236/posts/default/7684533520281820332'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://neuzamachadoletras.blogspot.com/2011/11/04-de-novembro-de-2001-epistola-aos.html' title='04 DE NOVEMBRO DE 2001 - EPÍSTOLA AOS HOMENS DO FUTURO - 7'/><author><name>Neuza Machado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09192586719278533122</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_mQUeHmTf-DM/SR4tJHKHZzI/AAAAAAAAAAw/F2D60bSRL0k/S220/FotoNeuza.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-2G6k3BY8_5M/TrP-l05QceI/AAAAAAAACeI/suvWaT3dWbY/s72-c/Luz%2BDesconhecida%2Bnos%2Bc%25C3%25A9us%2Bda%2BNoruega%2B-%2BDezembro%2B-%2B2009.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7792626444388820236.post-2133861269667484107</id><published>2011-11-03T11:22:00.000-07:00</published><updated>2011-11-03T11:36:00.769-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Neuza Machado'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='A DEMANDA ACTUAL DO SANCTO GRAAL NACIONAL - OBSCURA ERA FACTAL DA ESCRAVIDÃO SERVIÇAL - 7'/><title type='text'>A DEMANDA DO SANCTO GRAAL NACIONAL - OBSCURA ERA FACTAL DA ESCRAVIDÃO SERVIÇAL - 7</title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;A DEMANDA ACTUAL DO SANCTO GRAAL NACIONAL - OBSCURA ERA FACTAL DA ESCRAVIDÃO SERVIÇAL - 7&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;NEUZA MACHADO&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-lQC-s7GM22I/TrLc4rpIxGI/AAAAAAAACdw/50w9wW9qm5g/s1600/Pal%25C3%25A1cio%2Bdo%2BCatete%2B4.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 486px; FLOAT: left; HEIGHT: 451px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5670837747158926434" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-lQC-s7GM22I/TrLc4rpIxGI/AAAAAAAACdw/50w9wW9qm5g/s400/Pal%25C3%25A1cio%2Bdo%2BCatete%2B4.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Depois dos Annos Quarenta&lt;br /&gt;da Segunda Mundial,&lt;br /&gt;– a Guerrona Violenta&lt;br /&gt;replecta de fúria e mal –&lt;br /&gt;o Brasil empobreceu&lt;br /&gt;de uma maneir’anormal,&lt;br /&gt;pois o País conheceu&lt;br /&gt;Obscura Era Factal,&lt;br /&gt;em que o Cras era um só Breu&lt;br /&gt;e a Domaa um só Treval,&lt;br /&gt;um Amanhã com pouco mel&lt;br /&gt;num Segre mui profanal,&lt;br /&gt;pois, já pobre e malmenado,&lt;br /&gt;mais pobre o Brasil ficou,&lt;br /&gt;muito Jaião eixerdado,&lt;br /&gt;perdendo o que afanou&lt;br /&gt;do Pobrezinho Iletrado&lt;br /&gt;que por ele trabalhou&lt;br /&gt;sem receber o agrado:&lt;br /&gt;pagamento a quem suou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;João Sem-Terra Profaçado,&lt;br /&gt;perdendo tudo o que ganhou&lt;br /&gt;como Vei-Herdeiro Grado&lt;br /&gt;que nada não trabalhou,&lt;br /&gt;ou um Augusto Marcado&lt;br /&gt;como rês, por quem domou&lt;br /&gt;em trabalho escravizado,&lt;br /&gt;pois, sem pagar a quem suou,&lt;br /&gt;foi perdendo o seu Roçado&lt;br /&gt;p’ro Vizinho que enricou,&lt;br /&gt;e em Gran Encrenca Atolado,&lt;br /&gt;esbanjando o que herdou,&lt;br /&gt;aquele foi o Antes falado,&lt;br /&gt;o Herdeiro que afolou&lt;br /&gt;no Dezenove, do fado&lt;br /&gt;de não urdir o que sobrou;&lt;br /&gt;aquel’Outro, o do Eixecado&lt;br /&gt;para vencer o que Ancorou&lt;br /&gt;em Regras de Vei-Passado,&lt;br /&gt;é o Esperto que tomou,&lt;br /&gt;no Sec’lo XX Azado,&lt;br /&gt;as terras de quem lucrou&lt;br /&gt;com Trabalho Escravizado:&lt;br /&gt;o Neo-Rico que ficou&lt;br /&gt;Co’o Cetro do Profaçado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi então que aconteceu,&lt;br /&gt;naqueles Annos Seguintes&lt;br /&gt;da Dicta Era Factal,&lt;br /&gt;a tal Idade do Breu,&lt;br /&gt;o Dicto Século XX,&lt;br /&gt;Era Trans-Conjuntural,&lt;br /&gt;replecta de Sinhô Plebeu&lt;br /&gt;escravizando, com requintes&lt;br /&gt;de crueldade anormal,&lt;br /&gt;o que se trabalhou e morreu&lt;br /&gt;como Execrado Pedinte&lt;br /&gt;sem recompensa vital;&lt;br /&gt;então, repito, aconteceu&lt;br /&gt;algo mui fenomenal,&lt;br /&gt;de modificada infração:&lt;br /&gt;na política apareceu,&lt;br /&gt;um Ricaço fiz, leal,&lt;br /&gt;pra governar a Nação,&lt;br /&gt;um Herdeiro Neo-Plebeu&lt;br /&gt;da Escravidão-Serviçal,&lt;br /&gt;mas Sinhô Bom Coração&lt;br /&gt;que ao Pobre concedeu&lt;br /&gt;algum Direito Legal,&lt;br /&gt;tornando-se, por tal razão&lt;br /&gt;(não se dicta o que ocorreu&lt;br /&gt;com Parolinha Normal!)&lt;br /&gt;o Presidente-Paizão&lt;br /&gt;do Povinho Pigmeu&lt;br /&gt;da Escravatura Mensal,&lt;br /&gt;amado, com emoção!,&lt;br /&gt;colocado em apogeu&lt;br /&gt;no Panteón Principal;&lt;br /&gt;com muita convicção!,&lt;br /&gt;o Dicto Cujo Neo-Plebeu,&lt;br /&gt;Presidente Nacional,&lt;br /&gt;Deu guarida ao Pobretão,&lt;br /&gt;ao celebrar o Himeneu&lt;br /&gt;do Povo com o Capital,&lt;br /&gt;e, por ter bom coração,&lt;br /&gt;afrontou o Briareu&lt;br /&gt;da Elite Sem-Moral,&lt;br /&gt;que não queria o Povão&lt;br /&gt;tractado com Pão e Mel&lt;br /&gt;pelo Chefão Principal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o Presidente da Nação,&lt;br /&gt;naqueles Annos de Breu&lt;br /&gt;de Veira Folhinh’Astral,&lt;br /&gt;por atenção ao Sem-Tostão&lt;br /&gt;– o Brasilerim-Pigmeu –&lt;br /&gt;com cuidado Paternal,&lt;br /&gt;não aguentou a tensão,&lt;br /&gt;provocada por Sandeu&lt;br /&gt;da Elite Radical&lt;br /&gt;– a escravizar seu Irmão,&lt;br /&gt;aquele que muito sofreu,&lt;br /&gt;co’um trocadinho mensal –,&lt;br /&gt;pois, tal protecção lhe rendeu&lt;br /&gt;o ódio da Oposição,&lt;br /&gt;– Oposição Sem-Moral –&lt;br /&gt;e o Getúlio então morreu,&lt;br /&gt;pois “Demandou” pro Povão,&lt;br /&gt;envidando o Ávol-Sacal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7792626444388820236-2133861269667484107?l=neuzamachadoletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://neuzamachadoletras.blogspot.com/feeds/2133861269667484107/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://neuzamachadoletras.blogspot.com/2011/11/demanda-do-sancto-graal-nacional_03.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7792626444388820236/posts/default/2133861269667484107'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7792626444388820236/posts/default/2133861269667484107'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://neuzamachadoletras.blogspot.com/2011/11/demanda-do-sancto-graal-nacional_03.html' title='A DEMANDA DO SANCTO GRAAL NACIONAL - OBSCURA ERA FACTAL DA ESCRAVIDÃO SERVIÇAL - 7'/><author><name>Neuza Machado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09192586719278533122</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_mQUeHmTf-DM/SR4tJHKHZzI/AAAAAAAAAAw/F2D60bSRL0k/S220/FotoNeuza.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-lQC-s7GM22I/TrLc4rpIxGI/AAAAAAAACdw/50w9wW9qm5g/s72-c/Pal%25C3%25A1cio%2Bdo%2BCatete%2B4.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7792626444388820236.post-6777089606768805630</id><published>2011-11-01T10:38:00.000-07:00</published><updated>2011-11-02T11:38:07.768-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Neuza Machado'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='A DEMANDA ACTUAL DO SANCTO GRAAL NACIONAL - OBSCURA ERA CRUEL DOS OITENTA MILHÕES SEM FARNEL - 6'/><title type='text'>A DEMANDA DO SANCTO GRAAL NACIONAL - OBSCURA ERA CRUEL DOS OITENTA MILHÕES SEM FARNEL - 6</title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;A DEMANDA ACTUAL DO SANCTO GRAAL NACIONAL - OBSCURA ERA CRUEL DOS OITENTA MILHÕES SEM FARNEL - 6&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;NEUZA MACHADO&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-7ncwkjdjKXk/TrAvpJWu_5I/AAAAAAAACdY/Dsr59pRVExo/s1600/Fome%2Bno%2BBrasil%2B-%2BS%25C3%25A9culo%2BXX.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 472px; FLOAT: left; HEIGHT: 356px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5670084314791870354" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-7ncwkjdjKXk/TrAvpJWu_5I/AAAAAAAACdY/Dsr59pRVExo/s400/Fome%2Bno%2BBrasil%2B-%2BS%25C3%25A9culo%2BXX.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;Por meio de escrita lenta,&lt;br /&gt;revelando o Espectral&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– o de Vida Desgrenhenta,&lt;br /&gt;o Brasileiro Braçal –,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a que narra, agora enfrenta&lt;br /&gt;“Demanda” Vei-Temporal:&lt;br /&gt;recontar a Virulenta&lt;br /&gt;Realidade Frontal,&lt;br /&gt;do Princípio dos Quarenta&lt;br /&gt;ao Dois Mil e Dois Final&lt;br /&gt;de uma Era Violenta,&lt;br /&gt;guerreira, muito bructal,&lt;br /&gt;a Vida Dura e Visguenta&lt;br /&gt;de um Povo em Crise Abismal,&lt;br /&gt;sem dinheiro e vestimenta&lt;br /&gt;para um Viver Menos Mal,&lt;br /&gt;pois, desde o Dicto Quarenta&lt;br /&gt;ao Dois Mil e Dois Amoral,&lt;br /&gt;a Tormenta Torturenta&lt;br /&gt;da Pobreza Sem-Igual&lt;br /&gt;atacava, Violenta,&lt;br /&gt;o Pobrinho-Marginal&lt;br /&gt;(à margem da Vida Benta&lt;br /&gt;somente p’ro Fidalgal),&lt;br /&gt;com a Fome Fraudulenta,&lt;br /&gt;Abusiva e Imoral,&lt;br /&gt;uma Fome Turbulenta&lt;br /&gt;levavando-o à Morte Factal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Eixeco desta Ementa&lt;br /&gt;é para um Trovar Neo-Graal&lt;br /&gt;sobre a Vida Desgracenta&lt;br /&gt;do Esfaimado Braçal,&lt;br /&gt;Aquele sem Vestimenta&lt;br /&gt;e sem Salário Legal,&lt;br /&gt;e sem a Protecção Isenta&lt;br /&gt;do Mandante Oficial&lt;br /&gt;daqueles Annos Noventa&lt;br /&gt;da Veira Folhinh’Astral,&lt;br /&gt;e para Tal Siira Lenta,&lt;br /&gt;nesta Contenda Graal,&lt;br /&gt;a que narra agora intenta&lt;br /&gt;um Contar Alavancal&lt;br /&gt;pra narrar a Vei-Tormenta,&lt;br /&gt;em meio ao Caos Social,&lt;br /&gt;dos Milhões que, no Noventa,&lt;br /&gt;passavam Fome Lectal.&lt;br /&gt;Noventa da Era Sangrenta,&lt;br /&gt;pior que a Medieval.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7792626444388820236-6777089606768805630?l=neuzamachadoletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://neuzamachadoletras.blogspot.com/feeds/6777089606768805630/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://neuzamachadoletras.blogspot.com/2011/11/demanda-do-sancto-graal-nacional.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7792626444388820236/posts/default/6777089606768805630'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7792626444388820236/posts/default/6777089606768805630'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://neuzamachadoletras.blogspot.com/2011/11/demanda-do-sancto-graal-nacional.html' title='A DEMANDA DO SANCTO GRAAL NACIONAL - OBSCURA ERA CRUEL DOS OITENTA MILHÕES SEM FARNEL - 6'/><author><name>Neuza Machado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09192586719278533122</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_mQUeHmTf-DM/SR4tJHKHZzI/AAAAAAAAAAw/F2D60bSRL0k/S220/FotoNeuza.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-7ncwkjdjKXk/TrAvpJWu_5I/AAAAAAAACdY/Dsr59pRVExo/s72-c/Fome%2Bno%2BBrasil%2B-%2BS%25C3%25A9culo%2BXX.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7792626444388820236.post-6877794649788482723</id><published>2011-10-31T07:49:00.000-07:00</published><updated>2011-11-03T05:34:41.603-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='A DEMANDA ACTUAL DO SANCTO GRAAL NACIONAL - OBSCURA ERA TREVAL NA TRANSIÇÃO CONJUNTURAL - 5'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Neuza Machado'/><title type='text'>A DEMANDA DO SANCTO GRAAL NACIONAL - OBSCURA ERA TREVAL NA TRANSIÇÃO CONJUNTURAL - 5</title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;A DEMANDA ACTUAL DO SANCTO GRAAL NACIONAL - OBSCURA ERA TREVAL NA TRANSIÇÃO CONJUNTURAL - 5&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;em&gt;NEUZA MACHADO&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-wkR8FX9uTOc/Tq62iHABXHI/AAAAAAAACdA/rhTG_dOccbs/s1600/Idade%2BM%25C3%25A9dia%2B1.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 470px; FLOAT: left; HEIGHT: 352px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5669669678016978034" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-wkR8FX9uTOc/Tq62iHABXHI/AAAAAAAACdA/rhTG_dOccbs/s400/Idade%2BM%25C3%25A9dia%2B1.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;Nos idos que lá se vão,&lt;br /&gt;no Dezenove Final&lt;br /&gt;da Moderna Convenção&lt;br /&gt;de um viver Não-Social,&lt;br /&gt;o Brasil, na contra-mão&lt;br /&gt;do Progresso Maquinal,&lt;br /&gt;vivia da Escravidão,&lt;br /&gt;em retrospecto vital.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi então que apareceu&lt;br /&gt;a Princesa Genial&lt;br /&gt;e com u’a vera grandeza,&lt;br /&gt;por certo!, meio anormal,&lt;br /&gt;– pois o rico, com certeza!,&lt;br /&gt;em seu viver especial,&lt;br /&gt;não avalia a tristeza&lt;br /&gt;de quem sofre o grande mal&lt;br /&gt;de não ter comida à mesa&lt;br /&gt;pra ter saúde normal –&lt;br /&gt;a dicta cuja Princesa,&lt;br /&gt;a Isabel Senhorial,&lt;br /&gt;filha de Sua Alteza,&lt;br /&gt;o Pedro Segundo Legal&lt;br /&gt;oriundo da nobreza&lt;br /&gt;provinda de Portugal,&lt;br /&gt;em sua gran realeza,&lt;br /&gt;com toda pompa real,&lt;br /&gt;num gesto de gran justeza,&lt;br /&gt;libertou o Espectral&lt;br /&gt;da Escravidão-Malvadeza&lt;br /&gt;no Dezenove Final.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, o gesto cordial&lt;br /&gt;da Princesa, no seguinte&lt;br /&gt;século, muito imoral!,&lt;br /&gt;o dicto século vinte&lt;br /&gt;de um Milênio Anormal,&lt;br /&gt;o Segundo, do Acinte&lt;br /&gt;de Guerrona Universal,&lt;br /&gt;só na História ficou,&lt;br /&gt;distinguindo a Imperial:&lt;br /&gt;e o Pobrim continuou&lt;br /&gt;a viver Inferno Astral;&lt;br /&gt;no Brasil, nada mudou&lt;br /&gt;para o Pobre Espectral,&lt;br /&gt;pois a escravidão se firmou,&lt;br /&gt;quomodo fosse normal,&lt;br /&gt;norma que o Rico impostou&lt;br /&gt;no Cartório Principal&lt;br /&gt;onde o Primeiro assinou,&lt;br /&gt;as regras do Capital,&lt;br /&gt;tomando de quem suou,&lt;br /&gt;capinando vei-roçal,&lt;br /&gt;tudo o que lhe restou&lt;br /&gt;de dignidade e moral,&lt;br /&gt;pagando a quem labutou&lt;br /&gt;co’um ordenado banal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No princípio sem ação&lt;br /&gt;Do Vinte, sec’lo infernal&lt;br /&gt;da Moderna Convenção&lt;br /&gt;de um viver Não-Social,&lt;br /&gt;o Brasil, na contra-mão&lt;br /&gt;do Progresso Maquinal,&lt;br /&gt;rectomou o diapasão&lt;br /&gt;d’uma Era Mui Treval&lt;br /&gt;– o mesmo Velho Padrão&lt;br /&gt;de trabalho artesanal –,&lt;br /&gt;em que Fazendeiro-Patrão&lt;br /&gt;de Nova Era Abismal,&lt;br /&gt;de Mestiça Geração,&lt;br /&gt;mas, com poder anormal&lt;br /&gt;pra continuar Sinhozão,&lt;br /&gt;tinha Lavrador Braçal,&lt;br /&gt;em cada Canto do Sertão&lt;br /&gt;do Gran-Brasil, Gran-Terral,&lt;br /&gt;onde impunha a Larga Mão&lt;br /&gt;do Comandar Regional,&lt;br /&gt;submetendo o Povão&lt;br /&gt;e sua Prole Espectral&lt;br /&gt;co’um soldo-escravidão&lt;br /&gt;preso no Armazém Geral&lt;br /&gt;(propriedade do Mandão,&lt;br /&gt;o Sinhozão Principal),&lt;br /&gt;o soldo da refeição&lt;br /&gt;da necessidade vital&lt;br /&gt;para a rala mastigação,&lt;br /&gt;o arroz bichado e o sal,&lt;br /&gt;um punhado de feijão&lt;br /&gt;e o cafezim matinal,&lt;br /&gt;e nada de tropicão&lt;br /&gt;– nada de carne com sal&lt;br /&gt;e manteiguinha com pão&lt;br /&gt;na refeição trivial&lt;br /&gt;do Pobrezinho Peão,&lt;br /&gt;a trabalhar por jornal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Carne de porco-capão&lt;br /&gt;de saborzim sem-igual,&lt;br /&gt;só na mesa do Chefão,&lt;br /&gt;o Escravocrata Letal,&lt;br /&gt;o dicto cujo Senhorzão&lt;br /&gt;da Escravidão Serviçal).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7792626444388820236-6877794649788482723?l=neuzamachadoletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://neuzamachadoletras.blogspot.com/feeds/6877794649788482723/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://neuzamachadoletras.blogspot.com/2011/10/demanda-do-sancto-graal-nacional_31.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7792626444388820236/posts/default/6877794649788482723'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7792626444388820236/posts/default/6877794649788482723'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://neuzamachadoletras.blogspot.com/2011/10/demanda-do-sancto-graal-nacional_31.html' title='A DEMANDA DO SANCTO GRAAL NACIONAL - OBSCURA ERA TREVAL NA TRANSIÇÃO CONJUNTURAL - 5'/><author><name>Neuza Machado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09192586719278533122</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_mQUeHmTf-DM/SR4tJHKHZzI/AAAAAAAAAAw/F2D60bSRL0k/S220/FotoNeuza.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-wkR8FX9uTOc/Tq62iHABXHI/AAAAAAAACdA/rhTG_dOccbs/s72-c/Idade%2BM%25C3%25A9dia%2B1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7792626444388820236.post-4920401912247372284</id><published>2011-10-29T15:04:00.000-07:00</published><updated>2011-11-01T11:26:01.808-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Neuza Machado'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='A DEMANDA ACTUAL DO SANCTO GRAAL NACIONAL - A CAMELOTE BRASILEIRA DO FINAL DO SÉCULO PASSADO - 4'/><title type='text'>A DEMANDA DO SANCTO GRAAL NACIONAL - A CAMELOTE BRASILEIRA DO FINAL DO SÉCULO PASSADO - 4</title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;A DEMANDA ACTUAL DO SANCTO GRAAL NACIONAL - &lt;span style="font-size:85%;"&gt;A CAMELOTE BRASILEIRA DO FINAL DO SÉCULO PASSADO - 4&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;em&gt;NEUZA MACHADO&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-WGcKJeDvUnM/Tqx5JNk7flI/AAAAAAAACco/s2jJ-6R64xY/s1600/Idade%2BM%25C3%25A9dia%2B10.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 488px; FLOAT: left; HEIGHT: 365px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5669039230122950226" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-WGcKJeDvUnM/Tqx5JNk7flI/AAAAAAAACco/s2jJ-6R64xY/s400/Idade%2BM%25C3%25A9dia%2B10.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;Na Antiga Camelote&lt;br /&gt;do meu País Sem-Igual,&lt;br /&gt;de nome raro – Brasília,&lt;br /&gt;do Brasil a Capital –,&lt;br /&gt;muitos Jaians – em magote –&lt;br /&gt;dominavam o Espectral&lt;br /&gt;– sem comida, sem mobília –,&lt;br /&gt;o Povinho Fantasmal,&lt;br /&gt;a caminhar sempre em lote,&lt;br /&gt;sem um destino final&lt;br /&gt;que o tirasse da miséria&lt;br /&gt;de um viver com pouco sal,&lt;br /&gt;a trabalhar por rala féria&lt;br /&gt;sem valor comercial,&lt;br /&gt;que mal dava p’ra despesa&lt;br /&gt;do despender semanal,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;enquanto a Alta Realeza&lt;br /&gt;manjava Manjar Real&lt;br /&gt;– picadinho de nobreza,&lt;br /&gt;de Cozinha Imperial,&lt;br /&gt;filet-mignon, com certeza!,&lt;br /&gt;para o Jaião Principal,&lt;br /&gt;pois a Corte – à francesa –,&lt;br /&gt;da bendita Capital,&lt;br /&gt;no Vinte – da Gran Pobreza&lt;br /&gt;do Brasileirinho Banal –,&lt;br /&gt;nadava em luxo e esperteza,&lt;br /&gt;sem ligar pro’Espectral&lt;br /&gt;– o Tal da Vera Pobreza,&lt;br /&gt;uma pobrez’anormal –,&lt;br /&gt;em meio à Larga Riqueza&lt;br /&gt;de um Gran Brasil Colossal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, um Excurso Legal&lt;br /&gt;para entender os mosaicos&lt;br /&gt;deste Cordel Neo-Graal:&lt;br /&gt;Os paralogens arcaicos&lt;br /&gt;exigem atenção total,&lt;br /&gt;pois, levemente prosaicos,&lt;br /&gt;neste “Lictígio Actual”,&lt;br /&gt;à moda dos escritos laicos&lt;br /&gt;da Era Medieval,&lt;br /&gt;revelam o Gran Demando&lt;br /&gt;de um Povo que, ao Final&lt;br /&gt;de um Domínio mui nefando&lt;br /&gt;de Língua Não-Nacional&lt;br /&gt;– um linguajar estrangeiro,&lt;br /&gt;altivo, Senhorial,&lt;br /&gt;no Vinte, muito guerreiro!,&lt;br /&gt;Séc’lo de Guerra Viral –,&lt;br /&gt;a Portuguesa apagando&lt;br /&gt;do Compêndio Brasileiro,&lt;br /&gt;– o Linguajar do Comando&lt;br /&gt;de proprietário encrenqueiro –,&lt;br /&gt;a colonizar, comandando!,&lt;br /&gt;a Mente do Sem-Dinheiro,&lt;br /&gt;Colônia Mental actuando&lt;br /&gt;no Escolar Sem-Roteiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portanto, neste Eixecal&lt;br /&gt;Rectomando o Tramareiro,&lt;br /&gt;para um “Demandar Legal”&lt;br /&gt;nas Aras do Mundo Inteiro&lt;br /&gt;– a nossa Aldeia Global –,&lt;br /&gt;a que narra resolveu&lt;br /&gt;visitar o Vei-Glossário&lt;br /&gt;de um Cantarzão de Museu&lt;br /&gt;– as Musas do Dicionário&lt;br /&gt;em Festival Himeneu&lt;br /&gt;com um Vei-Vocabulário&lt;br /&gt;pra’um Neo-Povão Altaneiro –,&lt;br /&gt;rectomando o Original,&lt;br /&gt;com a força do Verbo dado&lt;br /&gt;por Navegador Cordial,&lt;br /&gt;dinâmico, aventureiro,&lt;br /&gt;provindo de Portugal,&lt;br /&gt;um Linguajar Muito Amado&lt;br /&gt;pelo Vero Brasileiro,&lt;br /&gt;descendente, já provado&lt;br /&gt;por DNA Verdadeiro,&lt;br /&gt;de Pedro Álvares Cabral,&lt;br /&gt;o “Chefe Enéias Primeiro”&lt;br /&gt;da “Brasileida” Imortal&lt;br /&gt;do Português Pioneiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7792626444388820236-4920401912247372284?l=neuzamachadoletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://neuzamachadoletras.blogspot.com/feeds/4920401912247372284/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://neuzamachadoletras.blogspot.com/2011/10/demanda-do-sancto-graal-nacional.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7792626444388820236/posts/default/4920401912247372284'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7792626444388820236/posts/default/4920401912247372284'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://neuzamachadoletras.blogspot.com/2011/10/demanda-do-sancto-graal-nacional.html' title='A DEMANDA DO SANCTO GRAAL NACIONAL - A CAMELOTE BRASILEIRA DO FINAL DO SÉCULO PASSADO - 4'/><author><name>Neuza Machado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09192586719278533122</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_mQUeHmTf-DM/SR4tJHKHZzI/AAAAAAAAAAw/F2D60bSRL0k/S220/FotoNeuza.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-WGcKJeDvUnM/Tqx5JNk7flI/AAAAAAAACco/s2jJ-6R64xY/s72-c/Idade%2BM%25C3%25A9dia%2B10.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7792626444388820236.post-1267019282729647017</id><published>2011-10-25T14:20:00.000-07:00</published><updated>2011-10-25T14:40:48.780-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='A DEMANDA ACTUAL DO SANCTO GRAAL NACIONAL - 3'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Neuza Machado'/><title type='text'>A DEMANDA ACTUAL DO SANCTO GRAAL NACIONAL - 3</title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;A DEMANDA ACTUAL DO SANCTO GRAAL NACIONAL - 3&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;em&gt;NEUZA MACHADO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-EwFqlEntpDU/Tqco91dDaoI/AAAAAAAACb4/kPltD4NheZc/s1600/Paisagem%2B-%2BIndo%2Bao%2BMercado%2B-%2BThomas%2BGainsborough%2B-%2B1770.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 513px; FLOAT: left; HEIGHT: 408px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5667543698855127682" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-EwFqlEntpDU/Tqco91dDaoI/AAAAAAAACb4/kPltD4NheZc/s400/Paisagem%2B-%2BIndo%2Bao%2BMercado%2B-%2BThomas%2BGainsborough%2B-%2B1770.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/em&gt;Nesta “Demanda Actual”,&lt;br /&gt;do Terceiro – Vinte e Um –,&lt;br /&gt;do “Sancto Graal Nacional”,&lt;br /&gt;– Futura Copa Incomum –,&lt;br /&gt;a que narra, cantará,&lt;br /&gt;com engenho e muit’ação,&lt;br /&gt;a vidinha ao deus-dará&lt;br /&gt;da pobre população&lt;br /&gt;de um País Abençoado&lt;br /&gt;com fartura em profusão,&lt;br /&gt;mas que em Passado Atrasado&lt;br /&gt;– não esquecido, isto não! –,&lt;br /&gt;em que um Povo Assinalado,&lt;br /&gt;pra ter fartura em montão,&lt;br /&gt;vivia desmotivado,&lt;br /&gt;com doença e sem ação,&lt;br /&gt;vivendo vida incruenta&lt;br /&gt;– o meu Brasileiro-Povão –,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;pois, ao final dos noventa,&lt;br /&gt;do Vinte Sem-Condução,&lt;br /&gt;ficava com o bolso vazado,&lt;br /&gt;a trabalhar por tostão,&lt;br /&gt;comendo o pão amassado,&lt;br /&gt;com o Rabo do Tinhão,&lt;br /&gt;feito com trigo mofado,&lt;br /&gt;replecto de podridão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E quando não tinha nada&lt;br /&gt;no fogão do meu Povão&lt;br /&gt;pra nutrir a criançada&lt;br /&gt;com boa sustentação,&lt;br /&gt;a família azarada,&lt;br /&gt;sem nenhuma condição,&lt;br /&gt;sem empreguinho, sem nada,&lt;br /&gt;em magoada arribação,&lt;br /&gt;saía pela Cidade&lt;br /&gt;com o pratinho na mão,&lt;br /&gt;implorando caridade&lt;br /&gt;pra os que tinham coração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando o Terceiro chegou,&lt;br /&gt;o Século da Salvação,&lt;br /&gt;a vida do pobre mudou,&lt;br /&gt;graças à Nova Eleição,&lt;br /&gt;– uma Eleição!, com efeito! –,&lt;br /&gt;e o Brasil então ganhou&lt;br /&gt;vida nova, gran respeito,&lt;br /&gt;muita consideração&lt;br /&gt;por parte do Mundo Veiro&lt;br /&gt;que perdia seu Milhão,&lt;br /&gt;pois enquanto o Estrangeiro&lt;br /&gt;guiava na Contra-Mão&lt;br /&gt;o seu progresso financeiro,&lt;br /&gt;perdendo a direção&lt;br /&gt;de como ganhar dinheiro,&lt;br /&gt;sem cuidar do seu povão,&lt;br /&gt;o nosso Gran Brasileiro,&lt;br /&gt;o Luís, revelação&lt;br /&gt;de um Guia Bom-Timoneiro&lt;br /&gt;para a Brasileira-Nação,&lt;br /&gt;com a força de quem sofreu&lt;br /&gt;no Passado privação,&lt;br /&gt;a Gran Tormenta venceu,&lt;br /&gt;sacudiu a inação&lt;br /&gt;que fazia o Brasileiro&lt;br /&gt;aceitar a escravidão,&lt;br /&gt;submisso ao Estrangeiro&lt;br /&gt;que era o Grande Patrão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E tudo aqui melhorou!&lt;br /&gt;Com a Moral mais elevada,&lt;br /&gt;o Brasileiro ganhou&lt;br /&gt;a nutrição desejada&lt;br /&gt;– aquele muito pobrinho&lt;br /&gt;que saía pela estrada&lt;br /&gt;com a Família em desalinho&lt;br /&gt;pedindo boa pousada,&lt;br /&gt;muita bondade e empreguinho,&lt;br /&gt;à Elite Endinheirada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas a “Demanda Actual”&lt;br /&gt;não pode agora parar,&lt;br /&gt;a “Demanda Nacional”&lt;br /&gt;precisa muito lutar,&lt;br /&gt;ainda há pobres sofrendo,&lt;br /&gt;a viver ao deus-dará,&lt;br /&gt;muitas pessoas morrendo&lt;br /&gt;sem o Nutritivo Maná.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o rico, aqui da Parada&lt;br /&gt;(as Revistas e os Jornais),&lt;br /&gt;a reclamar, de lufada!,&lt;br /&gt;como nunca se viu!, jamais!,&lt;br /&gt;da Bolsa-Família dada&lt;br /&gt;ao brasileirinho sem-eira,&lt;br /&gt;um dinheirinho de nada,&lt;br /&gt;que muito ajuda na Feira,&lt;br /&gt;uma Bolsa abençoada,&lt;br /&gt;uma ajuda hospitaleira,&lt;br /&gt;uma bem-vinda guinada&lt;br /&gt;em nossa Rota Brasileira,&lt;br /&gt;que custa menos que os “Quilates”&lt;br /&gt;doados, pelo Rico Milhardeiro,&lt;br /&gt;aos “Uisqueiros” das Boates&lt;br /&gt;das Cidades do Estrangeiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7792626444388820236-1267019282729647017?l=neuzamachadoletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://neuzamachadoletras.blogspot.com/feeds/1267019282729647017/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://neuzamachadoletras.blogspot.com/2011/10/demanda-do-sancto-graal-nacional-3.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7792626444388820236/posts/default/1267019282729647017'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7792626444388820236/posts/default/1267019282729647017'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://neuzamachadoletras.blogspot.com/2011/10/demanda-do-sancto-graal-nacional-3.html' title='A DEMANDA ACTUAL DO SANCTO GRAAL NACIONAL - 3'/><author><name>Neuza Machado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09192586719278533122</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_mQUeHmTf-DM/SR4tJHKHZzI/AAAAAAAAAAw/F2D60bSRL0k/S220/FotoNeuza.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-EwFqlEntpDU/Tqco91dDaoI/AAAAAAAACb4/kPltD4NheZc/s72-c/Paisagem%2B-%2BIndo%2Bao%2BMercado%2B-%2BThomas%2BGainsborough%2B-%2B1770.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7792626444388820236.post-5283307681092476453</id><published>2011-10-22T04:08:00.000-07:00</published><updated>2011-10-22T09:09:29.214-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Neuza Machado'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='A DEMANDA ACTUAL DO SANCTO GRAAL - O SIGNIFICADO DA PALAVRA ACTUAL - 2'/><title type='text'>A DEMANDA ACTUAL DO SANCTO GRAAL - O SIGNIFICADO DA PALAVRA "ACTUAL" - 2</title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;A DEMANDA ACTUAL DO SANCTO GRAAL – O SIGNIFICADO DA PALAVRA “ACTUAL” - 2&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;NEUZA MACHADO&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-Brt47y9M_dU/TqKlFJqNWPI/AAAAAAAACbU/-Zxe1fxdLGw/s1600/Rei%2BArthur%2Be%2Bos%2BDoze%2BCavaleiros%2Bda%2BT%25C3%25A1vola%2BRedonda.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 545px; FLOAT: left; HEIGHT: 491px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5666272789096388850" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-Brt47y9M_dU/TqKlFJqNWPI/AAAAAAAACbU/-Zxe1fxdLGw/s400/Rei%2BArthur%2Be%2Bos%2BDoze%2BCavaleiros%2Bda%2BT%25C3%25A1vola%2BRedonda.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;O “actual” desta “Demanda”,&lt;br /&gt;à moda Colonial,&lt;br /&gt;foge à regra que comanda&lt;br /&gt;a nossa Norma Atual,&lt;br /&gt;que retira o que excede&lt;br /&gt;de um narrar dicto normal,&lt;br /&gt;pois todo falar procede&lt;br /&gt;de seu meio social.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o falar do brasileiro,&lt;br /&gt;neste Terceiro Global,&lt;br /&gt;é um falar milongueiro,&lt;br /&gt;diferente, musical,&lt;br /&gt;o linguaragem de acá,&lt;br /&gt;– o meu falar nacional –&lt;br /&gt;não é o mesmo de lá,&lt;br /&gt;o português de Portugal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, a minha Neo-“Demanda”,&lt;br /&gt;requer um Diferencial,&lt;br /&gt;pois é uma Causa-Ciranda&lt;br /&gt;neste meu Brasil Actual,&lt;br /&gt;“demanda” de pobre desanda&lt;br /&gt;em Revista e em Jornal,&lt;br /&gt;a Imprensa não dá “Anda”&lt;br /&gt;para o Pobre Espectral.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E se for um Neo-Narrado,&lt;br /&gt;e não intrigar o Leitor,&lt;br /&gt;não será valorizado&lt;br /&gt;por Analista-Doctor,&lt;br /&gt;quem “demanda” para pobre,&lt;br /&gt;costuma perder o valor,&lt;br /&gt;lutar contra gente esnobe,&lt;br /&gt;“demanda” muito suor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que o diga o nosso Nobre&lt;br /&gt;Presidente Não-Doutor,&lt;br /&gt;Por mais que ele se desdobre&lt;br /&gt;Para fazer o melhor,&lt;br /&gt;Distinguindo o rico e o pobre&lt;br /&gt;Deste Brasil Multi-Cor,&lt;br /&gt;com palavra de mor-dobre,&lt;br /&gt;nos “Pleitos” do Exterior,&lt;br /&gt;a Imprensa daqui encobre&lt;br /&gt;o seu devido valor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isto, esta “Demanda”,&lt;br /&gt;“demanda” um diferencial,&lt;br /&gt;por meio de Veneranda&lt;br /&gt;formatação sem-igual,&lt;br /&gt;“demandando” vei-linguagem&lt;br /&gt;de um passado imortal,&lt;br /&gt;provinda da Grã Viagem&lt;br /&gt;de Pedro Álvares Cabral.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta minha Neo-Varanda&lt;br /&gt;pretensamente Original,&lt;br /&gt;esta vera Neo-“Demanda”&lt;br /&gt;do “Actual” de meu Jogral,&lt;br /&gt;luta por quem não tem “Anda”&lt;br /&gt;para uma “Demanda” Legal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqui, ainda há Pobres sem lar,&lt;br /&gt;e há Muuuitos no Exterior,&lt;br /&gt;e são poucos a lutar&lt;br /&gt;para tirá-los do horror,&lt;br /&gt;é preciso “trovejar”&lt;br /&gt;– o Cônscio Neo-Trovador –,&lt;br /&gt;é preciso “demandar”&lt;br /&gt;para quem aspira a ter valor&lt;br /&gt;e não tem voz de troar&lt;br /&gt;em Távola de Imperador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7792626444388820236-5283307681092476453?l=neuzamachadoletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://neuzamachadoletras.blogspot.com/feeds/5283307681092476453/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://neuzamachadoletras.blogspot.com/2011/10/demanda-actual-do-sancto-graal-o_22.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7792626444388820236/posts/default/5283307681092476453'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7792626444388820236/posts/default/5283307681092476453'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://neuzamachadoletras.blogspot.com/2011/10/demanda-actual-do-sancto-graal-o_22.html' title='A DEMANDA ACTUAL DO SANCTO GRAAL - O SIGNIFICADO DA PALAVRA &quot;ACTUAL&quot; - 2'/><author><name>Neuza Machado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09192586719278533122</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_mQUeHmTf-DM/SR4tJHKHZzI/AAAAAAAAAAw/F2D60bSRL0k/S220/FotoNeuza.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-Brt47y9M_dU/TqKlFJqNWPI/AAAAAAAACbU/-Zxe1fxdLGw/s72-c/Rei%2BArthur%2Be%2Bos%2BDoze%2BCavaleiros%2Bda%2BT%25C3%25A1vola%2BRedonda.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7792626444388820236.post-4302356325170135770</id><published>2011-10-21T03:20:00.000-07:00</published><updated>2011-10-21T03:26:37.996-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Neuza Machado'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='21 DE OUTUBRO DE 2001 - EPÍSTOLA AOS HOMENS DO FUTURO'/><title type='text'>21 DE OUTUBRO DE 2001 - EPÍSTOLA AOS HOMENS DO FUTURO - 5</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;Esta minha Epístola aos Homens do Futuro foi escrita em:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;21 DE OUTUBRO DE 2001 - EPÍSTOLA AOS HOMENS DO FUTURO - 5&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;NEUZA MACHADO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-b8bTEpyQ77M/TqFIbNOgn5I/AAAAAAAACbI/4ktFgbVxrOE/s1600/Rio%2Bde%2BJaneiro%2B-%2BCristo%2BRedentor.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 541px; FLOAT: left; HEIGHT: 433px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5665889438452981650" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-b8bTEpyQ77M/TqFIbNOgn5I/AAAAAAAACbI/4ktFgbVxrOE/s400/Rio%2Bde%2BJaneiro%2B-%2BCristo%2BRedentor.