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quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

AS AVENTURAS DE DIANNA QUIXOTINNA VALENTE DOS MIL NOMES BRASILEIROS


AS AVENTURAS DE DIANNA QUIXOTINNA VALENTE DOS MIL NOMES BRASILEIROS


NEUZA MACHADO


Antes De Começar,
Para, Com Muita Garra!, Contar
As Aventuras-Gincanas
Da Dianna Valentina
Ou Dianna Quixotinna
Do Meu Brasil Exemplar,
O Meu Brasil Secular,
Hoje, Modelo De Nação
Que Não Se Deixa Dominar
por fala de ocasião
de politiqueiro sem ar,
Uma Vez Que, Em Outros Tempos,
Acá, Foi Colônia D’Além-Mar,
Com seu Povo Escravizado,
Sem direito de brilhar
No Mapa Multi-Afamado
Da Geia Espetacular,
Necessito Relembrar
As Aventuras Sem-Par
De Mulheres Verdadeiras
Do Neo-Brasil Popular,
Todas Nobres Tecedeiras
De Estórias Di’Arrepiar,
As Odisséias Marias
Do Meu Brasil Popular,
As Circes Irinéias Das Vias
Insólitas, Do Neo-Vagar,
As Almandinas Cristinas,
Aquelas Do Avatar,
As Sacerdotisas Boninas,
Ou A Que Trocou De Lugar
Com A Cybellinha Divina,
A Diva Do Antigo Narrar,
As Diannas Interinas,
Sempre A recomeçar
As Suas Aventuras Felinas,
Por Terra, Por Céu E Mar.

Redigo, Com Muito Cantar,
Com minha verve de Minas,
Um Estado Espetacular,
A Essas Valentes Meninas
Do Brasil MultiEstelar,
Da Grandeza Feminina,
Quero O Meu Canto Ofertar
Todas São Tais, São Legais,
Em Minha Ágora Exemplar,
São Elas As Lamparinas
Do Fingir Do Neo-Narrar,
Todas, Com Suas Verves Traquinas,
Na Terra, No Céu E No Mar,
Pois, desde o noventa e oito
Do Neo-Calendário Solar,
As Ditas Valentes Meninas
Deixaram de fazer biscoito
Na Cozinha Milenar
Do Segundo, Finalzinho,
Para O Terceiro Alcançar,
Para que, Com Honra E Carinho,
Pudessem A Pátria Exaltar,
Do Brasil, Cada Cantinho,
O Neo-Brasil A Brilhar!

Então, então, por que não!,
Preste bastante atenção!,
Estavam as ditas Mulheres
A levantar as Colheres
Da Cozinha Neo-Solar,
Na qual, submissas aos Donos,
Ficavam a re-mourejar,
Todas em abandonos,
Abandonos do Prezar,
Todas com seus Velhíssimos Donos,
Esperando a Morte chegar,
Trabalhando como as Mouras
Do Passado Secular,
Ou Mulheres, Fêmeas Plenas,
Do nosso José de Alencar,
Ou como as Mulheres de Atenas
Do divo do lado de acá,
Aquelas das Belas Melenas,
Mas, Cegas no Verbo Amar,
Do Grã Chico de Holanda,
O Chico Buarque Sem-Par,
Nascido acá numa banda
Do meu Brazil Exemplar,
O Chico daquela Banda
Que estava à toa a passar,
Mas, que, por vezes, desanda
E começa a trabalhar
Por um Brasil Altaneiro
Querendo recomeçar,
Por um Brasil Pioneiro
Buscando Alvissareiro
Muitas Benesses alcançar,
Ou Poeta Estrangeiro
Morando no Rio de Janeiro,
Cidade de Bom Brasileiro,
De Povo Carioqueiro,
Poucas vezes, Milongeiro,
Muito mais Samba-Roqueiro,
Ou,quem sabe?, Cancioneiro,
Querendo o Futuro alcançar.

Pois, assim, então, Meu Irmão!
Foram as tais ditas Senhoras buscar
Nos Montes De Seu Rincão
A Tal Aventura Sem-Par,
E Escolheram Quomodo Chão
De Narrativas Invulgares
O Alto Da Conceição
De Seus Papais Milenares,
Pois, foi ali, com paixão,
Que eles estavam a namorar
A Suas Joanas do Sertão
E assim fertilizar
Os ditos cujos Embriões,
Que, num Futuro, a pensar,
Fariam ao Monte em questão
Muitas Viagens Sem-Par.

Mas, antes, quero excursar
O meu viver do passado,
Pois o atual Neo-Cantar
É Canto Muito Enrolado,
Este Implantado Narrar
Tem de sair acertado,
Com assertivos a brilhar,
Para ser abençoado,
― É preciso explicitar
O meu Brasilês Intrincado,
Um Tramoso Neo-Falar ―
Para ser abençoado
Por douto conceituado.

Redigo, o meu Neo-Narrado:
Depois do Feminino Embrião
Formatado E Bem Formado
No Tal Alto Idolatrado,
O Alto Da Conceição,
E de ser nascido e criado
Em Carangola, habitado
Ali por um bom tempão,
― Atente ao meu Neo-Tramado! ―
A Vida A Levou, Em Roldão,
Num Vendaval De Monção
Pro Rio Mui Venerado
E o Mundo, por certo!, então
Tornou-se muito apertado
Pra tanta imaginação
E muito causo contado.

E foi assim, meu Irmão!
Que surgiram, desdobradas,
Mil Marias e Irinéias,
Almandinas e Odisséias,
Recópias das Brasileiras,
Mulheres Tão Verdadeiras,
Heroínas da Nação,
Que se triplicam, altaneiras,
Mulheres trabalhadeiras
Buscando ganhar o pão,
Provedoras, hospitaleiras,
Dignificando a Nação,
Mas, Sonhando, Aventureiras,
Com Aventuras De Montão
E Carinho, Alvissareiras,
Enquanto vão, rotineiras,
Da Casa para o Empreguinho,
Em meio às mil barulheiras
Que encontram no Caminho,
Transmutando as Condutoras,
As Conduções Encrenqueiras
De Rodas Transportadoras,
Em Carruagens Fagueiras,
Brilhantes, Mui Sedutoras,
Agradáveis Voadeiras.

Daqui pra lá
De lá pra cá.
A vida um Grande Caos,
Por fora, encantamento,
Mas, por dentro,
Só tormento,
Querendo em Minas estar.
Mas, Minas, já foi,
Não é mais,
Ficou bem longe, pra trás,
Agora já tanto não dói,
Não doerá! Nunca mais!,
O fato de não estar lá.
Agora, que bem-estar!
Morando no Rio de Janeiro,
Um lugar hospitaleiro
Distante do bell lugar!
O Rio de Janeiro Faceiro,
Terra linda! De encantar!
E neste vinte e um, tão notório,
De um Junho, um mês tão solar,
Em Nono Ciclo Meritório
Para um Futuro Sem-Par,
Em início Mileneiro,
Em início Secular,
O Vinte e Um do Terceiro,
Nove anos a passar,
Já na metade do dia,
Com voz vibrante a troar,
A Representante-Maria
Das Mil Marias A Vagar.

Dia de glória e História
Estava por acontecer,
Naquele vinte e um, sem história,
De um Junho Sem Parecer,
A Minerva da Memória
Do Antigo Reviver
Se estranhou com a trajetória
Do Vei Narrar do Saber
E com garra mui notória
Destravou o ReDizer.

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