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terça-feira, 4 de maio de 2010

4.1 – O RETORNO DE CIBELE: CIBELE SE DEPARA COM O CHEIRO HORRÍVEL DO BASILISCO TERRÍVEL


4.1 – O RETORNO DE CIBELE: CIBELE SE DEPARA COM O CHEIRO HORRÍVEL DO BASILISCO TERRÍVEL

NEUZA MACHADO


Depois de se disfarçar
e de se enfeitar,
adonando-se invisível
do corpo terreno
de Almandina Rubirosa Cristina
do Instigante Olhar,
a diva Cybele Gisele
Docéu e Dumar,
pelas ruas da Tijuca Guerreira
e das Maravilhas Sem-Par,
em uma mágica Quarta-Feira,
resolveu passear,
deveras contente,
acompanhada evidentemente
per seus oito Leões-de-Chácara
invisíveis, provenientes
da Ilha de Madagascar.

Anteriormente,
ao sair de casa para passear,
a Cybele, aluada!,
uma antiga divina
não acostumada
com os imprevistos vivenciais
do Novo Tempo Assinalado,
não pode imaginar
o que iria encontrar.
Se aquela mulher fascinante
de aura faiscante
fosse realmente
a Sacerdotisa Almandina Otomante
De'Mente Brilhante,
por certo!, teria receio
do terribilíssimo azar,
e não se atreveria a andar
pelas ruas da Cidade
Escura e Vazia
em plena noite fechada
esfumada
e de muita magia.
Mas a verdade
anteriormente
já vos foi relatada!
Aquele corpo feminino vivente,
naquele momento diferente,
já não pertencia
a Almandina Rubirosa
Brilhante Otomante
De'Mente.
O tal corpo feminino iluminado,
naquele intervalo
de tempo do passado,
pertencia deveras,
e com muito penhor!,
à mitológica Deidade
do Afamado Veículo
Veloz Voador.

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