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/em&gt;Meus Caros Amigos do Maravilhoso Futuro Brasileiro Sem-Muro, neste Anno de 2001, mais precisamente neste dia 21 do mês de outubro de 2001, a coisa aqui tá preta, ou melhor, está branca. Surgiu no Mundo Global, junto com esta Guerra Inglória que nos perturba, a chamada Guerra Bacteriológica. Apareceu, por aqui, um pó branco assustador repleto de bactérias mortais. Esse pó provoca uma doença chamada Antraz. A Humanidade Sem-Rumo atualmente (neste anno de 2001) ― espero que acreditem em mim! ― está apavorada. Esta praga não se compara com as outras pragas já registradas na História do Mundo Rotundo. É algo terrível e inexplicável. A poeirinha da morte chega ao destinatário pelo Correio, dentro de carta lacrada, contaminando quem a manusear. Justo agora, no momento desta Guerra Ingloriosa de 2001, aparece a tal doença. Não sei explicar-lhes o nosso pavor. Falando por mim, só posso dizer-lhes que a minha angústia é imensa. Espero confiante a proteção de um Herói, um cavaleiro audaz, surgindo do Nada, trazendo nas mãos o antídoto salvador. Entretanto, Amigos do Futuro Brasileiro Sem-Muro!, penso que, atualmente (anno de 2001, não s’esqueçam!), não há Herói que dê jeito em toda esta confusão. E, por falar em Herói, não há mais Heróis neste meu Mundo Globalizado. Os Heróis ficaram lá no Passado Endeusado. Os heróis de hoje já morreram ou estão morrendo aos montes ingloriamente. De qualquer maneira, eu sei que ― todos nós sabemos ― um Herói Sem-Igual chegará, muito em breve!, para nos salvar de um futuro horrendo. Será um Herói para o Brasilês Futuro Sem-Muro!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao contrário dos Homens Antigos, que cultuavam os Heróis do Passado, nós, do Século XX e Início do Século XXI (anno de 2001, não s’esqueçam!), vivenciamos uma situação singular: os Heróis que cultuamos neste anno de 2001 estão no Porvir (aí no exato momento do Presente de Vocês!). Nós, os Brasileses Descontrolados do Passado Século XX, sabemos direitinho como são Vocês, os Brasileses do Futuro Sonhado; imaginamos as vestimentas que usam, os veículos futuristas que transitam por suas ruas douradas, visualizamos suas cidades bem planejadas, admiramos a forma como vocês se livram das doenças indesejáveis, et cœtera, etc. O Futuro Sem-Muro do Brasil Cor de Anil, de acordo com a nossa percepção sonhadora, neste anno de 2001, se movimenta na mais perfeita Ordem. Eu, por exemplo, tenho certeza de que, neste exato momento deste meu Presente Histórico!, já está nascendo o Herói da Humanidade. Uma Super-Criança está nascendo em alguma Maternidade do Mundo Rotundo (quiçá do Brasil Varonil), e com certeza estará destinada a realizar a maior façanha de todos os tempos: transformar o Planeta Terra em um lugar onde se possa viver em paz. Pesquisem aí no Futuro-Sem-Muro e descobrirão. A criança, do sexo masculino naturalmente ― ainda cultuamos o patriarcalismo neste anno de 2001 ―, está nascendo, agora, neste instante. Gostaria, imensamente, que ela fosse brasilesa. Neste exato momento, o Herói está nascendo. Confiram aí no Futuro Sem-Muro: são uma hora, trinta e três minutos e zero segundo, do dia 21 de Outubro de 2001, Horário de Verão no Brasil Varonil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se vocês quiserem compreender o que quer dizer Horário de Verão, saibam que, de vez em quando, até este mês de Outubro de 2001, o governo brasilês atual ― o FHC ― manda o povo adiantar os relógios em uma hora. Assim, se os cálculos do horário acusarem zero hora (meia-noite), trinta e três minutos e zero segundo, saibam que ambos ― os dois horários ― significarão a mesma coisa. É um pouco complicado, mas, com boa vontade, Vocês do Futuro Sem-Muro compreenderão. Só para melhorar um pouco mais a minha explicação, informo-lhes que há uma razão para esta atitude do atual Governo, o Fernando Henrique: o Horário de Verão Econômico ajuda-nos a economizar luz elétrica e, assim, os recursos financeiros, dos quais o País carece, aumentam. Fazemos economia, porque queremos saldar nossa imensa e incontrolável dívida com o FMI. Infelizmente, a tal dívida parece não ter fim (será que esta tal dívida já estará definitivamente quitada aí no Futuro?).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desculpem-me, mas em uma outra carta explicarei o significado desta sigla FMI. Hoje não. Estou um pouco cansada do trabalho semanal estafante. Na próxima semana, espero enviar-lhes uma carta mais esclarecedora. Esta de hoje está meio embaralhada. As notícias da Ágora Global, neste 21 de Outubro de 2001, não s’esqueçam da data!, não são muitas boas, por causa das duas Guerras que apavoram o Mundo Rotundo. Duas Guerras ao mesmo tempo. Vocês dirão, quando lerem esta minha cartinha: Pobres Mortais Globais do Anno 2001! Mas, o Herói está nascendo, neste exato momento (21 de Outubro de 2001), em uma grande Maternidade do Mundo (quiçá do Brasil Varonil!). Seu nome se perpetuará como símbolo de uma Nova Era de paz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meus Amigos do Brasilês Futuro Sem-Muro, que a Paz e o Amor reinem em seus lares!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por ora, terminando o meu missivo (não confundam com míssil, por favor), quero dizer-lhes que o Rio de Janeiro, neste anno de 2001 (apesar do desamor de seus governantes), continua bello como sempre. O Sol Hipercariocjônio ilumina a Cidade Maravilhosa dos Cariocas Intrépidos (aqueles que não trepidam nunca, já que são corajosos e não vacilam ante os obstáculos de um Destino adverso!). Por esta razão, peço-lhes licença para plagiar Horácio (Carmen Saeculare ― Roma Antiga, época de Augusto): O’ Sol capaz de produzir a abundância, que faz existir o dia com (seu) carro hiper-iluminado e o oculta, e nasce sempre diferente e sempre igual, tomara nada possa contemplar (nos séculos vindouros) maior que a Cidade do Rio de Janeiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No próximo Domingo (no dia 28 de Outubro de 2001) enviar-lhes-ei outras notícias. Aguardem-me!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Recebam o meu Grande Amor Transtemporal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ODISSÉIA MARIA, filha de Antônio Aquileu e Jane Briseides, descendentes de notáveis Caçadores de Onças Pintadas e Jaguatiricas Noturnas de Minas Gerais, uma Incrível Região localizada na Parte Leste do Brasil Varonil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7792626444388820236-4302356325170135770?l=neuzamachadoletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://neuzamachadoletras.blogspot.com/feeds/4302356325170135770/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://neuzamachadoletras.blogspot.com/2011/10/21-de-outubro-de-2001-epistola-aos.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7792626444388820236/posts/default/4302356325170135770'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7792626444388820236/posts/default/4302356325170135770'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://neuzamachadoletras.blogspot.com/2011/10/21-de-outubro-de-2001-epistola-aos.html' title='21 DE OUTUBRO DE 2001 - EPÍSTOLA AOS HOMENS DO FUTURO - 5'/><author><name>Neuza Machado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09192586719278533122</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_mQUeHmTf-DM/SR4tJHKHZzI/AAAAAAAAAAw/F2D60bSRL0k/S220/FotoNeuza.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-b8bTEpyQ77M/TqFIbNOgn5I/AAAAAAAACbI/4ktFgbVxrOE/s72-c/Rio%2Bde%2BJaneiro%2B-%2BCristo%2BRedentor.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7792626444388820236.post-3891505732616839695</id><published>2011-10-20T03:18:00.000-07:00</published><updated>2011-10-21T05:47:12.382-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Neuza Machado'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='CECÍLIA MEIRELES E SEU &quot;ROMANCEIRO&quot; PÓS-MODERNO: ROMANCE XXXI OU DE MAIS TROPEIROS'/><title type='text'>CECÍLIA MEIRELES E SEU "ROMANCEIRO" PÓS-MODERNO: ROMANCE XXXI OU DE MAIS TROPEIROS</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;strong&gt;CECÍLIA MEIRELES E SEU “ROMANCEIRO” PÓS-MODERNO: ROMANCE XXXI OU DE MAIS TROPEIROS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;NEUZA MACHADO&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-UTDoXFCY1Ps/Tp_2oCUPd7I/AAAAAAAACaY/-Z44mpx3QI8/s1600/Paisagem%2B-%2BThomas%2BGainsborough.jpg"&gt;&lt;strong&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 521px; FLOAT: left; HEIGHT: 481px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5665518023932344242" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-UTDoXFCY1Ps/Tp_2oCUPd7I/AAAAAAAACaY/-Z44mpx3QI8/s400/Paisagem%2B-%2BThomas%2BGainsborough.jpg" /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;Hoje, neste meu blog, o canto escolhido para ser apresentado aos Leitores-Internautas (que sempre me honram com suas visitas) tenciona homenagear os muitos corajosos brasileiros que, assim como Tiradentes (que era um simples Alferes de Cavalaria no final do século XVIII), se empenharam patrioticamente pelo bem-estar socioeconômico da maior parte de nosso povo (aquela maior parte em situação de extrema miséria).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sempre será válido lembrar, com as mais vivas cores, que, até bem pouco tempo (até ao final do século XX), o Brasil estava comprometido com o FMI, por causa de uma dívida que parecia não ter fim. E que, por orientação expressa desse organismo financeiro, assumia posturas que sobrecarregavam todos os brasileiros com altas taxas e impostos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dentro desse contexto de vampirismo feito pelos anteriores submissos governantes de um tenebroso passado, os que mais sofriam eram a classe média (a que realmente pagava os impostos exigidos), uma classe que, sem ter dinheiro suficiente, tentava manter uma aparência de riqueza, e a classe proletária, que não tinha reserva alguma de capital para prevenir-se das oscilações financeiras. Os poucos muito ricos (com seus secretos cofres e com suas contas protegidas em paraísos fiscais), no máximo, diminuíram o número de viagens, mas, apenas, para não ficarem expostos às manchetes. Quanto aos pobrezinhos brasileirinhos do século XX (aqueles submetidos à miséria extrema, passando fome intensa), será que eles sabiam do quê e por quê estavam morrendo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para mudar esse quadro no Brasil, somente os historicamente incomodados e resistentes homens do povo, aqueles capazes de tirar leite da pedra, repletos de fé inabalável no futuro (os que lutaram por uma Nação dignificada, hoje, todos bem representados pelo líder sindicalista dos metalúrgicos dos anos oitenta, Luís Inácio Lula da Silva), tiveram a coragem de encarar de baixo para cima o olhar superior do ciclope FMI.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Será que os 80% do povo brasileiro, os que agora reabilitaram suas dignidades, que não precisam mais olhar o porvir com os olhos desesperançosos, irão desistir da busca pela emancipação financeira e se conformarão com o que já foi conquistado?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sempre consciente de que a arte literária – produzida em qualquer ocasião da história da humanidade – possui força moral para que seus leitores do momento e os do futuro possam refletir sobre os problemas que os incomodam, exponho aqui, neste meu sítio, essa expressiva visão lírica de Cecília Meireles, a respeito da história dos inconfidentes do Brasil-Colônia. Inclusive, reafirmando sempre que a matéria lírica, neste Romanceiro de Cecília Meireles, foi singularmente conformada em uma grande obra epo-lírica (narrativa em versos, apresentando os fenômenos estilísticos próprios do Gênero Épico).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;ROMANCE XXXI OU DE MAIS TROPEIROS&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Cecília Meireles&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Por aqui passava um homem&lt;br /&gt;– e como o povo se ria! –&lt;br /&gt;que reformava este mundo&lt;br /&gt;de cima de montaria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tinha um machinho rosilho.&lt;br /&gt;Tinha um machinho castanho.&lt;br /&gt;Dizia: “Não se conhece&lt;br /&gt;país tamanho!”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Do Caeté a Vila Rica,&lt;br /&gt;tudo ouro e cobre!&lt;br /&gt;O que é nosso vão levando...&lt;br /&gt;E o povo aqui sempre pobre!”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por aqui passava um homem&lt;br /&gt;– e como o povo se ria! –&lt;br /&gt;que não passava de Alferes&lt;br /&gt;de cavalaria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Quando eu voltar – afirmava –&lt;br /&gt;outro haverá que comande.&lt;br /&gt;Tudo isto vai levar volta,&lt;br /&gt;E eu serei grande!”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Faremos a mesma coisa&lt;br /&gt;que fez a América Inglesa!”&lt;br /&gt;e bradava: “Há de ser nossa&lt;br /&gt;tanta riqueza!”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;por aqui passava um homem&lt;br /&gt;– e como o povo se ria –&lt;br /&gt;“Liberdade ainda que tarde”&lt;br /&gt;nos prometia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E cavalgava o machinho.&lt;br /&gt;E a marcha era tão segura&lt;br /&gt;que uns diziam: “Que coragem!”&lt;br /&gt;E outros: “Que loucura!”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lá se foi por esses montes,&lt;br /&gt;o homem de olhos espantados,&lt;br /&gt;a derramar esperanças&lt;br /&gt;por todos os lados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por aqui passava um homem...&lt;br /&gt;– e como o povo se ria!...&lt;br /&gt;Ele, na frente, falava,&lt;br /&gt;e, atrás, a sorte corria...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dizem que agora foi preso,&lt;br /&gt;não se sabe onde.&lt;br /&gt;(Por umas cartas entregues&lt;br /&gt;ao Vice-Rei e ao Visconde.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois parecia loucura,&lt;br /&gt;mas era mesmo verdade.&lt;br /&gt;Quem pode ser verdadeiro,&lt;br /&gt;sem que desagrade?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por aqui passava um homem...&lt;br /&gt;– e como o povo se ria! –&lt;br /&gt;No entanto, à sua passagem,&lt;br /&gt;tudo era como alegria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas ninguém mais se está rindo,&lt;br /&gt;pois talvez ainda aconteça&lt;br /&gt;que ele por aqui não volte,&lt;br /&gt;ou que volte sem cabeça...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Pobre daquele que sonha&lt;br /&gt;fazer bem – grande ousadia –&lt;br /&gt;quando não passa de Alferes&lt;br /&gt;de Cavalaria!)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por aqui passava um homem&lt;br /&gt;– e o povo todo se ria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7792626444388820236-3891505732616839695?l=neuzamachadoletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://neuzamachadoletras.blogspot.com/feeds/3891505732616839695/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://neuzamachadoletras.blogspot.com/2011/10/cecilia-meireles-e-seu-romanceiro-pos_20.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7792626444388820236/posts/default/3891505732616839695'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7792626444388820236/posts/default/3891505732616839695'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://neuzamachadoletras.blogspot.com/2011/10/cecilia-meireles-e-seu-romanceiro-pos_20.html' title='CECÍLIA MEIRELES E SEU &quot;ROMANCEIRO&quot; PÓS-MODERNO: ROMANCE XXXI OU DE MAIS TROPEIROS'/><author><name>Neuza Machado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09192586719278533122</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_mQUeHmTf-DM/SR4tJHKHZzI/AAAAAAAAAAw/F2D60bSRL0k/S220/FotoNeuza.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-UTDoXFCY1Ps/Tp_2oCUPd7I/AAAAAAAACaY/-Z44mpx3QI8/s72-c/Paisagem%2B-%2BThomas%2BGainsborough.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7792626444388820236.post-5206672897893735748</id><published>2011-10-18T08:59:00.000-07:00</published><updated>2011-11-03T05:08:47.655-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='A DEMANDA ACTUAL DO SANCTO GRAAL - O SIGNIFICADO DA PALAVRA DEMANDA - 1'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Neuza Machado'/><title type='text'>A DEMANDA ACTUAL DO SANCTO GRAAL - O SIGNIFICADO DA PALAVRA "DEMANDA" - 1</title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;A DEMANDA ACTUAL DO SANCTO GRAAL – O SIGNIFICADO DA PALAVRA “DEMANDA” - 1&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;NEUZA MACHADO&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-u0-GVJsPtNE/Tp2jgrOM7nI/AAAAAAAACaA/0LAc0mGOJXA/s1600/Graal%2B-%2BDemanda.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 423px; FLOAT: left; HEIGHT: 547px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5664863688055385714" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-u0-GVJsPtNE/Tp2jgrOM7nI/AAAAAAAACaA/0LAc0mGOJXA/s400/Graal%2B-%2BDemanda.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;“Demanda” quer dizer “processo”,&lt;br /&gt;pode ser “causa” ou “questão”,&lt;br /&gt;“litígio” (contra quem é avesso&lt;br /&gt;aos “desmandos” sem-razão).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Demanda” quer dizer “pleito”,&lt;br /&gt;pode ser muita “intenção”&lt;br /&gt;de prejudicar o Grã-Sujeito&lt;br /&gt;que só quer o bem da Nação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Toda “demanda” tem preço,&lt;br /&gt;pois é um “serviço” a prestar,&lt;br /&gt;“demanda” de rico é um excesso&lt;br /&gt;de dinheiro a ré-contar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se toda “demanda” tem preço&lt;br /&gt;pois é um “serviço” a prestar,&lt;br /&gt;“demanda” de pobre é um excesso&lt;br /&gt;de contas sem-conta a pagar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A “demanda” do pobre é um Calvário&lt;br /&gt;Muuuito Antigo!, em meu Lugar,&lt;br /&gt;uns poucos com altos salários&lt;br /&gt;querendo ao pobre explorar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Togado exigindo mais soldo,&lt;br /&gt;a esvoaçar seu Talar de Marajá,&lt;br /&gt;pago por quem não tem toldo&lt;br /&gt;e vai vivendo ao deus-dará.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A “demanda” do rico é de um jeito&lt;br /&gt;que não dá para explicar:&lt;br /&gt;Pense num grande eito&lt;br /&gt;com “grana” a multiplicar,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;o rico, com grande efeito,&lt;br /&gt;o seu feudo a comandar,&lt;br /&gt;e o “pobrezinho sujeito”,&lt;br /&gt;na soleira a trabalhar,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;sem ter sequer o direito&lt;br /&gt;de “demanda” a reclamar,&lt;br /&gt;com muita dor em seu peito&lt;br /&gt;e um salariozinho de amargar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Demanda” agora é lutar&lt;br /&gt;por justiça social,&lt;br /&gt;que permita equilibrar&lt;br /&gt;a riqueza nacional,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;diminuindo a realeza&lt;br /&gt;do rico, e seu embornal,&lt;br /&gt;sua bolsa de riqueza&lt;br /&gt;de tamanho colossal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Riqueza adquirida&lt;br /&gt;com o trabalho do Povão.&lt;br /&gt;A grã-pobreza sem vida,&lt;br /&gt;sem comida, sem tostão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o rico, aqui da Parada&lt;br /&gt;(as Revistas e os Jornais),&lt;br /&gt;a reclamar, de lufada!,&lt;br /&gt;como nunca se viu!, jamais!,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;da Bolsa-Família dada&lt;br /&gt;ao brasileirinho sem-eira,&lt;br /&gt;um dinheirinho de nada,&lt;br /&gt;que muito ajuda na Feira,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;uma Bolsa abençoada,&lt;br /&gt;uma ajuda hospitaleira,&lt;br /&gt;uma bem-vinda guinada&lt;br /&gt;em nossa Rota Brasileira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que custa menos que os “Quilates”&lt;br /&gt;doados, pelo Rico Milhardeiro,&lt;br /&gt;aos “Uisqueiros” das Boates&lt;br /&gt;das Cidades do Estrangeiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os ricos, todos, ganhando&lt;br /&gt;Dinheirão-Jabaculeiro,&lt;br /&gt;e, ainda, reclamando&lt;br /&gt;da “Bolsa” do Sem-Dinheiro!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7792626444388820236-5206672897893735748?l=neuzamachadoletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://neuzamachadoletras.blogspot.com/feeds/5206672897893735748/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://neuzamachadoletras.blogspot.com/2011/10/demanda-actual-do-sancto-graal-o.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7792626444388820236/posts/default/5206672897893735748'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7792626444388820236/posts/default/5206672897893735748'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://neuzamachadoletras.blogspot.com/2011/10/demanda-actual-do-sancto-graal-o.html' title='A DEMANDA ACTUAL DO SANCTO GRAAL - O SIGNIFICADO DA PALAVRA &quot;DEMANDA&quot; - 1'/><author><name>Neuza Machado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09192586719278533122</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_mQUeHmTf-DM/SR4tJHKHZzI/AAAAAAAAAAw/F2D60bSRL0k/S220/FotoNeuza.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-u0-GVJsPtNE/Tp2jgrOM7nI/AAAAAAAACaA/0LAc0mGOJXA/s72-c/Graal%2B-%2BDemanda.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7792626444388820236.post-8030822730690011556</id><published>2011-10-13T13:45:00.000-07:00</published><updated>2011-10-14T06:52:41.261-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Neuza Machado'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='A HERANÇA (POLÍTICA) DO ONTEM ETERNO OU A DESTRONIZAÇÃO DO PODER'/><title type='text'>A HERANÇA (POLÍTICA) DO "ONTEM ETERNO" OU A DESTRONIZAÇÃO DO PODER</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;A HERANÇA (POLÍTICA) DO "ONTEM ETERNO" OU A DESTRONIZAÇÃO DO PODER&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;NEUZA MACHADO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-ZGplv_p7PUA/TpeAvb-6wLI/AAAAAAAACZc/OwD9MLOzg0M/s1600/Idade%2BM%25C3%25A9dia%2BRei%2BEduardo%2Brecolhendo%2Btalhas%2Bimpostos%2BS%25C3%25A9culo%2BXIII.jpg"&gt;&lt;strong&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 462px; FLOAT: left; HEIGHT: 448px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5663136608895549618" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-ZGplv_p7PUA/TpeAvb-6wLI/AAAAAAAACZc/OwD9MLOzg0M/s400/Idade%2BM%25C3%25A9dia%2BRei%2BEduardo%2Brecolhendo%2Btalhas%2Bimpostos%2BS%25C3%25A9culo%2BXIII.jpg" /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;Nesses dias de infindáveis altercações políticas aqui no Brasil, em que a rica minoria elitista oriunda dos herdeiros da Casa Grande não aceita a idéia de que um operário metalúrgico – que para a infelicidade desta minoria se tornou o Grande Presidente Reformador da Nação – possa ser aclamado e reverenciado no exterior, lembrei-me de um capítulo de minha Dissertação de Mestrado, que muito tem a ver com as ocorrências políticas atuais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;Esta minha Dissertação de Mestrado, sobre a narrativa &lt;em&gt;A Hora e Vez de Augusto Matraga&lt;/em&gt;, de Guimarães Rosa, foi escrita no final da década de oitenta, e defendida em março de 1990 na Universidade Federal do Rio de Janeiro. Hoje, relendo-a, percebo com mais acuidade o poder de raciocínio de nosso incomparável ficcionista sertanejo, no sentido de prever acontecimentos políticos que só seriam efetivados muitos anos depois, nos anos iniciais do Terceiro Milênio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Peço aos meus leitores que leiam este capítulo, e depois me avisem se algumas semelhanças dos personagens com alguns ricos políticos opositores do atual Governo agora Popular poderão ser conceituadas como simples coincidências. Leiam também o conto de Guimarães Rosa (leitura de suma importância para uma produtiva comparação extratexto). A narrativa de Guimarães Rosa, &lt;em&gt;A Hora e Vez de Augusto Matraga&lt;/em&gt;, faz parte da Coletânea de contos do livro &lt;em&gt;Sagarana&lt;/em&gt;). Vale a pena ler e repensar a “queda” sócio-política do imperioso Nhô Augusto do passado, Senhor das Pindaíbas e do Saco-da-Embira, e de seus ricos descendentes que ainda teimam em se vestir de poderosos, entretanto, no íntimo, bem no íntimo, todos inconformados com a perda do poder do “ontem eterno” e do nome.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A HERANÇA DO ONTEM ETERNO OU A DESTRONIZAÇÃO DO PODER&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Neuza Machado&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Continuando a repensar a questão da “autoridade do ontem eterno”, na narrativa ficcional &lt;em&gt;A Hora e Vez de Augusto Matraga&lt;/em&gt; de Guimarães Rosa ― e apropriando-me de algumas assertivas de Max Weber ―, posso inferir que Nhô Augusto herdou um pequeno Império (representação do “ontem eterno”) e, durante algum tempo, nele reinou. Enquanto existiu a sua autoridade política, foi o personagem a representação do poder. Observo isto pela sua atitude superior ao arrematar, no &lt;em&gt;leilão&lt;/em&gt; ("de atrás da Igreja"), a Sariema, aquela que era muito amada pelo capiauzinho “enamorado”, capanga do major Consilva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O povo (ainda submisso às leis patriarcais) evidentemente aplaudiu e glorificou a atitude do Poderoso Nhô Augusto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O poder e prestígio do personagem, até ali, continuavam inalterados. Mas, havia um outro personagem ambicionando sua posição privilegiada e procurando as brechas para derrubá-lo: o major Consilva, “velho” inimigo da família Esteves.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Recorde o Leitor a resposta de Nhô Augusto, quando o Quim Recadeiro (o Mensageiro dos poderosos) retornou dizendo que o major havia “comprado” os bate-paus: “&lt;em&gt;Major de borra! Só de pique, porque era inimigo do meu pai&lt;/em&gt;” (&lt;em&gt;A Hora e Vez de Augusto Matraga&lt;/em&gt;)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O major procurou e encontrou um meio de desmoralizá-lo. Sinal de que o dito poder do “ontem eterno” não estava bem edificado e ameaçava ruir: bebidas, mulheres, pancadarias, jogos, dívidas; tudo isto proporcionava a sua decadência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O poder social do personagem se encontrava ameaçado por um inimigo mais perigoso que o major Consilva: o contra-poder econômico da decadência do sertão. Ora, se aquele Senhor poderoso e, principalmente, chefe comunitário respeitado estava prestes a perder tudo o que possuía (família, terras), era natural que outro reivindicasse sua glória e prestígio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O narrador roseano em princípio impõe-se e impõe-nos visualizar a figura imponente de Nhô Augusto, mas logo depois do &lt;em&gt;leilão&lt;/em&gt; ("de atrás da Igreja") mostra que ele está a poucos passos da decadência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As sucessivas transformações narrativas, ao longo da análise esclarecedora, são significantes dos vários estágios de vida estacionados no espaço do sertão mineiro-brasileiro, sobrepondo-se infinitamente, imunes à ação do tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O narrador ficcional do século XX conseguiu apreender essas sutilezas, subjacentes em um espaço onde as Idades do Mundo se confundem e se completam. O narrador interativo do século XX apreendeu as várias etapas do tempo, entrelaçando-se e rejeitando-se, mas prestes a se anularem, graças à fragmentação do mundo moderno. Etapas de tempo que se sobrepuseram, se eternizaram e se eternizarão, enquanto houver um relator que as conte por intermédio da memória ― ou através da recordação ― e um ouvinte que compactue com seu ato de narrar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A "queda" do personagem Nhô Augusto e suas etapas de vida representam as transformações de uma determinada burguesia que se acomodou nos pequenos vilarejos do sertão de Minas Gerais, desde os anos finais do século XVIII. Sabemos hoje que já não há Senhores-de-terra poderosos, mas as grandes famílias que comandavam politicamente essas localidades ainda permanecem dominando (ou insistem em permanecer dominando), engajadas em partidos políticos conservadores e alardeando suas origens. Os atos de heroísmo ou covardia infelizmente são fatos do passado e quase não há narradores para relembrá-los.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por este prisma confirmo que, nesta narrativa especialmente, o narrador de Guimarães Rosa apresenta o &lt;em&gt;momento de crise&lt;/em&gt; vivido por seu personagem Nhô Augusto, um “herdeiro do ontem eterno” brasileiro, em acordo com a crise sócio-econômica que ocorreu no Brasil do século passado, principalmente na sociedade agrária sertaneja a partir dos anos trinta do século XX. O inevitável impasse, as mudanças existenciais do personagem e a própria transformação discursiva do narrador roseano representaram e representam, inclusive, a mudança de poder político que ocorreu no Brasil, com a ascensão daqueles que antes eram considerados subalternos; ainda: o contra-poder (representado pelo povão desvalido) se transformando em poder de fato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;“Quando chega o dia da casa cair — que, com ou sem terremoto, é um dia de chegada infalível — o dono pode estar: de dentro, ou de fora. É melhor de fora! E é a só coisa que um qualquer-um está no poder de fazer. Mesmo estando de dentro, mais vale todo vestido e perto da rua. Mas, Nhô Augusto, não: estava deitado na cama — o pior lugar que há, para se receber uma surpresa má” (conferir a citação em &lt;em&gt;A Hora e Vez de Augusto Matraga&lt;/em&gt;)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;O major Consilva (ainda um personagem representativo do poder patriarcal), personificação do &lt;em&gt;contra-poder que aspira ao poder&lt;/em&gt;, em &lt;em&gt;A&lt;/em&gt; &lt;em&gt;Hora e Vez de Augusto Matraga&lt;/em&gt;, narrativa ficcional escrita por Guimarães Rosa em meados do século XX, “conquista”, por meio de pagamento em dinheiro, os capangas escravizados de Nhô Augusto (aqueles que não conheciam sequer a cor do dinheiro e muito menos o que queria dizer a palavra “salário”). O poder do herói sertanejo pré-capitalista do século XX, enquanto um herdeiro do “ontem eterno”, ruíra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;“Quando chega o dia da casa cair — que, com ou sem terremoto, é um dia de chegada infalível — o dono pode estar: de dentro, ou de fora. É melhor de fora! E é a só coisa que um qualquer-um está no poder de fazer. Mesmo estando de dentro, mais vale todo vestido e perto da rua. Mas, Nhô Augusto, não: estava deitado na cama — o pior lugar que há, para se receber uma surpresa má” (Guimarães Rosa, &lt;em&gt;A Hora e Vez de Augusto Matraga&lt;/em&gt;)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Reavaliando o que foi afirmado anteriormente (sobre a narrativa ficcional &lt;em&gt;A Hora e Vez de Augusto Matraga&lt;/em&gt;, de autoria do escritor mineiro Guimarães Rosa):&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Teríamos, neste trecho, a imagem de um momento de transição do Brasil? No espaço sócio-substancial do sertão de Minas Gerais várias etapas do Brasil Agrário se sobrepõem alheias à ação do tempo. Este trecho, significante de mudança narrativa, representa os “valores de uso” (a submissão primitiva do povo a um Senhor-de-terra) estando em vias de sofrer uma profunda transformação; ao mesmo tempo, representa os “valores de troca” mediatizados pelo dinheiro, valores estes que comandam o mundo burguês.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É interessante observar os motivos da debandada dos “bate-paus”. Se enquanto possuiu recursos e meios para ser um homem poderoso Nhô Augusto mandava e desmandava em seus subordinados (a arraia-miúda do Brasil do século XX), agora que se encontrava pobre não necessitava mais ser obedecido. Um outro poder — contra-poder (atenção: ainda um contra-poder vinculado a valores patriarcais) — estava a caminho e os “bate-paus” aceitaram mudar de comando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqui entra um problema sério: o das classes sociais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na definição de Weber, hoje considerada reacionária (mas que diz a verdade sobre o ficcional), as classes sociais&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;“(...) não são comunidades; representam simplesmente bases possíveis, e frequentes, de ação comunal. Podemos falar de uma classe quando: 1) certo número de pessoas tem em comum um componente causal específico em suas oportunidades de vida, e na medida em que 2) esse componente é representado exclusivamente pelos interesses econômicos da posse de bens e oportunidades de renda, e 3) é representado sob as condições de mercado de produto ou mercado de trabalho” (Max Weber).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Quando Nhô Augusto mandou o Quim Recadeiro (o Mensageiro) chamar os “bate-paus” (seus subordinados), ainda não sabia que o major Consilva os “comprara” com uma melhor oferta de pagamento. Esquecera-se que andava mal de vida e que há muito tempo já não pagava o ordenado de seus homens de confiança. A obediência perde o sentido quando o homem perde o poder.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vejamos o trecho:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;“Dali a pouco, porém, tornava o Quim, com nova desolação: os bate-paus não vinham... Não queriam ficar mais com Nhô Augusto... O major Consilva tinha ajustado, um e mais um, os quatro, para seus capangas, pagando bem. Não vinham mesmo. O mais merecido, o cabeça, até mandara dizer, faltando ao respeito:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Fala com Nhô Augusto que sol de cima é dinheiro!... pra ele pagar o que está nos devendo... E é mandar por portador calado, que nós não podemos escutar prosa de outro, que seu major disse que não quer” (&lt;em&gt;A Hora e Vez de Augusto Matraga&lt;/em&gt;).