4.3 – O RETORNO DE CIBELE: CIBELE SE DEPARA COM O CHEIRO HORRÍVEL DO BASILISCO TERRÍVEL
NEUZA MACHADO

A Cidade,
a Deidade
já há muito sabia!,
aos poucos
estava a perder
seu encanto e alegria,
pois um terço
de seus Habitantes
Cantantes Vibrantes
na mais extrema
miséria vivia.
Debaixo de viadutos
e pontes,
e nas íngremes
e tortuosas
e estranhas ruelas
de seus diversos montes,
aquela Pobre População
se escondia.
A comida era escassa,
sem graça!,
e água farta não havia;
o que realmente existia
era uma Grande
Terrível Agonia.
Os ex-governantes
dos Tempos Passados
não se preocuparam
com as Vidas Sofridas
dos Brasileiros-Coitados.
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