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Eis aqui a inevitável “dinâmica do poder” com suas competições e pretensões assinaladas por Max Weber e já mencionadas anteriormente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para o narrador roseano de meados do século XX o major Consilva (é importante não confundir o poder do major com o poder provindo do próprio povo; ainda um major Consilva como personagem representante de uma outra face permanente do poder patriarcal) representa a certeza de que o sertão, enquanto espaço exterior aos conflitos do mundo, com suas superposições sociais e temporais ímpares, permanecerá intocável resistindo às investidas degradantes da sociedade moderna. Enquanto esse espaço exterior for captado por um olhar solitário e reconhecido como espaço sócio-substancial onde se ancora a tradição de um povo, este mesmo narrador sertanejo do século XX terá a certeza de que seu mundo de origem não se extinguiu. Apenas, em termos de narrativa ficcional, esse espaço ficará para trás, encubado como certas plantas que “dormem” sob a terra, retornando à vida de tempos em tempos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As etapas de vida do personagem Nhô Augusto (um ex-poderoso), as etapas de discurso-vida do narrador, as etapas do mundo burguês sertanejo em aceleradas transformações necessitam ser significadas. Todos os envolvidos na narrativa (inclusive o major Consilva e o próprio narrador), não apenas Nhô Augusto, sentem o momento da perda de poder, percebem o momento da perda de valores arraigados, pressentem as mudanças existenciais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O significante nuclear desse momento no âmbito da ficção é a “surra” aplicada no personagem. Nhô Augusto apanhou e todos apanharam: o narrador, a sociedade burguesa sertaneja, o leitor, que também compactuou e se apoderou da matéria do narrador e do infortúnio do personagem como se fosse sua desgraça que estivesse sendo narrada. Assim, um Nhô Augusto da estória de Guimarães Rosa como um personagem sem dúvida representante da burguesia; um narrador burguês do século XX; um leitor burguês do século XX; todos sentindo a vingança do mais fraco (dos bate-paus que bateram para valer), o mais fraco daquele histórico momento de meados do século XX; uma vingança aquela temporária, pois foi mediatizada por outro poder político (o poder do Major Consilva, um poder secular ainda patriarcal), para desforrarar-se de quem o ofendeu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nhô Augusto apanhou de seus próprios “bate-paus” de confiança, assessorados pelo capiauzinho apaixonado de Sariema (estão lembrados dele?, do &lt;em&gt;capiauzinho de testa curta&lt;/em&gt; empregado do major Consilva?). Nhô Augusto foi marcado como rês; não teve tempo de se vingar do abandono da Dionóra. Nhô Augusto fora à chácara do major confiando em seu anterior poder de mando e se esquecera que esse poder residia exatamente naqueles quatro “bate-paus” desmerecidos por ele, os quais agora obedeciam ao major Consilva (seu rico inimigo, só para ver quem pode mais). Entretanto (os dois poderosos ainda não sabiam), era a hora do início, do princípio da vingança do povo mais fraco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, hoje, se encontra o rico herdeiro sertanejo “sem-terra” política (sem o antigo poder de mando imediato), descendente por via histórica de algum grande senhor do sertão brasileiro. Sabe-se vinculado pelo nome ― que traz como uma marca ― a uma dinastia de desbravadores de terra (com nomes ilustres), mas se pergunta por que estas “terras” políticas (o poder de mando imediato) já não são suas? Estas “terras” (as novidades que transformam) agora pertencem a famílias que outrora foram subordinadas de seus antepassados (e que se fazem conhecer por novos apelidos). Algum “Nhô Augusto Matraga”, por certo muito imprudente, perdeu-as (bebendo, jogando, trapaceando, impondo-se deslealmente, ridicularizando os seus próprios bate-paus).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MACHADO, Neuza. &lt;em&gt;O Narrador Toma a Vez&lt;/em&gt;: Sobre &lt;em&gt;A Hora e Vez de Augusto Matraga&lt;/em&gt; de Guimarães Rosa. Rio de Janeiro: NMachado, 2006 – ISBN 85-904306-2-6.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7792626444388820236-8030822730690011556?l=neuzamachadoletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://neuzamachadoletras.blogspot.com/feeds/8030822730690011556/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://neuzamachadoletras.blogspot.com/2011/10/heranca-politica-do-ontem-eterno-ou.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7792626444388820236/posts/default/8030822730690011556'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7792626444388820236/posts/default/8030822730690011556'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://neuzamachadoletras.blogspot.com/2011/10/heranca-politica-do-ontem-eterno-ou.html' title='A HERANÇA (POLÍTICA) DO &quot;ONTEM ETERNO&quot; OU A DESTRONIZAÇÃO DO PODER'/><author><name>Neuza Machado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09192586719278533122</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_mQUeHmTf-DM/SR4tJHKHZzI/AAAAAAAAAAw/F2D60bSRL0k/S220/FotoNeuza.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-ZGplv_p7PUA/TpeAvb-6wLI/AAAAAAAACZc/OwD9MLOzg0M/s72-c/Idade%2BM%25C3%25A9dia%2BRei%2BEduardo%2Brecolhendo%2Btalhas%2Bimpostos%2BS%25C3%25A9culo%2BXIII.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7792626444388820236.post-1717936566374005152</id><published>2011-10-12T14:29:00.000-07:00</published><updated>2011-10-12T15:05:08.271-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Neuza Machado'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='CECÍLIA MEIRELES E SEU &quot;ROMANCEIRO&quot; PÓS-MODERNO: ROMANCE LXXXI OU DOS ILUSTRES ASSASSINOS'/><title type='text'>CECÍLIA MEIRELES E SEU "ROMANCEIRO" PÓS-MODERNO: ROMANCE LXXXI OU DOS ILUSTRES ASSASSINOS</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;CECÍLIA MEIRELES E SEU “ROMANCEIRO” PÓS-MODERNO: ROMANCE LXXXI OU DOS ILUSTRES ASSASSINOS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;NEUZA MACHADO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-XaIK_eU9ddY/TpYIBfuiHdI/AAAAAAAACYg/gh347zTEHo8/s1600/Cec%25C3%25ADlia%2BMeireles.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 417px; FLOAT: left; HEIGHT: 530px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5662722403254541778" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-XaIK_eU9ddY/TpYIBfuiHdI/AAAAAAAACYg/gh347zTEHo8/s400/Cec%25C3%25ADlia%2BMeireles.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;Nossos olhos críticos fazem, agora, o julgamento dos assassinos dos inconfidentes, cumprindo o vaticínio da poetisa “e, sobre vós, de longe, abrem grandes olhos pensativos”. Para esse julgamento, para abrirmos nossos “grandes olhos pensativos”, não nos bastará conhecer a versão oficial da história daqueles anos do final do século XVIII, será necessário interagirmos reflexivamente com o contexto que impulsionou as ações dos personagens históricos, literariamente revividos pela força anímica das imagens poéticas. Lendo o &lt;em&gt;Romanceiro da Inconfidência&lt;/em&gt;, mas conscientemente respaldados por nosso imaginário-em-aberto, somos transportados àquele instante, para ajuizadamente fazermos nossa própria avaliação transtemporal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a reflexão histórico-poética projetada pelo &lt;em&gt;Romanceiro&lt;/em&gt; de Cecília Meireles servirá para aprofundar o entendimento sobre o que ocorre hoje no Brasil, no que diz respeito à ascensão sócio-econômica da maioria de sua população anteriormente considerada de baixíssimo nível social, uma população que até há pouco tempo se encontrava em situação de extrema pobreza. Infelizmente, a idéia de repartir o pão fraternalmente, neste nosso país tão vasto e tão repleto de riquezas naturais, é algo que gera descontentamento nas classes ditas abastadas. As riquezas de nosso solo ainda são disputadas pela minoria mais endinheirada de nossa sociedade. De qualquer maneira, para a minha satisfação e gáudio, essa minoria pode até ser mais rica do que a de outrora, mas, graças aos Céus!, não é mais tão poderosa como antes. O poder inquestionável do passado existia porque o povo não conhecia a sua própria força para mudar os rumos da história. A atual perspectiva sócio-econômica instaurada pelo Presidente Metalúrgico possibilitou uma nova identidade para o povo, uma identidade coesa e consciente, capaz de agir para o bem da COMUM-UNIDADE.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aos internautas conscientes, peço que leiam o ROMANCE LXXXI OU DOS ILUSTRES ASSASSINOS, da autoria de nossa grande poetisa Cecília Meireles, para que julguem com seus próprios meios interpretativos a sanha dos assassinos dos inconfidentes, e para que façam uma comparação criteriosa entre o momento passado e o momento presente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;ROMANCE LXXXI OU DOS ILUSTRES ASSASSINOS&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Cecília Meireles&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Ó grandes oportunistas,&lt;br /&gt;sobre o papel debruçados,&lt;br /&gt;que calculais mundo e vida&lt;br /&gt;em contos, doblas, cruzados,&lt;br /&gt;que traçais vastas rubricas&lt;br /&gt;e sinais entrelaçados,&lt;br /&gt;com altas penas esguias&lt;br /&gt;embebidas em pecados!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ó personagens solenes&lt;br /&gt;que arrastais os apelidos&lt;br /&gt;como pavões auriverdes&lt;br /&gt;seus rutilantes vestidos,&lt;br /&gt;– todo esse poder que tendes&lt;br /&gt;confunde os vossos sentidos:&lt;br /&gt;a glória, que amais, é desses&lt;br /&gt;que por vós são perseguidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Levantai-vos dessas mesas,&lt;br /&gt;saí de vossas molduras,&lt;br /&gt;vede que masmorras negras,&lt;br /&gt;que fortalezas seguras,&lt;br /&gt;que duro peso de algemas,&lt;br /&gt;que profundas sepulturas&lt;br /&gt;nascidas de vossas penas,&lt;br /&gt;de vossas assinaturas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Considerai no mistério&lt;br /&gt;dos humanos desatinos,&lt;br /&gt;e no polo sempre incerto&lt;br /&gt;dos homens e dos destinos!&lt;br /&gt;Por sentenças, por decretos,&lt;br /&gt;pareceríeis divinos:&lt;br /&gt;e hoje sois, no tempo eterno,&lt;br /&gt;como ilustres assassinos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ó soberbos titulares,&lt;br /&gt;tão desdenhosos e altivos!&lt;br /&gt;Por fictícia austeridade,&lt;br /&gt;vãs razões, falsos motivos,&lt;br /&gt;inutilmente matastes:&lt;br /&gt;– vossos mortos são mais vivos;&lt;br /&gt;e, sobre vós, de longe, abrem&lt;br /&gt;grandes olhos pensativos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7792626444388820236-1717936566374005152?l=neuzamachadoletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://neuzamachadoletras.blogspot.com/feeds/1717936566374005152/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://neuzamachadoletras.blogspot.com/2011/10/cecilia-meireles-e-seu-romanceiro-pos.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7792626444388820236/posts/default/1717936566374005152'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7792626444388820236/posts/default/1717936566374005152'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://neuzamachadoletras.blogspot.com/2011/10/cecilia-meireles-e-seu-romanceiro-pos.html' title='CECÍLIA MEIRELES E SEU &quot;ROMANCEIRO&quot; PÓS-MODERNO: ROMANCE LXXXI OU DOS ILUSTRES ASSASSINOS'/><author><name>Neuza Machado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09192586719278533122</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_mQUeHmTf-DM/SR4tJHKHZzI/AAAAAAAAAAw/F2D60bSRL0k/S220/FotoNeuza.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-XaIK_eU9ddY/TpYIBfuiHdI/AAAAAAAACYg/gh347zTEHo8/s72-c/Cec%25C3%25ADlia%2BMeireles.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7792626444388820236.post-715272764159439270</id><published>2011-10-09T06:10:00.000-07:00</published><updated>2011-10-10T07:46:42.572-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Neuza Machado'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='SOBRE O APAGÃO DE 2001 - EPÍSTOLA AOS HOMENS DO FUTURO'/><title type='text'>SOBRE O APAGÃO DE 2001 - EPÍSTOLA AOS HOMENS DO FUTURO</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;SOBRE O APAGÃO DE 2001 - EPÍSTOLA AOS HOMENS DO FUTURO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;NEUZA MACHADO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-Mih6WpqDNiU/TpGeFkcKW8I/AAAAAAAACYY/GSIion1d5Dg/s1600/Apag%25C3%25A3o%2B-%2BRio.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 458px; FLOAT: left; HEIGHT: 382px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5661480025099754434" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-Mih6WpqDNiU/TpGeFkcKW8I/AAAAAAAACYY/GSIion1d5Dg/s400/Apag%25C3%25A3o%2B-%2BRio.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/em&gt;Esta minha Epístola aos Homens do Futuro foi escrita em:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;14 DE OUTUBRO DE 2001 - EPÍSTOLA AOS HOMENS DO FUTURO - 4&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;NEUZA MACHADO&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;(Para o Brasileiro Consciente do Brasil-País do Futuro lembrar-se sempre que existiu um Brasil-Tristes Trópicos até o final do Século XX)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caros Amigos do Brasil do Futuro Glorioso, sexta-feira passada ― 12 de Outubro de 2001 ― foi feriado nacional no Brasil Varonil. Comemoramos o dia dedicado à protectora dos brasileses, Nossa Senhora Aparecida, e também o Dia das Crianças. Amanhã será um feriado (15 de Outubro de 2001) para a maior parte da população. Os Comerciários Batalhadores e os Professores &lt;em&gt;Sofressores &lt;/em&gt;deste anno de 2001 irão descansar, afastando-se de suas labutas diárias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como o feriado em honra da padroeira, neste anno de 2001, caiu em uma sexta-feira, e o outro será comemorado amanhã, uma segunda-feira (lembre-se: estou a escrever esta cartinha para os brasileiros do futuro em um dia de domingo - 14-10-2001), uns poucos “privilegiados” estão, hoje, em casa, &lt;em&gt;de papoproar&lt;/em&gt;, “felizes”, “contentes”, ouvindo música, ou assistindo televisão, ou &lt;em&gt;conversando abobrinhas&lt;/em&gt; na sala de &lt;em&gt;bater-papo&lt;/em&gt; da Máquina Internet (atenção: somente os poucos brasileses que têm Internet nesta anno de 2001). Outros foram viajar (para gastar o pouco dinheiro de seus salários), foram passear com a família, enfrentando o terrível engarrafamento do trânsito, desejosos do ar puro do campo ou do ar puro das regiões banhadas pelo mar. Esses só voltarão para seus lares e o trabalho duro diário amanhã, já no final do dia, enfrentando, novamente, o engarrafamento do trânsito, um problemão sem solução de nossa realidade brasilesa caótica. Outros foram assistir aos filmes estrangeiros (de outros países - com seus heróis poderosos - nos cinemas de suas Cidades; hoje, um domingo, 14 de Outubro de 2001, com certeza, muitos estarão enfrentando filas imensas, pagando caro pelas entradas, gastando o salário recebido, pois não adianta muito economizar), só para se entreterem com as tragédias e as comédias dos povos poderosos do mundo (esquecidos das próprias tragédias cotidianas). Os brasileses, todos oriundos do Final do já Passado Segundo Milênio, adooooooram (e muuuuuuito!) os filmes norte-americanos, principalmente os mais jovens, aqueles filmes norte-americanos replectos de ação e emoção e glorioso poder.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda, em relação ao longo feriado, de 12 de Outubro a 15 de Outubro de 2001 ― quatro dias de folga para a maior parte dos trabalhadores batalhadores ―, quero que saibam o motivo de tal “privilégio”. O Brasil está enfrentando a pior seca de sua história e, submetidos a uma exigência governamental (governo do FHC, Ooooooito Annos Governando o Brasil), os brasileses estão economizando, deeeeeesde o mês de junho!, energia elétrica (não se esqueçam disso aí no Futuro Brasileiro de Vocês!). Neste mês de outubro de 2001, há uma quota de energia disponível para cada residência e os consumidores pobres (ou pobres consumidores) não poderão, em hipótese alguma, extrapolá-la.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os muuuuuuitos brasileses, muuuuuuito pobres!, estão rezando, e eu também estou rezando muuuuuuito, a Deus Nosso Senhor, todos os dias, pedindo-Lhe que nos envie muuuuuuita chuva. Neste anno de 2001, nós os brasileses conscientes, precisamos de chuva benfazeja para lavar nossas mágoas políticas e nossas almas. As águas dos rios, represadas, sustentam as Grandes Usinas Elétricas do Brasil Varonil. Assim, o longo feriadão deste anno de 2001, segundo fontes governamentais da Capital-Corte de Brasília (são notícias provenientes da Corte), proporcionará uma graaaaaande economia de luz elétrica (para os muuuuuuito ricos, bem entendido!; pois os pobrezinhos brasileirinhos, miudinhos e esfomeadinhos, neste anno de 2001, infelizmente, já vivem no escuro há muito tempo!).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda em relação ao feriadão deste mês de Outubro de 2001, na verdade, o dia dedicado aos Comerciários e Balconistas é o dia 30 de outubro. A data foi antecipada por motivo de economia (os pobres &lt;em&gt;brasileirins&lt;/em&gt; economizam para os ricos). Quanto aos professores, se bem me lembro, sempre trabalharam no dia 15 de Outubro. Amanhã, ficarão em casa... trabalhando... quero dizer, corrigindo provas, preparando aulas, aproveitando o tempo disponível para escreverem suas memórias, ou arrumando a casa, ou jogando a metade da papelada, comprada com o suor do próprio rosto ― acumulada em vários anos de trabalho mal remunerado ―, no lixo, et cœtera.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por falar em professores, estes são os mais desprestigiados deste meu tempo de 2001. Espero que, aí no Futuro Sem-Muro do Brasil Varonil, os pobres sofressores sejam mais prestigiados. Não vou comentar os graus do desprestígio. Se vocês quiserem conhecer as desventuras dos professores brasileses, do Final do Século Vinte e Início do Século Vinte e Um, Anno 2001, façam pesquisas (por favor!), busquem na História (que esta seja idônea), leiam as narrativas ficcionais dos grandes escritores (estes falam verdades que a Imprensa Partidária não ousa publicar), enfim, vasculhem o Passado do Brasil Varonil, e, com toda certeza!, Vocês aí do Futuro Sem-Muro encontrarão os vestígios de tal decadência. Só posso adiantar-lhes que, atualmente, neste anno de 2001, os Bobos da Corte são os Professores. Aí, no Futuro do Brasil Glorioso, Vocês poderão repensar a existência dos chamados Bobos da Corte, desde o aparecimento de tal classe. Pesquisem, meus Amigos, os primórdios da civilização ocidental e os primórdios do Brasil e, só assim, compreenderão o descrédito que atingiu esta classe de sofressores, uma categoria marginalizada que sempre se preocupou em transmitir preciosos conhecimentos adquiridos em longos anos de muita reflexão e leituras diárias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, são estas as notícias de meu tempo vital, neste 14 de Outubro de 2001. Espero que aí, no Futuro-Sem-Muro do Brasil Varonil, a vida de Vocês seja mais tranquila (que a terrível dívida ao FMI já esteja liquidada!, se Deus assim o quiser!), com mais dinheiro no próprio bolso (e mais dinheiro no Banco) e fartura de alimentos, sem guerras, sem doenças, et cœtera. Que Deus Nosso Senhor os proteja sempre e os faça felizes. Também, espero que não existam mísseis estrangeiros mortíferos arrasando o Mundo e, de jeito nenhum, bombas atômicas. Espero que as hecatombes desapareçam da face da Terra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deste anno de 2001 (já quase no final, graças a Deus!, e eu, aqui, neste passado de vocês, esperando um anno de 2002 replecto de autênticas alegrias), recebam o meu abraço afetuoso, Meus Queridos Homens e Mulheres do Futuro!, e recebam também o meu profundo Amor. O meu Amor chegará até Vocês, acreditem! (ultrapassando as barreiras do tempo!).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ODISSÉIA MARIA, filha de Antônio Aquileu e Jane Briseides, descendentes de imortais e másculos Caçadores de Onças Pintadas e Jaguatiricas Noturnas de Minas Gerais, um mágico território situado na parte Leste do Brasil Varonil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7792626444388820236-715272764159439270?l=neuzamachadoletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://neuzamachadoletras.blogspot.com/feeds/715272764159439270/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://neuzamachadoletras.blogspot.com/2011/10/festejando-dez-anos-do-apagao-de-2001.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7792626444388820236/posts/default/715272764159439270'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7792626444388820236/posts/default/715272764159439270'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://neuzamachadoletras.blogspot.com/2011/10/festejando-dez-anos-do-apagao-de-2001.html' title='SOBRE O APAGÃO DE 2001 - EPÍSTOLA AOS HOMENS DO FUTURO'/><author><name>Neuza Machado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09192586719278533122</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_mQUeHmTf-DM/SR4tJHKHZzI/AAAAAAAAAAw/F2D60bSRL0k/S220/FotoNeuza.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-Mih6WpqDNiU/TpGeFkcKW8I/AAAAAAAACYY/GSIion1d5Dg/s72-c/Apag%25C3%25A3o%2B-%2BRio.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7792626444388820236.post-2892958322892951366</id><published>2011-10-07T11:42:00.000-07:00</published><updated>2011-10-07T16:36:23.057-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Neuza Machado'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='EXERCÍCIO CRÍTICO-FENOMENOLÓGICO SOBRE O AMANTE DAS AMAZONAS DE ROGEL SAMUEL'/><title type='text'>EXERCÍCIO CRÍTICO-FENOMENOLÓGICO SOBRE O AMANTE DAS AMAZONAS DE ROGEL SAMUEL</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;EXERCÍCIO CRÍTICO-FENOMENOLÓGICO SOBRE &lt;em&gt;O AMANTE DAS AMAZONAS&lt;/em&gt; DE ROGEL SAMUEL&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;NEUZA MACHADO&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-wxxjaBJmBSA/To9Jp_brQBI/AAAAAAAACX4/Tnldr6N4aKY/s1600/Capa%2BLivro%2B-%2BO%2BAmante%2Bdas%2BAmazonas.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 474px; FLOAT: left; HEIGHT: 553px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5660824242378981394" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-wxxjaBJmBSA/To9Jp_brQBI/AAAAAAAACX4/Tnldr6N4aKY/s400/Capa%2BLivro%2B-%2BO%2BAmante%2Bdas%2BAmazonas.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;Convido aos meus Leitores-Internautas (e aos estudiosos em geral da literatura brasileira dos anos finais do século XX – literatura esta que eu particularmente computo como Pós-Moderna/Pós-Modernista de Segunda Geração) a lerem o meu exercício crítico-fenomenológico, sobre a obra ficcional &lt;em&gt;O Amante das Amazonas&lt;/em&gt;, do escritor amazonense Rogel Samuel, exercício crítico este intitulado &lt;em&gt;O Fogo da Labareda da Serpente&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O meu estudo teórico-crítico-fenomenológico –&lt;em&gt; O Fogo da Labareda da&lt;/em&gt; &lt;em&gt;Serpente&lt;/em&gt; – poderá ser lido em:&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;a href="http://ofogodalabareda.blogspot.com/"&gt;http://ofogodalabareda.blogspot.com/&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;O romance &lt;em&gt;O Amante das Amazonas&lt;/em&gt;, para os que desejarem ler esta singularíssima obra do escritor Rogel Samuel (um romance da pós-modernidade que, diga-se de passagem, deverá ser lido em primeiro lugar, para que, posteriormente, o meu estudo crítico-fenomenológico possa tornar possível a compreensão do leitor), se encontra disponibilizado em: &lt;a href="http://historiadosamantes.blogspot.com/"&gt;http://historiadosamantes.blogspot.com&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Um grande abraço aos meus Leitores-Internautas, agradecendo-lhes sempre as suas preciosas visitas e as muitas demonstrações de apreço recebidas através de carinhosos e-mails.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Muito obrigada a todos! &lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7792626444388820236-2892958322892951366?l=neuzamachadoletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://neuzamachadoletras.blogspot.com/feeds/2892958322892951366/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://neuzamachadoletras.blogspot.com/2011/10/exercicio-critico-fenomenologico-sobre.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7792626444388820236/posts/default/2892958322892951366'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7792626444388820236/posts/default/2892958322892951366'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://neuzamachadoletras.blogspot.com/2011/10/exercicio-critico-fenomenologico-sobre.html' title='EXERCÍCIO CRÍTICO-FENOMENOLÓGICO SOBRE O AMANTE DAS AMAZONAS DE ROGEL SAMUEL'/><author><name>Neuza Machado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09192586719278533122</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_mQUeHmTf-DM/SR4tJHKHZzI/AAAAAAAAAAw/F2D60bSRL0k/S220/FotoNeuza.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-wxxjaBJmBSA/To9Jp_brQBI/AAAAAAAACX4/Tnldr6N4aKY/s72-c/Capa%2BLivro%2B-%2BO%2BAmante%2Bdas%2BAmazonas.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7792626444388820236.post-386957757699860018</id><published>2011-09-23T06:35:00.000-07:00</published><updated>2011-10-05T05:51:09.342-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Neuza Machado'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE: UM PRÉ-ANUNCIADOR?'/><title type='text'>CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE: UM PRÉ-ANUNCIADOR? E AGORA, JOSÉ?</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE: UM PRÉ-ANUNCIADOR? “E AGORA, JOSÉ?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;NEUZA MACHADO&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-RssZji3tCNE/TnyMrHxIXII/AAAAAAAACWo/P0DvKEp8d5Y/s1600/Pensador%2B-%2BAuguste%2BRodin.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 456px; FLOAT: left; HEIGHT: 537px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5655549904517880962" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-RssZji3tCNE/TnyMrHxIXII/AAAAAAAACWo/P0DvKEp8d5Y/s400/Pensador%2B-%2BAuguste%2BRodin.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Este sempre atualíssimo poema de Carlos Drummond de Andrade, nesses nossos dias de crise monetária mundial, e em relação aos desmoronamentos sociopolíticos que estão a abalar os alicerces das abastadas e presunçosas elites, e levando ao sofrimento e à fome a maior parte da humanidade, poderá ser lido e interpretado com uma certa liberdade pelo leitor consciente. Os leitores-eleitos descobrirão que umas poucas elevadas cabeças – do Brasil e do Mundo –, ricamente orgulhosas de suas posses e poder, irão encaixar-se perfeitamente na “carapuça poético-reflexiva” de nosso genial escritor (uma vez que os verdadeiramente deserdados da sorte monetária estão, neste momento, a léguas de distância das leituras reflexivas).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Carlos Drummond de Andrade publicou este seu poema em meados do século XX (quando o mundo passava pela terrível Segunda Guerra Mundial, quando o Brasil se debatia nas garras violentas da miséria extrema – da maioria de sua população). Naquele momento, éramos todos – nós os brasileiros da segunda metade do século XX – o tristonho “José” desse poema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E para que o poema de Carlos Drummond de Andrade continue neste século XXI a “incomodar” reflexivamente os atuais leitores brasileiros (principalmente, aqueles que ainda não leram a criação poética do referido escritor), transcrevo-o, com muito prazer (certa de que os Internautas-Leitores que me honram com suas visitas a este meu Blog saberão entender as mensagens que perpassam por&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt; suas entrelinhas).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apreciem também, além da imprescindível leitura reflexiva, o poema “José”, de C. D. de Andrade, musicado e cantado por Paulo Diniz (singularíssimo cantor brasileiro atualmente pouco divulgado).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://letras.terra.com.br/carlos-drummond-de-andrade/353799/"&gt;letras.terra.com.br/carlos-drummond-de-andrade/353799/&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;JOSÉ&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Carlos Drummond de Andrade&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;E agora, José?&lt;br /&gt;A festa acabou,&lt;br /&gt;a luz apagou,&lt;br /&gt;o povo sumiu,&lt;br /&gt;a noite esfriou,&lt;br /&gt;e agora, José?&lt;br /&gt;e agora, você?&lt;br /&gt;você que é sem nome,&lt;br /&gt;que zomba dos outros,&lt;br /&gt;você que faz versos,&lt;br /&gt;que ama, protesta?&lt;br /&gt;e agora, José?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Está sem mulher,&lt;br /&gt;está sem discurso,&lt;br /&gt;está sem carinho,&lt;br /&gt;já não pode beber,&lt;br /&gt;já não pode fumar,&lt;br /&gt;cuspir já não pode,&lt;br /&gt;a noite esfriou,&lt;br /&gt;o dia não veio,&lt;br /&gt;o bonde não veio,&lt;br /&gt;o riso não veio&lt;br /&gt;não veio a utopia&lt;br /&gt;e tudo acabou&lt;br /&gt;e tudo fugiu&lt;br /&gt;e tudo mofou,&lt;br /&gt;e agora, José?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E agora, José?&lt;br /&gt;Sua doce palavra,&lt;br /&gt;seu instante de febre,&lt;br /&gt;sua gula e jejum,&lt;br /&gt;sua biblioteca,&lt;br /&gt;sua lavra de ouro,&lt;br /&gt;seu terno de vidro,&lt;br /&gt;sua incoerência,&lt;br /&gt;seu ódio – e agora?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com a chave na mão&lt;br /&gt;quer abrir a porta,&lt;br /&gt;não existe porta;&lt;br /&gt;quer morrer no mar,&lt;br /&gt;mas o mar secou;&lt;br /&gt;quer ir para Minas,&lt;br /&gt;Minas não há mais.&lt;br /&gt;José, e agora?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se você gritasse,&lt;br /&gt;se você gemesse,&lt;br /&gt;se você tocasse&lt;br /&gt;a valsa vienense,&lt;br /&gt;se você dormisse,&lt;br /&gt;se você cansasse,&lt;br /&gt;se você morresse...&lt;br /&gt;Mas você não morre,&lt;br /&gt;você é duro, José!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sozinho no escuro&lt;br /&gt;qual bicho-do-mato,&lt;br /&gt;sem teogonia,&lt;br /&gt;sem parede nua&lt;br /&gt;para se encostar,&lt;br /&gt;sem cavalo preto&lt;br /&gt;que fuja a galope,&lt;br /&gt;você marcha, José!&lt;br /&gt;José, para onde?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7792626444388820236-386957757699860018?l=neuzamachadoletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://neuzamachadoletras.blogspot.com/feeds/386957757699860018/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://neuzamachadoletras.blogspot.com/2011/09/carlos-drummond-de-andrade-um-pre.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7792626444388820236/posts/default/386957757699860018'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7792626444388820236/posts/default/386957757699860018'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://neuzamachadoletras.blogspot.com/2011/09/carlos-drummond-de-andrade-um-pre.html' title='CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE: UM PRÉ-ANUNCIADOR? E AGORA, JOSÉ?'/><author><name>Neuza Machado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09192586719278533122</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_mQUeHmTf-DM/SR4tJHKHZzI/AAAAAAAAAAw/F2D60bSRL0k/S220/FotoNeuza.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-RssZji3tCNE/TnyMrHxIXII/AAAAAAAACWo/P0DvKEp8d5Y/s72-c/Pensador%2B-%2BAuguste%2BRodin.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7792626444388820236.post-1937620118990174804</id><published>2011-09-11T05:12:00.000-07:00</published><updated>2011-09-16T10:51:29.062-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Neuza Machado'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='&quot;ONDE VOCÊ ESTAVA EM 11 DE SETEMBRO DE 2001?&quot;'/><title type='text'>"ONDE VOCÊ ESTAVA EM 11 DE SETEMBRO DE 2001?"</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;strong&gt;“ONDE VOCÊ ESTAVA EM 11 DE SETEMBRO DE 2001?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;NEUZA MACHADO&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-PoACvlX-zjE/Tmymi6TfslI/AAAAAAAACVo/Apm28--qF5w/s1600/Torres%2BG%25C3%25AAmeas.jpg"&gt;&lt;strong&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 443px; FLOAT: left; HEIGHT: 276px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5651074751139918418" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-PoACvlX-zjE/Tmymi6TfslI/AAAAAAAACVo/Apm28--qF5w/s400/Torres%2BG%25C3%25AAmeas.jpg" /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;Naquela terça-feira (11/09/2001), meus alunos e eu estávamos no Laboratório de Informática do Campus Barra da Tijuca da Universidade Castelo Branco. Eu havia reservado a sala de computação para explicar aos meus alunos de Teoria da Literatura as normas técnicas de um formato-padrão para a elaboração de monografias. Naquele momento, meus alunos de Letras estavam compenetrados na preparação de seus trabalhos dissertativos de final de curso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vale lembrar que eu, à época, enquanto professora de graduação em Letras, estava me familiarizando com a nova linguagem do Windows XP 2000, procurando interagir autodidaticamente com a referida linguagem. Os meus alunos daquele curso pouco sabiam a respeito de informática. A cada impasse, eu e os alunos pedíamos o auxílio de um funcionário ligado ao Curso de Computação da Universidade. Ressalvo que o conhecimento do uso da linguagem de informática, de um modo geral, naquele momento, especialmente aqui no Brasil, era mais comum nas instituições de nível superior e nas empresas públicas e privadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não será demais lembrar que, naquele ano de 2001, a conquista da nova tecnologia e o acesso à Internet eram tão custosos, que o uso doméstico do computador não alcançava a maioria das famílias. O sonho de possuir a nova tecnologia sequer passava pela cabeça da maior parte da população brasileira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, voltando ao assunto do 11 de setembro de 2001, uma aluna pesquisava na Internet dados para a sua monografia (não me lembro bem de seu nome, mas penso que se chamava Sônia), quando a mesma, por volta das 10 horas e 15 minutos aproximadamente – horário de Brasília –, gritou anunciando a queda da primeira torre do World Trade Center: “— Geeente! Meu Deus do Céu! Um avião colidiu neste exato momento com uma das torres gêmeas do World Trade Center. Meu Deus! O prédio está desmoronando! Todos os que estão lá não vão escapar da morte! Meu Jesus! Meu Deus!” As palavras de minha aluna e aquele acontecimento inacreditável foram tão marcantes que até hoje estão nítidos em minha memória.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ante as exclamações e invocações angustiadas de minha aluna, a aula terminou abruptamente e todos nós passamos a acompanhar o desenrolar da trágica destruição das torres. Logo em seguida, um outro avião atingiu a segunda torre. Foi quando nos conscientizamos que não se tratava de uma ocorrência acidental aérea, mas, desditosamente, de um atentado terrorista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqui no Brasil, em uma terça-feira, 11 de setembro de 2001, hipnotizados, diante de vários computadores, ícones da Nova Era, impotentes diante daquela visão apocalíptica, distantes geograficamente do local da tragédia, repletos de angustiante tensão, meus alunos e eu – por intermédio da Internet – fomos testemunhas oculares de um fato histórico. &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7792626444388820236-1937620118990174804?l=neuzamachadoletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://neuzamachadoletras.blogspot.com/feeds/1937620118990174804/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://neuzamachadoletras.blogspot.com/2011/09/onde-voce-estava-em-11-de-setembro-de.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7792626444388820236/posts/default/1937620118990174804'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7792626444388820236/posts/default/1937620118990174804'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://neuzamachadoletras.blogspot.com/2011/09/onde-voce-estava-em-11-de-setembro-de.html' title='&quot;ONDE VOCÊ ESTAVA EM 11 DE SETEMBRO DE 2001?&quot;'/><author><name>Neuza Machado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09192586719278533122</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_mQUeHmTf-DM/SR4tJHKHZzI/AAAAAAAAAAw/F2D60bSRL0k/S220/FotoNeuza.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-PoACvlX-zjE/Tmymi6TfslI/AAAAAAAACVo/Apm28--qF5w/s72-c/Torres%2BG%25C3%25AAmeas.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7792626444388820236.post-7509146772850732568</id><published>2011-09-07T07:15:00.000-07:00</published><updated>2011-09-07T07:25:55.249-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='7 DE SETEMBRO - DIA DA INDEPENDÊNCIA DO BRASIL'/><title type='text'>7 DE SETEMBRO - DIA DA INDEPENDÊNCIA DO BRASIL</title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;7 DE SETEMBRO - DIA DA INDEPENDÊNCIA DO BRASIL &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-SpHH9e3k6QA/Tmd9cfHlDdI/AAAAAAAACVY/EQ6xixdR_30/s1600/Papel%2Bde%2BParede%2B-%2BIndepend%25C3%25AAncia%2Bdo%2BBrasil%2Bsetembro%2B2011%2B-%2B6.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 428px; FLOAT: left; HEIGHT: 325px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5649622185902673362" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-SpHH9e3k6QA/Tmd9cfHlDdI/AAAAAAAACVY/EQ6xixdR_30/s400/Papel%2Bde%2BParede%2B-%2BIndepend%25C3%25AAncia%2Bdo%2BBrasil%2Bsetembro%2B2011%2B-%2B6.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;"Construir um Brasil que avança está em nossas mãos" &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;a href="http://blog.planalto.gov.br/"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;blog.planalto.gov.br&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-SpHH9e3k6QA/Tmd9cfHlDdI/AAAAAAAACVY/EQ6xixdR_30/s1600/Papel%2Bde%2BParede%2B-%2BIndepend%25C3%25AAncia%2Bdo%2BBrasil%2Bsetembro%2B2011%2B-%2B6.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-SpHH9e3k6QA/Tmd9cfHlDdI/AAAAAAAACVY/EQ6xixdR_30/s1600/Papel%2Bde%2BParede%2B-%2BIndepend%25C3%25AAncia%2Bdo%2BBrasil%2Bsetembro%2B2011%2B-%2B6.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7792626444388820236-7509146772850732568?l=neuzamachadoletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://neuzamachadoletras.blogspot.com/feeds/7509146772850732568/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://neuzamachadoletras.blogspot.com/2011/09/7-de-setembro-dia-da-independencia-do.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7792626444388820236/posts/default/7509146772850732568'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7792626444388820236/posts/default/7509146772850732568'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://neuzamachadoletras.blogspot.com/2011/09/7-de-setembro-dia-da-independencia-do.html' title='7 DE SETEMBRO - DIA DA INDEPENDÊNCIA DO BRASIL'/><author><name>Neuza Machado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09192586719278533122</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_mQUeHmTf-DM/SR4tJHKHZzI/AAAAAAAAAAw/F2D60bSRL0k/S220/FotoNeuza.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-SpHH9e3k6QA/Tmd9cfHlDdI/AAAAAAAACVY/EQ6xixdR_30/s72-c/Papel%2Bde%2BParede%2B-%2BIndepend%25C3%25AAncia%2Bdo%2BBrasil%2Bsetembro%2B2011%2B-%2B6.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7792626444388820236.post-1934977031510681508</id><published>2011-09-02T04:55:00.000-07:00</published><updated>2011-09-04T08:13:10.038-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='AFONSO ARINOS: &quot;PEDRO BARQUEIRO&quot;'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Neuza Machado'/><title type='text'>AFONSO ARINOS: "PEDRO BARQUEIRO"</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;AFONSO ARINOS: “PEDRO BARQUEIRO”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;em&gt;NEUZA MACHADO&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-rIrY82odpqw/TmDIZLTTJpI/AAAAAAAACUo/oZObbo6oF9c/s1600/Barco%2Bde%2BUlisses%2B-%2BBaixo-relevo%2B-%2BS%25C3%25A9culo%2BV%2Ba.%2BC..jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 503px; FLOAT: left; HEIGHT: 344px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5647734267578623634" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-rIrY82odpqw/TmDIZLTTJpI/AAAAAAAACUo/oZObbo6oF9c/s400/Barco%2Bde%2BUlisses%2B-%2BBaixo-relevo%2B-%2BS%25C3%25A9culo%2BV%2Ba.%2BC..jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Prezados Amigos! Peço-lhes que leiam reflexivamente este instigante conto de Afonso Arinos, um grande escritor de nosso passado mineiro-brasileiro. Questões interessantes (tais como “preconceito”, “poder”, “regionalismo” e outras), muito debatidas nos dias atuais, poderão ser repensadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;PEDRO BARQUEIRO&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Afonso Arinos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;- Eu lhe conto - dizia-me o Flor, quase ao chegar à Cruz de Pedra. - Naquele tempo eu era franzinozinho, maneiro de corpo, ligeiro de braços e de pernas. Meu patrão era avalentoado, temido e tinha sempre em casa uns vinte capangas, rapaziada de ponta de dedo. Eu tinha uma &lt;em&gt;meia-légua&lt;/em&gt;, trochada de aço, que era meu osso da correia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, consertando o corpo no lombilho, soltou as rédeas à mula ruana, que era boa estradeira. Inclinou-se para o lado, debruçando-se sobre a coxa, e apertou na unha polegar o fogo do cigarro, puxando uma baforada de fumo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Estávamos, um dia, divertindo-nos com os ponteados do Adão, à viola - disse ele. - Eu estava recostado sobre os pelegos do lombilho, estendidos no chão. A rapaziada toda em roda. Pouco tínhamos que fazer e passava-se o tempo assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Eis senão quando entra o patrão, com aqueles modos decididos, e, voltando-se para um moço que o acompanhava, disse: - 'Para o Pedro Barqueiro bastam estes meninos!' - apontando-me e ao Pascoal com o indicador; não preciso bulir nos meus peitos largos. - 'O Flor e o Pascoal dão-me conta do crioulo aqui, amarrado a sedenho'.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Para que mentir, patrãozinho? O coração me pulou cá dentro, e eu disse comigo - estou na unha! O Pascoal me olhou com o rabo dos olhos. Parece que o patrão queria experimentar. Éramos os mais novos dos camaradas, e nunca tínhamos servido senão no campo, juntando a tropa espalhada, pegando algum burro sumido. Eu tinha ouvido falar sempre no Pedro Barqueiro, que um dia aparecera na cidade sem se saber quem era, nem donde vinha. Cheguei uma vez a conhecê-lo e falamo-nos. Que boa peça, patrãozinho! Crioulo retinto, alto, troncudo, pouco falante e desempenado. Cada tronco de braço, que nem um pedaço de aroeira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Estou com ele diante dos olhos, com aquela roupa azuleja, tingido no Barro Preto; atravessado à cinta um ferro comprido, afiado, alumiando sempre, maior que um facão e menorzinho do que uma espada. Esse negro metia medo de se ver, mas era bonito. Olhava a gente assim com ar de soberbo, de cima para baixo. Parecia ter certeza de que, em chegando a encostar a mão num cabra, o cabra era defunto. Ninguém bulia com ele, mas ele não mexia com os outros. Vivia quieto, em seu canto. Um dia, pegaram a dizer que ele era negro fugido, escravo de um homem lá das bandas do Carinhanha. Chegou aos ouvidos do patrão esse boato. Para que chegou, meu Deus! O patrão não gostava de ver negro, nem mulato de proa. Queria que lhe tirasse o chapéu e lhe tomassem a benção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Daí, ainda contavam muita valentia do Barqueiro, nome que lhe puseram por ter vindo dos lados do rio São Francisco. Essas histórias esquentavam mais o patrão, que eu estava vendo de uma hora para outra estripado no meio da rua, porque era homem de chegar quando lhe fizessem alguma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Tanto eu como Pascoal tínhamos medo de que o patrão topasse Pedro Barqueiro nas ruas da cidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Subiram de ponto esse receio e a ira do patrão, quando soube de uma passagem do Pedro, num batuque, em casa de Maria Nova, na rua da Abadia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Chegara uma precatória da Pedra-dos-Anjicos e o Juiz mandou prender a Pedro. Deram cerco à casa onde ele estava na noite do batuque. Ah! Meu patrãozinho! O crioulo mostrou aí que canela de onça não é assobio. Não é dizer que estivesse muito armado, nem por isso só tinha o tal ferro, alumiando sempre; e com esse ferro deu pancas. Quando cercaram a casinha e lhe deram voz de prisão, o negro fechou a cara e ficou feito um jacaré de papo amarelo. Deu frente à porta da rua e encostou-se a uma parede. Maria Nova estava perto e me disse que ele cochichou uma oração, apertando nos dedos um bentinho, que branquejava na pele negra de sua peitaria lustrosa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Chegaram a entrar na casa três homens da escolta, e todos três ficaram estendidos. Pedro tinha oração, e muito boa oração contra armas de fogo, porque José Pequeno, caboclinho atarracado, ao entrar, escancarou no negro o pinguelo de um clavinote e fez fogo. Pedro Barqueiro caminhou sobre ele na fumaça da pólvora e, quando clareou a sala, José Pequeno estava escornado no chão como um boi sangrando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Dois rapazinhos quiseram chegar ainda assim, mas Pedro Barqueiro descadeirou um e pôs as tripas de fora a outro, que escaparam, é verdade, mas ficaram lá no chão gemendo por muito tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Daí para cá, Pedro evitava andar pela cidade, onde só aparecia de longe e à noite. Mas todo o mundo tinha medo dele e vivia adulando-o.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Um dia, como já lhe contei, apareceu lá em casa um moço pedindo auxílio a meu patrão para agarrar o negro. Era mesmo um escravo, o Barqueiro; mas há muitos anos vivia fugido. Já lhe disse que o patrão queria tirar o topete do valentão, e, para isso, escolheu pobre de mim e Pascoal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"- Que dizes, Flor? - falou o patrão rindo-se.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"- Uai, meu branco, vossemecê mandando, o negro vem mesmo, e no sedenho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"- Quero ver isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"- Vamos embora, Pascoal!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Quando íamos a sair, o patrão bateu-me no ombro e, voltando-se para o moço, disse muito firme: - 'Pode prevenir a escolta para vir buscar o Barqueiro aqui, de tarde. Hão de dar duzentos mil-réis a estes meninos'.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Desci ao quarto dos arreios, passei a mão na meia-légua e no facão e apertei a correia à cinta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Pascoal já estava na porta da rua, assobiando. Tinha por costume, nos momentos de aperto, assobiar uma trova, que diz assim:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Na mata de Josué&lt;br /&gt;Ouvi o mutum gemê;&lt;br /&gt;Ele geme assim:&lt;br /&gt;Ai-rê-uê, hum! Airê"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Quando Pascoal me viu, soltou uma risada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"- Está doido, rapaz! - gritou-me.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"- Por quê?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"- Queres mesmo enfrentar o Pedro Barqueiro? Ele faz de nós paçoca. A coisa há de se fazer de outro modo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Pascoal tinha tento e eu sempre tive fé nele. Era um cabritozinho mitrado. Saía-lhe cada idéia... Mandou-me guardar a &lt;em&gt;meia-légua&lt;/em&gt; e o facão. Depois, foi à venda, escolheu anzóis de pesca e veio para casa encastoá-los. Eu, nem bico! Ajudei a acabar o serviço, certo de que Pascoal tinha alguma na mente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"- Deixa comigo, ajuntava ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Isso ainda era cedo; o sol estava umas três braças de fora, no tempo dos dias grandes. Lá por casa madrugávamos sempre para ir ao pasto e trazer animais de trato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"- Vamos fazer uma pescaria, disse-me o Pascoal. - Ali para os lados do Batista, há um poço, onde as curumatãs e os piaus são como formigas. O rancho do Pedro Barqueiro fica perto. Ele mora só e eu conheço bem o lugar. Pela astúcia havemos de prendê-lo. Quando eu gritar: 'Segura, Flor!' - tu agarras o negro, mas segura rente!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"E fomos. Nessa hora me veio bastante vontade de fugir ao perigo, de ir passear, porque tinha como certo suceder-nos alguma. 'Que é lá, Flor!' - disse de mim para mim. 'Um homem é para outro'. E, depois, o Pascoal não me deixava nas embiras. Quando descemos o Gorgulho e fomos virando para o lado do córrego, fiquei meio sorumbático. Nesse tempo eu andava arrastando asa à Emília, filha do José Carapina. Era uma roxa bonita deveras e não estava muito longe de me querer. Posso dizer mesmo que na véspera olhou muito para mim, ao passar com a saia de chita sarapintada de vermelho, umas chinelas novas e de cordovão amarelo. Ah! Que peitinho de jaó, patrãozinho! Empinado, redondo, macio como um couro de lontra. Com o devido respeito, patrãozinho, eu estava na peia, enrabichado e foi nesse mesmo dia que ela me deu esta cinta de lã, tecida por suas mãos, que guardo até hoje.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Ai! Roxa da minha paixão - pensava eu - como hei de morrer assim fazendo cruz na boca? O diabo da idéia me atarantou pelo caminho e cheguei a dar tremenda topada numa pedra, no meio da estrada. Curvei-me sobre a perna, agarrei o pé com as mãos e estive dançando, sem querer, um pedacinho do tempo. Depois levantei. Pascoal sentara num barranco e encarava para mim, rindo. Levantei a cabeça e olhei para cima, assuntando. No céu galopavam umas nuvens escuras, a modo de um bando de queixadas rodando pelo campo. Um vento áspero passava, arrancando do jenipapeiro as frutas maduras, que esborrachavam no chão assim - prof! - espantando os juritis que nadavam esgaravatando a terra e comendo grãozinhos. Duas seriemas guinchavam, esgoelavam. Depois, vi que estavam brigando - me lembra como de fosse hoje - e uma avançada para outra dando pulinhos, sacudindo as asas, com o cocuruto arrepiado e os olhos em fogo. O coração pareceu dizer-me outra vez - 'Olha, Flor, o que vais fazer'. Nesse entretanto, o Pascoal, que me encarava sempre do ponto estava sentado, gritou-me: 'Esqueceste a cabeça em algum lugar? Vamos embora, que já vai tardando'.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Fiquei desacochado, caí em mim e fui marchando disposto. Daí em diante, fui brincando com o Pascoal, que era muito divertido e tinha sempre um caso a contar. Chegando embaixo, arregaçamos as calças e descemos o córrego, cada um com o seu anzol na vara, ao ombro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Era preciso que ninguém desconfiasse do nosso conluio para prendermos o Pedro Barqueiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Aí, quase que tínhamos esquecido o perigoso mandado, tão diferente andava a conversa com as caçoadas do Pascoal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Para entrar na história, patrãozinho, achamos Pedro Barqueiro no rancho, que só tinha três divisões: a sala, o quarto dele e a cozinha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Quando chegamos, Pedro estava no terreiro debulhando milho, que havia colhido em sua rocinha ali perto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;- Vocês por aqui, meninos? Olhem! Vão ali naquele poço, para baixo da cocheira. Tem uma laje grande e de cima dela vocês podem fazer bichas com os piaus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"- Louvado seja Cristo, meu tio! - havia dito o Pascoal, e nisto o imitei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"- Se quiserem comer uma carne assada ao espeto, tirem um naco; está na fumaça, por cima do fogão, uma boa manta. Olhem a faca aí na sala, se vocês não têm algum caxirenguengue.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Pascoal entrou, e viu recostado a um canto da parede o ferro alumiando. Pegou nele, saiu pela porta da cozinha e escondeu-o numa restinga, ao fundo. Depois, me assobiou, eu acudi e fui procurar a 'lazarina' de Pedro - uma boa arma, de um só cano, é verdade, mas comedeira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"- Há alguma jaó por aqui, tio Pedro? - perguntou Pascoal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"- Nem uma, nem duas, um lote delas. Se você quer experimentar minha arma, vá lá dentro e tire-a. Não errando a pontaria, você traz agora mesmo uma joá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"- Quero matar um passarinho para fazer isca, meu tio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"- Pois vá, menino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"E Pascoal descarregou a arma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Pedro tinha se levantado e falava com Pascoal do vão da porta da entrada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Era hora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Pascoal me fez um sinalzinho, eu dei volta e entrei pela porta do fundo para agarrar o Barqueiro pelas costas. A combinação era essa. Enquanto Pascoal o foi entretendo, eu fui chegando soturno, quando ele gritou: - 'Segura!' - eu pulei como uma onça sobre o negro desprevenido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Conheci o que era um homem, patrãozinho! Saltando-lhe nas costas, dei-lhe um abraço de tamanduá no pescoço. Mas o negro não pateou, e, mergulhando comigo para dentro da sala, gritou:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"- Nem dez de vocês, meninos! Ah! Se eu soubesse...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Patrãozinho, eu sei dizer que o negro me sacudiu para cima como um touro bravo sacode uma garrocha. Mas eu via que, se o largasse, estava morto, e arrochei os braços.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"- Chega, Pascoal! - gritei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"- Eu quero manobrar de fora. Ânimo! Segura bem que nós amarramos o negro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Que tirada de tempo! O negro, às vezes, abaixava a cabeça, dando de popa, e minhas pernas dançavam no ar, tocando quase o teto do rancho. Lutamos, lutamos até que Pascoal pôde meter um tolete de pau entre as canelas de Pedro, de modo que ele cambaleou, e caiu de bruços. Nós dois pulamos em riba dele. Eu, triunfante, gritava: '- Conheceu crioulo? Negro é homem?' Ele era teimoso, porque dizia ainda: '- Nem dez de vocês, meninos! Ah! Se eu soubesse...' Pascoal trazia à bandoleira um embornal para carregar peixe e veio dentro dele escondida uma corda de sedenho, comprida e forte. O Barqueiro estava no chão; e foi preciso ainda fazermos bonito para agarrá-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"- Agora, puxe na frente, seu negro! - gritou-lhe o Pascoal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Havíamos juntado os braços dele nas costas e apertamos com vontade. Ficou completamente tolhido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Eu ia segurando a ponta do sedenho e levava o negro na frente. Mesmo assim, houve uma hora em que ele me deu um tombo, arrancando a correr. Por seguro, a corda estava-me enrolada na mão e eu não a larguei. Nesse instante Pascoal tinha corrido atrás dele e lhe descarregado na nuca um tremendo murro, que o fez bambear um pouco e me deu tempo de endurecer o corpo e segurar firme a corda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"O Barqueiro, depois que saiu do rancho, não piou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Chegamos à casa de tarde e o negro ia no sedenho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"- Eu não disse - gritava o patrão muito contente - que só bastavam esses dois meninos para o Barqueiro? Está aí o negro."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"E o povo corria para ver e a frente da casa do patrão estava estivada de gente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Recebemos os duzentos mil-réis."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Tinha me esquecido de contar-lhe que eu fizera uma promessa à Senhora da Abadia, de levar-lhe ao altar uma vela, se voltasse são e salvo. Cumpri a promessa no dia seguinte para a noite. Queria um pé para estar com a Emília.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Comprei um trancelim de ouro para aquela roxa de meus pecados e um xale azul. Ela era esquiva. Fez muito momo nessa noite, e não quis dar uma boquinha, com o devido respeito ao patrãozinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Saí da casa de José Mendes, onde dei a festa, quando os galos estavam amiudando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"A estrela-d'alva, no céu escuro, parecia uma garça lavando-se na lagoa. O orvalho das vassouras me molhou as pernas e eu estremeci um bocadinho. Entrei num beco que ia sair na rua de Trás, onde eu então morava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Ia meio avexado e peguei a banzar. Emília! Emília do coração! Por que me amofinas com esse pouco caso? E desandei a cantar, bem chorada, esta cantiga:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Tá trepado no pau&lt;br /&gt;De cabeça para baixo,&lt;br /&gt;Com asas caídas&lt;br /&gt;Gavião de penacho!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todo o mundo tem seu bem,&lt;br /&gt;Só pobre de mim não tem!&lt;br /&gt;Ai! Gavião de penacho!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"De repente, pulou um vulto diante de mim. Quem havia de ser, patrãozinho? Era o Pedro Barqueiro em carne e osso. Tinha, não sei como, desamarrado as cordas e escapado da escolta, em cujas mãos o patrão o havia entregado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"O ladrão do negro tinha oração até contra sedenho!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Sem me dar tempo de nada, o Barqueiro me agarrou pela gola e levantou-me no ar três vezes, de braço teso, e gritou:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"- Pede perdão, cabrito, desavergonhado, do que fizeste ontem, que te vou mandar para o inferno! Pede perdão, já!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"A gente precisa ter um bocado de sangue nas veias, patrãozinho, e um homem é um homem! Eu não lhe disse nem pau nem pedra. Vi que morria, criei ânimo e disse comigo que o negro não havia de pôr o pé no meu pescoço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Exigiu-me ele, ainda muitas vezes, que lhe pedisse perdão, mas eu não respondi. Então, ele foi-me levando nos braços até uma pontezinha que atravessava uma perambeira medonha. A boca do buraco estava escura como breu e parecia uma boca de sucuri querendo engolir-me. Suspendeu-me arriba do parapeito da ponte e balançou meu corpo no ar. Nessa hora, subiu-me um frio pelos pés e um como formigueiro me passou pela regueira das costas até a nunca; mas minha boca ficou fechada. Então, o Barqueiro, levantando-me de novo, me pousou no chão, onde eu bati firme.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"O dia estava querendo clarear. O negro olhou para mim muito tempo, depois disse:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"- Vai-te embora, cabritinho, tu és o único homem que tenho encontrado nesta vida!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Eu olhei para ele, pasmado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Aquele pedaço de crioulo cresceu-me diante dos olhos e vi - não sei se era o dia que vinha raiando - mas eu vi uma luz estúrdia na cabeça de Pedro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Desempenado, robusto, grande, de braço estendido, me pareceu, mal comparando, o Arcanjo São Miguel expulsando o Maligno. Até claro ele ficou essa hora! Tirei o chapéu e fui andando de costas olhando sempre para ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Veio-me uma coisa na garganta e penso que me ia faltando o ar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Insensivelmente, estendi a mão. As lágrimas me saltaram dos olhos, e foi chorando que eu disse:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"- Louvado seja Cristo, tio Pedro!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Quando caí em mim, ele tinha desaparecido".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(MELO FRANCO, Afonso Arinos de. &lt;em&gt;Obra Completa&lt;/em&gt;. Rio de Janeiro: INL, 1969: 114 – 120)&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7792626444388820236-1934977031510681508?l=neuzamachadoletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://neuzamachadoletras.blogspot.com/feeds/1934977031510681508/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://neuzamachadoletras.blogspot.com/2011/09/afonso-arinos-pedro-barqueiro.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7792626444388820236/posts/default/1934977031510681508'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7792626444388820236/posts/default/1934977031510681508'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://neuzamachadoletras.blogspot.com/2011/09/afonso-arinos-pedro-barqueiro.html' title='AFONSO ARINOS: &quot;PEDRO BARQUEIRO&quot;'/><author><name>Neuza Machado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09192586719278533122</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_mQUeHmTf-DM/SR4tJHKHZzI/AAAAAAAAAAw/F2D60bSRL0k/S220/FotoNeuza.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-rIrY82odpqw/TmDIZLTTJpI/AAAAAAAACUo/oZObbo6oF9c/s72-c/Barco%2Bde%2BUlisses%2B-%2BBaixo-relevo%2B-%2BS%25C3%25A9culo%2BV%2Ba.%2BC..jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7792626444388820236.post-6932560026519312428</id><published>2011-08-18T07:38:00.000-07:00</published><updated>2011-08-20T08:06:38.471-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Neuza Machado'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='LYGIA FAGUNDES TELLES: NATAL NA BARCA'/><title type='text'>LYGIA FAGUNDES TELLES: NATAL NA BARCA</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;LYGIA FAGUNDES TELLES: NATAL NA BARCA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;NEUZA MACHADO&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-4uy01BJ2lHI/Tk0mpKf6iMI/AAAAAAAACUA/OaFV7ZhCIbM/s1600/Barco%2BFen%25C3%25ADcio%2B-%2BSarc%25C3%25B3fago%2Bde%2BSidon%2B-%2BS%25C3%25A9culo%2BIII%2Ba.%2BC..jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 472px; FLOAT: left; HEIGHT: 268px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5642208396799805634" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-4uy01BJ2lHI/Tk0mpKf6iMI/AAAAAAAACUA/OaFV7ZhCIbM/s400/Barco%2BFen%25C3%25ADcio%2B-%2BSarc%25C3%25B3fago%2Bde%2BSidon%2B-%2BS%25C3%25A9culo%2BIII%2Ba.%2BC..jpg" /&gt;&lt;/a&gt;Para os Leitores-Internautas que acompanham este meu Blog e que ainda não leram os incomuns contos de Lygia Fagundes Telles, peço-lhes que disponham de alguns minutos (que se tornarão preciosos minutos) para apreciarem reflexivamente esta singular narrativa ficcional-arte de nossa grande e incomparável escritora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Convido-os a lerem também o conto "A Caçada", de Lygia Fagundes Telles, em:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://neumac.blogspot.com/2011/08/lygia-fagundes-telles-a-caçada.html"&gt;neumac.blogspot.com/2011/08/lygia-fagundes-telles-a-caçada.html&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;NATAL NA BARCA&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;em&gt;Lygia Fagundes Telles&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não quero nem devo lembrar aqui por que me encontrava naquela barca. Só sei que em redor tudo era silêncio e treva. E que me sentia bem naquela solidão. Na embarcação desconfortável, tosca, apenas quatro passageiros. Uma lanterna nos iluminava com sua luz vacilante: um velho, uma mulher com uma criança e eu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O velho, um bêbado esfarrapado, deitara-se de comprido no banco, dirigira palavras amenas a um vizinho invisível e agora dormia. A mulher estava sentada entre nós, apertando nos braços a criança enrolada em panos. Era uma mulher jovem e pálida. O longo manto escuro que lhe cobria a cabeça dava-lhe o aspecto de uma figura antiga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pensei em falar-lhe assim que entrei na barca. Mas já devíamos estar quase no fim da viagem e até aquele instante não me ocorrera dizer-lhe qualquer palavra. Nem combinava mesmo com uma barca tão despojada, tão sem artifícios, a ociosidade de um diálogo. Estávamos sós. E o melhor ainda era não fazer nada, não dizer nada, apenas olhar o sulco negro que a embarcação ia fazendo no rio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Debrucei-me na grade de madeira carcomida. Acendi um cigarro. Ali estávamos os quatro, silenciosos como mortos num antigo barco de mortos deslizando na escuridão. Contudo, estávamos vivos. E era Natal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A caixa de fósforos escapou-me das mãos e quase resvalou para o. rio. Agachei-me para apanhá-la. Sentindo então alguns respingos no rosto, inclinei-me mais até mergulhar as pontas dos dedos na água.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Tão gelada — estranhei, enxugando a mão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Mas de manhã é quente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltei-me para a mulher que embalava a criança e me observava com um meio sorriso. Sentei-me no banco ao seu lado. Tinha belos olhos claros, extraordinariamente brilhantes. Reparei que suas roupas (pobres roupas puídas) tinham muito caráter, revestidas de uma certa dignidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— De manhã esse rio é quente — insistiu ela, me encarando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Quente?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Quente e verde, tão verde que a primeira vez que lavei nele uma peça de roupa pensei que a roupa fosse sair esverdeada. É a primeira vez que vem por estas bandas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desviei o olhar para o chão de largas tábuas gastas. E respondi com uma outra pergunta:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Mas a senhora mora aqui perto?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Em Lucena. Já tomei esta barca não sei quantas vezes, mas não esperava que justamente hoje...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A criança agitou-se, choramingando. A mulher apertou-a mais contra o peito. Cobriu-lhe a cabeça com o xale e pôs-se a niná-la com um brando movimento de cadeira de balanço. Suas mãos destacavam-se exaltadas sobre o xale preto, mas o rosto era sereno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Seu filho?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— É. Está doente, vou ao especialista, o farmacêutico de Lucena achou que eu devia ver um médico hoje mesmo. Ainda ontem ele estava bem mas piorou de repente. Uma febre, só febre... Mas Deus não vai me abandonar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— É o caçula?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Levantou a cabeça com energia. O queixo agudo era altivo mas o olhar tinha a expressão doce.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— É o único. O meu primeiro morreu o ano passado. Subiu no muro, estava brincando de mágico quando de repente avisou, vou voar! E atirou-se. A queda não foi grande, o muro não era alto, mas caiu de tal jeito... Tinha pouco mais de quatro anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Joguei o cigarro na direção do rio e o toco bateu na grade, voltou e veio rolando aceso pelo chão. Alcancei-o com a ponta do sapato e fiquei a esfregá-lo devagar. Era preciso desviar o assunto para aquele filho que estava ali, doente, embora. Mas vivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— E esse? Que idade tem?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Vai completar um ano. — E, noutro tom, inclinando a cabeça para o ombro: — Era um menino tão alegre. Tinha verdadeira mania com mágicas. Claro que não saía nada, mas era muito engraçado... A última mágica que fez foi perfeita, vou voar! disse abrindo os braços. E voou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Levantei-me. Eu queria ficar só naquela noite, sem lembranças, sem piedade. Mas os laços (os tais laços humanos) já ameaçavam me envolver. Conseguira evitá-los até aquele instante. E agora não tinha forças para rompê-los.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Seu marido está à sua espera?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Meu marido me abandonou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sentei-me e tive vontade de rir. Incrível. Fora uma loucura fazer a primeira pergunta porque agora não podia mais parar, ah! aquele sistema dos vasos comunicantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Há muito tempo? Que seu marido...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Faz uns seis meses. Vivíamos tão bem, mas tão bem. Foi quando ele encontrou por acaso essa antiga namorada, me falou nela fazendo uma brincadeira, a Bila enfeiou, sabe que de nós dois fui eu que acabei ficando mais bonito? Não tocou mais no assunto. Uma manhã ele se levantou como todas as manhãs, tomou café, leu o jornal, brincou com o menino e foi trabalhar. Antes de sair ainda fez assim com a mão, eu estava na cozinha lavando a louça e ele me deu um adeus através da tela de arame da porta, me lembro até que eu quis abrir a porta, não gosto de ver ninguém falar comigo com aquela tela no meio... Mas eu estava com a mão molhada. Recebi a carta de tardinha, ele mandou uma carta. Fui morar com minha mãe numa casa que alugamos perto da minha escolinha. Sou professora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olhei as nuvens tumultuadas que corriam na mesma direção do rio. Incrível. Ia contando as sucessivas desgraças com tamanha calma, num tom de quem relata fatos sem ter realmente participado deles. Como se não bastasse a pobreza que espiava pelos remendos da sua roupa, perdera o filhinho, o marido, via pairar uma sombra sobre o segundo filho que ninava nos braços. E ali estava sem a menor revolta, confiante. Apatia? Não, não podiam ser de uma apática aqueles olhos vivíssimos, aquelas mãos enérgicas. Inconsciência? Uma certa irritação me fez andar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— A senhora é conformada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Tenho fé, dona. Deus nunca me abandonou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Deus — repeti vagamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— A senhora não acredita em Deus?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Acredito — murmurei. E ao ouvir o som débil da minha afirmativa, sem saber por quê, perturbei-me. Agora entendia. Aí estava o segredo daquela segurança, daquela calma. Era a tal fé que removia montanhas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela mudou a posição da criança, passando-a do ombro direito para o esquerdo. E começou com voz quente de paixão:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Foi logo depois da morte do meu menino. Acordei uma noite tão desesperada que saí pela rua afora, enfiei um casaco e saí descalça e chorando feito louca, chamando por ele! Sentei num banco do jardim onde toda tarde ele ia brincar. E fiquei pedindo, pedindo com tamanha força, que ele, que gostava tanto de mágica, fizesse essa mágica de me aparecer só mais uma vez, não precisava ficar, se mostrasse só um instante, ao menos mais uma vez, só mais uma! Quando fiquei sem lágrimas, encostei a cabeça no banco e não sei como dormi. Então sonhei e no sonho Deus me apareceu, quer dizer, senti que ele pegava na minha mão com sua mão de luz. E vi o meu menino brincando com o Menino Jesus no jardim do Paraíso. Assim que ele me viu, parou de brincar e veio rindo ao meu encontro e me beijou tanto, tanto... Era tamanha sua alegria que acordei rindo também, com o sol batendo em mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiquei sem saber o que dizer. Esbocei um gesto e em seguida, apenas para fazer alguma coisa, levantei a ponta do xale que cobria a cabeça da criança. Deixei cair o xale novamente e voltei-me para o rio. O menino estava morto. Entrelacei as mãos para dominar o tremor que me sacudiu. Estava morto. A mãe continuava a niná-lo, apertando-o contra o peito. Mas ele estava morto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Debrucei-me na grade da barca e respirei penosamente: era como se estivesse mergulhada até o pescoço naquela água. Senti que a mulher se agitou atrás de mim&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Estamos chegando — anunciou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apanhei depressa minha pasta. O importante agora era sair, fugir antes que ela descobrisse, correr para longe daquele horror. Diminuindo a marcha, a barca fazia uma larga curva antes de atracar. O bilheteiro apareceu e pôs-se a sacudir o velho que dormia:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Chegamos!... Ei! chegamos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aproximei-me evitando encará-la.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Acho melhor nos despedirmos aqui — disse atropeladamente, estendendo a mão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela pareceu não notar meu gesto. Levantou-se e fez um movimento como se fosse apanhar a sacola. Ajudei-a, mas ao invés de apanhar a sacola que lhe estendi, antes mesmo que eu pudesse impedi-lo, afastou o xale que cobria a cabeça do filho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Acordou o dorminhoco! E olha aí, deve estar agora sem nenhuma febre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Acordou?!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela sorriu:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Veja...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Inclinei-me. A criança abrira os olhos — aqueles olhos que eu vira cerrados tão definitivamente. E bocejava, esfregando a mãozinha na face corada. Fiquei olhando sem conseguir falar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Então, bom Natal! — disse ela, enfiando a sacola no braço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sob o manto preto, de pontas cruzadas e atiradas para trás, seu rosto resplandecia. Apertei-lhe a mão vigorosa e acompanhei-a com o olhar até que ela desapareceu na noite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conduzido pelo bilheteiro, o velho passou por mim retomando seu afetuoso diálogo com o vizinho invisível. Saí por último da barca. Duas vezes voltei-me ainda para ver o rio. E pude imaginá-lo como seria de manhã cedo: verde e quente. Verde e quente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Texto extraído do livro “Para gostar de ler” – Volume 9 – Contos”, Editora Ática – São Paulo, 1984: 67)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7792626444388820236-6932560026519312428?l=neuzamachadoletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://neuzamachadoletras.blogspot.com/feeds/6932560026519312428/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://neuzamachadoletras.blogspot.com/2011/08/lygia-fagundes-telles-natal-na-barca.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7792626444388820236/posts/default/6932560026519312428'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7792626444388820236/posts/default/6932560026519312428'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://neuzamachadoletras.blogspot.com/2011/08/lygia-fagundes-telles-natal-na-barca.html' title='LYGIA FAGUNDES TELLES: NATAL NA BARCA'/><author><name>Neuza Machado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09192586719278533122</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_mQUeHmTf-DM/SR4tJHKHZzI/AAAAAAAAAAw/F2D60bSRL0k/S220/FotoNeuza.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-4uy01BJ2lHI/Tk0mpKf6iMI/AAAAAAAACUA/OaFV7ZhCIbM/s72-c/Barco%2BFen%25C3%25ADcio%2B-%2BSarc%25C3%25B3fago%2Bde%2BSidon%2B-%2BS%25C3%25A9culo%2BIII%2Ba.%2BC..jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7792626444388820236.post-8938971990260841581</id><published>2011-03-29T17:53:00.000-07:00</published><updated>2011-03-29T18:38:28.254-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='CLARICE LISPECTOR: FELIZ ANIVERSÁRIO'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Neuza Machado'/><title type='text'>CLARICE LISPECTOR: FELIZ ANIVERSÁRIO</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;CLARICE LISPECTOR: FELIZ ANIVERSÁRIO&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;NEUZA MACHADO&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;img src="http://1.bp.blogspot.com/-0LY6ge5UMNk/TZKB2SW3hbI/AAAAAAAACRk/EOPybSxF-ww/s400/Mulher%2BCom%2BLeque%2B-%2BJean%2BMetzinger%2B-%2B1913.jpg" style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 361px; height: 520px;" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5589672857160877490" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;b&gt;Para uma nova reflexão sobre os laços afetivos que existiam na maioria dos núcleos familiares brasileir&lt;/b&gt;&lt;b&gt;os, em meados do século XX, apresento-lhes a narrativa ficcional “Feliz Aniversário” de Clarice Lispector.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Espero que a leitura desta singular narrativa possa promover um novo entendimento sobre o conceito de interação familiar, instaurando laços mais solidários e tolerantes entre as diferentes gerações.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;b&gt;&lt;/b&gt;&lt;b&gt;FELIZ ANIVERSÁRIO&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;b&gt;&lt;/b&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;Clarice Lispector&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;A família foi pouco a pouco chegando. Os que vieram de Olaria estavam muito bem vestidos porque a visita significava ao mesmo tempo um passeio a Copacabana. A nora de Olaria apareceu de azul-marinho, com enfeite de paetês e um drapeado disfarçando a barriga sem cinta. O marido não veio por razões óbvias: não queria ver os irmãos. Mas mandara sua mulher para que nem todos os laços fossem cortados — e esta vinha com o seu melhor vestido para mostrar que não precisava de nenhum deles, acompanhada dos três filhos: duas meninas já de peito nascendo, infantilizadas em babados cor-de-rosa e anáguas engomadas, e o menino acovardado pelo terno novo e pela gravata.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Tendo Zilda — a filha com quem a aniversariante morava — disposto cadeiras unidas ao longo das paredes, como numa festa em que se vai dançar, a nora de Olaria, depois de cumprimentar com cara fechada aos de casa, aboletou-se numa das cadeiras e emudeceu, a boca em bico, mantendo sua posição de ultrajada. "Vim para não deixar de vir", dissera ela a Zilda, e em seguida sentara-se ofendida. As duas mocinhas de cor-de-rosa e o menino, amarelos e de cabelo penteado, não sabiam bem que atitude tomar e ficaram de pé ao lado da mãe, impressionados com seu vestido azul-marinho e com os paetês.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Depois veio a nora de Ipanema com dois netos e a babá. O marido viria depois. E como Zilda — a única mulher entre os seis irmãos homens e a única que, estava decidido já havia anos, tinha espaço e tempo para alojar a aniversariante — e como Zilda estava na cozinha a ultimar com a empregada os croquetes e sanduíches, ficaram: a nora de Olaria empertigada com seus filhos de coração inquieto ao lado; a nora de Ipanema na fila oposta das cadeiras fingindo ocupar-se com o bebê para não encarar a concunhada de Olaria; a babá ociosa e uniformizada, com a boca aberta.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;E à cabeceira da mesa grande a aniversariante que fazia hoje oitenta e nove anos.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Zilda, a dona da casa, arrumara a mesa cedo, enchera-a de guardanapos de papel colorido e copos de papelão alusivos à data, espalhara balões sungados pelo teto em alguns dos quais estava escrito "Happy Birthday!", em outros "Feliz Aniversário!"  No centro havia disposto o enorme bolo açucarado. Para adiantar o expediente, enfeitara a mesa logo depois do almoço, encostara as cadeiras à parede, mandara os meninos brincar no vizinho para não desarrumar a mesa.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;E, para adiantar o expediente, vestira a aniversariante logo depois do almoço. Pusera-lhe desde então a presilha em torno do pescoço e o broche, borrifara-lhe um pouco de água-de-colônia para disfarçar aquele seu cheiro de guardado — sentara-a à mesa. E desde as duas horas a aniversariante estava sentada à cabeceira da longa mesa vazia, tesa na sala silenciosa.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;De vez em quando consciente dos guardanapos coloridos. Olhando curiosa um ou outro balão estremecer aos carros que passavam. E de vez em quando aquela angústia muda: quando acompanhava, fascinada e impotente, o vôo da mosca em torno do bolo.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Até que às quatro horas entrara a nora de Olaria e depois a de Ipanema.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Quando a nora de Ipanema pensou que não suportaria nem um segundo mais a situação de estar sentada defronte da concunhada de Olaria — que cheia das ofensas passadas não via um motivo para desfitar desafiadora a nora de Ipanema — entraram enfim José e a família. E mal eles se beijavam, a sala começou a ficar cheia de gente que ruidosa se cumprimentava como se todos tivessem esperado embaixo o momento de, em afobação de atraso, subir os três lances de escada, falando, arrastando crianças surpreendidas, enchendo a sala — e inaugurando a festa.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Os músculos do rosto da aniversariante não a interpretavam mais, de modo que ninguém podia saber se ela estava alegre. Estava era posta á cabeceira. Tratava-se de uma velha grande, magra, imponente e morena. Parecia oca.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;— Oitenta e nove anos, sim senhor! disse José, filho mais velho agora que Jonga tinha morrido. — Oitenta e nove anos, sim senhora! disse esfregando as mãos em admiração pública e como sinal imperceptível para todos.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Todos se interromperam atentos e olharam a aniversariante de um modo mais oficial. Alguns abanaram a cabeça em admiração como a um recorde. Cada ano vencido pela aniversariante era uma vaga etapa da família toda. Sim senhor! disseram alguns sorrindo timidamente.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;— Oitenta e nove anos!, ecoou Manoel que era sócio de José. É um brotinho!, disse espirituoso e nervoso, e todos riram, menos sua esposa.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;A velha não se manifestava.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Alguns não lhe haviam trazido presente nenhum. Outros trouxeram saboneteira, uma combinação de jérsei, um broche de fantasia, um vasinho de cactos — nada, nada que a dona da casa pudesse aproveitar para si mesma ou para seus filhos, nada que a própria aniversariante pudesse realmente aproveitar constituindo assim uma economia: a dona da casa guardava os presentes, amarga, irônica.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;— Oitenta e nove anos! repetiu Manoel aflito, olhando para a esposa.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;A velha não se manifestava.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Então, como se todos tivessem tido a prova final de que não adiantava se esforçarem, com um levantar de ombros, de quem estivesse junto de uma surda, continuaram a fazer a festa sozinhos, comendo os primeiros sanduíches de presunto mais como prova de animação que por apetite, brincando de que todos estavam morrendo de fome. O ponche foi servido, Zilda suava, nenhuma cunhada ajudou propriamente, a gordura quente dos croquetes dava um cheiro de piquenique; e de costas para a aniversariante, que não podia comer frituras, eles riam inquietos. E Cordélia? Cordélia, a nora mais moça, sentada, sorrindo.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;— Não senhor! respondeu José com falsa severidade, hoje não se fala em negócios!&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;— Está certo, está certo! recuou Manoel depressa, olhando rapidamente para sua mulher que de longe estendia um ouvido atento.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;— Nada de negócios, gritou José, hoje é o dia da mãe!&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Na cabeceira da mesa já suja, os copos maculados, só o bolo inteiro — ela era a mãe. A aniversariante piscou os olhos.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;E quando a mesa estava imunda, as mães enervadas com o barulho que os filhos faziam, enquanto as avós se recostavam complacentes nas cadeiras, então fecharam a inútil luz do corredor para acender a vela do bolo, uma vela grande com um papelzinho colado onde estava escrito "89". Mas ninguém elogiou a idéia de Zilda, e ela se perguntou angustiada se eles não estariam pensando que fora por economia de velas — ninguém se lembrando de que ninguém havia contribuído com uma caixa de fósforos sequer para a comida da festa que ela, Zilda, servia como uma escrava, os pés exaustos e o coração revoltado. Então acenderam a vela. E então José, o líder, cantou com muita força, entusiasmando com um olhar autoritário os mais hesitantes ou surpreendidos, "vamos! todos de uma vez!" — e todos de repente começaram a cantar alto como soldados. Despertada pelas vozes, Cordélia olhou esbaforida. Como não haviam combinado, uns cantaram em português e outros em inglês. Tentaram então corrigir: e os que haviam cantado em inglês passaram a português, e os que haviam cantado em português passaram a cantar bem baixo em inglês.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Enquanto cantavam, a aniversariante, à luz da vela acesa, meditava como junto de uma lareira.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Escolheram o bisneto menor que, debruçado no colo da mãe encorajadora, apagou a chama com um único sopro cheio de saliva! Por um instante bateram palmas à potência inesperada do menino que, espantado e exultante, olhava para todos encantado. A dona da casa esperava com o dedo pronto no comutador do corredor — e acendeu a lâmpada.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;— Viva mamãe!&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;— Viva vovó!&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;— Viva D. Anita, disse a vizinha que tinha aparecido.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;—  Happy birthday! gritaram os netos, do Colégio Bennett.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Bateram ainda algumas palmas ralas.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;A aniversariante olhava o bolo apagado, grande e seco.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;— Parta o bolo, vovó! disse a mãe dos quatro filhos, é ela quem deve partir! assegurou incerta a todos, com ar íntimo e intrigante. E, como todos aprovassem satisfeitos e curiosos, ela se tornou de repente impetuosa: — parta o bolo, vovó!&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;E de súbito a velha pegou na faca. E sem hesitação, como se hesitando um momento ela toda caísse para a frente, deu a primeira talhada com punho de assassina.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;— Que força, segredou a nora de Ipanema, e não se sabia se estava escandalizada ou agradavelmente surpreendida. Estava um pouco horrorizada.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;— Há um ano atrás ela ainda era capaz de subir essas escadas com mais fôlego do que eu, disse Zilda amarga.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Dada a primeira talhada, como se a primeira pá de terra tivesse sido lançada, todos se aproximaram de prato na mão, insinuando-se em fingidas acotoveladas de animação, cada um para a sua pazinha.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Em breve as fatias eram distribuídas pelos pratinhos, num silêncio cheio de rebuliço. As crianças pequenas, com a boca escondida pela mesa e os olhos ao nível desta, acompanhavam a distribuição com muda intensidade. As passas rolavam do bolo entre farelos secos. As crianças angustiadas viam se desperdiçarem as passas, acompanhavam atentas a queda.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;E quando foram ver, não é que a aniversariante já estava devorando o seu último bocado?&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;E por assim dizer a festa estava terminada. Cordélia olhava ausente para todos, sorria.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;— Já lhe disse: hoje não se fala em negócios! respondeu José radiante.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;— Está certo, está certo! recolheu-se Manoel conciliador sem olhar a esposa que não o desfitava. Está certo, tentou Manoel sorrir e uma contração passou-lhe rápido pelos músculos da cara.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;— Hoje é dia da mãe! disse José.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Na cabeceira da mesa, a toalha manchada de coca-cola, o bolo desabado, ela era a mãe. A aniversariante piscou. Eles se mexiam agitados, rindo, a sua família. E ela era a mãe de todos. E se de repente não se ergueu, como um morto se levanta devagar e obriga mudez e terror aos vivos, a aniversariante ficou mais dura na cadeira, e mais alta. Ela era a mãe de todos. E como a presilha a sufocasse, ela era a mãe de todos e, impotente à cadeira, desprezava-os. E olhava-os piscando. Todos aqueles seus filhos e netos e bisnetos que não passavam de carne de seu joelho, pensou de repente como se cuspisse. Rodrigo, o neto de sete anos, era o único a ser a carne de seu coração, Rodrigo, com aquela carinha dura, viril e despenteada. Cadê Rodrigo? Rodrigo com olhar sonolento e intumescido naquela cabecinha ardente, confusa. Aquele seria um homem. Mas, piscando, ela olhava os outros, a aniversariante. Oh o desprezo pela vida que falhava. Como?! como tendo sido tão forte pudera dar á luz aqueles seres opacos, com braços moles e rostos ansiosos? Ela, a forte, que casara em hora e tempo devidos com um bom homem a quem, obediente e independente, ela respeitara; a quem respeitara e que lhe fizera filhos e lhe pagara os partos e lhe honrara os resguardos. O tronco fora bom. Mas dera aqueles azedos e infelizes frutos, sem capacidade sequer para uma boa alegria. Como pudera ela dar à luz aqueles seres risonhos, fracos, sem austeridade? O rancor roncava no seu peito vazio. Uns comunistas, era o que eram; uns comunistas. Olhou-os com sua cólera de velha. Pareciam ratos se acotovelando, a sua família. Incoercível, virou a cabeça e com força insuspeita cuspiu no chão.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;— Mamãe! gritou mortificada a dona da casa. Que é isso, mamãe! gritou ela passada de vergonha, e não queria sequer olhar os outros, sabia que os desgraçados se entreolhavam vitoriosos como se coubesse a ela dar educação à velha, e não faltaria muito para dizerem que ela já não dava mais banho na mãe, jamais compreenderiam o sacrifício que ela fazia.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;— Mamãe, que é isso! — disse baixo, angustiada. — A senhora nunca fez isso! — acrescentou alto para que todos ouvissem, queria se agregar ao espanto dos outros, quando o galo cantar pela terceira vez renegarás tua mãe. Mas seu enorme vexame suavizou-se quando ela percebeu que eles abanavam a cabeça como se estivessem de acordo que a velha não passava agora de uma criança.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;— Ultimamente ela deu pra cuspir, terminou então confessando contrita para todos.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Todos olharam a aniversariante, compungidos, respeitosos, em silêncio.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Pareciam ratos se acotovelando, a sua família. Os meninos, embora crescidos — provavelmente já além dos cinqüenta anos, que sei eu! — os meninos ainda conservavam os traços bonitinhos. Mas que mulheres haviam escolhido! E que mulheres os netos — ainda mais fracos e mais azedos — haviam escolhido. Todas vaidosas e de pernas finas, com aqueles colares falsificados de mulher que na hora não agüenta a mão, aquelas mulherezinhas que casavam mal os filhos, que não sabiam pôr uma criada em seu lugar, e todas elas com as orelhas cheias de brincos — nenhum, nenhum de ouro! A raiva a sufocava.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;— Me dá um copo de vinho! disse.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;O silêncio se fez de súbito, cada um com o copo imobilizado na mão.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;— Vovozinha, não vai lhe fazer mal? insinuou cautelosa a neta roliça e baixinha.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;— Que vovozinha que nada! explodiu amarga a aniversariante. — Que o diabo vos carregue, corja de maricas, cornos e vagabundas! me dá um copo de vinho, Dorothy! — ordenou.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Dorothy não sabia o que fazer, olhou para todos em pedido cômico de socorro. Mas, como máscaras isentas e inapeláveis, de súbito nenhum rosto se manifestava. A festa interrompida, os sanduíches mordidos na mão, algum pedaço que estava na boca a sobrar seco, inchando tão fora de hora a bochecha. Todos tinham ficado cegos, surdos e mudos, com croquetes na mão. E olhavam impassíveis.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Desamparada, divertida, Dorothy deu o vinho: astuciosamente apenas dois dedos no copo. Inexpressivos, preparados, todos esperaram pela tempestade.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Mas não só a aniversariante não explodiu com a miséria de vinho que Dorothy lhe dera como não mexeu no copo. Seu olhar estava fixo, silencioso. Como se nada tivesse acontecido.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Todos se entreolharam polidos, sorrindo cegamente, abstratos como se um cachorro tivesse feito pipi na sala. Com estoicismo, recomeçaram as vozes e risadas. A nora de Olaria, que tivera o seu primeiro momento uníssono com os outros quando a tragédia vitoriosamente parecia prestes a se desencadear, teve que retornar sozinha à sua severidade, sem ao menos o apoio dos três filhos que agora se misturavam traidoramente com os outros. De sua cadeira reclusa, ela analisava crítica aqueles vestidos sem nenhum modelo, sem um drapeado, a mania que tinham de usar vestido preto com colar de pérolas, o que não era moda coisa nenhuma, não passava era de economia. Examinando distante os sanduíches que quase não tinham levado manteiga. Ela não se servira de nada, de nada! Só comera uma coisa de cada, para experimentar.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;E por assim dizer, de novo a festa estava terminada. As pessoas ficaram sentadas benevolentes. Algumas com a atenção voltada para dentro de si, à espera de alguma coisa a dizer. Outras vazias e expectantes, com um sorriso amável, o estômago cheio daquelas porcarias que não alimentavam mas tiravam a fome. As crianças, já incontroláveis, gritavam cheias de vigor. Umas já estavam de cara imunda; as outras, menores, já molhadas; a tarde cala rapidamente. E Cordélia, Cordélia olhava ausente, com um sorriso estonteado, suportando sozinha o seu segredo. Que é que ela tem? alguém perguntou com uma curiosidade negligente, indicando-a de longe com a cabeça, mas também não responderam. Acenderam o resto das luzes para precipitar a tranqüilidade da noite, as crianças começavam a brigar. Mas as luzes eram mais pálidas que a tensão pálida da tarde. E o crepúsculo de Copacabana, sem ceder, no entanto se alargava cada vez mais e penetrava pelas janelas como um peso.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;— Tenho que ir, disse perturbada uma das noras levantando-se e sacudindo os farelos da saia. Vários se ergueram sorrindo.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;A aniversariante recebeu um beijo cauteloso de cada um como se sua pele tão infamiliar fosse uma armadilha. E, impassível, piscando, recebeu aquelas palavras propositadamente atropeladas que lhe diziam tentando dar um final arranco de efusão ao que não era mais senão passado: a noite já viera quase totalmente. A luz da sala parecia então mais amarela e mais rica, as pessoas envelhecidas. As crianças já estavam histéricas.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;— Será que ela pensa que o bolo substitui o jantar, indagava-se a velha nas suas profundezas.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Mas ninguém poderia adivinhar o que ela pensava. E para aqueles que junto da porta ainda a olharam uma vez, a aniversariante era apenas o que parecia ser: sentada à cabeceira da mesa imunda, com a mão fechada sobre a toalha como encerrando um cetro, e com aquela mudez que era a sua última palavra. Com um punho fechado sobre a mesa, nunca mais ela seria apenas o que ela pensasse. Sua aparência afinal a ultrapassara e, superando-a, se agigantava serena. Cordélia olhou-a espantada. O punho mudo e severo sobre a mesa dizia para a infeliz nora que sem remédio amava talvez pela última vez: É preciso que se saiba. É preciso que se saiba. Que a vida é curta. Que a vida é curta.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Porém nenhuma vez mais repetiu. Porque a verdade era um relance. Cordélia olhou-a estarrecida. E, para nunca mais, nenhuma vez repetiu — enquanto Rodrigo, o neto da aniversariante, puxava a mão daquela mãe culpada, perplexa e desesperada que mais uma vez olhou para trás implorando à velhice ainda um sinal de que uma mulher deve, num ímpeto dilacerante, enfim agarrar a sua derradeira chance e viver. Mais uma vez Cordélia quis olhar.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Mas a esse novo olhar — a aniversariante era uma velha à cabeceira da mesa.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Passara o relance. E arrastada pela mão paciente e insistente de Rodrigo a nora seguiu-o espantada.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;— Nem todos têm o privilégio e o orgulho de se reunirem em torno da mãe, pigarreou José lembrando-se de que Jonga é quem fazia os discursos.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;— Da mãe, vírgula! riu baixo a sobrinha, e a prima mais lenta riu sem achar graça.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;— Nós temos, disse Manoel acabrunhado sem mais olhar para a esposa. Nós temos esse grande privilégio disse distraído enxugando a palma úmida das mãos.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Mas não era nada disso, apenas o mal-estar da despedida, nunca se sabendo ao certo o que dizer, José esperando de si mesmo com perseverança e confiança a próxima frase do discurso. Que não vinha. Que não vinha. Que não vinha. Os outros aguardavam. Como Jonga fazia falta nessas horas — José enxugou a testa com o lenço — como Jonga fazia falta nessas horas! Também fora o único a quem a velha sempre aprovara e respeitara, e isso dera a Jonga tanta segurança. E quando ele morrera, a velha nunca mais falara nele, pondo um muro entre sua morte e os outros. Esquecera-o talvez. Mas não esquecera aquele mesmo olhar firme e direto com que desde sempre olhara os outros filhos, fazendo-os sempre desviar os olhos. Amor de mãe era duro de suportar: José enxugou a testa, heróico, risonho.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;E&lt;span class="Apple-style-span"&gt; de repente veio a frase:&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;— Até o ano que vem! disse José subitamente com malícia, encontrando, assim, sem mais nem menos, a frase certa: uma indireta feliz! Até o ano que vem, hein?, repetiu com receio de não ser compreendido.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Olhou-a, orgulhoso da artimanha da velha que espertamente sempre vivia mais um ano.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;— No ano que vem nos veremos diante do bolo aceso! esclareceu melhor o filho Manoel, aperfeiçoando o espírito do sócio. Até o ano que vem, mamãe! e diante do bolo aceso! disse ele bem explicado, perto de seu ouvido, enquanto olhava obsequiador para José. E a velha de súbito cacarejou um riso frouxo, compreendendo a alusão.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Então ela abriu a boca e disse:&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;— Pois é.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Estimulado pela coisa ter dado tão inesperadamente certo, José gritou-lhe emocionado, grato, com os olhos úmidos:&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;— No ano que vem nos veremos, mamãe!&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;— Não sou surda! disse a aniversariante rude, acarinhada.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Os filhos se olharam rindo, vexados, felizes. A coisa tinha dado certo.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;As crianças foram saindo alegres, com o apetite estragado. A nora de Olaria deu um cascudo de vingança no filho alegre demais e já sem gravata. As escadas eram difíceis, escuras, incrível insistir em morar num prediozinho que seria fatalmente demolido mais dia menos dia, e na ação de despejo Zilda ainda ia dar trabalho e querer empurrar a velha para as noras — pisado o último degrau, com alívio os convidados se encontraram na tranqüilidade fresca da rua. Era noite, sim. Com o seu primeiro arrepio.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Adeus, até outro dia, precisamos nos ver. Apareçam, disseram rapidamente. Alguns conseguiram olhar nos olhos dos outros com uma cordialidade sem receio. Alguns abotoavam os casacos das crianças, olhando o céu à procura de um sinal do tempo. Todos sentindo obscuramente que na despedida se poderia talvez, agora sem perigo de compromisso, ser bom e dizer aquela palavra a mais — que palavra? eles não sabiam propriamente, e olhavam-se sorrindo, mudos. Era um instante que pedia para ser vivo. Mas que era morto. Começaram a se separar, andando meio de costas, sem saber como se desligar dos parentes sem brusquidão.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;— Até o ano que vem! repetiu José a indireta feliz, acenando a mão com vigor efusivo, os cabelos ralos e brancos esvoaçavam. Ele estava era gordo, pensaram, precisava tomar cuidado com o coração. Até o ano que vem! gritou José eloqüente e grande, e sua altura parecia desmoronável. Mas as pessoas já afastadas não sabiam se deviam rir alto para ele ouvir ou se bastaria sorrir mesmo no escuro. Além de alguns pensarem que felizmente havia mais do que uma brincadeira na indireta e que só no próximo ano seriam obrigados a se encontrar diante do bolo aceso; enquanto que outros, já mais no escuro da rua, pensavam se a velha resistiria mais um ano ao nervoso e à impaciência de Zilda, mas eles sinceramente nada podiam fazer a respeito: “Pelo menos noventa anos”, pensou melancólica a nora de Ipanema. “Para completar uma data bonita”, pensou sonhadora.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Enquanto isso, lá em cima, sobre escadas e contingências, estava a aniversariante sentada à cabeceira da mesa, erecta, definitiva, maior do que ela mesma. Será que hoje não vai ter jantar, meditava ela. A morte era o seu mistério.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;LISPECTOR, Clarice. &lt;i&gt;Laços de Família&lt;/i&gt;, Rio de Janeiro: Rocco, 1998: 54-57&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7792626444388820236-8938971990260841581?l=neuzamachadoletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://neuzamachadoletras.blogspot.com/feeds/8938971990260841581/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://neuzamachadoletras.blogspot.com/2011/03/clarice-lispector-feliz-aniversario.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7792626444388820236/posts/default/8938971990260841581'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7792626444388820236/posts/default/8938971990260841581'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://neuzamachadoletras.blogspot.com/2011/03/clarice-lispector-feliz-aniversario.html' title='CLARICE LISPECTOR: FELIZ ANIVERSÁRIO'/><author><name>Neuza Machado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09192586719278533122</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_mQUeHmTf-DM/SR4tJHKHZzI/AAAAAAAAAAw/F2D60bSRL0k/S220/FotoNeuza.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-0LY6ge5UMNk/TZKB2SW3hbI/AAAAAAAACRk/EOPybSxF-ww/s72-c/Mulher%2BCom%2BLeque%2B-%2BJean%2BMetzinger%2B-%2B1913.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7792626444388820236.post-7948016409009357724</id><published>2011-03-19T07:13:00.000-07:00</published><updated>2011-08-18T09:56:00.164-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Neuza Machado'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='POR QUE O PRESIDENTE OBAMA NÃO VAI VER O INIMITÁVEL EX-PRESIDENTE LULA NESTA SUA VIAGEM AO BRASIL?'/><title type='text'>POR QUE O PRESIDENTE OBAMA NÃO VAI VER O INIMITÁVEL EX-PRESIDENTE LULA NESTA SUA VIAGEM AO BRASIL?</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt; &lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;POR QUE O PRESIDENTE OBAMA NÃO VAI VER O INIMITÁVEL EX-PRESIDENTE LULA NESTA SUA VIAGEM AO BRASIL?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;em&gt;NEUZA MACHADO&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-r2le9fcmrEU/TYS7WwX0JHI/AAAAAAAACQk/ODjrUgBtm9A/s1600/Lu%25C3%25ADs%2BIn%25C3%25A1cio%2BLula%2Bda%2BSilva%2B-%2BInesquec%25C3%25ADvel%2BPresidente%2Bdo%2BBrasil.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 431px; FLOAT: left; HEIGHT: 493px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5585795437462561906" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-r2le9fcmrEU/TYS7WwX0JHI/AAAAAAAACQk/ODjrUgBtm9A/s400/Lu%25C3%25ADs%2BIn%25C3%25A1cio%2BLula%2Bda%2BSilva%2B-%2BInesquec%25C3%25ADvel%2BPresidente%2Bdo%2BBrasil.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Meus queridos leitores (os que comungam com os meus bons pressentimentos políticos para o Brasil quiçá para o Mundo), peço-lhes que leiam, no Site Conversa Afiada do Jornalista Paulo Henrique Amorim, o artigo: POR QUE OBAMA NÃO VAI VER O NUNCA DANTES? É um artigo muito interessante e esclarecedor — &lt;a href="http://www.conversaafiada.com.br/mundo/2011/03/19/por-que-o-obama-n%C3%A3o-vai-ver-o-nunca-dantes-por-causa-do-ira/"&gt;www.conversaafiada.com.br/mundo/2011/03/19/por-que-o-obama-n%C3%A3o-vai-ver-o-nunca-dantes-por-causa-do-ira/&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.conversaafiada.com.br/mundo/2011/03/19/por-que-o-obama-n%C3%A3o-vai-ver-o-nunca-dantes-por-causa-do-ira/"&gt;om.br/mundo/2011/03/19/por-que-o-obama-n%C3%A3o-vai-ver-o-nunca-dantes-por-causa-do-ira/&lt;/a&gt; — (não se preocupem com o termo “Nunca Dantes”, é elogio ao Presidente Lula, não possui conotação ofensiva).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object style="WIDTH: 320px; HEIGHT: 200px"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/ojeJ-DCMtls?version=3"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowScriptAccess" value="always"&gt;&lt;br /&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/ojeJ-DCMtls?version=3" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" allowscriptaccess="always" width="320" height="200"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;BRASIL PANDEIRO&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Autor: &lt;em&gt;Assis Valente&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Hoje, 19/03/2011, data do centenário de nascimento de Assis Valente, autor de Brasil Pandeiro. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7792626444388820236-7948016409009357724?l=neuzamachadoletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://neuzamachadoletras.blogspot.com/feeds/7948016409009357724/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://neuzamachadoletras.blogspot.com/2011/03/por-que-o-presidente-obama-nao-vai-ver.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7792626444388820236/posts/default/7948016409009357724'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7792626444388820236/posts/default/7948016409009357724'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://neuzamachadoletras.blogspot.com/2011/03/por-que-o-presidente-obama-nao-vai-ver.html' title='POR QUE O PRESIDENTE OBAMA NÃO VAI VER O INIMITÁVEL EX-PRESIDENTE LULA NESTA SUA VIAGEM AO BRASIL?'/><author><name>Neuza Machado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09192586719278533122</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_mQUeHmTf-DM/SR4tJHKHZzI/AAAAAAAAAAw/F2D60bSRL0k/S220/FotoNeuza.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-r2le9fcmrEU/TYS7WwX0JHI/AAAAAAAACQk/ODjrUgBtm9A/s72-c/Lu%25C3%25ADs%2BIn%25C3%25A1cio%2BLula%2Bda%2BSilva%2B-%2BInesquec%25C3%25ADvel%2BPresidente%2Bdo%2BBrasil.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7792626444388820236.post-4648994117684321526</id><published>2011-03-16T08:02:00.000-07:00</published><updated>2011-03-16T18:50:24.450-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Neuza Machado'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='CONSCIÊNCIA DA LINGUAGEM: NOVO DINAMISMO PSÍQUICO'/><title type='text'>CONSCIÊNCIA DA LINGUAGEM: NOVO DINAMISMO PSÍQUICO</title><content type='html'>&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify" class="MsoTitle"&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: normal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;CONSCIÊNCIA DA LINGUAGEM: NOVO DINAMISMO PSÍQUICO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: normal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;em&gt;NEUZA MACHADO&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-ilOnq6DbRZk/TYDTjX3OmPI/AAAAAAAACQc/nriEKHZnDC0/s1600/Fam%25C3%25ADlia%2BFeliz%2B-%2BAndr%25C3%25A9-Henri%2BDargelas%2B-%2BS%25C3%25A9culo%2BXIX.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 470px; FLOAT: left; HEIGHT: 433px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5584696142593956082" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-ilOnq6DbRZk/TYDTjX3OmPI/AAAAAAAACQc/nriEKHZnDC0/s400/Fam%25C3%25ADlia%2BFeliz%2B-%2BAndr%25C3%25A9-Henri%2BDargelas%2B-%2BS%25C3%25A9culo%2BXIX.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;Uma&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt; &lt;i&gt;imagem&lt;/i&gt; &lt;i&gt;literária&lt;/i&gt; &lt;i&gt;imitada&lt;/i&gt; &lt;i&gt;perde&lt;/i&gt; &lt;i&gt;a&lt;/i&gt; &lt;i&gt;sua&lt;/i&gt; &lt;i&gt;virtude&lt;/i&gt; &lt;i&gt;de&lt;/i&gt; &lt;i&gt;animação&lt;/i&gt;. &lt;i&gt;A&lt;/i&gt; &lt;i&gt;literatura&lt;/i&gt; &lt;i&gt;deve&lt;/i&gt; &lt;i&gt;surpreender&lt;/i&gt;. &lt;i&gt;Certamente&lt;/i&gt;, &lt;i&gt;as&lt;/i&gt; &lt;i&gt;imagens&lt;/i&gt; &lt;i&gt;literárias&lt;/i&gt; &lt;i&gt;podem&lt;/i&gt; &lt;i&gt;explorar&lt;/i&gt; &lt;i&gt;imagens&lt;/i&gt; &lt;i&gt;fundamentais&lt;/i&gt; – &lt;i&gt;e&lt;/i&gt; &lt;i&gt;nosso&lt;/i&gt; &lt;i&gt;trabalho&lt;/i&gt; &lt;i&gt;geral&lt;/i&gt; &lt;i&gt;consiste&lt;/i&gt; &lt;i&gt;em&lt;/i&gt; &lt;i&gt;classificar&lt;/i&gt; &lt;i&gt;essas&lt;/i&gt; &lt;i&gt;imagens&lt;/i&gt; &lt;i&gt;fundamentais&lt;/i&gt; –, &lt;i&gt;mas&lt;/i&gt; &lt;i&gt;cada&lt;/i&gt; &lt;i&gt;uma&lt;/i&gt; &lt;i&gt;das&lt;/i&gt; &lt;i&gt;imagens&lt;/i&gt; &lt;i&gt;que&lt;/i&gt; &lt;i&gt;surgem&lt;/i&gt; &lt;i&gt;sob&lt;/i&gt; &lt;i&gt;a&lt;/i&gt; &lt;i&gt;pena&lt;/i&gt; &lt;i&gt;de&lt;/i&gt; &lt;i&gt;um&lt;/i&gt; &lt;i&gt;escritor&lt;/i&gt; &lt;i&gt;deve&lt;/i&gt; &lt;i&gt;ter&lt;/i&gt; &lt;i&gt;a&lt;/i&gt; &lt;i&gt;sua&lt;/i&gt; &lt;i&gt;diferencial&lt;/i&gt; &lt;i&gt;de&lt;/i&gt; &lt;i&gt;novidade&lt;/i&gt;. &lt;i&gt;Uma&lt;/i&gt; &lt;i&gt;imagem&lt;/i&gt; &lt;i&gt;literária&lt;/i&gt; &lt;i&gt;diz&lt;/i&gt; &lt;i&gt;o&lt;/i&gt; &lt;i&gt;que&lt;/i&gt; &lt;i&gt;nunca&lt;/i&gt; &lt;i&gt;será&lt;/i&gt; &lt;i&gt;imaginado&lt;/i&gt; &lt;i&gt;duas&lt;/i&gt; &lt;i&gt;vezes&lt;/i&gt;. &lt;i&gt;Pode&lt;/i&gt;-&lt;i&gt;se&lt;/i&gt; &lt;i&gt;ter&lt;/i&gt; &lt;i&gt;algum&lt;/i&gt; &lt;i&gt;mérito&lt;/i&gt; &lt;i&gt;em&lt;/i&gt; &lt;i&gt;recopiar&lt;/i&gt; &lt;i&gt;um&lt;/i&gt; &lt;i&gt;quadro&lt;/i&gt;. &lt;i&gt;Não&lt;/i&gt; &lt;i&gt;se&lt;/i&gt; &lt;i&gt;terá&lt;/i&gt; &lt;i&gt;nenhum&lt;/i&gt; &lt;i&gt;em&lt;/i&gt; &lt;i&gt;repetir&lt;/i&gt; &lt;i&gt;uma&lt;/i&gt; &lt;i&gt;imagem&lt;/i&gt; &lt;i&gt;literária&lt;/i&gt;. (Gaston Bachelard)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;Em meados do século XX, o escritor mineiro Guimarães Rosa surpreendeu os meios intelectuais brasileiros valendo-se de uma linguagem fora dos padrões habituais para desenvolver a sua arte literária. Naquele momento, Guimarães Rosa conseguiu a sua &lt;i&gt;diferencial&lt;/i&gt; &lt;i&gt;de&lt;/i&gt; &lt;i&gt;novidade&lt;/i&gt; recriando a antiga técnica de contar estórias exemplares, à moda do sertão de Minas, mas, retiradas criativamente de seu imaginário particular, singularíssimo. Graças a essa diferente forma de narrar, extraiu das recordações íntimas o aspecto altivo do homem sertanejo sustentado pelo primitivismo de uma existência alheada dos valores modernos. O escritor, de origem sertaneja, rejeitando os valores da modernidade, as regras linguísticas formais, as &lt;i&gt;imagens&lt;/i&gt; &lt;i&gt;mascaradas&lt;/i&gt; (limitadas), e buscando o linguajar primordial (provocador), a &lt;i&gt;imaginação&lt;/i&gt; &lt;i&gt;material &lt;/i&gt;(reprodutora) aliada à &lt;i&gt;imaginação criadora&lt;/i&gt; (dinâmica), tornou-se um ativo modelador de um universo diferente&lt;sup&gt; &lt;/sup&gt;(Bachelard). Não quis apenas &lt;i&gt;contemplar&lt;/i&gt; o sertão da infância, recriou-o, domou a matéria terra, e venceu a natureza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;Guimarães Rosa, em suas primeiras narrativas, uniu terra e água em uma massa perfeita. Às vezes, sobressaindo-se mais a terra, outras, a água. Mas, se tivesse registrado apenas o seu &lt;i&gt;ato de modelar&lt;/i&gt; o sertão da infância, por intermédio da &lt;i&gt;imaginação reprodutora&lt;/i&gt;, não teria legado aos pósteros a sua indiscutível arte ficcional. Ele explorou as &lt;i&gt;imagens reprodutoras&lt;/i&gt;, desenvolvendo, inicialmente, o &lt;i&gt;ato de bem ver&lt;/i&gt; a realidade sertaneja, mas soube &lt;i&gt;atingir o domínio de uma imaginação fundamentalmente criadora,&lt;/i&gt; quando rejeitou a &lt;i&gt;cultura realista&lt;/i&gt; e passou a &lt;i&gt;bem sonhar&lt;/i&gt; o seu passado inesquecível, &lt;i&gt;permanecendo fiel ao onirismo dos arquétipos que &lt;/i&gt;[estavam]&lt;i&gt; enraizados&lt;/i&gt; [em seu] &lt;i&gt;inconsciente&lt;/i&gt;. (Bachelard)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;Nas recordações da infância, momentos de pura inspiração o impelem à modelação de trechos narrativos de alta criatividade. Por exemplo, reconstituindo as façanhas infantis de um grupo de crianças, em “A partida do audaz navegante” (Guimarães Rosa), propicia-nos um retorno ao &lt;i&gt;regaço&lt;/i&gt; &lt;i&gt;materno&lt;/i&gt;, seja qual for a significação que queiramos dar a esta expressão: retorno ao útero materno, retorno aos braços carinhosos da mãe, retorno às origens, ou, mesmo, retomada dos valores puros da terra/sertão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;Bachelard nos alerta:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;Afastar a criança da cozinha é condená-la a um exílio que a aparta dos sonhos que nunca conhecerá. Os valores oníricos dos alimentos ativam-se ao se acompanhar a preparação. Quando estudarmos os sonhos da casa natal, veremos a persistência dos sonhos da cozinha. Esses sonhos mergulham num feliz arcaísmo. Feliz o homem que, em criança, &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;“rodou em volta”&lt;i&gt; da dona da casa.&lt;/i&gt; (Gaston Bachelard)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;Nesta narrativa, que assinala um dos mais inspirados momentos criativos de Guimarães Rosa, há um retorno ao &lt;i&gt;regaço materno&lt;/i&gt;, revelando o homem que em criança conheceu as delícias feitas em fogão de lenha. O sertão roseano é o invólucro do sonho da casa natal, repleno de lembranças e recordações. Assim, por exemplo, uma certa manhã de chuva (água) mistura-se à terra, formando a &lt;i&gt;massa&lt;/i&gt; de lembranças imperecíveis. Desse composto de água e terra, evola-se  ficcionalmente  o cheiro dos alimentos de outrora somado às recordações do passado infantil, no qual o menino de então observava sua mamãe mandando &lt;i&gt;Maria Eva estrelar ovos com torresmos e descascar os mamões maduros&lt;/i&gt;. Os sonhos da cozinha estão presentes e vivos nas lembranças (matéria ficcional) e recordações (matéria lírica) do narrador de antigas experiências infantis. Mas, o sonhador das vivências inesquecíveis, agora, já se aliou definitivamente à &lt;i&gt;imaginação criadora&lt;/i&gt; e consegue transmitir ficcionalmente os inumeráveis planos de sua consciência singular.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;Nos sonhos da casa natal, terra, chuva, cozinha e lama se misturam para realçar a figura materna. Num meio repleto de primitivismo, &lt;i&gt;mamãe&lt;/i&gt; é a mais bela, a melhor, e &lt;i&gt;cuida com orgulhos e olhares as três meninas e o menino&lt;/i&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;O Artista  aquele que saiu do sertão dos valores primitivos e adquiriu inúmeros talentos na moderna sociedade brasileira  remodela a figura materna por intermédio de um olhar infantil. Não estaríamos violando regras teórico-críticas, apoiados que estamos na idéia de &lt;i&gt;compreensão&lt;/i&gt; do texto literário  fenomenologia , se afirmássemos que é ele  o Artista Ficcional Guimarães Rosa  o menino que admira a mãe, e que esta admiração só se revelará valiosa mediante a percepção infantil aliada à criatividade do adulto. Graças à percepção infantil, aquecida pelo &lt;i&gt;fogo&lt;/i&gt; &lt;i&gt;familiar&lt;/i&gt; permanentemente aceso nas lembranças do passado, iluminando as recordações do adulto, a voz de &lt;i&gt;mamãe&lt;/i&gt; se transforma em &lt;i&gt;uma voz de vogais doçuras&lt;/i&gt; e &lt;i&gt;a manhã se faz de flores&lt;/i&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;No início, o elemento fogo se sobressai para o &lt;i&gt;cozimento&lt;/i&gt; da massa formada pela terra e pela água. Na &lt;i&gt;cozinha&lt;/i&gt; &lt;i&gt;das&lt;/i&gt; &lt;i&gt;recordações&lt;/i&gt;, os alimentos se tornam saborosos, e a &lt;i&gt;doce&lt;/i&gt; voz materna também se transforma em alimento, &lt;i&gt;nutrindo&lt;/i&gt; a criança, oferecendo-lhe condições de desenvolver o corpo e os sonhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;A cozinha é o &lt;i&gt;gineceu&lt;/i&gt; do sertão roseano, e a sua criação literária só foi possível graças a essa íntima e doce convivência com a terra e a água. Em seus devaneios de dilatação da &lt;i&gt;massa&lt;/i&gt; que irá ao &lt;i&gt;forno&lt;/i&gt; da criação literária, o criador de um mundo ficcional (sustentado pelas lembranças de uma infância feliz), onde os valores poéticos se sobressaem, registra a imagem da mãe, dosando açúcares e farinhas para a feitura de um bolo, enquanto as crianças &lt;i&gt;entrefiam&lt;/i&gt; a estória do audaz navegante, descobridor de lugares além do cotidiano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;Esta narrativa, oriunda dos sonhos dilatados do amanhecer  dos &lt;i&gt;devaneios&lt;/i&gt; &lt;i&gt;da&lt;/i&gt; &lt;i&gt;vontade&lt;/i&gt; de um sonhador-modelador, que sabe &lt;i&gt;trabalhar&lt;/i&gt; sua criatividade ficcional , é uma &lt;i&gt;massa &lt;/i&gt;de palavras bem dosadas. O estilo inconfundível de Guimarães Rosa se faz presente nesta aparentemente simples narrativa, mas, em suas camadas ocultas há uma profunda natureza complexa. &lt;i&gt;As verdadeiras fontes do estilo são fontes oníricas. Um estilo pessoal é o próprio sonho do ser&lt;/i&gt; (Bachelard). Sob a proteção do olhar infantil, o narrador acompanha os movimentos de &lt;i&gt;mamãe&lt;/i&gt;, transforma Pele  a irmã  em uma criança &lt;i&gt;diligentil&lt;/i&gt;, além de dar forma a uma imagem ímpar: Ciganinha  a outra irmã  lendo um livro sem virar a página. Percebe-se, neste discurso inovador, os valores imaginários da criança em seu mais alto grau. A &lt;i&gt;massa perfeita &lt;/i&gt;encontrou seu elemento individualizador, pode transformar o &lt;i&gt;audaz navegante&lt;/i&gt; e seu navio  núcleo de uma sub-estória dentro da narrativa  numa &lt;i&gt;coisa vacum, atamanhada, embatumada, semi-ressequida, obra pastoril no chão de limugem, e às pontas dos capins-chato deixado&lt;/i&gt;. Um cogumelo branco se transforma no audaz navegante, &lt;i&gt;bamboleando&lt;/i&gt; em cima da tal coisa  o navio , que está prestes a ser tragada pela enchente produzida pela chuva anterior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;O escritor, agora vivenciando o cogito&lt;sup&gt;(3) &lt;/sup&gt;da &lt;i&gt;consciência singular&lt;/i&gt; (Bachelard), possui total conhecimento da linguagem infantil. Graças a essa nova convivência com um plano de difícil acesso, próximo das &lt;i&gt;inconsequências&lt;/i&gt; &lt;i&gt;quânticas&lt;/i&gt; (Bachelard), a narrativa de um simples dia de chuva atrelado ao universo infantil transmite um &lt;i&gt;novo dinamismo psíquico&lt;/i&gt; (Bachelard). A imaginação material  matéria terrestre: o sertão composto de pedras, madeiras, metais e gomas  associa-se à imaginação das matérias inconsistentes e móveis  a água, o fogo e o ar , reprodutora da percepção e da memória. Desta associação surge a imaginação criadora do Artista Ficcional, retirada de sua própria &lt;i&gt;solidão&lt;/i&gt; de homem há muito apartado dos valores primários. O Criador Literário refaz a imaginação infantil, uma imaginação intermediária entre as pulsões inconscientes e as primeiras imagens que afloram na consciência. Surge, assim, um discurso diferente, insólito, renovando os arquétipos inconscientes da criança, aquela que repensa o itinerário de aventuras do Audaz Navegante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;Inspirado pela linguagem inerente à criança, ele remodela linguagem ficcional, enriquecendo-a com as &lt;i&gt;recordações&lt;/i&gt; da infância. A narrativa surpreende e encanta, porque o leitor refaz também os primórdios de seu próprio passado. Todas as &lt;i&gt;mamães&lt;/i&gt; se transformam em fadas, surgindo inesperadamente  de &lt;i&gt;contra-flor&lt;/i&gt; , para socorrerem seus filhinhos. (Guimarães Rosa)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;O sonhador de um &lt;i&gt;imaculado&lt;/i&gt; sertão (&lt;i&gt;perfeição&lt;/i&gt; = matéria épica digladiando com a forma ficcional do século XX), distante temporalmente de sua realidade imediata, reinventa seu passado inesquecível, as possibilidades perdidas, os sonhos revividos nos momentos de solidão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;i&gt;No sonho, as palavras reencontram amiúde o seu sentido antropomórfico profundo. Aliás, pode-se observar que a modelagem inconsciente não é coisista; é animalista. A criança entregue a si mesma modela a galinha ou o coelho. Cria vida&lt;/i&gt;. (Gaston Bachelard)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;As palavras remodelam o homem e a vida, refazem as imagens do inconsciente, dão substância aos pensamentos e, aqui, dão substância aos pensamentos de um criador ficcional que se apossa engenhosamente do universo infantil. A modelagem inconsciente, retirada dos sonhos da infância, faz o leitor-eleito retornar às alegrias primeiras da descoberta da vida. Nessa região psíquica, entre as pulsões inconscientes e as primeiras imagens da consciência infantil, o narrador-mirim de um sertão imaculado, &lt;i&gt;avatar&lt;/i&gt; do narrador moderno (submetido diariamente a experiências comunitárias conflitantes), recria seu antigo mundo familiar, transformando uma manhã de chuva normal em uma narrativa onírica e poética, propulsora de profundas meditações para esse mesmo leitor.&lt;?xml:namespace prefix = o /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7792626444388820236-4648994117684321526?l=neuzamachadoletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://neuzamachadoletras.blogspot.com/feeds/4648994117684321526/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://neuzamachadoletras.blogspot.com/2011/03/consciencia-da-linguagem-novo-dinamismo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7792626444388820236/posts/default/4648994117684321526'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7792626444388820236/posts/default/4648994117684321526'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://neuzamachadoletras.blogspot.com/2011/03/consciencia-da-linguagem-novo-dinamismo.html' title='CONSCIÊNCIA DA LINGUAGEM: NOVO DINAMISMO PSÍQUICO'/><author><name>Neuza Machado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09192586719278533122</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_mQUeHmTf-DM/SR4tJHKHZzI/AAAAAAAAAAw/F2D60bSRL0k/S220/FotoNeuza.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-ilOnq6DbRZk/TYDTjX3OmPI/AAAAAAAACQc/nriEKHZnDC0/s72-c/Fam%25C3%25ADlia%2BFeliz%2B-%2BAndr%25C3%25A9-Henri%2BDargelas%2B-%2BS%25C3%25A9culo%2BXIX.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7792626444388820236.post-2795160338452558984</id><published>2011-03-15T17:14:00.000-07:00</published><updated>2011-03-15T17:30:39.012-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='CLARICE LISPECTOR - UM “AMOR” DE NARRATIVA'/><title type='text'>CLARICE LISPECTOR - UM “AMOR” DE NARRATIVA</title><content type='html'>&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;CLARICE LISPECTOR - UM “AMOR” DE NARRATIVA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;em&gt;NEUZA MACHADO&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-5jOzyrBlUQc/TYADwrZ1HxI/AAAAAAAACQU/kf-c5RFcmjg/s1600/Clarice%2BLispector.jpg"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 420px; FLOAT: left; HEIGHT: 470px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5584467672759082770" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-5jOzyrBlUQc/TYADwrZ1HxI/AAAAAAAACQU/kf-c5RFcmjg/s400/Clarice%2BLispector.jpg" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;Nesta postagem, é meu propósito reverenciar a escritora Clarice Lispector, uma das mais sublimes criadoras ficcionais da literatura brasileira do século passado. E atendendo às solicitações dos admiradores dos “incomuns” e excelentes contos desta notável escritora, os quais enviaram-me seus pedidos, escolhi o conto “Amor” por revelar, com especial importância, aos leitores deste ímpar texto ficcional qual era o papel da mulher brasileira em meados do século XX. Por meio da personagem Ana, Clarice representou a mulher brasileira que, sem ter perspectivas de ser feliz e submetida às normas sociais retrógradas, compreendia a necessidade de continuar vivendo um tipo de vida que, se dependesse apenas de sua vontade, já a teria transmudado há muito tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;Infere-se, a partir do texto, que a personagem Ana era uma pessoa acomodada e que, mesmo conformada, sem perceber que o seu mundo familiar se esfacelava, buscava manter-se imune diante de uma provável revolução existencial, não se deixando dominar pelas paixões desestabilizantes. Infere-se, também, que ela abafava seus desejos individuais para manter o bem-estar de sua família.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;Até que, um dia, depois de fazer umas compras necessárias para um jantar em família, voltando para casa de bonde, Ana foi surpreendida pelo insólito: “um cego mascando chicles” e fazendo movimentos labiais grotescos, gozando a plena liberdade de viver...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;AMOR&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Clarice Lispector&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;Um pouco cansada, com as compras deformando o novo saco de tricô, Ana subiu no bonde. Depositou o volume no colo e o bonde começou a andar. Recostou-se então no banco procurando conforto, num suspiro de meia satisfação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;Os filhos de Ana eram bons, uma coisa verdadeira e sumarenta. Cresciam, tomavam banho, exigiam para si, malcriados, instantes cada vez mais completos. A cozinha era enfim espaçosa, o fogão enguiçado dava estouros. O calor era forte no apartamento que estavam aos poucos pagando. Mas o vento batendo nas cortinas que ela mesma cortara lembrava-lhe que se quisesse podia parar e enxugar a testa, olhando o calmo horizonte. Como um lavrador. Ela plantara as sementes que tinha na mão, não outras, mas essas apenas. E cresciam árvores. Crescia sua rápida conversa com o cobrador de luz, crescia a água enchendo o tanque, cresciam seus filhos, crescia a mesa com comidas, o marido chegando com os jornais e sorrindo de fome, o canto importuno das empregadas do edifício. Ana dava a tudo, tranquilamente, sua mão pequena e forte, sua corrente de vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;Certa hora da tarde era mais perigosa. Certa hora da tarde as árvores que plantara riam dela. Quando nada mais precisava de sua força, inquietava-se. No entanto sentia-se mais sólida do que nunca, seu corpo engrossara um pouco e era de se ver o modo como cortava blusas para os meninos, a grande tesoura dando estalidos na fazenda. Todo o seu desejo vagamente artístico encaminhara-se há muito no sentido de tornar os dias realizados e belos; com o tempo, seu gosto pelo decorativo se desenvolvera e suplantara a íntima desordem. Parecia ter descoberto que tudo era passível de aperfeiçoamento, a cada coisa se emprestaria uma aparência harmoniosa; a vida podia ser feita pela mão do homem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;No fundo, Ana sempre tivera necessidade de sentir a raiz firme das coisas. E isso um lar perplexamente lhe dera. Por caminhos tortos, viera a cair num destino de mulher, com a surpresa de nele caber como se o tivesse inventado. O homem com quem casara era um homem verdadeiro, os filhos que tivera eram filhos verdadeiros. Sua juventude anterior parecia-lhe estranha como uma doença de vida. Dela havia aos poucos emergido para descobrir que também sem a felicidade se vivia: abolindo-a, encontrara uma legião de pessoas, antes invisíveis, que viviam como quem trabalha — com persistência, continuidade, alegria. O que sucedera a Ana antes de ter o lar estava para sempre fora de seu alcance: uma exaltação perturbada que tantas vezes se confundira com felicidade insuportável. Criara em troca algo enfim compreensível, uma vida de adulto. Assim ela o quisera e o escolhera.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;Sua precaução reduzia-se a tomar cuidado na hora perigosa da tarde, quando a casa estava vazia sem precisar mais dela, o sol alto, cada membro da família distribuído nas suas funções. Olhando os móveis limpos, seu coração se apertava um pouco em espanto. Mas na sua vida não havia lugar para que sentisse ternura pelo seu espanto — ela o abafava com a mesma habilidade que as lides em casa lhe haviam transmitido. Saía então para fazer compras ou levar objetos para consertar, cuidando do lar e da família à revelia deles. Quando voltasse era o fim da tarde e as crianças vindas do colégio exigiam-na. Assim chegaria a noite, com sua tranquila vibração. De manhã acordaria aureolada pelos calmos deveres. Encontrava os móveis de novo empoeirados e sujos, como se voltassem arrependidos. Quanto a ela mesma, fazia obscuramente parte das raízes negras e suaves do mundo. E alimentava anonimamente a vida. Estava bom assim. Assim ela o quisera e escolhera.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;O bonde vacilava nos trilhos, entrava em ruas largas. Logo um vento mais úmido soprava anunciando, mais que o fim da tarde, o fim da hora instável. Ana respirou profundamente e uma grande aceitação deu a seu rosto um ar de mulher.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;O bonde se arrastava, em seguida estacava. Até Humaitá tinha tempo de descansar. Foi então que olhou para o homem parado no ponto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;A diferença entre ele e os outros é que ele estava realmente parado. De pé, suas mãos se mantinham avançadas. Era um cego.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;O que havia mais que fizesse Ana se aprumar em desconfiança? Alguma coisa intranqüila estava sucedendo. Então ela viu: o cego mascava chicles... Um homem cego mascava chicles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;Ana ainda teve tempo de pensar por um segundo que os irmãos viriam jantar — o coração batia-lhe violento, espaçado. Inclinada, olhava o cego profundamente, como se olha o que não nos vê. Ele mascava goma na escuridão. Sem sofrimento, com os olhos abertos. O movimento da mastigação fazia-o parecer sorrir e de repente deixar de sorrir, sorrir e deixar de sorrir — como se ele a tivesse insultado, Ana olhava-o. E quem a visse teria a impressão de uma mulher com ódio. Mas continuava a olhá-lo, cada vez mais inclinada — o bonde deu uma arrancada súbita jogando-a desprevenida para trás, o pesado saco de tricô despencou-se do colo, ruiu no chão — Ana deu um grito, o condutor deu ordem de parada antes de saber do que se tratava — o bonde estacou, os passageiros olharam assustados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;Incapaz de se mover para apanhar suas compras, Ana se aprumava pálida. Uma expressão de rosto, há muito não usada, ressurgia-lhe com dificuldade, ainda incerta, incompreensível. O moleque dos jornais ria entregando-lhe o volume. Mas os ovos se haviam quebrado no embrulho de jornal. Gemas amarelas e viscosas pingavam entre os fios da rede. O cego interrompera a mastigação e avançava as mãos inseguras, tentando inutilmente pegar o que acontecia. O embrulho dos ovos foi jogado fora da rede e, entre os sorrisos dos passageiros e o sinal do condutor, o bonde deu a nova arrancada de partida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;Poucos instantes depois já não a olhavam mais. O bonde se sacudia nos trilhos e o cego mascando goma ficara atrás para sempre. Mas o mal estava feito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;A rede de tricô era áspera entre os dedos, não íntima como quando a tricotara. A rede perdera o sentido e estar num bonde era um fio partido; não sabia o que fazer com as compras no colo. E como uma estranha música, o mundo recomeçava ao redor. O mal estava feito. Por quê? Teria esquecido de que havia cegos? A piedade a sufocava, Ana respirava pesadamente. Mesmo as coisas que existiam antes do acontecimento estavam agora de sobreaviso, tinham um ar mais hostil, perecível... O mundo se tornara de novo um mal-estar. Vários anos ruíam, as gemas amarelas escorriam. Expulsa de seus próprios dias, parecia-lhe que as pessoas da rua eram periclitantes, que se mantinham por um mínimo equilíbrio à tona da escuridão — e por um momento a falta de sentido deixava-as tão livres que elas não sabiam para onde ir. Perceber uma ausência de lei foi tão súbito que Ana se agarrou ao banco da frente, como se pudesse cair do bonde, como se as coisas pudessem ser revertidas com a mesma calma com que não o eram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;O que chamava de crise viera afinal. E sua marca era o prazer intenso com que olhava agora as coisas, sofrendo espantada. O calor se tornara mais abafado, tudo tinha ganho uma força e vozes mais altas. Na Rua Voluntários da Pátria parecia prestes a rebentar uma revolução, as grades dos esgotos estavam secas, o ar empoeirado. Um cego mascando chicles mergulhara o mundo em escura sofreguidão. Em cada pessoa forte havia a ausência de piedade pelo cego e as pessoas assustavam-na com o vigor que possuíam. Junto dela havia uma senhora de azul, com um rosto. Desviou o olhar, depressa. Na calçada, uma mulher deu um empurrão no filho! Dois namorados entrelaçavam os dedos sorrindo... E o cego? Ana caíra numa bondade extremamente dolorosa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;Ela apaziguara tão bem a vida, cuidara tanto para que esta não explodisse. Mantinha tudo em serena compreensão, separava uma pessoa das outras, as roupas eram claramente feitas para serem usadas e podia-se escolher pelo jornal o filme da noite - tudo feito de modo a que um dia se seguisse ao outro. E um cego mascando goma despedaçava tudo isso. E através da piedade aparecia a Ana uma vida cheia de náusea doce, até a boca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;Só então percebeu que há muito passara do seu ponto de descida. Na fraqueza em que estava, tudo a atingia com um susto; desceu do bonde com pernas débeis, olhou em torno de si, segurando a rede suja de ovo. Por um momento não conseguia orientar-se. Parecia ter saltado no meio da noite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;Era uma rua comprida, com muros altos, amarelos. Seu coração batia de medo, ela procurava inutilmente reconhecer os arredores, enquanto a vida que descobrira continuava a pulsar e um vento mais morno e mais misterioso rodeava-lhe o rosto. Ficou parada olhando o muro. Enfim pôde localizar-se. Andando um pouco mais ao longo de uma sebe, atravessou os portões do Jardim Botânico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;Andava pesadamente pela alameda central, entre os coqueiros. Não havia ninguém no Jardim. Depositou os embrulhos na terra, sentou-se no banco de um atalho e ali ficou muito tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;A vastidão parecia acalmá-la, o silêncio regulava sua respiração. Ela adormecia dentro de si.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;De longe via a aléia onde a tarde era clara e redonda. Mas a penumbra dos ramos cobria o atalho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;Ao seu redor havia ruídos serenos, cheiro de árvores, pequenas surpresas entre os cipós. Todo o Jardim triturado pelos instantes já mais apressados da tarde. De onde vinha o meio sonho pelo qual estava rodeada? Como por um zunido de abelhas e aves. Tudo era estranho, suave demais, grande demais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;Um movimento leve e íntimo a sobressaltou — voltou-se rápida. Nada parecia se ter movido. Mas na aléia central estava imóvel um poderoso gato. Seus pêlos eram macios. Em novo andar silencioso, desapareceu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;Inquieta, olhou em torno. Os ramos se balançavam, as sombras vacilavam no chão. Um pardal ciscava na terra. E de repente, com mal-estar, pareceu-lhe ter caído numa emboscada. Fazia-se no Jardim um trabalho secreto do qual ela começava a se aperceber.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;Nas árvores as frutas eram pretas, doces como mel. Havia no chão caroços secos cheios de circunvoluções, como pequenos cérebros apodrecidos. O banco estava manchado de sucos roxos. Com suavidade intensa rumorejavam as águas. No tronco da árvore pregavam-se as luxuosas patas de uma aranha. A crueza do mundo era tranqüila. O assassinato era profundo. E a morte não era o que pensávamos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;Ao mesmo tempo que imaginário — era um mundo de se comer com os dentes, um mundo de volumosas dálias e tulipas. Os troncos eram percorridos por parasitas folhudas, o abraço era macio, colado. Como a repulsa que precedesse uma entrega — era fascinante, a mulher tinha nojo, e era fascinante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;As árvores estavam carregadas, o mundo era tão rico que apodrecia. Quando Ana pensou que havia crianças e homens grandes com fome, a náusea subiu-lhe à garganta, como se ela estivesse grávida e abandonada. A moral do Jardim era outra. Agora que o cego a guiara até ele, estremecia nos primeiros passos de um mundo faiscante, sombrio, onde vitórias-régias boiavam monstruosas. As pequenas flores espalhadas na relva não lhe pareciam amarelas ou rosadas, mas cor de mau ouro e escarlates. A decomposição era profunda, perfumada... Mas todas as pesadas coisas, ela via com a cabeça rodeada por um enxame de insetos enviados pela vida mais fina do mundo. A brisa se insinuava entre as flores. Ana mais adivinhava que sentia o seu cheiro adocicado... O Jardim era tão bonito que ela teve medo do Inferno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;Era quase noite agora e tudo parecia cheio, pesado, um esquilo voou na sombra. Sob os pés a terra estava fofa, Ana aspirava-a com delícia. Era fascinante, e ela sentia nojo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;Mas quando se lembrou das crianças, diante das quais se tornara culpada, ergueu-se com uma exclamação de dor. Agarrou o embrulho, avançou pelo atalho obscuro, atingiu a alameda. Quase corria — e via o Jardim em torno de si, com sua impersonalidade soberba. Sacudiu os portões fechados, sacudia-os segurando a madeira áspera. O vigia apareceu espantado de não a ter visto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;Enquanto não chegou à porta do edifício, parecia à beira de um desastre. Correu com a rede até o elevador, sua alma batia-lhe no peito — o que sucedia? A piedade pelo cego era tão violenta como uma ânsia, mas o mundo lhe parecia seu, sujo, perecível, seu. Abriu a porta de casa. A sala era grande, quadrada, as maçanetas brilhavam limpas, os vidros da janela brilhavam, a lâmpada brilhava — que nova terra era essa? E por um instante a vida sadia que levara até agora pareceu-lhe um modo moralmente louco de viver. O menino que se aproximou correndo era um ser de pernas compridas e rosto igual ao seu, que corria e a abraçava. Apertou-o com força, com espanto. Protegia-se tremula. Porque a vida era periclitante. Ela amava o mundo, amava o que fora criado — amava com nojo. Do mesmo modo como sempre fora fascinada pelas ostras, com aquele vago sentimento de asco que a aproximação da verdade lhe provocava, avisando-a. Abraçou o filho, quase a ponto de machucá-lo. Como se soubesse de um mal — o cego ou o belo Jardim Botânico? — agarrava-se a ele, a quem queria acima de tudo. Fora atingida pelo demônio da fé. A vida é horrível, disse-lhe baixo, faminta. O que faria se seguisse o chamado do cego? Iria sozinha... Havia lugares pobres e ricos que precisavam dela. Ela precisava deles... Tenho medo, disse. Sentia as costelas delicadas da criança entre os braços, ouviu o seu choro assustado. Mamãe, chamou o menino. Afastou-o, olhou aquele rosto, seu coração crispou-se. Não deixe mamãe te esquecer, disse-lhe. A criança mal sentiu o abraço se afrouxar, escapou e correu até a porta do quarto, de onde olhou-a mais segura. Era o pior olhar que jamais recebera. O sangue subiu-lhe ao rosto, esquentando-o.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;Deixou-se cair numa cadeira com os dedos ainda presos na rede. De que tinha vergonha?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;Não havia como fugir. Os dias que ela forjara haviam-se rompido na crosta e a água escapava. Estava diante da ostra. E não havia como não olhá-la. De que tinha vergonha? É que já não era mais piedade, não era só piedade: seu coração se enchera com a pior vontade de viver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;Já não sabia se estava do lado do cego ou das espessas plantas. O homem pouco a pouco se distanciara e em tortura ela parecia ter passado para o lados que lhe haviam ferido os olhos. O Jardim Botânico, tranqüilo e alto, lhe revelava. Com horror descobria que pertencia à parte forte do mundo — e que nome se deveria dar a sua misericórdia violenta? Seria obrigada a beijar um leproso, pois nunca seria apenas sua irmã. Um cego me levou ao pior de mim mesma, pensou espantada. Sentia-se banida porque nenhum pobre beberia água nas suas mãos ardentes. Ah! era mais fácil ser um santo que uma pessoa! Por Deus, pois não fora verdadeira a piedade que sondara no seu coração as águas mais profundas? Mas era uma piedade de leão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;Humilhada, sabia que o cego preferiria um amor mais pobre. E, estremecendo, também sabia por quê. A vida do Jardim Botânico chamava-a como um lobisomem é chamado pelo luar. Oh! mas ela amava o cego! pensou com os olhos molhados. No entanto não era com este sentimento que se iria a uma igreja. Estou com medo, disse sozinha na sala. Levantou-se e foi para a cozinha ajudar a empregada a preparar o jantar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;Mas a vida arrepiava-a, como um frio. Ouvia o sino da escola, longe e constante. O pequeno horror da poeira ligando em fios a parte inferior do fogão, onde descobriu a pequena aranha. Carregando a jarra para mudar a água - havia o horror da flor se entregando lânguida e asquerosa às suas mãos. O mesmo trabalho secreto se fazia ali na cozinha. Perto da lata de lixo, esmagou com o pé a formiga. O pequeno assassinato da formiga. O mínimo corpo tremia. As gotas d'água caíam na água parada do tanque. Os besouros de verão. O horror dos besouros inexpressivos. Ao redor havia uma vida silenciosa, lenta, insistente. Horror, horror. Andava de um lado para outro na cozinha, cortando os bifes, mexendo o creme. Em torno da cabeça, em ronda, em torno da luz, os mosquitos de uma noite cálida. Uma noite em que a piedade era tão crua como o amor ruim. Entre os dois seios escorria o suor. A fé a quebrantava, o calor do forno ardia nos seus olhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;Depois o marido veio, vieram os irmãos e suas mulheres, vieram os filhos dos irmãos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;Jantaram com as janelas todas abertas, no nono andar. Um avião estremecia, ameaçando no calor do céu. Apesar de ter usado poucos ovos, o jantar estava bom. Também suas crianças ficaram acordadas, brincando no tapete com as outras. Era verão, seria inútil obrigá-las a dormir. Ana estava um pouco pálida e ria suavemente com os outros. Depois do jantar, enfim, a primeira brisa mais fresca entrou pelas janelas. Eles rodeavam a mesa, a família. Cansados do dia, felizes em não discordar, tão dispostos a não ver defeitos. Riam-se de tudo, com o coração bom e humano. As crianças cresciam admiravelmente em torno deles. E como a uma borboleta, Ana prendeu o instante entre os dedos antes que ele nunca mais fosse seu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;Depois, quando todos foram embora e as crianças já estavam deitadas, ela era uma mulher bruta que olhava pela janela. A cidade estava adormecida e quente. O que o cego desencadeara caberia nos seus dias? Quantos anos levaria até envelhecer de novo? Qualquer movimento seu e pisaria numa das crianças. Mas com uma maldade de amante, parecia aceitar que da flor saísse o mosquito, que as vitórias-régias boiassem no escuro do lago. O cego pendia entre os frutos do Jardim Botânico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;Se fora um estouro do fogão, o fogo já teria pegado em toda a casa! pensou correndo para a cozinha e deparando com o seu marido diante do café derramado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;— O que foi?! gritou vibrando toda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;Ele se assustou com o medo da mulher. E de repente riu entendendo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;— Não foi nada, disse, sou um desajeitado. Ele parecia cansado, com olheiras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;Mas diante do estranho rosto de Ana, espiou-a com maior atenção. Depois atraiu-a a si, em rápido afago.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;— Não quero que lhe aconteça nada, nunca! disse ela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;— Deixe que pelo menos me aconteça o fogão dar um estouro, respondeu ele sorrindo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;Ela continuou sem força nos seus braços. Hoje de tarde alguma coisa tranquila se rebentara, e na casa toda havia um tom humorístico, triste. É hora de dormir, disse ele, é tarde. Num gesto que não era seu, mas que pareceu natural, segurou a mão da mulher, levando-a consigo sem olhar para trás, afastando-a do perigo de viver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;Acabara-se a vertigem de bondade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;E, se atravessara o amor e o seu inferno, penteava-se agora diante do espelho, por um instante sem nenhum mundo no coração. Antes de se deitar, como se apagasse uma vela, soprou a pequena flama do dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Texto extraído no livro &lt;i&gt;Laços&lt;/i&gt; &lt;i&gt;de&lt;/i&gt; &lt;i&gt;Família&lt;/i&gt;, Editora Rocco, Rio de Janeiro: 1998.&lt;/span&gt;&lt;?xml:namespace prefix = o /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7792626444388820236-2795160338452558984?l=neuzamachadoletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://neuzamachadoletras.blogspot.com/feeds/2795160338452558984/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://neuzamachadoletras.blogspot.com/2011/03/clarice-lispector-um-amor-de-narrativa.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7792626444388820236/posts/default/2795160338452558984'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7792626444388820236/posts/default/2795160338452558984'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://neuzamachadoletras.blogspot.com/2011/03/clarice-lispector-um-amor-de-narrativa.html' title='CLARICE LISPECTOR - UM “AMOR” DE NARRATIVA'/><author><name>Neuza Machado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09192586719278533122</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_mQUeHmTf-DM/SR4tJHKHZzI/AAAAAAAAAAw/F2D60bSRL0k/S220/FotoNeuza.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-5jOzyrBlUQc/TYADwrZ1HxI/AAAAAAAACQU/kf-c5RFcmjg/s72-c/Clarice%2BLispector.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7792626444388820236.post-2209190487732977647</id><published>2011-03-09T10:53:00.000-08:00</published><updated>2011-03-09T11:11:19.815-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Neuza Machado'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ARRAS POR FORO DE ESPANHA: A QUESTÃO DO HERÓI ROMÂNTICO NA LITERATURA PORTUGUESA'/><title type='text'>ARRAS POR FORO DE ESPANHA: A QUESTÃO DO HERÓI ROMÂNTICO NA LITERATURA PORTUGUESA</title><content type='html'>&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify" class="MsoTitle" align="left"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: normal;font-size:130%;" &gt;&lt;strong&gt;ARRAS POR FORO DE ESPANHA&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: normal;font-size:130%;" &gt;&lt;strong&gt;: A QUESTÃO DO HERÓI ROMÂNTICO NA LITERATURA PORTUGUESA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;NEUZA MACHADO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-rKq0BSrlMnA/TXfQg4rab7I/AAAAAAAACQE/7p-huS9u5Bg/s1600/Leonor%2BTeles.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 435px; FLOAT: left; HEIGHT: 401px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5582159526537883570" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-rKq0BSrlMnA/TXfQg4rab7I/AAAAAAAACQE/7p-huS9u5Bg/s400/Leonor%2BTeles.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Alexandre Herculano foi soldado, foi poeta, mas, sobretudo, foi um excepcional narrador das origens e lendas de Portugal. Paralelamente ao seu ofício de Historiador, o escritor romântico português desenvolveu por meio de diretivas ficcionais um modo todo especial de reviver a história do passado de sua nação, dando-lhe um aspecto quase lendário. Observa-se isto em muitas de suas obras, como “O Bispo Negro”, por exemplo, no qual o plano sócio-substancial da narrativa se entrelaça de forma admirável com o imaginário-em-aberto da autêntica criação literária. Em “O Bispo Negro”, Alexandre Herculano, querendo desmitificar a aura de santidade de Afonso Henriques, que se tornou conhecido pelos pósteros como de origem divina, cria-lhe outra aura: a de homem valente e irascível, que não teme nem mesmo a ira de Deus. Em um certo momento da narrativa, ao exigir que o Papa revogasse a sua excomunhão, Afonso Henriques não o faz por medo dos castigos do inferno, mas para reforçar a sua condição de rei, isto é, o seu prestígio como rei. Para tal exigência, usa até mesmo a força física. Quanto ao bispo “negro” será que em verdade existiu? Não se sabe com plena certeza, e aí entra o lendário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;Em “Arras por foro de Espanha”, Herculano não foge à regra. É uma narrativa histórica, repleta das características intrínsecas do romantismo português do século XIX, principalmente a característica da retomada de valores medievais, e, por tal razão, ambientada em pleno século XIV, assim como “O Bispo Negro”, que se estabelece no século XII.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;Por intermédio da análise linear há a possibilidade de se detectar uma parte da trajetória do reinado de Dom Fernando, 4&lt;sup&gt;o&lt;/sup&gt; rei da Segunda Dinastia de Portugal, e seu problemático casamento com Dona Leonor Teles de Meneses. Alexandre Herculano realça a idéia de que o povo português da época não aceitava tal união, por julgá-la indigna de seu rei. Dona Leonor já era casada com João Lourenço da Cunha e, mesmo assim, conseguiu conquistar o amor do rei para satisfazer a sua ambição de poder. O rei julgava-se amado e por isso não via esse aspecto negativo da personalidade de Dona Leonor. Estava cego de paixão, mas o povo via, e sofria. Os nobres também desaprovavam, pois a união com uma mulher casada não se adequava às leis religiosas e políticas da fase final da Idade Média. Assim, a nobreza, maledicente e descontente, soube direcionar aos ouvidos da população os indícios de sua própria revolta, e que resultou logo depois em muito sangue derramado (o dote exigido pela rainha) e na vitória da adúltera.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;Para um leitor menos exigente, isto é o que fica de concreto em relação à história recontada ficcionalmente por Alexandre Herculano. Mas, na verdade, ao ler-se uma obra ficcional, principalmente quando esta for considerada de primeiríssima qualidade, o leitor analista e/ou intérprete não deverá fixar-se apenas em palavras e orações, e, muito menos, decorar o conteúdo escrito; o que deverá permanecer em seu intelecto é a compreensão do não-dito da obra analisada, ou seja, aquilo que o escritor deixou latente nas entrelinhas da camada visível de seu texto literário. Por exemplo, em uma análise mais profunda, aliada à interpretação fenomenológica, pode-se captar o invisível do texto-arte, isto é, aquilo que só é detectável com o auxílio do entendimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;Em “Arras por foro de Espanha”, Alexandre Herculano oferece ao leitor uma narrativa dividida em sete partes (é natural em Herculano o uso dos números cabalísticos). Em cada parte se desenvolve um tipo diferente de narração (observar as diferenças inerentes aos conceitos de narrativa e narração), cada qual entremeada por ações distintas. Em todas as narrativas de Herculano não há como se observar um fio narrativo com episódios simultâneos. Os episódios são, ao contrário, estanques, carregados de uma forte carga emocional, episódios semelhantes a quadros que, dispostos ao longo de uma parede, narrassem ao apreciador as peripécias de um momento do passado. O escritor romântico Alexandre Herculano, graças a um narrar singularíssimo, apesar das diretrizes formais de seu momento estético, se metamorfoseia em pintor/ficcionista e, assim, por meio de palavras, oferece aos leitores dos séculos seguintes quadros vivos de um passado distante. Por intermédio de pinceladas narrativas fortes e seguras, caracteriza as personalidades de seus personagens ficcionais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;Em verdade, os personagens em questão existiram, fizeram parte da História da nação portuguesa. Mas, graças ao poder narrativo de Herculano, passam a existir na mente do leitor do porvir por meio do plano metafísico. O caráter diabólico de Dona Leonor adquire uma faceta irreal. Alguns leitores custam a aceitar (outros já aceitam de imediato) o fato de ter existido, em realidade, uma mulher tão pérfida e ambiciosa, sem um mínimo rasgo de bondade. Esta inaceitabilidade gera a dúvida, a dúvida gera a compreensão, a compreensão gera a modificação. O que isto quer dizer? Quer dizer que começam a aparecer perguntas e reflexões, de acordo com a sensibilidade ou de acordo com o conhecimento de cada um. Assim, um determinado leitor neófito poderá dizer: “Que mulher perversa, má, interesseira, sem princípios!” Aí poderá vir o contraponto também de um outro leitor neófito: “Coitada! Foi tão perseguida, caluniada, enlameada. Será que ela não tinha o direito de ser amada? Será que ela foi realmente má? Não teria Herculano (ou a História) acentuado um caráter forte que poderia não ser tão mau assim? Será que ela não foi vítima dos acontecimentos em vez de carrasco?” Assim, graças a pensamentos especulativos, passa-se a uma espécie de compreensão primária das mensagens temporais que estão ocultas no texto ficcional, historicamente passa-se a modificar o caráter dos personagens. O leitor não seria humano se não agisse assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;Entretanto, o estudioso da literatura portuguesa, desenvolvendo um ponto de vista analítico mais elaborado, poderá aprofundar-se em princípio em sua análise e, posteriormente, na compreensão fenomenológica desta narrativa de Alexandre Herculano em particular, cujo conteúdo naturalmente submete-se ao modelo romântico, e dela retirar as impressões pessoais do autor, as quais se ocultam nas entrelinhas de sua ficção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;Pelo ponto de vista da livre interpretação, escorada naturalmente nos preceitos da orientação fenomenológica, o leitor atento poderá descobrir que a narrativa apresenta um Dom Fernando fraco, subjugado pela paixão por uma mulher de caráter interesseiro. É aceitável essa fraqueza. É comovente a grandiosidade dessa paixão. Mas, ele não foi tão fraco ao enfrentar a oposição da nobreza e do povo em relação ao seu casamento (se bem que a narrativa faz crer que ele era conduzido pelas mãos firmes de Dona Leonor), pois se fosse fraco acataria a decisão da maioria. Não foi fraco, por exemplo, ao selar a condenação dos traidores. Será que, realmente, ele “sentiu horror” ao assinar a condenação? Ou ele, também, era conivente com as idéias de vingança de Dona Leonor? Quem poderá afirmar com certeza o que se passa no coração humano? E, além disso, não se deve esquecer que a história de Herculano segue os pressupostos do romantismo português do século dezenove, e que o conteúdo ficcional da mesma destaca a época de barbarismos da Idade Média. Matar, naquele período medieval era um ato comum. As vinganças também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;Está claro que Herculano, como um fecundo narrador filiado à estética romântica, e principalmente como historiador, possuía um primoroso conhecimento da História de Portugal. A verdade é que, por mais que mostre o caráter negativo de Dona Leonor, ele deixa uma frestazinha, mínima, oferecendo ao leitor a possibilidade de amar a personagem ao invés de odiá-la. Ao ler a frase, já no final da narrativa, “Dona Leonor triunfara”, o leitor de Herculano sente um certo júbilo. É a vitória do mais forte, pelo ponto de vista do padrão narrativo romântico, não importando o sangue derramado. O leitor da estética romântica ama os fortes e corajosos, os fracos não têm vez. O herói ou heroína do Romantismo, ao final, sairá sempre como vencedor&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;E, Dom Diniz, o meio-irmão de D. Fernando? Este, ao longo da narrativa, é apenas um dos candidatos ao trono vago com a morte do irmão monarca, ou seja, nos domínios da ficção é a força motriz para gerar confusões. Dom Diniz é tão ambicioso quanto Dona Leonor, talvez até mais, pois não se acanha em unir-se ao matador de sua mãe, na tentativa de derrubar aquela que se tornara um entrave às suas pretensões. Herculano pinta-o como um jovem orgulhoso e cheio de brios ao enfrentar o irmão, recusando-se a beijar a mão de Leonor Teles, mas, basta que o analista literário busque o auxílio da História e achará assentado o caráter brigão e virulento do infante. Retomando a História de Portugal, o leitor-analista poderá descobrir que Dom Diniz, em virtude de sua desavença com Leonor Teles, exila-se. Posteriormente, retorna a Portugal, após a batalha de Aljubarrota, mas, o novo rei, Dom João I de Avis (também seu meio-irmão), que já conhecia o caráter irrequieto do infante, envia-o à Inglaterra. Alguns anos depois, torna-se prisioneiro de piratas flamengos. Depois de um longo cativeiro, vai para a Espanha, onde passa a lutar contra Portugal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;Em “Arras por foro de Espanha”, Dom Diniz é o único que não se dobra aos caprichos da rainha, mas também não termina como um vencedor (à moda das regras estilísticas da estética romântica). Afasta-se de cena, à meia-noite, dentro de uma barca que “subia com dificuldade a corrente rápida do Douro”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;Quanto ao povo (a “arraia miúda”), este, por si só, vale como personagem. Não há distinções hierárquicas entre o povo. Excetuando-se Fernão Vasques, eleito porta-voz da população, ninguém se destaca em particular. Mas o povo em “Arras por foro de Espanha” é grandioso ao lutar e pequeno e insignificante na derrota. É para se lamentar sempre a sorte de um povo que se acomoda à ideologia dominante, que se concilia ao patriarcalismo milenar. Alcácer por Sua Senhoria!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Outros personagens aparecem ao longo da narrativa de Herculano (Frei Roy, Mestre Bartolomeu Chambão e outros) ajudando a formar os elos da intriga ficcional atrelada ao modelo da ficção romântica. Entre todos é ainda a figura ímpar da malvada rainha que se destaca. Ela é a alma da narrativa. Ela é terrível em sua vingança, mas sem ela a história do rei D. Fernando de Portugal seria outra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Neuza Machado - &lt;a href="mailto:neumac@oi.com.br"&gt;neumac@oi.com.br&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7792626444388820236-2209190487732977647?l=neuzamachadoletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://neuzamachadoletras.blogspot.com/feeds/2209190487732977647/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://neuzamachadoletras.blogspot.com/2011/03/arras-por-foro-de-espanha-questao-do.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7792626444388820236/posts/default/2209190487732977647'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7792626444388820236/posts/default/2209190487732977647'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://neuzamachadoletras.blogspot.com/2011/03/arras-por-foro-de-espanha-questao-do.html' title='ARRAS POR FORO DE ESPANHA: A QUESTÃO DO HERÓI ROMÂNTICO NA LITERATURA PORTUGUESA'/><author><name>Neuza Machado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09192586719278533122</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_mQUeHmTf-DM/SR4tJHKHZzI/AAAAAAAAAAw/F2D60bSRL0k/S220/FotoNeuza.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-rKq0BSrlMnA/TXfQg4rab7I/AAAAAAAACQE/7p-huS9u5Bg/s72-c/Leonor%2BTeles.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7792626444388820236.post-8328181153834056654</id><published>2011-03-08T11:32:00.000-08:00</published><updated>2011-03-08T12:40:06.459-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Neuza Machado'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='VIVA O DIA INTERNACIONAL DA MULHER'/><title type='text'>VIVA O DIA INTERNACIONAL DA MULHER</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;VIVA O DIA INTERNACIONAL DA MULHER!&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;em&gt;NEUZA MACHADO&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-u80OwORpfmk/TXaFdPF0_wI/AAAAAAAACP0/5JsU1i67G0c/s1600/Tarot%2B-%2BA%2BFor%25C3%25A7a%2B1.jpg"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 465px; FLOAT: left; HEIGHT: 572px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5581795525485985538" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-u80OwORpfmk/TXaFdPF0_wI/AAAAAAAACP0/5JsU1i67G0c/s400/Tarot%2B-%2BA%2BFor%25C3%25A7a%2B1.jpg" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:180%;"&gt;Para todas as Mulheres do Brasil e do Mundo, Um Feliz Dia Internacional da Mulher!&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7792626444388820236-8328181153834056654?l=neuzamachadoletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://neuzamachadoletras.blogspot.com/feeds/8328181153834056654/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://neuzamachadoletras.blogspot.com/2011/03/viva-o-dia-internacional-da-mulher.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7792626444388820236/posts/default/8328181153834056654'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7792626444388820236/posts/default/8328181153834056654'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://neuzamachadoletras.blogspot.com/2011/03/viva-o-dia-internacional-da-mulher.html' title='VIVA O DIA INTERNACIONAL DA MULHER'/><author><name>Neuza Machado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09192586719278533122</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_mQUeHmTf-DM/SR4tJHKHZzI/AAAAAAAAAAw/F2D60bSRL0k/S220/FotoNeuza.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-u80OwORpfmk/TXaFdPF0_wI/AAAAAAAACP0/5JsU1i67G0c/s72-c/Tarot%2B-%2BA%2BFor%25C3%25A7a%2B1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7792626444388820236.post-4725506377618265059</id><published>2011-03-01T02:48:00.000-08:00</published><updated>2011-03-03T16:08:38.116-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Neuza Machado'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='FELIZ ANIVERSÁRIO CIDADE DO RIO DE JANEIRO'/><title type='text'>FELIZ ANIVERSÁRIO CIDADE DO RIO DE JANEIRO</title><content type='html'>&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify" align="justify"&gt;&lt;span style="mso-ansi-language: PT;font-family:Arial;" lang="PT" &gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;FELIZ ANIVERSÁRIO CIDADE DO RIO DE JANEIRO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="mso-ansi-language: PT;font-family:Arial;" lang="PT" &gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;NEUZA MACHADO&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="mso-ansi-language: PT;font-family:Arial;" lang="PT" &gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-C81_sJeKdY8/TWzRfjrw8JI/AAAAAAAACPM/CF-tY6hzylU/s1600/S5022948.JPG"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 454px; FLOAT: left; HEIGHT: 411px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5579064378490155154" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-C81_sJeKdY8/TWzRfjrw8JI/AAAAAAAACPM/CF-tY6hzylU/s400/S5022948.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;Feliz Aniversário Cidade Maravilhosa!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="mso-ansi-language: PT;font-family:Arial;" lang="PT" &gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;Minha Querida Cidade!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="mso-ansi-language: PT;font-family:Arial;" lang="PT" &gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;Diz o ditado popular que Deus é brasileiro, melhor dizendo, eu diria que Ele é Carioca, e eu, que nasci mineira e me tornei carioca, tenho que reconhecer que o Supremo Criador caprichou no &lt;em&gt;design&lt;/em&gt;, porque essa mistura de linhas montanha-mar é de deslumbrar!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="mso-ansi-language: PT;font-family:Arial;" lang="PT" &gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;Entretanto, minha querida Cidade, de vez em quando algumas inimagináveis transformações geológicas acontecem. Mas, hoje, dia do seu aniversário, eu quero esquecer os terríveis problemas climáticos que nos afetaram no mês de janeiro e lembrar somente das coisas boas que todo carioca sente e não se cansa de compartilhar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="mso-ansi-language: PT;font-family:Arial;" lang="PT" &gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;Para comemorar mais um ano de sua gloriosa vida, é de vital importância relembrar suas qualidades: “berço do samba e das lindas canções”, “coração do Brasil”, “terra que a todos seduz”, além de outras. Sem esses atributos reunidos, o Mito da Cidade Maravilhosa, inicialmente registrado pelo cronista Coelho Neto, não teria se estabelecido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="mso-ansi-language: PT;font-family:Arial;" lang="PT" &gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;E, como o mito ainda não morreu, o HINO DA CIDADE DO RIO DE JANEIRO, de André Filho, ainda pode ser cantado, senão com a força de seus primórdios, pelo menos com mais sinceridade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="mso-ansi-language: PT;font-family:Arial;" lang="PT" &gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;HINO DA CIDADE DO RIO DE JANEIRO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="mso-ansi-language: PT;font-family:Arial;" lang="PT" &gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;em&gt;André Filho&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="mso-ansi-language: PT;font-family:Arial;" lang="PT" &gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;Cidade maravilhosa,&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="mso-ansi-language: PT;font-family:Arial;" lang="PT" &gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;Cheia de encantos mil&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="mso-ansi-language: PT;font-family:Arial;" lang="PT" &gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;Cidade maravilhosa,&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="mso-ansi-language: PT;font-family:Arial;" lang="PT" &gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;Coração do meu Brasil!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="mso-ansi-language: PT;font-family:Arial;" lang="PT" &gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;Berço do samba e das lindas canções,&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="mso-ansi-language: PT;font-family:Arial;" lang="PT" &gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;Que vivem n’alma da gente.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="mso-ansi-language: PT;font-family:Arial;" lang="PT" &gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;És o altar dos nossos corações&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="mso-ansi-language: PT;font-family:Arial;" lang="PT" &gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;Que cantam alegremente!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="mso-ansi-language: PT;font-family:Arial;" lang="PT" &gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;Cidade maravilhosa,&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="mso-ansi-language: PT;font-family:Arial;" lang="PT" &gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;Cheia de encantos mil&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="mso-ansi-language: PT;font-family:Arial;" lang="PT" &gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;Cidade maravilhosa,&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="mso-ansi-language: PT;font-family:Arial;" lang="PT" &gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;Coração do meu Brasil!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="mso-ansi-language: PT;font-family:Arial;" lang="PT" &gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;Jardim florido de amor e saudade,&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="mso-ansi-language: PT;font-family:Arial;" lang="PT" &gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;Terra que a todos seduz...&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="mso-ansi-language: PT;font-family:Arial;" lang="PT" &gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;Que Deus te cubra de felicidade...&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="mso-ansi-language: PT;font-family:Arial;" lang="PT" &gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;Ninho de sonho e de luz!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="mso-ansi-language: PT;font-family:Arial;" lang="PT" &gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;Cidade maravilhosa,&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="mso-ansi-language: PT;font-family:Arial;" lang="PT" &gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;Cheia de encantos mil&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="mso-ansi-language: PT;font-family:Arial;" lang="PT" &gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Cidade maravilhosa,&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="mso-ansi-language: PT;font-family:Arial;" lang="PT" &gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Coração do meu Brasil!&lt;/span&gt;&lt;?xml:namespace prefix = o /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7792626444388820236-4725506377618265059?l=neuzamachadoletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://neuzamachadoletras.blogspot.com/feeds/4725506377618265059/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://neuzamachadoletras.blogspot.com/2011/03/feliz-aniversario-cidade-do-rio-de.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7792626444388820236/posts/default/4725506377618265059'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7792626444388820236/posts/default/4725506377618265059'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://neuzamachadoletras.blogspot.com/2011/03/feliz-aniversario-cidade-do-rio-de.html' title='FELIZ ANIVERSÁRIO CIDADE DO RIO DE JANEIRO'/><author><name>Neuza Machado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09192586719278533122</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_mQUeHmTf-DM/SR4tJHKHZzI/AAAAAAAAAAw/F2D60bSRL0k/S220/FotoNeuza.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-C81_sJeKdY8/TWzRfjrw8JI/AAAAAAAACPM/CF-tY6hzylU/s72-c/S5022948.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7792626444388820236.post-3013701145782672928</id><published>2011-02-26T04:59:00.000-08:00</published><updated>2011-02-26T05:20:23.650-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Neuza Machado'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='NOVAS AVENTURAS DE DIANNA VALENTE - 3'/><title type='text'>NOVAS AVENTURAS DE DIANNA VALENTE - 3</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: normal;font-family:Arial;font-size:130%;color:black;"   &gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;NOVAS AVENTURAS DE DIANNA VALENTE - 3&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;NEUZA MACHADO&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-DRicupfostQ/TWj818uOHZI/AAAAAAAACO0/OCYp_PiJos0/s1600/Netuno%2Be%2BAnfitrite%2B1.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 459px; FLOAT: left; HEIGHT: 460px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5577986142261616018" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-DRicupfostQ/TWj818uOHZI/AAAAAAAACO0/OCYp_PiJos0/s400/Netuno%2Be%2BAnfitrite%2B1.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;Se Você Não EsTá Lembrado,&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: normal;font-family:Arial;font-size:130%;color:black;"   &gt;&lt;strong&gt;Vou ReTomar o Já Dicto&lt;br /&gt;Um Pouco Mais Bem Contado,&lt;br /&gt;N’Um RePensar Infinito,&lt;br /&gt;Para Ser Avaliado&lt;br /&gt;Por Pensador Irrestricto:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Dianna do Cercado&lt;br /&gt;Do Meu Brasil, Prometeu,&lt;br /&gt;Depois de Receber o Recado&lt;br /&gt;Do Fantasma do Amadeus,&lt;br /&gt;Ao Seu TetraVô Muito Amado,&lt;br /&gt;Há Muito Vivendo no Céu,&lt;br /&gt;Que Iria ao Monti’Alado&lt;br /&gt;Coberto Por Raro Véu,&lt;br /&gt;Um Céu Brilhante, Estrelado,&lt;br /&gt;Em Noite de Puro Breu,&lt;br /&gt;De Dia, Um Sol Doirado&lt;br /&gt;A Iluminar o Museu&lt;br /&gt;Arbóreo, ReFlorestado,&lt;br /&gt;Lugar de Muito Himeneu&lt;br /&gt;No Monte Ou Alto Estimado&lt;br /&gt;De Um Vei-Brasil Perigeu!,&lt;br /&gt;O Conceição do Passado&lt;br /&gt;De Um Vei-Brasil Pigmeu,&lt;br /&gt;Hoje, Glorificado!,&lt;br /&gt;O Neo-Brasil do Apogeu,&lt;br /&gt;No Mundo Inteiro Aclamado&lt;br /&gt;Por Povo Nobre ou Plebeu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao Receber o Recado,&lt;br /&gt;Ou Ordem, Mui Comovida!,&lt;br /&gt;A Dianna do Neo-Eirado,&lt;br /&gt;O Meu Brasil Pura-Vida!,&lt;br /&gt;Intuiu Que o Neo-Contado&lt;br /&gt;Teria de Ter a Acolhida&lt;br /&gt;Dos Doutores no Riscado,&lt;br /&gt;Considerando a Medida&lt;br /&gt;Do Neo-Narrar Puridado,&lt;br /&gt;Sem Medida Consentida,&lt;br /&gt;Somente Verso Exaltado&lt;br /&gt;E Uma Petição Destemida,&lt;br /&gt;Ou Seja,&lt;br /&gt;Uma Suplicação do Agrado&lt;br /&gt;De Epopéia Preferida,&lt;br /&gt;Do Jeito de Cantor Estimado&lt;br /&gt;E de Heroicidade Vivida,&lt;br /&gt;Com Herói Qualificado,&lt;br /&gt;Mui Brilhante Em Sua Lida,&lt;br /&gt;E Para o Presidente, Amado!,&lt;br /&gt;De Sua Nação Querida,&lt;br /&gt;Um Versar Considerado,&lt;br /&gt;Dedicatória Distinguida,&lt;br /&gt;Pois Viagem ao Passado,&lt;br /&gt;Um ReTorno à Velha Vida,&lt;br /&gt;Precisa de Estatuto Selado&lt;br /&gt;E Nova Diferente Medida,&lt;br /&gt;Muito Parolado Alteado&lt;br /&gt;E Muita Guerra Vencida,&lt;br /&gt;Mostrar em Roteiro’Alado&lt;br /&gt;A Grandeza da Corrida,&lt;br /&gt;Os Solavancos do Viajado&lt;br /&gt;E a Vitória Merecida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para a Viagem ao Passado,&lt;br /&gt;Ao Alto da Conceição,&lt;br /&gt;Visitar o Muito Amado,&lt;br /&gt;O Amadeus Antigão,&lt;br /&gt;O TetraVô Espectrado,&lt;br /&gt;Um Fantasma na Amplidão,&lt;br /&gt;Mas Também Um Bell Narrado&lt;br /&gt;Da História da Nação,&lt;br /&gt;O Meu País Idolatrado,&lt;br /&gt;O Meu Brasil, o Meu Chão,&lt;br /&gt;A Dianna do Cercado,&lt;br /&gt;Guiada Pelo Toinzão,&lt;br /&gt;O Charreteiro Ensolarado,&lt;br /&gt;Filho de Apolo Romão,&lt;br /&gt;Seguiu Um Rumo Adoidado,&lt;br /&gt;Foi Parar no Esconsão&lt;br /&gt;De Netuno Mareado,&lt;br /&gt;Bem Distante do Sertão,&lt;br /&gt;Longe do Alto Buscado,&lt;br /&gt;A Serra da Conceição,&lt;br /&gt;Pois de Noite o Ensolarado,&lt;br /&gt;O Guia do Bell Carrão,&lt;br /&gt;Partia Pra Outro Lado,&lt;br /&gt;Deixando a Dianna na Mão,&lt;br /&gt;E a Bella, Sem-Rumo Dado,&lt;br /&gt;Vagava Sem Direção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, o Desvio do Neo-Dado,&lt;br /&gt;O Relato Em Diapasão,&lt;br /&gt;O Lamiré Musicado&lt;br /&gt;De Uma Viagem-Invenção,&lt;br /&gt;Em Prosa ou Neo-Versado,&lt;br /&gt;Na Insolidez da Direção,&lt;br /&gt;Está Sendo Elaborado&lt;br /&gt;Com Muita Concentração,&lt;br /&gt;E Ao Meu Leitor Estimado,&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;color:black;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: normal"&gt;&lt;strong&gt;Peço-lhe Compreensão,&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: normal"&gt;&lt;strong&gt;Pois o ReContar do Narrado&lt;br /&gt;E Sua Continuação,&lt;br /&gt;Será, Por Certo!, APresentado&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: normal"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;strong&gt;Na Próxima Capitulação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7792626444388820236-3013701145782672928?l=neuzamachadoletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://neuzamachadoletras.blogspot.com/feeds/3013701145782672928/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://neuzamachadoletras.blogspot.com/2011/02/novas-aventuras-de-dianna-valente-3.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7792626444388820236/posts/default/3013701145782672928'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7792626444388820236/posts/default/3013701145782672928'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://neuzamachadoletras.blogspot.com/2011/02/novas-aventuras-de-dianna-valente-3.html' title='NOVAS AVENTURAS DE DIANNA VALENTE - 3'/><author><name>Neuza Machado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09192586719278533122</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_mQUeHmTf-DM/SR4tJHKHZzI/AAAAAAAAAAw/F2D60bSRL0k/S220/FotoNeuza.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-DRicupfostQ/TWj818uOHZI/AAAAAAAACO0/OCYp_PiJos0/s72-c/Netuno%2Be%2BAnfitrite%2B1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7792626444388820236.post-1723014936057242900</id><published>2011-02-21T15:48:00.000-08:00</published><updated>2011-02-21T16:26:52.695-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Neuza Machado'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='NOVAS AVENTURAS DE DIANNA VALENTE - 2'/><title type='text'>NOVAS AVENTURAS DE DIANNA VALENTE - 2</title><content type='html'>&lt;span style="FONT-FAMILY: Arial; FONT-WEIGHT: normal; mso-fareast-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA; mso-bidi-: PT-BRfont-family:'Times New Roman';font-size:15;color:black;"   &gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;NOVAS AVENTURAS DE DIANNA VALENTE - 2&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: Arial; FONT-WEIGHT: normal; mso-fareast-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA; mso-bidi-: PT-BRfont-family:'Times New Roman';font-size:15;color:black;"   &gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;NEUZA MACHADO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-2NHG9nUHqDg/TWMAsoMsV2I/AAAAAAAACOs/5Uf2iBrtyEU/s1600/Diana%2B4.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 444px; FLOAT: left; HEIGHT: 391px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5576301530319705954" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-2NHG9nUHqDg/TWMAsoMsV2I/AAAAAAAACOs/5Uf2iBrtyEU/s400/Diana%2B4.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;Se Você Não EsTá Lembrado,&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: Arial; FONT-WEIGHT: normal; mso-fareast-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA; mso-bidi-: PT-BRfont-family:'Times New Roman';font-size:130%;color:black;"   &gt;&lt;strong&gt;Vou ReTomar o Já Dicto&lt;br /&gt;Um Pouco Mais Elaborado,&lt;br /&gt;N’Um Palavrear Irrestricto:&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: Arial; FONT-WEIGHT: normal; mso-fareast-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA; mso-bidi-: PT-BRfont-family:'Times New Roman';color:black;"  &gt;&lt;strong&gt;A Dianna do Cercado&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: Arial; FONT-WEIGHT: normal; mso-fareast-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA; mso-bidi-: PT-BRfont-family:'Times New Roman';color:black;"  &gt;&lt;strong&gt;Do Neo-Brasil Tão Bonito,&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: Arial; FONT-WEIGHT: normal; mso-fareast-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA; mso-bidi-: PT-BRfont-family:'Times New Roman';color:black;"  &gt;&lt;strong&gt;PreViu Um ReTorno Animado&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: Arial; FONT-WEIGHT: normal; mso-fareast-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA; mso-bidi-: PT-BRfont-family:'Times New Roman';color:black;"  &gt;&lt;strong&gt;Ao Seu Passado BenDicto,&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: Arial; FONT-WEIGHT: normal; mso-fareast-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA; mso-bidi-: PT-BRfont-family:'Times New Roman';color:black;"  &gt;&lt;strong&gt;ReVer o Ontem Sagrado&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: Arial; FONT-WEIGHT: normal; mso-fareast-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA; mso-bidi-: PT-BRfont-family:'Times New Roman';color:black;"  &gt;&lt;strong&gt;Do Vei-Familiar PreDicto,&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: Arial; FONT-WEIGHT: normal; mso-fareast-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA; mso-bidi-: PT-BRfont-family:'Times New Roman';color:black;"  &gt;&lt;strong&gt;Ou Seja,&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: Arial; FONT-WEIGHT: normal; mso-fareast-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA; mso-bidi-: PT-BRfont-family:'Times New Roman';color:black;"  &gt;&lt;strong&gt;Visitar o Mui Amado,&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: Arial; FONT-WEIGHT: normal; mso-fareast-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA; mso-bidi-: PT-BRfont-family:'Times New Roman';color:black;"  &gt;&lt;strong&gt;O Amadeus QuatroCentão,&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: Arial; FONT-WEIGHT: normal; mso-fareast-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA; mso-bidi-: PT-BRfont-family:'Times New Roman';color:black;"  &gt;&lt;strong&gt;O Seu TetraAvô Adorado,&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: Arial; FONT-WEIGHT: normal; mso-fareast-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA; mso-bidi-: PT-BRfont-family:'Times New Roman';color:black;"  &gt;&lt;strong&gt;Por Certo!, Um Esquisitão!,&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: Arial; FONT-WEIGHT: normal; mso-fareast-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA; mso-bidi-: PT-BRfont-family:'Times New Roman';color:black;"  &gt;&lt;strong&gt;Um Espírito Assinalado&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: Arial; FONT-WEIGHT: normal; mso-fareast-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA; mso-bidi-: PT-BRfont-family:'Times New Roman';color:black;"  &gt;&lt;strong&gt;Que Presidia o Sagrado&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: Arial; FONT-WEIGHT: normal; mso-fareast-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA; mso-bidi-: PT-BRfont-family:'Times New Roman';color:black;"  &gt;&lt;strong&gt;Super Monte ILuminado,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: Arial; FONT-WEIGHT: normal; mso-fareast-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA; mso-bidi-: PT-BRfont-family:'Times New Roman';color:black;"  &gt;&lt;strong&gt;O Alto da Conceição,&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: Arial; FONT-WEIGHT: normal; mso-fareast-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA; mso-bidi-: PT-BRfont-family:'Times New Roman';color:black;"  &gt;&lt;strong&gt;Um Lugar Valorizado,&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: Arial; FONT-WEIGHT: normal; mso-fareast-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA; mso-bidi-: PT-BRfont-family:'Times New Roman';color:black;"  &gt;&lt;strong&gt;RePleno De Superstição,&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: Arial; FONT-WEIGHT: normal; mso-fareast-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA; mso-bidi-: PT-BRfont-family:'Times New Roman';color:black;"  &gt;&lt;strong&gt;Para Sempre ReLembrado&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: Arial; FONT-WEIGHT: normal; mso-fareast-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA; mso-bidi-: PT-BRfont-family:'Times New Roman';color:black;"  &gt;&lt;strong&gt;No Espaço DiLatado&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: Arial; FONT-WEIGHT: normal; mso-fareast-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA; mso-bidi-: PT-BRfont-family:'Times New Roman';color:black;"  &gt;&lt;strong&gt;De Sua Família Em Questão,&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: Arial; FONT-WEIGHT: normal; mso-fareast-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA; mso-bidi-: PT-BRfont-family:'Times New Roman';font-size:130%;color:black;"   &gt;&lt;strong&gt;Um Monte Muito Afamado&lt;br /&gt;De Carangola, no Estado&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: Arial; FONT-WEIGHT: normal; mso-fareast-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA; mso-bidi-: PT-BRfont-family:'Times New Roman';color:black;"  &gt;&lt;strong&gt;De Minas Gerais Antigão,&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: Arial; FONT-WEIGHT: normal; mso-fareast-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA; mso-bidi-: PT-BRfont-family:'Times New Roman';color:black;"  &gt;&lt;strong&gt;Um Lugar Idolatrado,&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: Arial; FONT-WEIGHT: normal; mso-fareast-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA; mso-bidi-: PT-BRfont-family:'Times New Roman';color:black;"  &gt;&lt;strong&gt;Montanhoso!, Brilhantão!,&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: Arial; FONT-WEIGHT: normal; mso-fareast-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA; mso-bidi-: PT-BRfont-family:'Times New Roman';color:black;"  &gt;&lt;strong&gt;Prosopopaico!, Dourado!,&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: Arial; FONT-WEIGHT: normal; mso-fareast-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA; mso-bidi-: PT-BRfont-family:'Times New Roman';color:black;"  &gt;&lt;strong&gt;Um Sítio Mui Destacado&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: Arial; FONT-WEIGHT: normal; mso-fareast-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA; mso-bidi-: PT-BRfont-family:'Times New Roman';font-size:130%;color:black;"   &gt;&lt;strong&gt;Do Meu Brasil, o Meu Chão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Dianna MultiGente,&lt;br /&gt;Do Pensamento’Agitado,&lt;br /&gt;Estava Alegre e Contente&lt;br /&gt;Em Seu Casulo Doirado&lt;br /&gt;Na Tijuca Independente&lt;br /&gt;Do Rio Assinalado,&lt;br /&gt;O de Janeiro, Mui Quente!,&lt;br /&gt;Um Maravilhoso Cercado!,&lt;br /&gt;Uma Cidade!, Eloquente!,&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: Arial; mso-fareast-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA; mso-bidi-: PT-BRfont-family:'Times New Roman';font-size:14;color:black;"   &gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;Em Um Solilóquio’Animado&lt;br /&gt;Com Sua Mente DeMente,&lt;br /&gt;Naquele Estado Assombrado&lt;br /&gt;Do NonSense Inteligente,&lt;br /&gt;Mas Por Certo!, Inanimado!,&lt;br /&gt;Do RePensar Insistente,&lt;br /&gt;Quando Assim, Bem De Repente!,&lt;br /&gt;Não Sei ReTomar o Falado!,&lt;br /&gt;O Amadeus Veiro’Ausente,&lt;br /&gt;O TetraVô Muito Amado,&lt;br /&gt;Um Fantasma Imponente!,&lt;br /&gt;ReLembrado e Admirado,&lt;br /&gt;Um RePassado Parente&lt;br /&gt;Por Séculos Idolatrado!,&lt;br /&gt;Apareceu, InContinenti!,&lt;br /&gt;Em Seu RePensar Sublimado,&lt;br /&gt;Exigindo Impaciente&lt;br /&gt;Que Ela Fosse ao Monti’Alado,&lt;br /&gt;Para Uma Visita Florescente&lt;br /&gt;Ao Conceição do Passado,&lt;br /&gt;O Alto Muito Influente,&lt;br /&gt;Terra de Homem Indomado&lt;br /&gt;E de Mulher Mui Valente,&lt;br /&gt;Um Lugar Abençoado,&lt;br /&gt;Onde o Sangue Mui Potente&lt;br /&gt;De Seu Tronco, Entrelaçado,&lt;br /&gt;Distribuiu a Semente&lt;br /&gt;De Um Nome Valorizado,&lt;br /&gt;Muita Sementeira Luzente&lt;br /&gt;Que Desceu do Monte’Asado&lt;br /&gt;E S’Espalhou no Continente&lt;br /&gt;Do Brasil Glorificado,&lt;br /&gt;Ramificação Imponente&lt;br /&gt;Pontuando o Solo’Amado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: normal"&gt;&lt;strong&gt;Mas, a Continuação do Achado,&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: normal"&gt;&lt;strong&gt;A Viagem Com o Toinzão,&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: normal"&gt;&lt;strong&gt;O Charreteiro EnSolarado&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: normal"&gt;&lt;strong&gt;Que Sustentou o Cordão&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: normal"&gt;&lt;strong&gt;Do VaiVém do Contado,&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: normal"&gt;&lt;strong&gt;Pra Garantir a Condução&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: normal"&gt;&lt;strong&gt;De Um Narrar Conectado&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: normal"&gt;&lt;strong&gt;Com as Leis da Nova Canção,&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: normal"&gt;&lt;strong&gt;Ao Meu Leitor Estimado,&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: normal"&gt;&lt;strong&gt;Peço-lhe Compreensão,&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: normal"&gt;&lt;strong&gt;Pois o Continuar do Narrado&lt;br /&gt;Aos Poucos, Em Diapasão,&lt;br /&gt;Com Lamiré Afinado,&lt;br /&gt;Com Muita Concentração,&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: normal"&gt;&lt;strong&gt;Está Sendo Elaborado&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: normal"&gt;&lt;strong&gt;E Será APresentado&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: normal;font-size:130%;" &gt;&lt;strong&gt;Na Próxima Capitulação.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: Arial; mso-fareast-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA; mso-bidi-: PT-BRfont-family:'Times New Roman';font-size:14;color:black;"   &gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: normal;font-size:130%;" &gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7792626444388820236-1723014936057242900?l=neuzamachadoletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://neuzamachadoletras.blogspot.com/feeds/1723014936057242900/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://neuzamachadoletras.blogspot.com/2011/02/novas-aventuras-de-dianna-valente-2.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7792626444388820236/posts/default/1723014936057242900'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7792626444388820236/posts/default/1723014936057242900'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://neuzamachadoletras.blogspot.com/2011/02/novas-aventuras-de-dianna-valente-2.html' title='NOVAS AVENTURAS DE DIANNA VALENTE - 2'/><author><name>Neuza Machado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09192586719278533122</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_mQUeHmTf-DM/SR4tJHKHZzI/AAAAAAAAAAw/F2D60bSRL0k/S220/FotoNeuza.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-2NHG9nUHqDg/TWMAsoMsV2I/AAAAAAAACOs/5Uf2iBrtyEU/s72-c/Diana%2B4.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7792626444388820236.post-3355350721716285692</id><published>2011-02-18T05:05:00.000-08:00</published><updated>2011-02-19T07:40:54.089-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Neuza Machado'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='SOBRE A MÍDIA BRASILEIRA E O EX-PRESIDENTE LULA'/><title type='text'>SOBRE A MÍDIA BRASILEIRA E O EX-PRESIDENTE LULA</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" align="justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;SOBRE A MÍDIA BRASILEIRA E O EX-PRESIDENTE LULA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;NEUZA MACHADO&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-rveklIVHNHU/TV5wL3WhVfI/AAAAAAAACOM/fp9l_D3rm1Y/s1600/Lu%25C3%25ADs%2BIn%25C3%25A1cio%2BLula%2Bda%2BSilva%2B-%2B06%2B-%2B08%2B-%2B1981.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 463px; FLOAT: left; HEIGHT: 529px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5575016737870534130" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-rveklIVHNHU/TV5wL3WhVfI/AAAAAAAACOM/fp9l_D3rm1Y/s400/Lu%25C3%25ADs%2BIn%25C3%25A1cio%2BLula%2Bda%2BSilva%2B-%2B06%2B-%2B08%2B-%2B1981.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Peço aos meus leitores brasileiros (àqueles que comungam com meus ideais políticos e partilham de minha afeição e respeito pelo Ex-Presidente Luís Inácio Lula da Silva), manifestando também este meu pedido aos meus leitores brasileiros (os estrangeiros também) que moram fora do Brasil (e não têm muita noção do que ocorre por aqui, ou seja, do quanto o Ex-Presidente Lula foi maltratado pela grande mídia brasileira durante os seus oito anos de mandato, e ainda é — não o deixam em paz, comparando-o depreciativamente com a Presidenta Dilma, no intuito de abalar a afinidade política que há entre os dois), que leiam o texto do jornalista Maurício Dias, da Revista CARTA CAPITAL: “Um império contra um operário”, 18 de fevereiro de 2011 — &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;a href="http://cartacapital.com.br/destaques_carta_capital/um-imperio-contra-um-operario"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;cartacapital.com.br/destaques_carta_capital/um-imperio-contra-um-operario&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;Por favor, não deixem de ler o artigo deste idôneo jornalista desta excelente Revista. O jornalista Maurício Dias mostra em seu texto que a grande mídia brasileira [e principalmente a pequena, mas furiosa e toda poderosa elite brasileira que se considera a tal] nunca suportou a ascensão do Operário-Político Lula da Silva e a sua Vitoriosa Gestão no Palácio da Alvorada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;Lembrem-se de que a minha propaganda do Site da Revista acima mencionado é gratuita. E não me cansarei de prestigiar aqui em meus Blogs o Ex-Presidente Lula (que ficará na História do Brasil como o nosso Primeiro Maior Presidente Popular, o que é diferente de Populista — outros grandes Presidentes Brasileiros virão naturalmente) e a atual Presidenta Dilma Rousseff e os jornalistas idôneos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;Nesses meus anos de vida, eu recebi o privilégio de saber ler e avaliar o que se apresenta aos leitores brasileiros nos jornais e revistas. Aprendi a ler as linhas e a detectar as armadilhas políticas nas entrelinhas dos textos de Revistas e Jornais. Aprendi a separar o joio do trigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Se quiserem saber mais, a respeito do fato de o Ex-Presidente Lula continuar sendo o mal-amado da “grande” mídia, acessem o Site &lt;i&gt;Conversa&lt;/i&gt; &lt;i&gt;Afiada&lt;/i&gt; do jornalista Paulo Henrique Amorim (a propaganda também é gratuita, porque merece ser difundida, alastrada, espalhada, tornada de domínio público): &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;a href="http://www.conversaafiada.com.br/"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;http://www.conversaafiada.com.br/&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;Desde já, recebam os meus sinceros agradecimentos por suas visitas aos meus Blogs.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7792626444388820236-3355350721716285692?l=neuzamachadoletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://neuzamachadoletras.blogspot.com/feeds/3355350721716285692/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://neuzamachadoletras.blogspot.com/2011/02/sobre-midia-brasileira-e-o-ex.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7792626444388820236/posts/default/3355350721716285692'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7792626444388820236/posts/default/3355350721716285692'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://neuzamachadoletras.blogspot.com/2011/02/sobre-midia-brasileira-e-o-ex.html' title='SOBRE A MÍDIA BRASILEIRA E O EX-PRESIDENTE LULA'/><author><name>Neuza Machado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09192586719278533122</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_mQUeHmTf-DM/SR4tJHKHZzI/AAAAAAAAAAw/F2D60bSRL0k/S220/FotoNeuza.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-rveklIVHNHU/TV5wL3WhVfI/AAAAAAAACOM/fp9l_D3rm1Y/s72-c/Lu%25C3%25ADs%2BIn%25C3%25A1cio%2BLula%2Bda%2BSilva%2B-%2B06%2B-%2B08%2B-%2B1981.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7792626444388820236.post-7053158900012547005</id><published>2011-02-13T12:01:00.000-08:00</published><updated>2011-02-18T11:21:39.300-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Neuza Machado'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='NOVAS AVENTURAS DE DIANNA VALENTE - 1'/><title type='text'>NOVAS AVENTURAS DE DIANNA VALENTE - 1</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;NOVAS AVENTURAS DE DIANNA VALENTE - 1&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;NEUZA MACHADO&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-JhXTffaelQY/TVg-9OJPFLI/AAAAAAAACOE/ai75XUI6t3g/s1600/Carruagem%2BAntiga%2B-%2Bdetalhe%2B-%2BMonumento%2BRodovi%25C3%25A1rio%2B-%2BSerra%2Bdas%2BAraras%2B-%2BBrasil.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 410px; FLOAT: left; HEIGHT: 264px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5573273760360764594" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-JhXTffaelQY/TVg-9OJPFLI/AAAAAAAACOE/ai75XUI6t3g/s400/Carruagem%2BAntiga%2B-%2Bdetalhe%2B-%2BMonumento%2BRodovi%25C3%25A1rio%2B-%2BSerra%2Bdas%2BAraras%2B-%2BBrasil.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Mas ReTomando o Achado&lt;br /&gt;De Meu Canto ReNovado,&lt;br /&gt;A Dianna Espiralada&lt;br /&gt;Do Neo-Brasil Redentor,&lt;br /&gt;A Viajar Mui Alada!&lt;br /&gt;Com Seu Bello Condutor!&lt;br /&gt;O Toinzão Ensolarado&lt;br /&gt;Da Charrete MultiCor,&lt;br /&gt;Ou Faetonte ABrilhantado,&lt;br /&gt;Filho de Apolo Cantor,&lt;br /&gt;Viajando, EnLuarada!&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;A Direção Puridada&lt;br /&gt;Da Muito Veira Pousada&lt;br /&gt;De Amadeus Vei-Amor,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Pois Então!,&lt;br /&gt;Na Grandona EnCruzilhada&lt;br /&gt;Entre o Já Visto e o Que For,&lt;br /&gt;A Dianna Bem-Amada&lt;br /&gt;Percebeu, Com Destemor!,&lt;br /&gt;Que a Estrada Neo-Asada,&lt;br /&gt;Asinhas de Neo-Vigor,&lt;br /&gt;Não Era a Mesma de Antes,&lt;br /&gt;Pois Seguia Enviesada,&lt;br /&gt;Com Muita Curva Vibrante,&lt;br /&gt;A Direção da Nortada&lt;br /&gt;Do Vento Super InFlamante&lt;br /&gt;Que Vai à Rota DeGradada&lt;br /&gt;Do NonSense Bell Pulsante,&lt;br /&gt;Sem Racionalidade Versada,&lt;br /&gt;Uma Estrada Insinuante,&lt;br /&gt;Cabriolante, InTrincada,&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;Por Certo, Interessante!,&lt;br /&gt;Que Sai do Bell'Ocidente&lt;br /&gt;Para Um Mundo InFluente,&lt;br /&gt;Sem Nenhum Moderador,&lt;br /&gt;O Mundo Amplo, Diferente,&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Do Neo-deus do Vero’Amor.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;Se Você Não Tá Lembrado,&lt;br /&gt;Vou ReTomar o Já Dicto:&lt;br /&gt;A Dianna do Cercado&lt;br /&gt;Do Neo-Brasil Tão Bonito,&lt;br /&gt;PreViu Um ReTorno Animado&lt;br /&gt;Ao Seu Passado BenDicto,&lt;br /&gt;ReVer o Ontem Sagrado&lt;br /&gt;Do Vei-Familiar PreDicto,&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;Ou Seja,&lt;br /&gt;Visitar o Mui Amado,&lt;br /&gt;O Amadeus QuatroCentão,&lt;br /&gt;O Seu TetraAvô Adorado,&lt;br /&gt;Por Certo!, Um Esquisitão!,&lt;br /&gt;Um Espírito Assinalado&lt;br /&gt;Que Presidia o Sagrado&lt;br /&gt;Super Monte ILuminado,&lt;br /&gt;O Alto da Conceição,&lt;br /&gt;Um Lugar Valorizado,&lt;br /&gt;RePleno De Superstição,&lt;br /&gt;Para Sempre ReLembrado&lt;br /&gt;No Espaço DiLatado&lt;br /&gt;De Sua Família Em Questão,&lt;br /&gt;Um Monte Muito AFamado&lt;br /&gt;De Carangola, no Estado&lt;br /&gt;De Minas Gerais Antigão,&lt;br /&gt;Um Lugar Idolatrado,&lt;br /&gt;Montanhoso!, Brilhantão!,&lt;br /&gt;Prosopopaico!, Dourado!,&lt;br /&gt;Um Sítio Mui Destacado&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Do Meu Brasil, o Meu Chão.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;Mas, a Continuação do Achado,&lt;br /&gt;A Viagem Com o Toinzão,&lt;br /&gt;O Charreteiro EnSolarado&lt;br /&gt;Que Sustentou o Cordão&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Do VaiVém do Contado,&lt;br /&gt;Pra Garantir a Condução&lt;br /&gt;De Um Narrar Conectado&lt;br /&gt;Com as Leis da Nova Canção,&lt;br /&gt;Ao Meu Leitor Estimado,&lt;br /&gt;Peço-lhe Compreensão,&lt;br /&gt;Pois o Continuar do Narrado&lt;br /&gt;Está Sendo Elaborado&lt;br /&gt;E Será APresentado&lt;br /&gt;Na Próxima Capitulação.&lt;?xml:namespace prefix = o /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7792626444388820236-7053158900012547005?l=neuzamachadoletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://neuzamachadoletras.blogspot.com/feeds/7053158900012547005/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://neuzamachadoletras.blogspot.com/2011/02/novas-aventuras-de-dianna-valente-1.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7792626444388820236/posts/default/7053158900012547005'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7792626444388820236/posts/default/7053158900012547005'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://neuzamachadoletras.blogspot.com/2011/02/novas-aventuras-de-dianna-valente-1.html' title='NOVAS AVENTURAS DE DIANNA VALENTE - 1'/><author><name>Neuza Machado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09192586719278533122</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_mQUeHmTf-DM/SR4tJHKHZzI/AAAAAAAAAAw/F2D60bSRL0k/S220/FotoNeuza.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-JhXTffaelQY/TVg-9OJPFLI/AAAAAAAACOE/ai75XUI6t3g/s72-c/Carruagem%2BAntiga%2B-%2Bdetalhe%2B-%2BMonumento%2BRodovi%25C3%25A1rio%2B-%2BSerra%2Bdas%2BAraras%2B-%2BBrasil.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7792626444388820236.post-3935206034452675300</id><published>2011-02-11T13:35:00.000-08:00</published><updated>2011-02-11T13:48:26.286-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='MACHADO DE ASSIS: PENSAMENTO SOBRE LIBERDADE'/><title type='text'>MACHADO DE ASSIS: PENSAMENTO SOBRE LIBERDADE</title><content type='html'>&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN-LEFT: 0cm" class="MsoBodyTextIndent"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;MACHADO DE ASSIS: PENSAMENTO SOBRE LIBERDADE&lt;?xml:namespace prefix = o /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-_o7tzaJc228/TVWsj26ICUI/AAAAAAAACN8/DOkKhnJaA0A/s1600/Passeata%2Bdos%2BCem%2BMil%2B-%2BRio%2Bde%2BJaneiro%2B1968.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 463px; FLOAT: left; HEIGHT: 377px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5572549845975566658" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-_o7tzaJc228/TVWsj26ICUI/AAAAAAAACN8/DOkKhnJaA0A/s400/Passeata
